sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Global Research: Atentado no Canadá é resposta à guerra no Iraque


O ataque recente contra o parlamento canadense é uma resposta à autorização pela casa à participação do país na guerra contra o Estado Islâmico (EI) no Iraque, afirma nesta sexta-feira (24) o site Global Research.

Muitos temem que a manipulação que fazem as autoridades de fatos como este, que ocorreu na manhã de quarta-feira(22), aumente a islamofobia e a discriminação racial dos órgãos repressivos deste país, acrescenta o artigo.
No atentado foi morto um soldado e um dos supostos agressores próximo a sede principal do Parlamento, após a Câmara dos Comuns aprovar o emprego de aviões militares e forças especiais nas missões de combate no Iraque.
A medida foi aprovada apesar da escassa maioria com que conta o Governo Conservador do premiê Stephen Harper no parlamento, acrescenta o comentário do Global Research.
Após a Real Polícia Montada do Canadá informar sobre o tiroteio, não ficou claro se outros suspeitos ainda estão em liberdade.
Mas a verdadeira intenção das forças policiais não era precisamente dar dados esclarecedores mas repetir aos canadenses que devem estar "vigilantes e registrar qualquer atividade suspeita".
Este ataque em Ottawa ocorreu dois dias após um homem atropelar dois soldados com seu automóvel e matar um deles na cidade de Saint-Jean-sul-Richelieu, província de Québec, a 40 quilômetros de Montreal.
O suspeito, identificado como Martin Couture-Rouleau, de 25 anos, foi morto a tiros pelas unidades especiais da ordem.
A campanha oficial sobre o tema assegurou que o jovem "queria ser convertido em terrorista", enquanto o diário Ottawa Sun informou que "sua família e as autoridades tentam averiguar por que ele seguiu as ordens do EI para assassinar", conclui Global Research.

Prensa Latina

El Pentágono inundado en dinero a pesar de problemas serios de la auditoría


El Congreso está ampliando el presupuesto 2014 del Pentágono en 32 mil millones de dólares. Actualmente recibe más de 600 mil millones, cuando su presupuesto corriente se consolida con el financiamiento suplementario para las guerras. Uno de cada cinco dólares provenientes de los impuestos de EEUU está gastándose en "defensa", acumulando un presupuesto mayor al total de los presupuestos de defensa combinados de los diez más gastadores en ese ítem.

¿Adónde va a parar ese dinero? "La respuesta exacta es un misterio", escribió Dave Gilson en Mother Jones. "Y es porque los libros del Pentágono son un completo lío". Como observó secamente la Oficina de Responsabilidad Gubernamental, el Pentágono tiene tan "serios problemas de gestión financiera" que sus declaraciones financieras resultan "inauditables". A pesar de un requerimiento de 1997 que ordena a las agencias federales a someterse a auditorías anuales, el Pentágono clama que "no alcanzará a preparar la auditoría" hasta 2017, dijo Gilson.
La falta de responsabilidad presupuestaria ha conducido al Pentágono a inversiones riesgosas, incluyendo, por ejemplo, el programa del avión F 35 F-35 Joint Strike Fighter (contratado con la Lockheed Martin), asegura el informe de Gilson. Pues Gilson resume, el programa F-35 tiene "un historial de años gravando enormemente el presupuesto y molestando con los problemas que le han ganado una reputación como el despilfarro de defensa más grande en la historia".
El informe de Mother Jones también analiza cómo los intereses de los congresistas y de las coaliciones del Congreso contribuyeron a la protección del presupuesto del Pentágono, incluso en un momento en que el Congreso imponía reducciones de gasto en bonos de alimentación y a otros programas sociales obligatorios. Aunque los conservadores fiscales en Defensa favorecían cortar gastos en el Congreso (como "las palomas", su contraparte liberal), terminaron alineándose con "los halcones" conservadores más bien para imponer cortes en gastos sociales, que reduciendo el presupuesto del Pentágono. Del mismo modo, esos halcones conservadores encontraron aliados entre los halcones liberales, que no apoyaban cortes nacionales, pero también quisieron más dinero para el gasto militar. Como observó Gilson, el gasto militar era "el pegamento que mantenía el trato de de unidad en el presupuesto".

Dave Gilson, "Can’t Touch This" Mother Jones - Argenpress

Brasil: Dilma abre vantagem de seis pontos no Datafolha e oito no Ibope


Os institutos Datafolha e Ibope divulgaram nesta quinta-feira (23) pesquisas que mostram que a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, aumentou a vantagem sobre o adversário tucano Aécio Neves, ficando isoladamente na frente em ambos os levantamentos.

Na pesquisa Datafolha, Dilma tem 53% das intenções de votos válidos, enquanto Aécio Neves ficou com 47%. Com a margem de erro dois pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma está na dianteira fora do empate técnico, com seis pontos de vantagem.
Nas quatro pesquisas anteriores do Datafolha, a situação sempre foi de empate técnico, sendo nas duas primeiras, com o tucano numericamente à frente (ambas por 51% a 49%). Nas duas últimas, a candidata reverteu o quadro e passou a ficar numericamente à frente, com 52% contra 48%.
Em votos totais, Dilma alcança 48%, Aécio atinge 42%. Brancos e nulos somam 5%. Outros 5% dizem não saber em quem votar.
Também subiu a avaliação do governo Dilma no Datafolha, passando de 42% para 44%, sendo o melhor patamar desde junho de 2013.
Votar em Aécio: “de jeito nenhum”
Por outro lado, aumentou a rejeição ao candidato tucano. A pesquisa mostra que 41% dos eleitores afirmam que não votam em Aécio “de jeito nenhum”. Em duas semanas, a rejeição dele, que era de 34%, subiu sete pontos. A taxa de rejeição de Dilma, por sua vez, caiu seis pontos e agora é de 37%.
O Datafolha ouviu 9.910 pessoas na quarta (22) e nesta quinta (23), por encomenda da Rede Globo.
Na pesquisa Ibope, Dilma também está na frente isoladamente, enquanto o tucano perde cinco pontos em uma semana. A candidata à reeleição tem 54% dos votos válidos contra 46% do candidato tucano, abrindo uma diferença de oito pontos de vantagem.
Nos votos totais, Dilma tem 49% contra 41% do tucano. Há 3% de indecisos e 7% de eleitores que pretendem anular ou votar em branco.
Em comparação à pesquisa anterior do Ibope, Dilma cresceu seis pontos nos votos totais (43% para 49%), enquanto Aécio perdeu quatro pontos (45% para 41%). A diferença de dois pontos veio dos indecisos, que eram 5% e agora são 3%. Não mudou a taxa de brancos e nulos.
Entre os votos válidos, Dilma cresceu de 49% para 54%, enquanto Aécio caiu de 51% para 46%.
A pesquisa mostra também o aumento da rejeição ao tucano, que passou de 35% para 42% do eleitorado. Já Dilma manteve 36%.
Também dá Dilma na resposta espontânea
Na resposta espontânea de intenção de voto, na qual o eleitor diz em quem vai votar sem ver a cartela circular com os nomes dos candidatos, Dilma tem 47% e Aécio, 39%. Brancos e nulos somam 7% e 6% de indecisos.
A pesquisa foi feita entre segunda (20) e quarta-feira (22) com 3.010 eleitores em 203 municípios de todas as regiões do país.

Vermelho com informações de agências

Siria: Países europeos propagan terrorismo en Oriente Medio


El Ministerio de Asuntos Exteriores de Siria criticó el jueves tajantemente a la Unión Europea (UE) por endurecer las sanciones contra el Gobierno de Damasco y aseguró que las políticas europeas han propagado el extremismo y el terrorismo en Oriente Medio.

La UE decidió hace tres días, en una reunión de sus jefes de Diplomacia, imponer sanciones a otras 16 personas y a dos entidades relacionadas con la que llamó la “represión” que lleva a cabo el Gobierno sirio.
Según la Cancillería del país árabe, tales medidas “son contradictorias, desconcertadas y lejos del enfoque correcto y lógico de la situación existente en Siria, así como constituyen una flagrante injerencia en los asuntos internos del país y muestran el pensamiento colonial de algunos países europeos”.
“Siria subraya que la UE debiera haber respetado las resoluciones del Consejo de Seguridad relacionadas con la lucha contra el terrorismo, en particular las resoluciones 2170 y 2178, antes de exigir a otros países respetar dichas resoluciones, pues las políticas europeas son las que han alentado el extremismo y la propagación del terrorismo en el Oriente Medio y contribuido a la inestabilidad en esta región”, agrega.
Para el Ministerio sirio son “ridículas” las declaraciones de los cancilleres europeos sobre la democracia ya que sus países tienen relaciones estrechas con aquellos Estados que violan los derechos humanos, especialmente los países árabes ribereños del Golfo Pérsico.
Tras recordar los apoyos financieros de los países europeos a los grupos terroristas como EIIL (Daesh, en árabe) y Frente Al-Nusra, la Cancillería siria ha denunciado que las sanciones perjudican al pueblo sirio.
“La Unión Europea impone sanciones económicas contra países soberanos e independientes, entre ellos Siria, teniendo en cuenta que estas sanciones solo afectan a los ciudadanos inocentes”, ha lamentado.
El conflicto desatado desde marzo de 2011 en Siria por los grupos armados patrocinados por distintos países, encabezados, según Damasco, por Estados Unidos, el régimen israelí y sus aliados europeos, así como Arabia Saudí, Turquía y Catar, ha dejado, de acuerdo con la ONU, un saldo de más de 200 mil muertos.

kaa/ncl/hnb - HispanTv

Terroristas del EIIL se drogan para cometer atrocidades


Los elementos del grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) se drogan antes de cometer sus atrocidades, ha confesado un miembro de esta banda que fue capturado hace nueve meses por las fuerzas kurdas en el norte de Siria.

