segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Quem bombardeou a cidade de Mariupol?


Vladimir KOZIN (da Rússia), Oriental Review - Tradução: Vila Vudu

Segundo o Ministério da Defesa da República Popular de Donetsk, o exército ucraniano (que o presidente Putin passou a chamar de exército das “autoridades em Kiev”) atacou uma coluna de seu próprio 18º Batalhão da 28ª Brigada Mecanizada, que se movimentava bem próximo de Mariupol, dia 24/1/2015, como se fosse coluna de ‘separatistas’ ou de combatentes da República Popular de Donetsk – e bombardeou a própria coluna [“fogo amigo”], a partir da área de Stary Krim [ou “Velha Crimeia”], no lado ocidental de Mariupol.
Mariupol como um todo, assim como Stary Krim, são áreas completamente controladas pelo exército do governo de Kiev.
Isso significa que o exército do governo de Kiev bombardeou sua própria coluna, usando sistemas Grad e Uragan de lançamento múltiplo de mísseis. Os mísseis de Kiev lá estavam, acima de Mariupol e cortando os céus de Mariupol. Vários deles caíram sobre a posição do 18º Batalhão e alguns sobre áreas residenciais de Mariupol, matando mais de 60 civis e ferindo mais de 100 pessoas. Kiev, portanto, é plenamente responsável por aquelas atrocidades.
As unidades da resistência da República Popular de Donetsk estão localizadas, na maioria, a apenas 20km a leste, perto de Shirokino. Não têm sistemas de lançamento múltiplo de mísseis nem Grad nem Uragan, nem artilharia pesada nessa área. Seria impossível para unidades da RPD atingir Mariupol.
As forças da RPD dizem que não têm interesse algum em capturar Mariupol – o objetivo delas é remover a linha de fronteira com a Ucrânia em alguns outros pontos, de modo que os sistemas Grad e Uragan do exército de Kiev não possam bombardear áreas residenciais em Donetsk e em outras cidades no Donbass. É objetivo justificável: todos os 5.038 mortos civis no Donbass foram mortos pelo exército de Kiev.
Por tudo isso, se sabe que o bombardeio contra a coluna do 18º Batalhão e contra uma área residencial pelo exército de Kiev é ou erro militar (alvo mal calculado pela inteligência de Kiev) ou mera provocação, com o objetivo de dificultar qualquer processo de paz e servir como pretexto para mais sanções econômicas contra a Rússia.
O Ministério de Relações Exteriores da Rússia criticou fortemente o ataque a bombas contra Mariupol, realizado pelo exército de Kiev. O representante do Ministério de Relações Exteriores da Russa, Alexander Lukashevitch, disse que as autoridades de Kiev estão realmente trabalhando para boicotar qualquer investigação do recente ataque contra Mariupol.

Atualidad RT

Putin: "El Ejército ucraniano es una legión de la OTAN que busca contener a Rusia"


El presidente ruso, Vladímir Putin, ha expresado que el Ejército ucraniano, de hecho, es "una legión de la OTAN, que no persigue los intereses nacionales de Ucrania, sino que su objetivo es contener a Rusia".

"Se suele decir: el Ejército ucraniano, el Ejército ucraniano. Pero, ¿quién está luchando ahí en realidad? Realmente hay unidades parcialmente oficiales de las fuerzas armadas, pero en su gran mayoría son los llamados batallones nacionalistas voluntarios", comentó Putin durante su encuentro con estudiantes de la Universidad Nacional de Recursos Minerales Gorniy, en San Petersburgo.

"De hecho, ya no es un Ejército, sino una legión extranjera, y en este caso una legión extranjera de la OTAN, que no persigue los intereses nacionales de Ucrania", aclaró el presidente ruso.

A su juicio, los intereses que buscan en realidad son geopolíticos, que apuntan a contener a Rusia y "no coinciden con los intereses nacionales del pueblo ucraniano".

Actualidad RT

México: Estudiantes sobrevivientes del horror en Guerrero acusan al Ejército y la Policía


Dos jóvenes que escaparon de la muerte en el ataque a los estudiantes en el estado mexicano de Guerrero del pasado septiembre dan testimonio del papel asesino de las fuerzas del Estado.

Uriel Alonso Solís, de 19 años, sobrevivió al horrible ataque contra estudiantes desarmados protagonizado por las fuerzas estatales y criminales en septiembre pasado en el estado mexicano de Guerrero, informa 'The Guardian'.
"Cinco furgones de Policía enmascarada rodearon nuestros tres autobuses, y cuando bajamos a ver lo que querían, comenzaron a disparar. Había balas por todas partes, y la gente empezó a correr. Vi a uno de mis compañeros de clase venir hacia abajo. Le habían disparado en la cabeza, todo el mundo estaba llorando y gritando, pero yo estaba realmente sorprendido de lo tranquilo que parecía. Empecé a llamar a amigos en la escuela para que nos ayudaran", relata.
Alonso fue uno de los jóvenes que lograron esconderse cuando decenas de sus compañeros fueron forzados a subir en camiones de la Policía y transportados. "Pensé que iban a golpearlos, pero que los recuperaríamos al día siguiente", explica el joven. "No habíamos hecho nada, solo éramos estudiantes que iban a una protesta".
Omar García, de 24 años, es otro de los supervivientes. Fue uno de los estudiantes a los que Alonso llamó cuando se produjo la emboscada. Se apresuró a llegar a la escena en la que, relata, "empezamos a recolectar pruebas como cubiertas de bala, y llamar a los medios locales". "Nos sentimos más tranquilos cuando llegaron, ya que pensamos que no pasaría nada delante de los periodistas. Pero alrededor de la medianoche la Policía comenzó a disparar de nuevo, directamente a nosotros, ya que tratamos de huir", explica. García testimonia que "pronto llegaron dos camiones de soldados del 27 batallón de infantería, que tiene una base cerca". "Nos comenzaron a acusar de la criminalidad y la violencia, como si fuéramos combatientes, no estudiantes", lamenta.
García asevera que tiene pruebas de que el teléfono móvil de al menos uno de los estudiantes desaparecidos se utilizó en la base del 27 batallón de infantería. "El Ejército ha estado vinculado a grupos del crimen organizado en Guerrero y otros estados durante muchos años, estamos absolutamente seguros de que sabían lo que estaba pasando. No los tomaron, pero permitieron que sucediera", afirma. Y agrega: "Nuestra historia nos muestra que es el estado el que 'desaparece' a líderes de la comunidad y activistas, y eso es lo que sucedió el 26 de septiembre".

Actualidad RT

Rússia cansou-se de esperar que o Ocidente contenha Kiev


Alexander Mercouris, Rússia Insider - Tradução: Vila Vudu

Houve muitos dias importantes no conflito ucraniano, mas é possível que 23/1/2015 revele-se um dos mais importantes. Nesse dia, reuniu-se o Conselho de Segurança da Federação Russa. É o principal corpo do qual emanam decisões nos campos de política exterior, defesa e segurança. E as reuniões do CSR são presididas pelo presidente e comandante-em-chefe Vladimir Putin.