En una reciente entrevista con la cadena estadounidense CBS, Karim Mufleh, un adolescente de 15 años, admitió que luchaba para el EIIL, pero aseguró que no lo hacía con su propia voluntad, sino que estaba obligado a obedecer al grupo terrorista.
"Cuando (Daesh) se apoderó de mi pueblo, me dio dos opciones: unirme a su grupo o ser decapitado", señaló Mufleh que se entrevistó con Holly Williams, corresponsal de CBS, en un cárcel en Siria.
El adolescente confesó que los integrantes del EIIL se drogaban para perpetrar crímenes, como atentados suicidas o matanza de civiles.
“Antes de ir a la batalla, los líderes del EIIL entregaban un medicamento a sus elementos que les hacía volverse locos”, explicó Mufle y detalló que personalmente había recibido Zolam, un fármaco que tiene propiedades ansiolíticas y antidepresivas.
Las fuerzas kurdas encontraron la semana pasada píldoras, en la ciudad de Kobani, norte de Siria, que los miembros del EIIL olvidaron cuando se vieron obligados a retirarse de varios puntos de esa ciudad.
Según varias fuentes, entre ellas Reuters, se trata del Captagón (fenetilina), una droga perteneciente a las anfetaminas. Mezclado con otras drogas, como el hachís, el Captagón forma parte de la ración alimenticia básica de los terroristas.
De acuerdo con los psicólogos, esta sustancia ayuda a los combatientes a soportar duras batallas, largas jornadas sin dormir e incluso el dolor si son torturados.
El EIIL, que cuenta con el apoyo de algunos países regionales y occidentales, controla varias zonas del norte de Siria, desde donde pudo, en junio, infiltrarse en el territorio iraquí, apoderándose de distintas áreas.
El grupo terrorista EIIL, según declaraciones del excontratista de la Agencia de Seguridad Nacional de EE.UU. (NSA, en inglés) Edward Snowden había sido creado por un trabajo conjunto entre los servicios de Inteligencia de EE.UU., el régimen de Israel y el Reino Unido.

kaa/ncl/hnb- HispanTv

Vem aí a nova quebradeira nos EUA: queda na recompra de ações


Desde o fim da recessão em 2009, investidores norte-americanos tomaram quantidade recorde de dinheiro emprestado para financiar suas compras de ações. Segundo o Financial Times, a margem de endividamento das empresas com ações na Bolsa de Valores de Nova York [orig. New York Stock Exchange (NYSE)] alcançou o pico em fevereiro de 2014, de $466 bilhões e só recentemente diminuiu levemente. São $85 bilhões a mais que em 2007, no auge da bolha. (Abaixo: a margem de endividamento tende a acompanhar de perto a trajetória dos mercados, embora não seja bom indicador de ‘pico’ de mercado.)

Tendência de alta no endividamento das Top 500, Bolsa de Valores de NY, agosto-2014

ETF Daily News - Tradução: Vila Vudu

Quando as ações começam a oscilar feito gangorra, como aconteceu semana passada, quase sempre é sinal de que investidores super endividados estão queimando estoques de ações para conseguir manter-se dentro da margem de endividamento. Aconteceu exatamente a mesma coisa, no período que antecedeu o Crash de 1929. Naquele ano, as ações caíram fortemente no fim de outubro, o que forçou investidores profundamente endividados a descarregar o que tinham, a preços de liquidação. Os preços despencantes desencadearam um pânico, que fez as ações entrarem em queda livre, o que fez desaparecerem bilhões de dólares, derrubou os mercados e preparou o caminho para a Grande Depressão. Adiante, um rápido resumo do que aconteceu:
“Dia 3 de setembro, o mercado caiu muito, subiu e tornou a cair. Foi como tremores de terra que anunciassem um grande terremoto, mas ninguém prestou atenção. O mercado já despencara antes, mas sempre retomava, e mais forte. O mercado despencou profundamente novamente dia 4 de outubro; dia 21, aconteceu uma avalanche de venda, com muitos tentando salvar qualquer coisa, ante a grande perda. Dia 24 de outubro – a “5ª-feira Negra” –, o pânico ganhou vida própria, com uma avalanche de ordens de venda, tão grande que ultrapassou a capacidade da Bolsa para acompanhar todas as vendas (...).
Os grandes financistas de Wall Street tentaram restaurar a confiança, comprando o máximo de ações que podiam. Funcionou – só por algum tempo. Na 2ª-feira seguinte o pânico recomeçou, e veio então a “3ª-feira Negra”, dia 29 de outubro. O pânico no salão da Bolsa converteu-se em tumulto generalizado. Nas palavras de uma testemunha, “Eles uivavam e gritavam, saltavam uns aos colarinhos dos outros. Foi como uma horda de homens enlouquecidos. A todo instante e por todos os lados (...) viam-se infelizes que desmaiavam e caíam ao chão. (...) Era o Crash, embora poucos tenham visto naquele momento (...) 30 bilhões de dólares foram perdidos – mais que o dobro da dívida nacional. A nação desabou e deslizou para as profundezas da Grande Depressão.” (The Wall Street Crash, 1929, Testemunha da História).
Não surpreendentemente, os bancos estiveram no centro também daquele fiasco, como também o principal agente dos bancos, o Federal Reserve.
Fato é que o FMI acaba de lançar uma avaliação severamente crítica contra as políticas do Fed, dizendo que juros zero, como têm sido praticados já há cinco anos, puseram novamente sob risco o sistema financeiro. Eis o que publicou o Guardian:
“Políticas acomodatícias com o objetivo de apoiar uma suposta recuperação e promover ‘risco econômico’ facilitaram que muitos embarcassem em riscos financeiros sempre crescentes” – disse o FMI. Como prova, o FMI indica o preço inflado dos ativos, menores prêmios para investimentos de mais alto risco e a baixa mobilidade nos mercados financeiros (...).”
O FMI disse que houve uma inversão entre os benefícios econômicos dos juros baixos e o processo de invenção de dinheiro chamado “facilitação quantitativa” [orig. quantitative easing], com diminuição da estabilidade financeira (...); os riscos de mercado e da liquidez aumentaram a níveis tais que, se não forem atacados, podem comprometer a estabilidade financeira.” (IMF warns period of ultra-low interest rates poses fresh financial crisis threat [FMI alerta: período de juros ultrabaixos cria nova ameaça de crise financeira], Guardian).[1]
Em outras palavras, o juro zero, que fixa em zero o preço do dinheiro, por anos a fio, aumenta a instabilidade financeira – e faz absolutamente nada a favor da economia real. Em resumo: o FMI, basicamente, está admitindo que o Fed construiu condições para nova quebradeira.
E a assunção de risco excessivo não está limitada só à margem de endividamento. Considerem-se por exemplo a recompra de ações, buybacks. Recomprar ações que nada acrescentar à produtividade ou ao real valor de uma empresa, só fazem aumentar o preço das ações, de modo que executivos e acionistas possam contabilizar mais lucros a favor deles mesmos. O que a maioria das pessoas não sabe sobre recompra de ações é que os empresários gatos-gordos patrões não estão reciclando lucros para poder comprar ações: eles estão-se aproveitando dos juros baixos para aumentar o endividamento das empresas.

China se convierte oficialmente en la primera economía mundial


La economía china ha llegado a ser la mayor del mundo tras superar la estadounidense. Es la evaluación oficial del Fondo Monetario Internacional (FMI), comenta este jueves RBC Daily.

China aventajó a EEUU en términos del PIB a paridad de poder adquisitivo (PPA). Pero el gigante asiático sigue a la zaga de EEUU en el PIB valorado a precios de mercado. Además, China necesitará bastante tiempo para liderar el PIB per cápita.
Es la primera vez que la economía china aventaja a la estadounidense en PPA. En 2014 el PIB de China totalizará 17,6 billones de dólares mientras que el de EEUU, 17,4 billones.
A finales de abril el Programa de Comparación Internacional (PCI) publicó nuevos datos sobre la paridad de poder adquisitivo. Se comentó que China está al punto de superar a EEUU por el volumen de su economía. Pues ahora el FMI ha registrado oficialmente ese logro.
RBC Daily recuerda que aún en 2005 la economía china representaba menos de la mitad de la estadounidense (en PPA) pero ya en 2011 alcanzó el 87% de la economía de EEUU.
Actualmente el gigante asiático representa el 14,9% del PIB mundial y EEUU el 17,1%, señala el informe del PCI.

Actualidad RT

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Pedido pela reforma do Conselho de Segurança é destaque na ONU


O Conselho de Segurança das Nações Unidas celebra, nesta quinta-feira (23), um debate aberto sobre os seus métodos de trabalho. O fórum retorna com as reivindicações de reforma da atual composição que inclui um corpo de 15 membros.

Segundo a embaixadora da Argentina na ONU, Maria Cristina Perceval, o evento representa uma nova oportunidade para ouvir os critérios e propostas para que os estados falem sobre o interesse quase unânime da comunidade internacional para aumentar a transparência e representatividade do Conselho.
“Convidamos os países para falar sobre o assunto, apresentar propostas concretas e identificar lacunas, obstáculos e dificuldades”, disse há poucos dias a diplomacia do país sul-americano, que este mês preside o órgão com um mandato para preservar a paz e a segurança no mundo.