Não há transcrição do que foi dito. O que se sabe é que naquela reunião discutiram a situação na Ucrânia.
A página internet de Putin oferece excertos do discurso de abertura da reunião. Vale a pena reproduzir aqui vários parágrafos:

“Boa-tarde, colegas.
Estamos testemunhando deterioração dramática da situação no sudeste da Ucrânia, na República Popular de Donetsk e na República Popular de Lugansk. Quanto a isso, gostaria de repetir aqui a informação de que, há uma semana, na 5ª-feira, enviei carta ao presidente da Ucrânia, com proposta, por escrito, para retirar armamento pesado – artilharia e lança-foguetes – para distância da qual não possam atingir áreas habitadas.
Gostaria de informar também que essa proposta cobre quase completamente os pedidos de Kiev oficial. Vocês sabem que pode haver uma área disputada ao longo da linha de separação entre as partes em conflito. Sugerimos então que armas e equipamento pesado deveriam ser retirados para a linha que as próprias autoridades de Kiev consideram justa e conforme os acordos firmados em Minsk dia 19/9/2014.
Infelizmente, não recebemos resposta clara à nossa proposta; de fato, vimos a ação contrária, a saber, que o governo de Kiev distribuiu ordem oficial para lançamento de operações de combate de larga escala ao longo de quase todo o perímetro de contato entre os lados opostos.
O resultado: dúzias de mortos e feridos, e não só soldados dos dois lados, mas, e até mais tragicamente, muitas mortes entre a população civil, incluindo crianças, idosos e mulheres. A artilharia, lançadores de foguetes múltiplos e aeronaves atiram indiscriminadamente, diretamente contra áreas densamente habitadas.
Tudo isso vem acompanhado de slogans de propaganda sobre o quanto se busca a paz e procuram identificar os responsáveis. A responsabilidade cabe a quem dá essas ordens criminosas. Quem faz isso deveria saber que não há outro meio para resolver conflitos desse tipo além de conversações de paz e meios políticos. Ouvimos frequentemente, mesmo hoje, de Kiev oficial, que esses seriam os meios preferenciais para tratar dessas questões, mas a realidade é bem outra. Tenho esperança de que esse senso comum venha afinal a prevalecer.
Peço que façamos um minuto de silêncio em homenagem às vítimas, inclusive os mortos num ponto de ônibus em Donetsk. [Segue-se o minuto de silêncio].”
A imprensa-empresa ocidental focou-se na parte do discurso em que Putin fala de “ordens criminosas” que levaram militares ucranianos aos bombardeios indiscriminados e ataques contra áreas civis. Sem dúvida são palavras importantes. Mas não são as mais importantes dessa fala do presidente russo.
As mais importantes palavras de Putin são aquelas em que o presidente russo refere-se aos líderes políticos em Kiev não como “o governo da Ucrânia”, ou “o governo ucraniano” ou, mesmo “o lado ucraniano”, mas como “a Kiev oficial” ou “as autoridades de Kiev”.
É vocabulário extraordinário, porque põe em dúvida, pela primeira vez, o que os governantes em Kiev representam: toda a Ucrânia, ou apenas Kiev.
Putin refere-se sempre a Poroshenko como “o presidente da Ucrânia”, o que começou a fazer a partir de imediatamente depois da eleição de Poroshenko.
Os russos sempre trataram Poroshenko de modo diferente, porque Poroshenko foi eleito. Representavam-no como um moderado cercado por extremistas e, assim postas as coisas, os russos tentaram negociar com Poroshenko. Que haja alguma verdade na ideia de “Poroshenko o moderado” é outro assunto. Mas Poroshenko é o presidente com os quais os russos teriam de negociar, se é que algum dia negociariam com algum governo da Ucrânia.
O fato de Putin ainda se referir a Poroshenko como “presidente da Ucrânia” sugere que os russos ainda não abandonaram completamente essa ideia. Mas o vocabulário já sugere que estejam bem próximo de abandoná-la. Putin cuidadosamente não se refere a Poroshenko pelo nome. Seus comentários são factuais e frios. É sinal de que o relacionamento aproxima-se do ponto de colapso.
Também importante no vocabulário de Putin sobre o governo da Ucrânia é o modo como fala das duas repúblicas rebeldes do leste da Ucrânia.
Pela primeira vez Putin fala delas sem qualificativos, servindo-se dos nomes que as próprias repúblicas assumiram: “República Popular de Donetsk” e “República Popular de Lugansk”. É o mais próximo que Putin já chegou até agora, de tratar as duas repúblicas como entidades políticas declaradas.
Tomado em conjunto, todo o vocabulário de que Putin se serviu para falar do governo na Ucrânia sugere que o presidente russo já não está assumindo que o governo da Ucrânia tenha legitimidade como governo no Donbass.
Aos que digam que isso seria superinterpretar as palavras de Putin, gostaria de lembrar que Putin é advogado experiente, que sabe escolher atentamente as palavras e que o que aqui se comenta é discurso publicado em sua página pessoal na Internet.


Adiante, no mesmo dia, Putin teve também uma conversa telefônica com Lukashenko, presidente da Bielorrússia.
Lukashenko é aliado e parceiro chave dos russos no conflito ucraniano. E nem sempre concordou integralmente com a interpretação dos russos para o conflito.
Não se sabe exatamente o que Putin e Lukashenko disseram, mas sabe-se que o assunto da conversa foi a Ucrânia.
Tudo sugere que Putin, depois da reunião com seu Conselho de Segurança, conversou com Lukashenko para dizer-lhe das decisões tomadas, para manter Lukashenko como aliado e bem informado.
Outro aliado chave dos russos, Nazarbayev, presidente do Cazaquistão, também deve ter sido informado das decisões que os russos tenham tomado.
Simultaneamente, no mesmo dia, no Fórum Econômico em Davos, Shuvalov, vice-primeiro ministro da Rússia, encarregado de supervisionar a economia, alertou os delegados de que a Rússia não se submeterá a sanções e não mudará o próprio governo por causa delas. Um dos principais banqueiros russos, Kostin, presidente do VTB Bank, também alertou os delegados em Davos contra qualquer tentativa para excluir bancos russos do sistema SWIFT de compensações interbancárias.
Shuvalov disse também, em sua intervenção em Davos, que a Rússia mantém-se em contato continuado com a China e que conta com apoio tanto econômico como político dos chineses. Não há qualquer dúvida de que os russos mantêm consultas com os chineses antes de cada decisão que tomam e de que os chineses são informados de tudo que se discutiu das decisões tomadas sobre a Ucrânia na reunião do Conselho de Segurança da Federação Russa.
Financial Times oferece bom sumário (só para assinantes) dos comentários de Shuvalov e Kostin em Davos [adiante, em nota de rodapé[1]].
Enquanto isso, examinando o noticiário russo sobre a Ucrânia num dia carregado de notícias, o Ministério da Justiça russo anunciou que várias organizações nacionalistas ucranianas, entre as quais o Setor Direita, foram proibidas de operar em território russo. Muitos se surpreenderam ao saber que ainda não haviam sido banidas da Rússia.
Na própria Ucrânia, o comandante rebelde [e presidente da República Popular de Donetsk] Zakharchenko anunciou que o Memorando de Minsk já não se aplica, e confirmou que a secessão das duas Repúblicas Populares, de Donetsk e de Lugansk, já separadas da Ucrânia, é processo sem retorno e que os rebeldes estão agora empenhados em libertar todo seu território, da Ucrânia.
O Memorando de Minsk não é o mesmo documento que o Protocolo de Minsk, que foi o acordo original de cessar-fogo assinado dia 5/9/2014. O “Memorando” é um documento técnico, de detalhamento, que foi assinado dias depois, dia 19/9/2014.
O Memorando de Minsk visava a detalhar os termos do cessar-fogo acertado no Protocolo de Minsk, dia 5/9/2014. Determinava a linha do cessar-fogo e fixava procedimentos para a retirada, pelos dois lados, de armamento pesado, que deveria ser deixado a uma distância de 15 km, de cada lado, da linha de cessar-fogo.
Nem o Protocolo de Minsk nem o Memorando de Minsk foram jamais implementados. As conversas constitucionais que o Protocolo de Minsk determinava jamais aconteceram. A Ucrânia cancelou unilateralmente a lei de status especial que tinham as regiões rebeldes do Donbass, nos termos do Protocolo de Minsk; e jamais definiu os termos ou reconheceu as eleições realizadas ali em novembro. Nenhum dos dois lados retirou suas tropas para a linha fixada do cessar-fogo e o armamento pesado jamais foi retirado.
Ao dizer que o Memorando de Minsk já não se aplica, Zakharchenko está dizendo o óbvio, e liberou os rebeldes para operações ofensivas, que já estão em andamento, com relatos de avanços dos rebeldes em Mariupol e Debaltsevo.
Mas também é possível que essas declarações, feitas dia 23/1/2015, deem em nada, ou em bem pouco. E é possível que não tenham sido coordenadas, e que a política russa não tenha mudado.
Mas consideradas à primeira vista, sugerem, sim, que a Rússia esteja começando a ‘endurecer’, e que os russos talvez tenham desistido da esperança de chegar a alguma solução negociada para a guerra, pelo menos nesse momento, solução que só seria pensável se houvesse pressão ocidental sobre Kiev, da qual não se vê nenhum sinal.
Se tudo isso estiver correto, os russos deram luz verde aos rebeldes para darem andamento à ofensiva dele, enquanto os comentários de Shuvalov e Kostin sugerem que todos se preparam para enfrentar mais dificuldades, caso o ocidente insista em mais sanções. *****

[1] Do Financial Times
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Um dos principais banqueiros russos alertou na 6ª-feira [em Davos] que excluir o país do sistema SWIFT de compensações interbancárias equivaleria a “guerra”. (...)

Falando num painel em Davos na 6ª-feira, Andrei Kostin, presidente executivo do banco VTB, o segundo maior banco russo, Kostin disse que “Sem SWIFT, não há relacionamento de banking. Significa que os países estão em guerra ou que, definitivamente, estão numa guerra fria. Dia seguinte, os embaixadores da Rússia e dos EUA teriam de voltar para casa” – acrescentou.
O comentário do Sr. Kostin mostra o quanto as sanções ocidentais estão criando sentimentos de ira e de desafio dentro da elite política e empresarial russa.
“Pelo que entendo, quanto mais pressionarem a Rússia, menos a situação mudar” – disse ele, lembrando que os russos estão sendo empurrados para reduzir cada vez mais a confiança nos sistemas ocidentais de pagamentos como SWIFT.
“Já criamos uma alternativa doméstica para o sistema SWIFT... E agora precisamos criar alternativas internacionais.” E lembrou os esforços em andamento entre Rússia e China, para criar plataforma separada, só deles, fora de qualquer controle ocidental.
Igor Shuvalov, vice-primeiro-ministro russo, ecoou o mesmo tema. “Estamos desenvolvendo nosso vector oriental” – disse o Sr. Shuvalov, destacando que, embora os esforços para construir laços com a China já estivessem em andamento bem antes da crise, foram dramaticamente intensificados depois do início das sanções, quando a Rússia procurava alternativas ao ocidente.
O Sr. Shuvalov disse que os países chamados BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) também já estavam prontos para ajudarem-se uns os outros, numa crise financeira. “Temos sido procurados por grandes investidores chineses” – disse ele.
O “pivô para a Ásia” tornou-se parte-chave da política exterior de Vladimir Putin, desde o estremecimento das relações com o ocidente, por causa da Ucrânia. Ao mesmo tempo em que se anunciavam vários acordos amplos, como o contrato de $400bi para fornecer gás russo à China pelos próximos 30 anos (...).
“A situação atual parece menos grave [que a crise financeira de 2008-09], mas estamos entrando numa situação de longa crise, que pode ser prolongada” – disse o Sr. Shuvalov.
Mas acrescentou que nenhuma pressa externa conseguirá “mudar o regime” na Rússia.
“Sobreviveremos a qualquer racionamento, a qualquer tortura na Rússia – comeremos menos, consumiremos menos eletricidade” – disse ele.
Alexei Kudrin, respeitado ex-ministro das finanças, previu que a Rússia pode sofrer fuga de capitais de $90bi esse ano, depois da fuga recorde de $151bi em 2014. “Certamente compreendemos perfeitamente o preço que estamos pagando pelas sanções” – disse ele.