Presidentes, primeiros-ministros e ministros das Relações Exteriores dos cinco continentes mencionaram a questão da reforma da agência em suas intervenções durante o debate de alto nível da Assembleia Geral das Nações Unidas, realizada de 24 a 30 do mês passado.
A principal reivindicação é em relação ao número de países que possuem assento permanente no Conselho de Segurança e poder de veto nas decisões (EUA, Rússia, China, França e Reino Unido).
Embora os pedidos de mudança surjam de todos os cantos do planeta, são as nações mais ao Sul que buscam construir um corpo mais inclusivo, transparente e democrático, que não interfira com o trabalho da Assembleia Geral, onde estão presentes os 193 países da ONU.

Prensa Latina

Norte – americanos lançam "por engano" armas para o Estado Islâmico


O Pentágono emitiu um comentário relativo ao vídeo difundido nesta terça-feira, 21 de outubro, que retrata os militantes do Estado Islâmico (EI) mostrando caixas com granadas lançadas por aviões dos EUA para ajudar as milícias curdas, mas que caíram nas mãos dos islamistas.

No entanto, o secretário de imprensa do Departamento de Defesa dos EUA, John Kirby, citado pela Reuters, asseverou que a maioria de munições chegou aos destinatários, ou seja, os defensores da cidade síria de Kobane.
Os especialistas ainda continuam estudando o vídeo, observou o almirante, mas já é evidente que as munições registradas nesse são uma parte das que tinham sido lançadas por aeronaves norte-americanas.
O Pentágono anunciou anteriormente que os aviões norte-americanos tinham lançado 28 lotes de armas e ajuda humanitária para as tropas curdas, mas um deles caiu no território controlado pelo EI. Mais tarde, o Departamento de Defesa informou que as aeronaves tinham aberto fogo e destruído as caixas extraviadas.

Rádio Voz da Rússia

Irán y Rusia afirman que EEUU promueve el terrorismo


Los viceministros de Asuntos Exteriores de Irán, Husein Amir Abdolahian, y de Rusia, Mijaíl Bogdanov, coincidieron en que las medidas adoptadas fuera del marco de las leyes internacionales como las acciones unilaterales de Estados Unidos incrementarán el extremismo en el Oriente Medio.

Durante un encuentro mantenido el miércoles en Teherán, capital iraní, Amir Abdolahian ha calificado las intervenciones de Estados Unidos en la región como uno de los principales promotores de la violencia y el terrorismo.
El vicecanciller iraní para Asuntos Árabes y Africanos, asimismo, cuestionó los objetivos de Estados Unidos y su llamada coalición internacional contra el grupo terrorista EIIL (Desh, en árabe) en Irak y Siria.


Estados Unidos, desde el pasado mes de agosto, realiza incursiones aéreas contra el grupo terrorista EIIL en Irak y, a finales de septiembre, junto a sus aliados, comenzó una campaña militar similar en Siria sin coordinación con el Gobierno de Damasco, sin embargo, estos bombardeos no han logrado frenar el avance de los terroristas en estos dos países.
Al respecto, Amir Abdolahian y Bogdanov pusieron hincapié en que cualquier medida militar dentro del territorio sirio sin la solicitud de este país árabe o el aval del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas (CSNU) es inadmisible, ya que la lucha contra el terrorismo no puede convertirse en un pretexto para violar la soberanía de los Estados.
En este sentido, llamaron a adoptar medidas transparentes, responsables y sinceras en combatir el terrorismo de conformidad con el derecho internacional.
El viceministro de Asuntos Exteriores de Irán ha expresado dudas sobre la "seriedad y sinceridad" de la llamada coalición anti-EIIL, además tachó de “teatrales” las medidas de los países miembros de la citada coalición para borrar sus antecedentes de apoyo al terrorismo.
Varios documentos, como los revelados por el excontratista de la Agencia de Seguridad Nacional de EE.UU. (NSA, en inglés) Edward Snowden, evidencian la implicación de Washington y algunos de sus aliados en la formación del grupo terrorista EIIL para desestabilizar la región y justificar su intervención militar.

rba/ktg/msf - HispanTv

Menores palestinos encarcelados en Israel denuncian maltratos


Menores palestinos en cárceles israelíes denuncian el trato inhumano que el régimen de Israel dispensa a los niños palestinos detenidos por fuerzas israelíes.

Por medio de un comunicado emitido este miércoles, el Ministerio para Asuntos de Prisioneros de Palestina cita los testimonios de dos adolescentes palestinos que revelan haber sido golpeados y asaltados por el régimen de Tel Aviv.
Como indica la nota, Mohamad Jaled Sharife, de 16 años, y Wisan Husein Awri, de 17 años, han relatado cómo fueron detenidos y perseguidos a un abogado que los visitó en la cárcel de HaSharon, centro ubicado en los territorios ocupados.
Sharife, según ha descrito, fue detenido por soldados israelíes el pasado 7 de julio en la Mezquita Al-Aqsa, situada en Al-Quds (Jerusalén), y fue “golpeado con fuerza” en el rostro cuando era trasladado a un centro de detención en la zona de Salah al-Din de Al-Quds.
Awri, a su vez, cuenta una historia similar sobre el comportamiento brutal de las fuerzas israelíes: cuando fue arrestado el pasado 1 de agosto, soldados israelíes encapuchados le golpearon con fuerza, además de propinarle patadas y puñetazos.
Actualmente, cerca de 7 mil presos palestinos, entre ellos mujeres y niños, se encuentran en las prisiones del régimen de Israel, arrestados en su mayoría bajo la detención administrativa.
De acuerdo con autoridades palestinas, el régimen de Israel mantiene cautivos a cientos de niños palestinos, a los que priva de sus derechos básicos.
A este respecto, el Comité de los Derechos del Niño de las Naciones Unidas ha indicado, en varios informes, que el régimen de Israel no responde a las exigencias referidas a la detención e interrogatorio de niños en los territorios ocupados.
Cuando en 1948 el régimen de Israel comenzó la invasión de Palestina, los niños y niñas de ese país observaron cómo sus casas eran ocupadas y muchos de sus familiares abocados a la diáspora.
Pasados más de sesenta años de políticas sistemáticas de ocupación israelí, los menores de ahora sufren junto a su pueblo las consecuencias de la ocupación.

tas/anz - HispanTv

Maduro: EE.UU. daña el planeta por "la desesperación de tener el control energético"


El presidente de Venezuela, Nicolás Maduro, ha culpado a EE.UU. de causar daños al planeta por el uso de la tecnología de extracción de petróleo conocida por el nombre de 'fracking'.

Nicolás Maduro ha calificado el llamado 'fracking', la tecnología para extraer petróleo mediante la fracturación de la roca madre, de "método salvaje" y ha acusado a EE.UU. de estar destruyendo "el planeta tierra" con el mismo, informa Telesur.
El presidente venezolano ha señalado que el 'fracking' "puede causar daños irreversibles de contaminación de manantiales que a su vez alimentan ríos. Llamo a un debate a que nuestros expertos se pronuncien sobre esto”.
Asimismo, Maduro ha añadido que EE.UU. produce unos 9,5 millones de barriles diarios con un "costo impagable" para el planeta por "la desesperación de tener el control energético".
"Antes inundaban el mercado para afectar los precios", explicó Maduro en referencia a EE.UU. Por esta razón aseguró que están "obligados a actuar, otra vez juntos, por los grandes intereses estratégicos y económicos de nuestros países. Estamos defendiendo nuestros recursos naturales (...) los EE.UU. ha pretendido golpear a Rusia, afectar a Irán y darle con el otro codo a Venezuela".

Actualidad RT

Príncipe saudita confiesa que Riad financió al Estado Islámico


Alwaleed bin Talal, un empresario multimillonario y miembro de la casa real de Arabia Saudita, ha admitido que ese país financió al Estado Islámico (EI) para ayudar a combatir y derrocar al Gobierno de Siria.

La revelación tuvo lugar durante una entrevista concedida el pasado martes a la cadena CNN, en la cual el magnate admitió que Arabia Saudita otorgó apoyo financiero a los extremistas del EI. "Desafortunadamente, algunos en Arabia Saudita financiaron a combatientes extremistas en Siria", dijo Alwaleed, que es sobrino del rey Abdullah bin Abdulaziz, según informa el portal PressTV.
No obstante, Alwaleed aseguró que la petromonarquía ha suspendido el financiamiento de la milicia yihadista. "Arabia Saudita ha implementado reglas estrictas para detener lo que estaba sucediendo. Por lo tanto, el financiamiento ha sido suspendido completamente", agregó.
Asimismo, recientemente el ayatolá Ahmad Jatami de Irán también afirmó que los petrodólares sauditas estaban financiado al movimiento yihadista del EI, subrayando que cualquier acto de terrorismo en el mundo musulmán está siendo financiado por la monarquía árabe.
Lo anterior tiene como trasfondo el enfrentamiento regional entre Irán y Arabia Saudita ya que Riad se opone al apoyo de Irán a grupos chiítas en Siria e Irak. Por esta razón la monarquía saudita optó por integrarse en la coalición encabezada por EE.UU. que, desde el pasado 23 de septiembre, bombardea las posiciones bajo control del EI en Siria e Irak, careciendo de una autorización previa tanto del Gobierno sirio como de una resolución por parte de la ONU. Ello es señalado por Irán como una clara injerencia de Washington en la región.
Las potencias occidentales y sus aliados regionales –especialmente Catar, Turquía y Arabia Saudita– han respaldado desde 2011 a los grupos extremistas que operan al interior del país con el objetivo de derrocar al Gobierno de Bashar Al Assad.

Actualidad RT

A impressionante contribuição de Cuba na luta contra o Ebola


O New York Times, considerado o mais importante jornal do ocidente, reconheceu em editorial publicado no domingo, 19 de outubro, o papel de Cuba na luta contra o Ebola e ressaltou que poderia ser o mais destacado entre todas as nações que lutam para deter o letal vírus. Enquanto o governo dos EUA envia militares para proteger campos de petróleo na região, Cuba envia remédios, enfermeiros e médicos.

Cuba é uma ilha pobre e relativamente isolada. Fica a mais de 7 mil quilômetros dos países africanos onde o ebola está se espraiando num ritmo alarmante. No entanto, devido ao seu compromisso de deslocar centenas de médicos e enfermeiros ao eixo da pandemia, Cuba poderia terminar jogando o papel mais destacado entre as nações que estão trabalhando para refrear a propagação do vírus.
A enorme contribuição de Cuba, sem dúvida, forma parte de seus esforços para melhorar seu ‘status’ no cenário mundial. Ainda assim deve ser aplaudida e imitada.
O pânico que a epidemia gerou ao redor do mundo não produziu uma resposta adequada por parte das nações que têm capacidade de colaborar. Ainda que os Estados Unidos e outros países tenham apresentado sua disposição de contribuir com dinheiro, somente Cuba e umas pouquíssimas organizações não governamentais estão proporcionando o que se necessita com maior urgência: profissionais médicos dispostos a atender pacientes.
Os médicos da África ocidental necessitam urgentemente de apoio internacional para construir centros de isolamento e pôr em prática melhores mecanismos para diagnosticar pacientes antes que desenvolvam sintomas avançados. Mais de 400 profissionais médicos já foram infectados e aproximadamente 4 450 pacientes morreram. Dado que foram diagnosticados uns poucos casos nos Estados Unidos e na Europa, as autoridades médicas temem que o vírus logo possa tornar-se uma crise mundial.
É lamentável que Washington, o principal contribuinte financeiro da luta contra o ebola não tenha vínculos diplomáticos com Havana, de sorte que Cuba poderia terminar desempenhando um trabalho ainda mais vital. Neste caso, a inimizade tem repercussões de vida ou morte, já que as duas capitais não dispõem de mecanismos para coordenar seus esforços em alto nível.
Para a administração Obama, este dilema tem de enfatizar a ideia de que os frutos de se normalizar as relações com Cuba envolvem muito mais benefícios que riscos.
Dos estrangeiros que trabalham na África ocidental, os médicos cubanos estarão certamente entre os mais expostos e é muito possível que alguns contraiam o vírus. A Organização Mundial da Saúde está coordenando o labor dos médicos, porém não está claro como conduziria a atenção e o traslado daqueles que chegaram a contrair a moléstia. A fim de transportar pacientes com ebola, faz-se necessário equipes de especialistas e aviões equipados com cabines de isolamento. A maioria das companhias de seguros disse que não está disposta a transportar pacientes com ebola.
O Secretário de Estado John Kerry elogiou na sexta-feira, 17, a “coragem de todo profissional médico que esteja assumindo esse desafio” e fez uma alusão breve à contribuição de Cuba. O exército norte-americano deslocou aproximadamente 550 soldados para respaldar as autoridades médicas nos países afetados. Seria questão de senso comum e compaixão que o Pentágono oferecesse assistência aos cubanos, no caso de algum de seus médicos enfermar-se. Por exemplo, deveria dar-lhes acesso ao centro médico que se construiu na capital da Libéria e ajudar na evacuação dos médicos afetados. É indispensável reconhecer que o trabalho dos especialistas cubanos contribui com o esforço mundial.
Entretanto, as autoridades estadunidenses, insensivelmente, recusaram-se a indicar se estariam dispostas a oferecer algum tipo de apoio.
Membros do setor médico em Cuba estão plenamente conscientes dos riscos envolvidos ao assumir missões perigosas. Foram os médicos cubanos que desempenharam o papel principal na luta contra o cólera no Haiti, depois do terremoto de 2010. Quando alguns regressaram enfermos a Cuba, a Ilha teve de combater o primeiro surto da enfermidade em décadas. Se o ebola chegasse a Cuba, representaria um desafio mais sério para a Ilha e a região, o que elevaria o risco de disparar o número de casos no hemisfério.
Cuba enviou médicos e enfermeiros a zonas de desastre durante décadas pelo mundo afora. Logo em seguida ao furacão Katrina em 2005, o governo de Havana ofereceu enviar equipes médicas para atender feridos em Nova Orleans. A Casa Branca rechaçou o oferecimento. Porém, se alegrou em ouvir, em dias recentes, que Cuba estava mobilizando equipes para atuar em missões na Serra Leoa, Libéria e Guiné no combate ao ebola.
Com apoio técnico da Organização Mundial da Saúde, o governo cubano capacitou 460 médicos e enfermeiros quanto as estritas precauções necessárias para atender os pacientes que padecem de um vírus altamente contagioso. O primeiro grupo, formado por 165 profissionais chegou a Serra Leoa há poucos dias. José Luis Di Fabio, representante da OMS, disse que a equipe enviada à África inclui médicos que haviam trabalhado anteriormente na região, circunstância que os faz ainda mais valiosos. “Cuba conta com um pessoal de saúde muito competente”, disse Di Fabio, médico de nacionalidade uruguaia.
Di Fabio disse que as sanções que os Estados Unidos mantêm sobre a Ilha geraram dificuldades para o setor médico cubano, já que vários centros carecem de equipamentos modernos e oferta suficiente de medicamentos.
Numa coluna publicada neste fim de semana no diário do governo cubano, Granma, Fidel Castro argumenta que os Estados Unidos e Cuba devem pôs de lado suas diferenças, ainda que temporariamente, a fim de combater uma ameaça global. Tem toda a razão.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Deu no New York Times! Agora é oficial: EUA são o maior estado terrorista do planeta


Noam Chomsky, Telesur, Venezuela - Tradução: Vila Vudu

Imaginem que o Pravda publicasse na primeira página os resultados de um estudo feito pela KGB que tivesse avaliado os resultados de todas as grandes operações terroristas que o Kremlin tivesse comandado ao redor do mundo, como parte do esforço para descobrir o que levou cada ‘ação’ dessas ao sucesso ou ao fracasso, e estudo que, no final, concluísse que, desgraçadamente, atos terroristas raramente ‘dão certo’ e de tal modo tendem a ‘dar errado’ que, hoje, seria muito mais recomendável [o Kremlin recomendando!] repensar a política e as vias políticas, em vez de fazer terrorismo.

Imaginem também que o artigo citasse o presidente Putin, o qual dissesse que havia encomendado esse estudo à KGB para descobrir casos de “financiamento e apoio com armas e munição a insurgentes ativos dentro de país estrangeiro e que tivessem realmente dado certo. E a KGB [Putin falando] não conseguiu encontrar grande coisa.” E que, por isso [Putin] relutava um pouco em repetir novos esforços terroristas.
Se – embora seja quase inimaginável – artigo desse tipo aparecesse publicado na imprensa, se ouviriam muitos gritos de ultraje e indignação que clamariam aos céus; e a Rússia seria amargamente criticada, condenada (e até coisa pior!) não só pelo terrível currículo como terrorista ativíssimo, afinal abertamente confessado, mas, também, por a classe política russa não mostrar nenhuma preocupação e nenhuma indignação, exceto pelo fato de o terrorismo de estado russo funcionar muito mal, e para ordenar que as práticas terroristas fossem aprimoradas.
Tudo isso é muito difícil de imaginar. Artigo desse tipo nunca seria publicado. O problema é que o tal artigo existe e foi publicado. De diferente, só um pequeno detalhe: apareceu publicado no New York Times – e é quase exatamente o tal artigo impossível.
Dia 14/10, a matéria de primeira página do New York Times tratava de um estudo feito pela CIA em que a Agência examina as principais ações terroristas comandadas pela Casa Branca em todo o mundo, num esforço para conhecer os fatores que levaram cada ação terrorista ao sucesso ou ao fracasso; e a CIA concluiu que, que, desgraçadamente, atos terroristas raramente ‘dão certo’ e de tal modo tendem a ‘dar errado’ que, hoje, seria indispensável repensar a política e as vias políticas, em vez de fazer terrorismo.
E o artigo cita o presidente Obama, o qual diz que havia encomendado esse estudo à CIA para descobrir casos de “financiamento e apoio com armas e munição a insurgentes ativos dentro de país estrangeiro e que tivessem realmente dado certo. E a CIA [é Obama falando] não conseguiu encontrar grande coisa.” E que, por isso [Obama] relutava um pouco em repetir novos esforços terroristas.
Não se ouviu nenhum grito de ultraje; indignação zero, nada.
A conclusão é clara. Na cultura política ocidental dá-se por natural e adequado que o Líder do Mundo Livre governa um estado-bandido terrorista e pode proclamar abertamente sua eminente liderança na prática de tais crimes. E dá-se por perfeitamente natural e adequado que o professor de Direito Constitucional e laureado com o Prêmio Nobel da Paz que tem as rédeas do poder só se deva preocupar com praticar com mais eficácia, o mesmo velho terrorismo de sempre.
Basta examinar mais de perto, para ter certeza que as conclusões a extrair são exatamente essas.
O artigo começa citando abertamente as operações [terroristas] dos EUA “de Angola a Nicarágua e a Cuba.” Acrescentemos um pouco do que o jornal omitiu.
Em Angola, os EUA uniram-se à África do Sul no apoio crucial ao UNITA, exército do terrorista Jonas Savimbi, e continuaram a apoiar aqueles terroristas mesmo depois de Savimbi já ter sido completamente derrotado numa eleição livre e cuidadosamente fiscalizada e até depois de a própria África do Sul já ter deixado de apoiar aquele “monstro cuja ânsia de poder trouxe terrível miséria para seu próprio povo” – nas palavras do embaixador britânico em Angola Marrack Goulding, secundado pelo chefe da estação da CIA na vizinha Kinshasa, o qual já alertara que “não foi boa ideia” apoiar o citado monstro, “por causa da extensão dos crimes de Savimbi. Era homem terrivelmente brutal.”
Apesar das operações terroristas extensivas e violentíssimas apoiadas pelos EUA em Angola, forças cubanas conseguiram expulsar do país os agressores sul-africanos, os obrigaram a deixar também a Namíbia que ocupavam ilegalmente, e abriram caminho para a eleição em Angola na qual, depois de derrotado, Savimbi “desconsiderou completamente a avaliação feita por quase 800 observadores estrangeiros que acompanharam as eleições, para os quais as eleições haviam sido livres e justas” (New York Times), e continuou a sua guerra terrorista com o apoio dos EUA.
Os feitos heroicos dos cubanos na libertação da África e no fim do apartheid foram saudados por Nelson Mandela, quando afinal deixou a prisão. Dentre seus primeiros atos, Mandela declarou que “durante todos os meus anos de prisão, Cuba foi uma inspiração, e Fidel Castro, uma torre de fortaleza (...)[as vitórias cubanas] destruíram o mito da invencibilidade do opressor branco e inspiraram as lutas de massas da África do Sul (...) ponto de virada para a libertação de nosso continente – e do meu povo – do flagelo do apartheid. (...) Que outro país pode apresentar histórico de mais desapego e desprendimento que Cuba, em suas relações com a África?”
Bem diferente disso, o comandante terrorista Henry Kissinger ficou “apoplético” ante a insubordinação do “pipsqueak” [nulidade; zé-ninguém; meia-leca] Castro, que tinha de ser “esmagado”, como registram William Leogrande e Peter Kornbluh em seu livro Back Channel to Cuba, a partir de documentos recentementes liberados para conhecimento público.