‘Falsa-bandeira’ e como começar uma ‘revolução colorida’ na Argentina


Mario, The Vineyard of the Saker - Tradução: Vila Vudu

Como começa:
1987-88: Irã assinou três acordos com a Comissão Nacional de Energia Atômica da Argentina. O primeiro acordo Irã-Argentina envolvia ajuda para converter o reator do Tehran Nuclear Research Centre (TNRC) que os EUA haviam fornecido a Teerã, de reator para combustível alto-enriquecido, para reator de combustível (urânio) baixo-enriquecido a 19,75%, e fornecer ao Irã o urânio baixo-enriquecido.
Dezembro, 1992: A embaixada em Buenos Aires informa ao governo argentino que Washington não aceita a continuação do acordo de cooperação nuclear Irã-Argentina.
Em março de 1992, a embaixada de Israel, e em julho de 1994 o prédio da Asociación Mutual Israelita Argentina, AMIA, foram explodidas, supostamente por carros-bombas.
Investigações independentes na Argentina e o relatório inicial de Charles Hunter (FBI) mostram que as duas explosões, considerados os danos nos prédios em volta, são inconsistentes com a teoria dos carros-bombas.
Ao contrário de todas as provas materiais, o governo israelense e, depois, Washington, pressionam o presidente argentino Carlos Saul Menem a insistir na ideia de que os iranianos teriam plantado os carros-bomba, em cooperação com o Hezbollah.
O processo judicial dá em nada, até que o presidente Nestor Kirchner indica o juiz Nisman in 2005 para iniciar nova investigação. Nisman tem contatos próximos na embaixada dos EUA, com advogados norte-americanos especialistas em investigações antiterrorismo e com alguns membros da SIDE (inteligência argentina).
Em 2013, Nisman instrui a Interpol a emitir ordens de prisão contra uma lista de iranianos e libaneses importantes:
- Hashemi Rafsanjani, então presidente do Irã
- Ali Akbar Velayati, então ministro de Relações Exteriores
- Ali Fallahijan, então chefe da inteligência
- Mohsen Rezai, então comandante da Guarda Revolucionária
- Imad Mougnieh, chefe da segurança exterior do Hezbollah
- Ahmed Vahidi, então comandante das forças “Al Quds” [Jerusalém]
- Mohsen Rabbani, ex-representante diplomático na Argentina
- Ahmad Ashagri, ex-representante diplomático na Argentina
- Hadi Soleimanpour, ex-embaixador do Irã na Argentina.
A presidenta Cristina de Kirchner várias vezes disse que não acredita na existência de alguma ‘conexão Irã’ (vários funcionários dos EUA questionaram publicamente se haveria prova de envolvimento iraniano [James Cheek]) e usou a recente abertura para consultas entre Washington e Teerã, como uma oportunidade para negociar uma “comissão da verdade” Irã-Argentina, a ser constituída de cinco juízes independentes, nenhum deles iraniano ou argentino.
A oposição e o lobby pró-Israel contestaram a ideia e qualquer possível acordo.
O toque final:
Haverá em breve eleições na Argentina, e Cristina de Kirchner não pode ser reeleita, e há forte polarização de candidatos, mas as pesquisas mostram que Scioli, candidato apoiado por Cristina pode vencer no segundo turno.
É onde entra o juiz Nisman: Ele apresenta uma denúncia, de que a presidenta Cristina de Kirchner teria conduzido negociações secretas com o Irã, por canais não diplomáticos, oferecendo-se para encobrir o envolvimento de oficiais iranianos, de modo que a Argentina pudesse começar a trocar grãos pelo muito desejado petróleo iraniano. Ordena que todos os bens da presidenta Cristina de Kirchner sejam bloqueados.
A denúncia baseia-se em “suposta prova” apresentada por Stiuso (recentemente demitido da presidência da contrainteligência da SIDE argentina, e agente que teria bons contatos com o Mossad) e outros agentes menos importantes.
A imprensa-empresa argentina, toda ela de oposição, faz circular amplamente o conteúdo da denúncia, ignorando a declaração oficial feita pela Interpol, de que o governo argentino jamais requerera a suspensão das ordens de prisão contra os iranianos.
A denúncia, de que teria havido “intenção de encobrir fatos” não tem base legal. A lei argentina penaliza o ato, não a intenção – ‘detalhe’ que a imprensa-empresa de propaganda da oposição apagou completamente da discussão social.
No dia em que o juiz Nisman estava convidado pela oposição para falar ao Congresso, ele é encontrado morto no seu apartamento.
A ‘denúncia’ de Nisman não sobreviveria por mais muito tempo, mas a morte dele (por suicídio ou não) o elevará à condição de vítima de uma conspiração – o que a imprensa-empresa se encarregará de repetir sem descanso.
As redes sociais rapidamente converteram o “Je suis Charlie” para “Yo soy Nisman” e organizam-se manifestações públicas diárias, com número já crescente de participantes.
Só falta, até agora, aparecer lá alguém da embaixada dos EUA, para distribuir sanduíches entre os ‘manifestantes’.

Síria: a hidra de duas cabeças


Enquanto luta contra o exército sírio, o Estado Islâmico (EI) e a Frente Nusra (um braço da Al Qaeda), os opositores mantém, há mais de um ano, uma guerra entre eles próprios pelo controle do território e pelo poder.

Quase quatro anos após o início do conflito, a chamada oposição perde terrno com o desaparecimento de numerosos grupos, por razões que vão desde a derrota militar a sua adesão às organizações de maior porte.
As deserções em massa, baixa moral e dificuldades financeiras de alguns de seus apoiadores estrangeiros são outros problemas.
Em relação aos grupos extremistas que atuam na região, todos têm o mesmo objetivo: implementar a Sharia (lei islâmica) e impor sua visão ultra-ortodoxa do Islã, para a qual vale recorrer a qualquer método, de decapitação ou crucificação de seus inimigos à tortura e assassinato em massa.
As diferenças residem na forma (a Nusra trabalha mais com outros grupos, como parte de sua política de captação) e sobretudo na negativa de submeter-se ao EI, que oferece apenas duas opções para seus opositores: submissão total ou morte.
Os confrontos diretos entre os dois grupos começaram em dezembro de 2013 e, desde então, continuaram,apesar de períodos de trégua. Se intensificaram no ano passado, após a proclamação de um Califado nas zonas que o EI controla na Síria e no Iraque, como uma medida para atrair jihadistas estrangeiros.
Neste período, o clérigo Sami al Aridi, considerado o líder espiritual da Al Nusra, divulgou um áudio em redes sociais, condenando a luta contra o EI e acusando seus membros de serem mercenários estrangeiros.
Al Nusra tem forte presença nas províncias de Quneitra, Daraa, no norte de Idleb e Aleppo. Enquanto as forças do Estado Islâmico (Daesh, por sua sigla em árabe) estão nas províncias orientais de Raqqa, Deir Ezzor e parte de Hasakeh, além de grandes regiões no Iraque.
Aos poucos, a chamada oposição armada está perdendo campo e dois claros vencedores emergem: a Frente Nusra e o Estado Islâmico, aliados ideológicos, mas que se enfrentam para alcançar o poder e estabelecer um Califado.

Prensa Latina

Cristina somos todos


Cristina somos todos porque todos os nossos países são vítimas de manipulações torpes como essa de que hoje é alvo Cristina Kirchner e a democracia argentina.

por Emir Sader - Pátria Latina

“Excelentíssimos cadáveres”, o notável filme do recém falecido diretor italiano Francesco Rosi, passado na Sicília, já apontava para a manipulação de cadáveres em circunstâncias políticas. Se investigamos a história política da América Latina, nos deparamos muitas vezes com essa mistura macabra de mortos e política.