Voltando à Nicarágua, é preciso não esquecer a guerra terrorista de Reagan, que prosseguiu ainda bem depois de a Corte Internacional de Justiça ter ordenado a Washington que cessasse seu “uso ilegal da força” – quer dizer: terrorismo internacional – e pagasse reparação substancial, e depois de já haver projeto de resolução do Conselho de Segurança da ONU conclamando todos os estados (de fato, só os EUA) a respeitar a lei internacional, que foi vetada por Washington.
Mas é preciso reconhecer que a guerra terrorista de Reagan contra a Nicarágua – à qual Bush-pai, “o Bush estadista” – não foi tão destrutiva quando o terrorismo de estado que o mesmo Reagan patrocinara entusiasticamente em El Salvador e na Guatemala. A Nicarágua teve a vantagem de contar com um exército para enfrentar as forças terroristas comandadas pelos EUA, enquanto nos países vizinhos os terroristas que assaltavam a população eram as forças de segurança armadas e treinadas por Washington.
Em algumas semanas estaremos comemorando o Grand Finale das guerras terroristas de Washington na América Latina: o assassinato de seis importantes intelectuais latino-americanos, sacerdotes jesuítas, por uma unidade terrorista de elite do exército salvadorenho, o Batalhão Atlacatl, armado e treinado por Washington, agindo sob ordens explícitas do Alto Comando, e com longo currículo de massacres das vítimas de sempre.
Esse crime chocante, cometido dia 16/11/1989, na Universidade Jesuíta em San Salvador foi o ápice da terrível praga terrorista que se espalhou pelo continente depois que John F. Kennedy mudou a missão dos militares latino-americanos, de “defesa hemisférica” – relíquia já ultrapassada da 2ª Guerra Mundial – para “segurança interna”, o que significa: guerra contra a população doméstica, dentro de cada país.
Resultado disso aparece descrito sucintamente por Charles Maechling, que comandou o planejamento da contrainsurgência e defesa interna dos EUA, de 1961 a 1966. Ele fala da decisão de Kennedy, em 1962, como mudança de “tolerância com os roubos e a crueldade entre os militares latino-americanos”, para “cumplicidade direta” nos crimes dos mesmos militares, a ponto de os EUA garantirem apoio “aos métodos de Heinrich Himmler dos esquadrões-da-morte.”
Tudo isso está esquecido, exceto “o tipo certo de fatos”.
Em Cuba, as operações terroristas de Washington foram lançadas a pleno furor pelo presidente Kennedy, para punir os cubanos por terem derrotado a invasão da Baía dos Porcos comandada pelos EUA. Como escreve o historiador Piero Gleijeses, JFK “ordenou a seu irmão, o advogado-geral Robert F. Kennedy (RFK), que comandasse o grupo de alto nível inter-agências que concebeu a Operação Mongoose [fuinha], um programa de operações paramilitares, guerra econômica e sabotagem, que ele lançou no final de 1961, para impor ‘os terrores da Terra’ a Fidel Castro, ou, dito mais prosaicamente, para derrubá-lo do governo.”
A expressão “terrores da terra” é citada pelo historiador Arthur Schlesinger, sócio de RFK, na biografia semioficial que escreveu dele. RFK informou à CIA que o problema cubano passava a ser “a principal prioridade do governo dos EUA – tudo o mais é secundário –, e não se deve desviar nenhum minuto, nenhum esforço, nenhuma capacidade humana” do esforço para derrubar o governo de Castro e levar ‘os terrores da Terra’ a Cuba.”
A guerra terrorista lançada pelos irmãos Kennedy não foi coisa pequena. Envolveu 400 norte-americanos, 2 mil cubanos, uma esquadra privada de barcos rápidos e orçamento anual de $50 milhões, controlado em parte por uma base da CIA que operava em Miami, em violação do Ato de Neutralidade e, presumivelmente, violando também a lei que proíbe operações da CIA dentro dos EUA. As operações incluíram bombardeamento de hotéis e instalações industriais, afundamento de barcos pesqueiros, envenenamento de rebanhos e de plantações, contaminação de estoques de açúcar exportados, etc. Algumas dessas operações não foram especificamente autorizadas pela CIA, mas executadas pelas forças terroristas que a CIA fundara e financiava, diferença que nada significa no caso de ação contra inimigos oficiais.
As operações terroristas Mongoose foram comandadas pelo general Edward Lansdale, que tinha ampla experiência em operações terroristas comandadas pelos EUA nas Filipinas e no Vietnã. O trabalho da “Operation Mongoose” era gerar “revolta aberta e derrubar o regime comunista” em outubro de 1962, o que, para “sucesso definitivo exigirá intervenção militar decisiva dos EUA”, depois que o terrorismo e a subversão tivessem preparado o terreno.
Outubro de 1962 é, claro, momento muito significativo na história moderna. Naquele mês, Nikita Khrushchev enviou mísseis para Cuba, desencadeando a crise dos mísseis que chegou ameaçadoramente perto de uma guerra nuclear terminal. Especialistas reconhecem hoje que Khrushchev foi motivado em parte pela imensa preponderância dos EUA em termos de força, depois que Kennedy respondeu aos seus pedidos para reduzirem as armas ofensivas, aumentando ainda mais a vantagem dos EUA, e em parte por preocupação de que os EUA pudessem invadir Cuba. Anos depois, o secretário de Defesa de Kennedy, Robert McNamara, reconheceu que Cuba e Rússia tiveram razões para temer um ataque. “Se eu estivesse no lugar dos cubanos ou soviéticos, teria pensado como eles” – disse McNamara numa conferência internacional nos 40 anos da crise dos mísseis.
O muito respeitado analista político Raymond Garthoff, que teve muitos anos de experiência direta na inteligência dos EUA, relata que, nas semanas antes de a crise de outubro eclodir, um grupo de cubanos terroristas que operavam da Flórida com autorização dos EUA executou “um ousado ataque com barcos rápidos contra um hotel cubano próximo ao mar, nos arredores de Havana, onde se sabia que se reuniam técnicos militares soviéticos, matando grande número de russos e cubanos.” E pouco depois, continua Garthoff, as forças terroristas atacaram navios cargueiros britânicos e cubanos e outra vez invadiram Cuba, dentre outras ações cuja frequência aumentava no início de outubro. Num momento tenso da ainda não solucionada crise dos mísseis, dia 8 de novembro, uma equipe de terroristas enviada pelos EUA explodiu uma instalação industrial em Cuba, depois de as operações Mongoose já estarem oficialmente suspensas. Fidel Castro disse que 400 trabalhadores morreram nesse ataque, guiado por “fotografias feitas por aviões espiões”. Atentados para tentar assassinar Castro e outros ataques terroristas continuaram a acontecer imediatamente depois de a crise estar terminada, e escalaram novamente em anos posteriores.
Houve algumas poucas notícias de uma parte bem menor da guerra terrorista, muitos atentados para assassinar Castro, em geral deixadas rapidamente de lado como trapalhadas infantis da CIA. Além disso, nada do que aconteceu jamais atraiu muito interesse ou comentários nos EUA.
A primeira investigação séria, em idioma inglês, sobre o impacto daquelas ações sobre os cubanos foi publicada em 2010 pelo pesquisador canadense Keith Bolender, em seu Voices From The Other Side: An Oral History Of Terrorism Against Cuba, estudo valioso, largamente ignorado.
Os três exemplos considerados na matéria do New York Times sobre o terrorismo norte-americano são só a ponta do iceberg. Mesmo assim, é útil ver esse muito claro e significativo reconhecimento de o quanto Washington é dedicada a operações do terrorismo mais mortífero e destruidor, e do pouco, praticamente nada, que essa ação terrorista dos EUA significa para a classe política, que aceita como normal e adequado que os EUA se apresentem ante o mundo como superpotência terrorista, imune a leis e normas civilizadas.
Muito estranhamente, o mundo não pensa como a classe política norte-americana. Pesquisa internacional distribuída ano passado pelo Worldwide Independent Network/Gallup International Association (WIN/GIA) descobriu que os EUA ocupam o primeiro lugar, de longe, como “maior ameaça contra a paz mundial hoje”, muito à frente do Paquistão, segundo colocado (certamente inflado pelo voto dos indianos), e nenhum outro país sequer se aproxima desses dois.
Felizmente, os norte-americanos foram poupados, e não tiveram de tomar conhecimento dessa informação insignificante.

Brasil sob pressão da CIA


Nil NIKANDROV, Strategic Culture - Tradução: Vila Vudu

Mais de 200 ativistas políticos, intelectuais, artistas gente de arte e cultura assinaram um manifesto, dia 26 de outubro, chamando atenção para as ações hostis de Washington, com o objetivo de impedir a reeleição da presidenta Dilma Rousseff. O documento está postado em redes sociais. Diz que uma possível chegada ao poder de Aécio Neves do PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), que representa os interesses dos magnatas, provocará dano irreparável ao país e removerá quaisquer impedimentos que haja hoje ante a interferência direta nos assuntos internos do país. Neves ficará no papel de instrumento obediente nas mãos do governo dos EUA. Washington está fazendo de tudo, para conseguir que Neves seja eleito – algumas coisas são feitas só discretamente; outras são completamente ações clandestinas.

Todos os recursos de propaganda e de informação da CIA estão mobilizados para apoiar Neves. Cerca de 80 milhões de brasileiros têm acesso à internet, 150 milhões são usuários de telefones celulares. Os serviços especiais dos EUA conhecem muito bem inúmeras técnicas para desestabilizar países. Recentemente, o país foi cenário para ‘protestos’ contra a Copa do Mundo, mostrando que já há forças implantadas no Brasil, prontas para serem acionados em cenário de “revolução colorida” a qualquer momento.
No Brasil não há qualquer tipo de restrição à operação de organizações não governamentais (ONG), e muitas das ONGs que operam no Brasil têm ligações diretas com pessoal da embaixada e de consulados dos EUA, como com operadores da United States Agency for International Development, USAID. A inteligência humana é usada para desacreditar as políticas do governo de Dilma Rousseff. Espalham-se mentiras e desinformação, que pintam o governo como inefetivo e ineficaz, por todos os meios disponíveis. ‘Especialistas’ de televisão preveem o colapso nacional, no caso de a atual presidenta ser reeleita. Distribuem resultados duvidosos de ‘pesquisas de intensões de voto’ que só fazem confundir e complicar ainda mais qualquer visão objetiva da realidade.
Jornais usados como veículo de propaganda dedicados a distribuir ‘informação’ de pesquisas que as próprias empresas jornalísticas fazem ou encomendam a outras empresas, repetem incansavelmente a expressão “empate técnico”, que oferece muitos espaços para manipulação, falsificação e distorção de fatos, de que a CIA serve-se para empurrar para a ‘liderança’ nas pesquisas o candidato cuja eleição mais interessa aos EUA.
Há alguns anos, viu-se idêntico fenômeno no México. Enrique Peña Nieto, candidato apoiado pelos EUA, concorreu contra Lopez Obrador, candidato das classes populares e apoiador de Hugo Chávez. A manipulação e falcatruas para dar a vitória a Peña foram amplas e disseminadas, e muito mexicanos ainda duvidam de sua vitória nas urnas, mas Washington declarou que as eleições teriam sido transparentes e honestas.
Rubens Antônio Barbosa, principal conselheiro de Aécio Neves para assuntos internacionais é candidato virtual ao posto de Ministro das Relações Exteriores. Muitos apoiadores de Rousseff o têm como principal agente da CIA no Brasil, para influenciar o resultado das eleições. Barbosa foi embaixador do Brasil em Washington, [é autor publicado pelo Instituto Milênio] e presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo. Em harmonia com sua orientação pró-EUA, fala de “despolitizar a política externa” e de o Brasil “reconsiderar suas prioridades estratégicas em relação aos EUA e à China”.
Depois do auge do escândalo da espionagem, quando se soube que os telefones da presidenta Rousseff, de membros do gabinete, comandantes militares e de serviços especiais estavam sendo espionados pela CIA, e depois que o presidente Obama recusou-se a pedir desculpas formais, o Brasil passou a estreitar suas relações com a China – seu principal parceiro comercial desde o governo do ex-presidente Lula da Silva. Agora, Barbosa diz que, no caso de Neves vir a ser eleito, os EUA voltarão a ocupar posição correta (quer dizer, dominante) nas prioridades da política exterior do Brasil.


Há uma expressão usada por Barbosa que oferece uma pista para o que seria a política externa brasileira num eventual governo do qual ele participe. Barbosa disse que a proteção dos interesses nacional não mais será passiva. A Bolívia nacionalizou duas refinarias da Petrobras, e o governo brasileiro nada fez para proteger os interesses do Brasil. Neves e Barbosa prometem dar acesso a empresas norte-americanas de petróleo para que extraiam petróleo da bacia continental. A equipe de Neves diz que a política será “mais pragmática” e absolutamente diferente da abordagem ideológica típica do Partido dos Trabalhadores. E que serão ‘corrigidas’ as posições do Brasil em questões como o relacionamento com o Mercosur (Mercado Comum do Sul, bloco sub-regional), com os BRICS e com outros grupos internacionais.
Washington empenhou muitos esforços na preparação das eleições no Brasil; agora, chega ao estágio final. O Departamento de Estado e os Serviços Especiais enviaram para lá dúzias de agentes experientes, que já trabalharam em várias operações desse tipo, em todo o mundo.
Por exemplo, Liliana Ayalde, atual embaixadora dos EUA no Brasil, fez bom serviço no Paraguai, para conter a expansão da “ideologia populista”. Agora, chegou a hora do Brasil.
Os principais agentes da conspiração contra a presidenta Dilma são funcionários da embaixada e de consulados dos EUA no Brasil: Alexis Ludwig (conselheiro político), Paloma Gonsalez (funcionária da seção econômica), Samantha Carl-Yoder (Chefe da Seção Econ/Pol.), Kathryn Hoffman (secretária política, Consulado Geral dos EUA em São Paulo) e Amy Radetsky (Cônsul Chefe para Assuntos Políticos e Econômicos, Consulado Geral dos EUA no Rio de Janeiro).
Basta olhar o currículo de Radetsky para compreender que Washington preparou-se para “situação não padrão” no Brasil. No Departamento de Estado, ela foi responsável por monitorar os eventos no Brasil, para avaliar como afetavam as relações bilaterais e delinear as políticas para esse país. Era quem supervisionava todas as mensagens que saíam da embaixada dos EUA em Brasília. Pouco depois, chefiou uma equipe especial do Departamento de Estado para monitorar a emergência e o desenvolvimento de situações de crise na região e preparar relatórios de situação para o secretário de Estado John Kerry. Agora, foi mandada para o Rio! Que crise terá trazido Radetsky ao Brasil?
Intelectual e político venezuelano, Eleazar Díaz Rangel diz que uma possível derrota de Dilma seria “um desastre”. Os governos de Lula da Silva e de Dilma Rousseff melhoraram a vida de dúzias de milhões no Brasil, que, antes, viviam até sem eletricidade. O Partido dos Trabalhadores iniciou mudanças drásticas positivas no continente sul-americano. Segundo Rangel, o governo Obama mobilizou todas as forças da oposição no Brasil e em outros países latino-americanos, todo o potencial das empresas-imprensa e de agências de informação no Brasil para impedir a re-eleição da presidenta Dilma Rouseff. Há fundos alocados para garantir apoio ao candidato Neves na corrida presidencial. Círculos financeiros e econômicos norte-americanos influentes estão envolvidos, para ajudar Neves a ser eleito.
Conseguirão os brasileiros mobilizar-se, eles mesmos, e evitar o desastre, como o chamou Eleazar Díaz Rangel? Saberemos em uma semana.

Imperialismo australiano: Cão de ataque, na guerra norte-americana


Nick Beams, World Socialist Website (Comitê Internacional da IV Internacional) - Tradução: Vila Vudu

Declarações recentes do primeiro-ministro australiano Tony Abbott, de que “confrontará, com cabeçada na camisa” o presidente Vladimir Putin da Rússia, na reunião de líderes do G20 em Brisbane no próximo mês, sobre a derrubada na Ucrânia do avião malaio que fazia o voo MH17 podem parecer bizarras, à primeira vista.