A própria vitória eleitoral de Salvador Allende, em 1970, no Chile, foi colocada em risco pela aparição, morto, do Comandante em Chefe das FFAA, numa tentativa desesperada dos golpistas de impedir a posse do presidente socialista. Mais recentemente, quando se encaminhava a vitória da Dilma no primeiro turno das eleições, um até hoje não esclarecido acidente de avião provocou a morte de um candidato e a colocação de outra na disputa, redistribuindo as cartas do baralho e quase levando à vitória da direita.
A Argentina é o novo cenário desses “excelentíssimos cadáveres”. Tudo muito suspeito, como convem à manipulação política de circunstâncias como essas. Se tudo fosse claro, não se prestaria às manipulações dos que querem pescar em águas turvas.
Todas as manipulações apontam para a Cristina, por tudo o que ela representa. Os que levaram a Argentina à pior crise da sua historia, não se resignam a que o país foi resgatado por governos populares, que não se contentaram em retomar o crescimento econômico, mas que o fizeram redistribuindo renda, retomando a trajetória dos governos populares argentinos.
Não perdoam a Cristina ter protagonizado esse resgate, ter sobrevivido às mobilizações golpistas dos produtores de soja de 2007, à própria morte do seu companheiro, Nestor Kirchner, à ofensiva covarde dos fundos abutre. Não se perdoa que uma mulher tenha enfrentado, com altivez, as agressões torpes da mídia, machistas, grosseiras, como corresponde a uma direita complacente com os crimes do terrorismo de Estado. Não perdoam a Cristina e a Nestor ter reaberto os processos contra os responsáveis pelos crimes de Estado. Não lhes perdoam o reencontro de mais de 100 netos, filhos de militantes opositores à ditadura, que além de assassinados, tiveram seus filhos sequestrados, no pior crime humanitário que conhecemos.
Cristina somos todos, porque resistimos juntos às ditaduras militares, solidários na luta, nos sofrimentos, nas perdas, na sobrevivência e na recuperação da democracia. Cristina somos todos porque todos os nossos países são vítimas de manipulações torpes como essa, que hoje são contra a Cristina, contra a democracia argentina, contra as conquistas sociais do seu povo, da sua soberania internacional.
A uma direita que nem sequer consegue ter lideres que os una contra o governo popular de Cristina, lhe doi a liderença da Presidenta da Argentina, sua dignidade, seu vinculo direto com o povo e com a historia de lutas dos argentinos.
Cristina somos todos, porque todos os que lutamos por países justos, solidários, soberanos, dignos, estamos com Cristina e com os argentinos, também nesta hora. Somos todos.

Obama: Continuaremos los ataques con drones en Yemen


El presidente norteamericano, Barack Obama, defendió el domingo los ataques de los aviones no tripulados (drones) de Estados Unidos en Yemen, al amparo de su lucha contra los grupos armados como Al-Qaeda.

"No es nítido y no es simple, pero es la mejor opción que tenemos", dijo Obama en una rueda de prensa en Nueva Delhi (La India), como argumento aduce que la alternativa habría sido desplegar tropas terrestres y es algo insostenible.
Obama rechazó, asimismo, la información sobre el supuesto cese de las operaciones de drones de EE.UU. tras los últimos avatares en Yemen.
"Seguimos persiguiendo a objetivos de alto valor dentro de Yemen y seguiremos manteniendo la presión que necesitamos para mantener a los ciudadanos estadounidenses seguros", aseguró.
El pasado viernes, los funcionarios de EE.UU. informaron de que su país había suspendido temporalmente la operación de drones en Yemen debido a la confusa situación del país.
"Lo que hemos demostrado es que podemos mantener el tipo de presión sobre estas redes terroristas en este tipo de entornos difíciles", añadió el mandatario norteamericano.
La crisis política de Yemen se agravó después de que el presidente yemení, Abd Rabu Mansur Hadi, renunciara a su cargo (jueves).
Washington realiza sus ofensivas aéreas con drones en Afganistán, Paquistán y Yemen, entre otros países, y si bien estarían dirigidos contra grupos armados y extremistas, los civiles son las principales víctimas de estas ofensivas, según fuentes locales.

nas/nii - HispanTv

Al-Asad: Israel es la fuerza aérea de Al-Qaeda


El presidente de Siria, Bashar al-Asad, ha calificado al régimen de Israel de "fuerza aérea" de la red terrorista Al-Qaeda en el territorios sirio.

"Algunos sirios se mofan comentando: ¿Cómo dicen que Al-Qaeda no posee fuerzas aéreas? (…) En realidad ellos sí tienen fuerzas aéreas (…) son las fuerzas aéreas israelíes", ha afirmado Al-Asad durante una entrevista publicada este domingo en la revista estadounidense ‘Foreign Affairs’.
El mandatario ha recalcado que el régimen de Tel Aviv está llevando a cabo ofensivas contra su país con el fin de impedir los progresos de las Fuerzas Armadas sirias y reforzar a los grupos armados extremistas que buscan derrocar al Gobierno de Damasco.
"Ellos proporcionan apoyo a los grupos terroristas, es algo obvio. Cada vez que logramos avances en una zona determinada, los israelíes realizan ataques para influir en la eficacia del Ejército sirio", ha denunciado.
Al-Asad ha puesto de relieve que los soldados sirios han tenido éxito en todas las operaciones que han decidido llevar a cabo dentro del país árabe.
Además, ha recordado que todas las guerras son perjudiciales, ya que provocan pérdidas y destrucciones, sin embargo, ha indicado que durante los conflictos armados en Siria, se ha fortalecido tanto el apoyo del pueblo sirio a su Gobierno como su rechazo al terrorismo.
Varios documentos y hechos han evidenciado el respaldo del régimen israelí a los terroristas que operan en Siria contra el Gobierno de Damasco desde el inicio de la crisis en este país árabe que hasta el momento se ha cobrado la vida de más de 200 mil personas.
El pasado 18 de enero, un helicóptero militar israelí lanzó dos misiles contra un convoy del Movimiento de Resistencia Islámica de El Líbano (Hezbolá) en la región de Quneitra, en los altos de Golán sirios, y como consecuencia murieron seis miembros de este movimiento libanés y un comandante iraní de alto rango.
El ministro sirio de Información, Omran al-Zoubi, aseveró que esta agresión demostraba la cooperación del régimen israelí con las organizaciones terroristas como el Frente Al-Nusra, afiliado a Al-Qaeda, que luchan contra el Gobierno de Damasco.
En 23 de septiembre de 2014, también el ejército israelí derribó un avión de combate sirio en los altos de Golán, una agresión que fue calificada de hostil y provocativa por el Gobierno de Damasco.
Por otra parte, el diario israelí ‘Haaretz’ dio a conocer el mes pasado que diversos informes de los observadores internacionales en los altos de Golán, presentados a los miembros del Consejo de Seguridad de Naciones Unidas (CSNU) confirman contactos periódicos entre oficiales y soldados del ejército israelí y figuras de la oposición armada en Siria.

rba/rha/kaa - HispanTv

Palestinos critican distribución gratis de Charlie Hebdo por Israel


Grupos palestinos han rechazado fuertemente este domingo la decisión del ministro israelí de asuntos exteriores, Avigdor Lieberman, de adquirir y distribuir gratuitamente miles de copias de la revista ‘Charlie Hebdo’ en los territorios ocupados.