Mas, longe de ser alguma espécie de explosão de ‘oposição’ violenta sem sentido, a fala de Abbott é manifestação de um processo para intensificar as tensões geopolíticas, especialmente o movimento dos EUA contra a Rússia, com a crescente substituição da diplomacia pelo militarismo e pela mais ativa provocação.
A expressão “com cabeçada na camisa” vem das regras do futebol australiano; é uma cabeçada no peito de jogador adversário, com intenção de derrubá-lo e risco assumido de provocar ferimento grave.
Embora a escolha do vocabulário seja obra de Abbott e nesse sentido casual, a beligerância da expressão não é casual. É expressão do aumento no papel global que o imperialismo australiano vem tendo como força avançada do impulso para guerra dos EUA – dirigido contra a Rússia e contra a China. O governo russo deixou claro que compreendia perfeitamente que, embora a voz fosse de Abbott (“desequilibrado, urgentemente necessitado de atenção psiquiátrica”), o ‘recado’ vinha de Washington.
A Austrália já está plenamente integrada no “pivô para a Ásia” dos EUA, contra a China. Seu papel começou a ser preparado com a derrubada do ex-primeiro-ministro do Partido Trabalhista Kevin Rudd, por golpe interno no partido em junho de 2010, orquestrado por operadores instalados dentro do partido e com laços estreitos com a embaixada dos EUA. A remoção de Rudd, que havia falado sobre a necessidade de o país acomodar-se ao crescente poder econômico da China no Leste Asiático, aconteceu logo depois da renúncia do primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama (“por não ter cumprido promessas de campanha, dentre as quais a relocação da base aérea dos EUA em Okinawa”), apenas poucas semanas depois de o japonês ter exposto a orientação de sua política externa, favorável a uma aproximação com a China.
Desde os eventos de junho de 2010, a política externa da Austrália tem andado exatamente sobre as pegadas dos EUA. O “pivô” para a Ásia foi anunciado pelo presidente Obama em discurso no Parlamento Australiano em novembro de 2011; e tem sido seguido por integração sempre crescente da Austrália na ofensiva militar e política dos EUA contra a China. Em novembro passado, depois que a China anunciou a implantação de uma “Zona Aérea de Defesa, com Identificação Obrigatória” incluindo os arredores das ilhas Senkaku/Diaoyu que China e Japão ainda disputam, a ministra de Relações Exteriores da Austrália Julie Bishop lançou contra Pequim uma das mais estridentes ‘denúncias’.


Em Janeiro, Bishop, em contradição com a opinião política convencional, segundo a qual a Austrália seria economicamente dependente da China, insistiu que, dados os profundos laços financeiros e o nível de investimentos norte-americanos, os EUA seriam, não só o mais importante parceiro estratégico da Austrália, mas também o mais importante parceiro econômico.
Esse ano está assistindo a um crescimento na atividade política, diplomática e militar em linha com os interesses dos EUA, e que já assumiu caráter cada vez mais beligerante.
Quando o MH17 caiu, dia 17 de junho, a reação inicial de Abbott foi, de certo modo, cautelosa, lembrando que os fatos do desastre ainda não estavam esclarecidos. Mas horas depois, na sequência de uma conversa com Washington, mesmo que nenhum fato tivesse ainda sido esclarecido, Abbott distribuiu declaração em que denunciava a Rússia como agente naquele caso – posição que todo o establishment político australiano continua a manter ao longo dos últimos três meses.
Quase desde o início já se discutia se a Austrália, nação anfitriã da próxima reunião do G20, deveria cancelar o convite feito ao presidente da Rússia. O assunto foi resolvido nos bastidores da reunião do FMI no fim de semana de 11-12 de outubro, quando os EUA deixaram claro que não aprovavam a exclusão de Putin. Mas o fator decisivo foi a clara oposição dos demais membros do Grupo BRICS – Brasil, Índia, China e África do Sul – àquele movimento. A Rússia, antes, já fora excluída de reuniões do G8, e os EUA entenderam que não seria possível repetir a exclusão do G20.
Mas os EUA decidiram que a retórica anti-Rússia deve ser intensificada em todas as oportunidades. E, nisso, a Austrália tem papel único. Como potência imperialista de nível intermediário, completamente dependente estrategicamente dos EUA e sem laços nem econômicos nem de qualquer tipo com a Rússia, a Austrália está disponível para atuar como uma espécie de cão de guerra a serviço de Washington, enquanto os EUA trabalham para manter a ação de dominação global. A única área onde poderia haver algum conflito seria a China. Mas essa questão já ficou resolvida pelo golpe contra Rudd, há quatro anos.
O novo papel global do imperialismo australiano também apareceu plenamente exemplificado no total apoio que a Austrália deu às novas intervenções norte-americanas no Oriente Médio. A Austrália foi um dos primeiros países a assinar a nova “coalizão dos dispostos/desejantes” de Obama, comprometendo sua força aérea para operações de bombardeio no Iraque, além de suas forças militares especiais.
Como parte desse papel no front político e militar, a Austrália também se envolveu pesadamente no serviço de fazer calar a oposição antiguerra, inventando uma ‘ameaça terrorista’ depois de outra, para amplificar a suposta ‘ameaça’ que viria do Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS/ISIL/EI). A maior operação policial na história da Austrália aconteceu dia 18/9/2014, supostamente para deter um complô do ISIS que culminaria numa decapitação pública. A ação foi freneticamente divulgada pelo Secretário de Estado John Kerry dos EUA, enquanto tentava mobilizar apoio do Congresso e internacional para a ação militar dos EUA. Os raids resultaram na prisão de apenas uma pessoa, que foi acusada da prática de ações só muito duvidosamente relacionadas a algum terrorismo.
Esse é outro aspecto chave do crescente militarismo do governo australiano, que também necessariamente manifesta processos globais – o empenho em projetar para fora do país tensões sociais crescentes.
O capitalismo australiano foi de certo modo isolado do impacto inicial da quebradeira financeira de 2008 – e por causa das conexões econômicas que mantinha com a economia chinesa em expansão. Mas agora os plenos efeitos da crise global estão chegando lá e, em alguns casos, com redobrada força, por causa do adiamento.
O boom da mineração, que foi crucialmente importante para sustentar a economia australiana já vai bem longe. Tem havido saques em minas de carvão, ao mesmo tempo em que a renda da venda de minério de ferro, que constitui 1/5 das exportações australianas e é item chave da arrecadação de impostos, está sendo duramente atingida pela queda dos preços, que só até aqui, esse ano, já chegou a 40%.
A desigualdade é crescente, os salários reais permanecem estagnados ou estão sendo cortados, e a pobreza está aumentando. Como se vê acontecer em todas as grandes potências capitalistas, o establishment político oficial é visto com crescente hostilidade por setores cada vez mais amplos da população.
Posta nesse contexto, a “cabeçada na camisa” de Abbott contra Putin é mais uma expressão do crescimento internacional do militarismo norte-americano, que tenta nos empurrar para outra guerra mundial, e que conseguirá o que tanto deseja, se não for contido pela ação política da classe trabalhadora em todo o mundo.

Viaje al centro del proyecto del ébola 'militar'


El proyecto secreto de la cepa 'militar' de ébola fue lanzado en Sudáfrica en la década de los 80. ¿Fue esta cepa de ébola lanzada deliberadamente?

Durante la época del apartheid en la década de 1980, el Dr. Wouter Basson lanzó en Sudáfrica un proyecto de armas biológicas secretas llamado Proyecto Costa, recuerda el portal de investigaciones independientes Old-Thinker News, y su autor, Daniel Taylor.
El objetivo del proyecto era desarrollar agentes biológicos y químicos que pudieran matar o esterilizar a la población negra y asesinar a enemigos políticos. Entre los agentes desarrollados se encontraban los virus Marburg y ébola.
De acuerdo con un artículo publicado en 2001 por la revista 'The New Yorker', la Embajada de Estados Unidos en Pretoria se mostró "terriblemente preocupada" ante la posibilidad de que Basson revele profundas conexiones entre la Costa del Proyecto y Estados Unidos.
En 2013 Basson fue declarado culpable por "conducta no profesional" por el Consejo de Salud de Sudáfrica. La experta en armas biológicas Jeanne Guillemin, investigadora principal en el Programa de Estudios de Seguridad en el 'Massachusetts Institute of Technology' escribe en su libro sobre las armas biológicas: "El proyecto se llevó a cabo en los años 1982-1987, cuando se desarrolló una gama de agentes biológicos, como el ántrax, el cólera y los virus Marburg y ébola y para la toxina botulínica […]".
El programa de armas biológicas de Basson terminó oficialmente en 1994, pero nunca se produjo una ninguna verificación independiente de que los patógenos creados fueron alguna vez destruidos. Según 'The Wall Street Journal', "la integridad del proceso recaía exclusivamente sobre la honestidad del doctor Basson".
Basson afirmó haber tenido contacto con las agencias occidentales que le proporcionaban "asistencia ideológica" en el Proyecto Costa. Basson dijo en una entrevista para el documental 'Guerra de Ántrax' que se reunió varias veces con el doctor David Kelly, el famoso inspector de armas de la ONU en Irak. Kelly, que era un experto en armas biológicas en el Reino Unido, fue encontrado muerto cerca de su casa en Oxfordshire en 2003. Aunque según la versión oficial, se suicidó, los expertos médicos lo dudan.
En un artículo publicado en 2007 en Mail Online, se informaba que una semana antes de su muerte, el doctor Kelly iba a ser entrevistado por el servicio de contraespionaje británico MI5 sobre sus vínculos con el doctor Basson.
Timothy Stamps, ministro de Salud de Zimbabwe, sospecha que su país estuvo bajo el ataque biológico durante la época en que operaba el doctor Basson. "Las evidencias de que no se trataba de fenómenos naturales eran muy claras. Deberíamos responder a la pregunta de si fue causado o no por alguna inoculación directa o deliberada", dijo Stamps en 1998.