“Esta decisión ha sido tomada en el marco de la guerra religiosa del enemigo sionista contra la nación palestina y sus santidades”, han explicado por medio de un comunicado.
Según la nota, la explotación de Lieberman y su partido ‘Israel Beitenu’, de la profanación de la imagen del gran profeta del Islam, el Hazrat Mohamad (la paz sea con él), muestra el máximo desvío moral de los sionistas.
Tras asegurar que van a pagar el precio de esa disfamación, han recalcado que esa iniciativa también desvela los esfuerzos de las autoridades israelíes para destruir la Mezquita Al-Aqsa, situada en Al-Quds (Jerusalén) y transformarla en un templo judío.
Este domingo, Lieberman ordenó la adquisición y distribución, en nombre de su partido, de miles de ejemplares de Charlie Hebdo, semanario que lleva una caricatura del Profeta Mohamad (P) en su portada, después de que la distribuidora israelí cancelara un acto especial para su venta.
“Es un paso muy peligroso y estúpido. Esto no es libertad de expresión, sino un duro insulto a lo más santo de los musulmanes que provocará gran indignación entre los árabes y musulmanes en el país y en todo el mundo. Nadie podrá prever sus consecuencias”, advirtió Masud Gnaim, jefe de la Facción Sur del Movimiento Islámico en los territorios ocupados, en una carta al primer ministro, Benyamin Netanyahu.
No obstante, en reacción a esta advertencia, Lieberman ha acusado a Gnaim de “cruzar una línea roja”.
Esta decisión israelí tiene lugar mientras miles de palestinos protagonizan masivas manifestaciones en diferentes partes de la ocupada Cisjordania y Gaza a fin de mostrar su indignación por la publicación de la caricatura blasfema del Profeta del Islam (P) en ese semanario.

tas/ktg/hnb -HispanTv

Miles de japoneses protestan contra presencia militar de EEUU


Miles de personas se han manifestado este domingo en la isla de Okinawa, en el sur de Japón, contra un acuerdo entre su país y Estados Unidos que busca reubicar una base militar norteamericano en sus costas.

Los manifestantes han exigido el cierre de la Estación Aérea del Cuerpo de Marines de Futenma, que el Ministerio nipón de Defensa decidió reubicar desde Ginowan al distrito de Henoko en la región costera de Nago.
Los participantes en la marcha han expresado su oposición a la presencia de los militares estadounidenses en Okinawa, que según ellos, atenta contra la seguridad de los habitantes de la zona.
Si el terrorismo es "la violencia contra los civiles para fines políticos", entonces "tenemos terroristas en Okinawa", ha exclamado Catalina Jane Fisher, una portavoz de los manifestantes en un discurso.
Fisher también ha denunciado que la base militar estadounidense causará daños ambientales en la zona Henoko, incluyendo a la población de dugongos y los arrecifes de coral.
Washington y Tokio acordaron en 1996 reubicar la base aérea de Futenma en Henoko, pero la oposición de la población local y de grupos ambientalistas ha impedido las obras de construcción.
De acuerdo con los informes estatales, el 75 por ciento de las bases de Estados Unidos en el país del sol naciente se encuentra en la isla de Okinawa y alrededor de la mitad del total de 50 mil militares estadounidenses en Japón están estacionados en esa provincia.
Las protestas populares en Okinawa se producen también en medio del alto número de agresiones sexuales perpetradas por el personal militar estadounidense en Japón.
De acuerdo con documentos obtenidos por la agencia estadounidense de noticias ‘The Associated Press’, los militares norteamericanos han estado implicados en más de 1000 delitos sexuales entre 2005 y 2013 en Japón.

rba/rha/kaa - HispanTv

Videos: Captan a combatientes hablando inglés tras un bombardeo fatal en Ucrania


Han sido detectados uniformados hablando inglés con soltura y sin acento entre los militares ucranianos tras el reciente bombardeo de la ciudad de Mariúpol.

La ciudad portuaria en el sureste de Ucrania, controlada por Kiev, experimentó un bombardeo el pasado sábado cuando múltiples cohetes cayeron en el este del municipio, dejando al menos 30 civiles muertos.
Los militares ucranianos y las autodefensas intercambian acusaciones sobre la autoría del ataque. Un video grabado por el canal local MSN y publicado en YouTube muestra los daños materiales causados por el bombardeo.
En cierto momento la periodista solicita un comentario a un militar que pasa por el lugar. "La cara no, la cara no, por favor", contesta el uniformado en inglés sin acento y se va.
Mirar: http://youtu.be/g_SzRHMeiBE
En otro video difundido en la Red se aprecia a un uniformado, al parecer, buscando obuses no explotados en el recinto de un jardín infantil tras el ataque.
Mirar: http://youtu.be/sdt9T481o3E
"Tal vez explotó, tal vez no. Accionarlo aquí", comenta el militar en inglés sin acento al lado de un agujero dejado por un proyectil.
La descripción del video reza que el militar es un estadounidense de las filas del Batallón voluntario Azov, sin facilitar pruebas. El uniforme lleva un bordado redondo azul-amarillo, pero los detalles no son distinguibles, tampoco el rostro del hombre.

Actualidad RT

India: Guerrilleros maoístas atacan un hotel en protesta por la visita de Obama


Guerrilleros maoístas indios han atacado un hotel de propiedad estatal en el turístico estado de Kerala en protesta contra la visita del presidente Barack Obama a la India.

Seis hombres enmascarados armados con rifles de asalto irrumpieron en el hotel Tamarind Easy Hotel, situado en Thirunelli, en el estado suroccidental de Kerala y propiedad de la Corporación de Desarrollo Turístico de Kerala, informa 'The Indian Express'.
Los atacantes rompieron los cristales del edificio, destrozaron por completo el interior y destruyeron equipos y mobiliario de oficina.
El guardia de seguridad del hotel dijo a la Policía que los maoístas escribieron en las paredes lemas y consignas antiestadounidenses para protestar contra la visita de Obama. Posteriormente los hombres armados huyeron hacia un bosque cercano al hotel. Se informó de que ni el guardia de seguridad ni los turistas que se hospedaban en el establecimiento sufrieron ningún daño.
Obama ha aterrizado en la India este domingo, iniciando una visita de dos días para intensificar las operaciones comerciales con el país asiático.

Actualidad RT

domingo, 25 de janeiro de 2015

Como Israel colabora com Al Qaeda na Síria


O recente ataque de um drone israelita, que matou um general iraniano e cinco combatentes do Hezbollah, encorajou os "capacetes azuis" da ONU a falarem. E contaram que é sistemática a política israelita, de visar o bloco Irão-Síria- Hezbollah, e de poupar as forças da Al Qaeda e do "Estado Islâmico".

Os testemunhos dos "capacetes azuis" estacionados numa zona-tampão dos Montes Golã são referidos extensamente num artigo publicado em Der Spiegel, sobre a situação naquele território sírio parcialmente ocupado por Israel.
Segundo esses testemunhos, e segundo quatro relatórios de Ban Ki Moon entregues ao Conselho de Segurança no ano passado, tinha havido até 19 de Novembro pelo menos três tentativas originadas naquela zona tampão para colocar armadilhas explosivas em território israelita. Também tinha havido vários disparos de armas ligeiras e de morteiros dessa zona contra Israel, tendo-se registado um morto e dois feridos israelitas.
Os testemunhos e relatórios da ONU não identificam os responsáveis dos atentados e dos disparos, nem precisam se se tratou de disparos direccionados para atingirem alvos israelitas ou de consequências de trocas de fogo entre as forças beligerantes que operam na região. E admitem que o Hezbollah tenha visado alvos israelitas a partir daquela zona tampão, porque assim protegeria de algum modo as suas bases em território libanês contra as retaliações israelitas.
Mas os "capacetes azuis" tornam-se muito mais assertivos quando se referem ao alvo das retaliações em território sírio: em cinco vezes que elas ocorreram, dizem, nenhuma foi apontada contra as forças da Frente Al-Nusra, o ramo sírio da Al Qaeda, ou contra o "Estado Islâmico". Os ataques israelitas visaram sempre o Exército sírio ou os seus aliados iranianos e libaneses. No conjunto, causaram a morte de sete soldados sírios e ferimentos em 43.
Além disso, têm-se registado episódios de auxílio activo de Israel aos combatentes da Al Qaeda. Segundo os relatórios da ONU, verificou-se pelo menos uma vez a entrega de caixotes por militares israelitas aos rebeldes sírios. E verifica-se repetidamente a vinda de rebeldes feridos para tratamento médico em Israel.
Oficialmente, as autoridades israelitas admitem receber feridos sírios, embora digam que não procuram saber se se trata de civis ou combatentes e, neste caso, por conta de quem. De qualquer modo, tal como a política externa israelita tem hoje no Irão e no Hezbollah os seus alvos prioritários, não surpreende que, no terreno, a política militar israelita considere os inimigos dos seus inimigos, ao menos temporariamente, como aliados tácitos.

RTP Notícias

sábado, 24 de janeiro de 2015

EUA: era de ouro da guerra suja. Em 2015 já há “missões especiais” de agentes clandestinos dos EUA em 105 países


Nick Turse, TomDispatch – Tradução: Vila Vudu

“Já operante na Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, El Salvador, França, Israel, Itália, Jordânia, Quênia, Polônia, Peru, Turquia e Reino Unido, o programa SOLO deve ser expandido, segundo Votel, para 40 países até 2019.”
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Na calada da noite, eles mergulham num V-22 Osprey. Pousam numa região remota de um dos países mais voláteis do planeta, destroem um vilarejo e, em poucas horas, estão envolvidos em tiroteio mortal. Era a segunda vez, em duas semanas, que a elite dos SEALs da Marinha dos EUA tentava resgatar o fotojornalista Luke Somers. E foi o segundo fracasso.
Dia 6/12/2014, aproximadamente 36 dos top commandos dos EUA, pesadamente armados, operando com inteligência de satélites, drones, escutas clandestinas da mais alta tecnologia, equipados com óculos para visão noturna e apoiado por tropas de elite do Iêmen, postaram-se distantes apenas poucos passos de seis militantes da al-Qaeda na Península Árabe. Quando tudo acabou, Somers estava morto, bem como Pierre Korkie, professor sul-africano cuja soltura havia sido anunciada para o dia seguinte. Os comandos norte-americanos assassinaram também oito civis, segundo relatos de locais. A maioria dos militantes conseguiram fugir.
Esse episódio sangrento foi, dependendo de seu ponto de vista, o fim ignominioso de um ano ao longo do qual as Forças Especiais dos EUA foram ativadas em números recordes de ocasiões, ou o nada auspicioso começo de novo ano, já encaminhado para repetir, se não para ultrapassar, aqueles mesmos números.
Durante o ano fiscal que terminou dia 30/9/2014, as Forças de Operações Especiais dos EUA [orig. Special Operations forces (SOF)] foram mandadas para 133 países – em números redondos, 70% das nações do planeta –, segundo o tenente-coronel Robert Bockholt, oficial de Relações Públicas do Comando de Operações Especiais dos EUA [orig. Special Operations Command (SOCOM)]. Foi a coroação de período de três anos durante os quais as principais forças de elite dos EUA estiveram ativas em mais de 150 diferentes países em todo o mundo, sempre em missões que vão de raids noturnos para captura/assassinato, até exercícios para treinamento. E esse ano pode ter batido novo recorde. Apenas um dia antes do raid que pôs fim à vida de Luke Somers – decorridos apenas 66 dias do ano fiscal de 2015 –, as principais tropas de elite dos EUA já haviam posto seus coturnos em solo de 105 nações: aproximadamente 80% do total de 2014.
Apesar da escala massiva, essa guerra mundial secreta que os EUA travam hoje contra praticamente todo o planeta é desconhecida de muitos norte-americanos. Diferente da debacle no Iêmen, a vasta maioria das operações clandestinas das forças especiais dos EUA permanecem absolutamente ocultas, longe de qualquer supervisão externa, longe de qualquer controle pela mídia ou pelos cidadãos. De fato, exceto por pequenas quantidades de informação distribuída na cobertura pela muito seletiva mídia militar, por ‘vazamentos’oficiais que saem da Casa Branca, SEALs que tenham alguma coisinha para vender e alguns jornalistas escolhidos a dedo com notícias sobre eventos escolhidos a dedo, praticamente todas as ações e práticas desses operadores norte-americanos especiais jamais são examinadas de modo significativo – o que só faz aumentar a probabilidade de revides nunca previstos e outras consequências catastróficas.