Stamps denominó específicamente los virus ébola y Marburg como sospechosos, al suponer que su país estaba siendo utilizado como un campo de pruebas para 'el ébola militar'. "Ébola fue [encontrado] a lo largo de la línea del [río] Zambezi, y sospecho que esto puede haber sido un experimento para comprobar si un nuevo virus podría ser utilizado para infectar directamente a las personas", dijo.
A principios de septiembre, el rotativo 'The Ghanaian Times' señaló, coincidiendo con el reciente brote de ébola, la existencia de vínculos entre Basson y el desarrollo de armas biológicas. El artículo apunta que "hay dos tipos de científicos en el mundo: los que están tan preocupados por el dolor y la muerte causados a los seres humanos por la enfermedad que incluso sacrifican su propia vida para tratar de curar enfermedades mortales, y los que utilizan su habilidad científica para matar a seres humanos bajo órdenes de... gobierno... ".
Según lo revelado por 'The Age', el microbiólogo australiano y premio Nobel Sir Macfarlane Burnet instó secretamente al Gobierno australiano en 1947 a desarrollar armas biológicas para utilizarlas contra los "países superpoblados de Asia sudoriental." En una reunión celebrada en 1947, el Comité estatal de desarrollo de nuevas armas recomendó que "las posibilidades de un ataque sobre los suministros de alimentos de Asia sudoriental e Indonesia con el uso de agentes biológicos deberían ser considerado por un pequeño grupo de investigación".
"Esta información nos arroja una interesante perspectiva sobre el reciente brote de ébola sin precedentes. ¿Es un fenómeno natural orgánico? ¿Pudo haber escapado accidentalmente esta cepa de ébola de un laboratorio de armas biológicas? ¿O acaso fue soltada deliberadamente?", concluye Daniel Taylor.

Actualidad RT

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Los soldados israelíes son peores que los terroristas de Daesh


La parlamentaria israelí Hanin Zoabi afirmó el domingo que no hay ninguna diferencia entre los integrantes del grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) y los soldados israelíes; ambos asesinan sin límite ni líneas rojas.

"Ellos (EIIL) matan a las personas una por una con un cuchillo y el ejército israelí aprieta un botón y mata a docenas de palestinos", se lamentó Zoabi en una entrevista el con el Canal 2 Online.
Según este miembro árabe del parlamento israelí, un piloto israelí no dista de un terrorista que toma un cuchillo y comete una decapitación.
"En Irak y Siria, ellos (los terroristas de Daesh) toman fotos con un cuchillo y aquí ellos (los soldados israelíes) posan con cadáveres y en las zonas bombardeadas y se rién también", agregó. Zoabi prosiguió que los fusiles M-16 y los bombardeos matan más que un cuchillo.
Los comentarios causaron un gran revuelo en todo el espectro político israelí; la diputada Miri Regev, del partido Likud Beitenu, ha calificado a Zoabi de peligrosa enemiga del régimen de Tel Aviv que merece estar en la cárcel.

nab/nii/ HispanTv

Ucranianos vão congelar sem gás russo?


Impasse e conversas no ar, em Milão
Alexander Mercouris, in (novo) Vineyard of the Saker -Tradução: Vila Vudu

Ainda estão chegando notícias da reunião de Milão, mas já é claro que não houve qualquer avanço e que a crise ucraniana permenece em impasse. Poroshenko disse que teriam sido definidos os “parâmetros” de um acordo para o gás, mas parece que nada disso sequer se aproxima da verdade.
O comentário mais absurdo do dia veio de van Rompuy, que falou de “progressos”, porque Putir teria dito que não deseja um conflito congelado na Ucrânia ou que o leste da Ucrânia torne-se outra Transdniestria. Para ver o absurdo desse ‘comentário’ basta imaginar Putin a dizer solenemente aos europeus o contrário: que quer um conflito congelado na Ucrânia e que o leste da Ucrânia torne-se outra Transdniestria!
Não é a primeira vez que se vê Putin como um grande homem cercado de homúnculos.
Como me parece, a ideia de um café da manhã para reunir Putin e líderes europeus partiu de Merkel. Com as economias alemã e europeia afundando, em parte por causa das sanções que ela própria impôs, Merkel precisa que a crise chegue ao fim. Ao mesmo tempo, continua muito temerosa de assumir o lado dos EUA e de seus alidado europeus, os Atlanticistas, dentro da Alemanha. Assim sendo, espera que Putin a tire da enrascada em que ela própria se meteu. Porém, porque absolutamente não está preparada para enfrentar os EUA e seus aliados ou os Atlanticistas, Merkel quer que Putin, para salvá-la da confusão em que está, capitule e desista de todas as suas [de Putin] demandas. Está tentando fazer isso com ‘pressão’ aplicada a Putin (o tal café da manhã foi organizado exclusivamente para essa finalidade). No final, parecia furiosíssima, quando o ‘plano’ não funcionou.
Acostumada a abusar de outros líderes europeus e sempre se safar, é como se Merkel, quando tem de enfrentar alguém do tamanho dela, fique sem saber o que fazer. Faz-me lembrar Obama, que saiu da sala também furioso e desorientado, depois de ter de encarar Putin, há dois anos, numa reunião na qual discutiram a crise síria.
Fato é que, enquanto a economia europeia e alemã afunda, a economia russa continua a crescer, apesar de os preços do petróleo terem caído, enquanto ganha impulso a desintegração da Ucrânia. Na política, na diplomacia e na guerra é indispensável saber quando bater em retirada, antes de que a situação degenere completamente. Os europeus não dão sinais de ter essa competência ou essa compreensão; significa que estamos de cara para confusão grave.

As conversações sobre gás, em Milão
Já há mais informação sobre as conversações do gás em Milão e o quadro que pintam é bem feio.
Já desde junho os russos dizem que o preço contratual do gás a ser fornecido à Ucrânia é de $485/1000, mas que estão preparados para oferecer desconto temporário de $100/1000, o que reduziria o preço do gás fornecido à Ucrânia nesse inverno para $385/1000 – sob a condição de que a Ucrânia pague a conta atrasada e pague adiantado pelo gás que comprar.
Os russos nunca alteraram essa posição. Os ucranianos nunca pararam de rejeitar completamente a proposta.
Parece-me que a posição dos ucranianos é de que o preço “correto” para o gás russo seriam os $269/1000 que Yanukovitch obteve graças aos descontos que negociou com Putin em dezembro passado. Os ucranianos insistem que todos os atrasados devam ser recalculados por esse preço; e que só considerarão a possibilidade de pagar o que devem depois desse novo cálculo. Durante as negociações, sob pressão dos europeus, disseram que aceitariam pagar preço superior, temporariamente (alguma coisa como $320/1000), até que a disputa seja resolvida. Mas insistem que pagamentos feitos durante a vigência desse preço sejam considerados como pagamento por gás ‘novo’, a ser fornecido por esse preço, não como pagamento de atrasados.
Não vou discutir aqui em detalhes a posição perfeitamente absurda dos ucranianos sobre um preço ‘correto’, que ameaça até um preço com desconto oferecido a Yanukovitch em troca de condições que a Ucrânia nunca cumpriu; e que é apresentado como se pudesse substituir preço fixado em contrato legal e vigente. Creio que ninguém, além de alguns ucranianos, acredita nessa ‘correção’. Os europeus com certeza sabem que nada há aí de ‘correto’.
Seja como for, e voltando ao que aconteceu em Milão, um dos maiores mistérios, para mim, sobre os políticos ucranianos, é que, por mais durões que se mostrem em público contra a Rússia, no momento em que têm de realmente negociar com Putin frente a frente as questões do gás, todos eles imediatamente esquecem toda a esperteza e convertem-se em negociadores espetacularmente péssimos. Já aconteceu com Tymoshenko em 2009; e estamos vendo acontecer outra vez, com Poroshenko, em Milão.
Resumindo, no começo do dia Poroshenko disse que já haveria acordo sobre “os parâmetros” de um acordo de gás com a Rússia. Foi o que bastou para uma rápida onda de manchetes esperançosas, incluindo declaração de Hollande, de que os dois lados já teriam praticamente superado todas as diferenças.
Conforme o dia avançou, entendeu-se que os “parâmetros” que Poroshenko dizia que teriam sido acordados com a Rússia eram os mesmos da proposta russa original. Em outras palavras: Poroshenko capitulou, talvez sem nem perceber o que fizera, ante o que Putin o mandou fazer.
Putin até disse que a única questão ainda remanescente é como a Ucrânia obterá o dinheiro para pagar pelas obrigações que acabara de assumir. Sugeriu que que os europeus pagassem pelo gás ucraniano e pelos atrasados, ou diretamente ou valendo-se de mais um empréstimo pelo FMI. É algo que os europeus, vale lembrar, sempre se recusaram a fazer.
Até que, afinal, Poroshenko parece ter compreendido que os tais “parâmetros” com os quais ele concordara eram, simplesmente, o que a Rússia sempre exigira. Então, sua reação foi sair furioso da sala onde estivera em reunião arranjada às pressas com Putin, e anunciar que não, não havia acordo algum sobre “parâmetro” algum.
Putin, por sua vez, só faz não arredar pé da posição dos russos, e anunciou publicamente que a Rússia não fornecerá gás à Ucrânia para receber a crédito (que é, afinal, a única coisa que se lê na ‘contraproposta’ dos ucranianos)propõe na what the Ukrainian counter proposals amount to), e que essa posição dos russos “é a última palavra”.
O que se vê pois é um impasse, sem progresso algum, apesar das manchetes que circularam durante o dia. Poroshenko só fez aparecer como perfeito idiota ante os presidentes europeus e asiáticos; e as conversações sobre gás, agendadas para 21/10/2014, só ficaram mais difíceis.
Antes de partir para Milão, Putin disse que a Rússia reduziria o volume de gás bombeado através da Ucrânia, caso a Ucrânia começasse a roubar gás destinado a outros clientes. É o que a Rússia fez em 2009, e não tenho dúvidas de que fará novamente. A menos que os europeus deem um ultimato a Poroshenko e o forcem a aceitar a oferta dos russos, o que se vê pela frente é redução no fornecimento.