Era de Ouro

“O comando está no seu zênite absoluto. Trata-se, de fato, de uma era de ouro das operações especiais”. São palavras do general Joseph Votel III, graduado em West Point e Ranger do Exército, ao assumir o comando do SOCOM em agosto passado.
A retórica do general pode soar grandiloquente, mas não é exagerada. Desde 11/9/2001, as forças de Operações Especiais dos EUA cresceram sob todos os critérios imagináveis, inclusive em números, em orçamento, no poder que tem sobre Washington e no lugar que ocupa da imaginação popular. O comando, por exemplo, mais que dobrou em termos de pessoa, dos cerca de 33.000 em 2001, para cerca de 70.000 hoje, incluindo-se o salto de cerca de mais 8.000 só durante o mandato do almirante William McRaven recentemente aposentado no comando do SOCOM.
Esses números, por impressionantes que sejam, não dão ideia plena da natureza e do alcance da expansão global dessas forças de elite norte-americanas nesses anos. Para tanto, é preciso percorrer a estrutura do Comando de Operações Especiais, verdadeiro emaranhado de siglas e sempre em ampliação. A coisa é de enlouquecer, mas é indispensável, para que se possa ter ideia realista da coisa de que estamos falando.
A parte do leão das tropas do SOCOM são Rangers, Boinas Verdes [orig. Green Berets] e outros soldados do Exército, seguidos por commandos da Força Aérea, os SEALs [palavra que significa (lit.) “foca” e designa os soldados da Marinha dos EUA, de terra, ar e mar, para operações especiais (NTs)], e pequeno contingente de Marines. Mas só se começa a ter ideia de o quanto e como o comando está em expansão, se se consideram todos os “comandos subunificados” entre os quais se distribuem esses ‘soldados especiais’: SOCAFRICA, autoexplicativo; SOCEUR, o contingente europeu; SOCKOR, devotado estritamente à Coreia; SOCPAC, que cobre o resto da região do Pacífico Asiático; SOCSOUTH, que executa serviços na América Central, América do Sul e Caribe; SOCCENT, o comando subunificado dos EUA. O Comando Central (CENTCOM) no Oriente Médio; o SOCNORTH, devotado à “defesa da pátria”; e os eternos viajantes ‘extremos’ do Comando Unificado de Operações Especiais [orig. Joint Special Operations Command, JSOC] – subcomando clandestino (antes comandado por McRaven, depois por Votel), constituído de pessoal de cada um dos vários ramos do serviço, incluindo SEALs, tripulações táticas especiais da Força Aérea, e a Delta Force, do Exército, especializada em rastrear e assassinar suspeitos de terrorismo.
E não pense que fica por aí. Resultado do empenho de McRaven para criar “forças globais de Operações Especiais, de aliados e parceiros interagências”, há agora oficiais de ligação das Operações Especiais (ou SOLOs), embedded [ap. “incorporados”] em 14 embaixadas dos EUA para servir como conselheiros das forças especiais em várias nações aliadas. Já operante na Austrália, Brasil, Canadá, Colômbia, El Salvador, França, Israel, Itália, Jordânia, Quênia, Polônia, Peru, Turquia e Reino Unido, o programa SOLO deve ser expandido, segundo Votel, para 40 países até 2019. O comando, e especialmente o JSOC, também construiu laços próximos com a Central Intelligence Agency, o Federal Bureau of Investigation e a National Security Agency, dentre outros.


Shadow Ops [agentes clandestinos que agem nas sombras]

O alcance global do Comando de Operações Especiais, SOCOM, vai ainda mais longe, com número menor de elementos mais ágeis, que operam clandestinamente, a partir das bases que os EUA mantêm em áreas remotas do Sudeste da Ásia, de postos avançados no Oriente Médio, a campos austeros em plena África. Desde 2002, o SOCOM está também autorizado a criar suas próprias Forças-Tarefas Conjuntas [orig. Joint Task Forces], prerrogativa normalmente reservada a comandos de combate maiores, como o CENTCOM.
Considere-se, por exemplo, a Força-Tarefa Filipinas de Operações Especiais Conjuntas [Joint Special Operations Task Force-Philippines (JSOTF-P)], a qual, no pico, contava com cerca de 600 agentes norte-americanos para apoiar operações de contraterrorismo de aliados dos filipinos, contra grupos insurgentes como Abu Sayyaf. Depois de mais de uma década consumida em combates contra esse grupo, o número de agentes foi reduzido, mas o grupo continua ativo, embora a violência na região permaneça virtualmente inalterada.
Uma fase de redução da força tarefa foi de fato anunciada em junho de 2014. “JSOTF-P será desativada e a chamada operação OEF-P [Operation Enduring Freedom-Philippines (Operação Liberdade Duradoura-F)] será concluída no ano fiscal de 2015” – disse Votel à Comissão das Forças Armadas do Senado, no mês seguinte “Um número menor de pessoal militar norte-americano operando como parte de uma Equipe de Ampliação de um PACOM [U.S. Pacific Command] continuará a melhorar as capacidades e habilidades das Forças Especiais das Filipinas (PSF, Philippine Special Forces] para que levem a bom termo suas missões CT [de contraterrorismo]...”
Mas meses adiante, a Força Tarefa de Operações Especiais-Filipinas permanecia do mesmo tamanho que antes, e operante. “JSOTF-P continua ativa, mas o número de pessoal lá alocado foi reduzido” – disse a porta-voz do Exército Kari McEwen ao repórter Joseph Trevithick de War Is Boring [lit. Guerra é tédio].
Outra unidade especial, a Força-Tarefa de Operações Especiais Conjuntas-Bragg [orig. Special Operations Joint Task Force-Bragg], permaneceu nas sombras durante anos, antes de pela primeira vez ser oficialmente mencionada pelo Pentágono, no início de 2014. O papel dela, segundo Bockholt, do SOCOM, é “treinar e equipar soldados norte-americanos a serem enviados para o Afeganistão para apoiar a Força-Tarefa de Operações Especiais-Afeganistão [orig. Special Operations Joint Task Force-Afghanistan].” Essa última passou mais de uma década executando operações clandestinas ou “negras” [orig. black-ops], “para impedir atividades de insurgentes que ameaçassem a autoridade e a soberania (sic) do governo afegão.
“Operações negras” significa raids noturnos e missões de assassinar/sequestrar – quase sempre articuladas com forças de elite afegãs – que levaram à morte de número ignorado de combatentes e de civis. Em resposta à indignação da população contra esses raids, o presidente Hamid Karzai do Afeganistão praticamente os baniu em 2013.
As Forças de Operações Especiais dos EUA deveriam ter sido transferidas para um papel de apoio em 2014, deixando no comando as tropas afegãs de elite. “Estamos tentando deixar que eles comandem o show,” disse o coronel Patrick Roberson da Força-Tarefa-Afeganistão, ao jornal USA Today. Mas, segundo LaDonna Davis, porta-voz da Força Tarefa, os operadores norte-americanos ainda comandavam missões no final do ano passado. A força recusa-se a dizer quantas missões foram comandadas pelos norte-americanos, nem em quantas operações seus comandos estiveram envolvidos, embora as Forças de Operações Especiais-Afeganistão tenham realizado, oficialmente 150 missões por mês, em 2014. “Não posso discutir o número específico de operações realizadas” disse o major Loren Bymer da Força-Tarefa de Operações Especiais-Afeganistão, a TomDispatch. “Mas os afegãos de fato atualmente lideram 96% das operações especiais, e nós continuamos a treiná-los, aconselhá-los e ajudar nossos parceiros, para garantir que sejam bem-sucedidos.”
E se você pensou que por aí acaba o quadro organizacional das forças especiais, a Força-Tarefa de Operações Conjuntas-Afeganistão tem cinco Grupos de Aconselhamento de Operações Especiais “focados em orientar e aconselhar nossos parceiros ASSF [Afghan Special Security Force]” – como disse Votel. “Para garantir que nossos parceiros ASSF continuem a dar combate a nossos inimigos, as Forças de Operações Especiais dos EUA tem de manter algum aconselhamento no plano tático depois de 2014, com unidades selecionadas em locais selecionados” – disse o mesmo Votel à Comissão das Forças Armadas do Senado.
Na verdade, em novembro passado o sucessor de Karzai, Ashraf Ghani, discretamente cancelou a proibição dos raids noturnos, reabrindo a porta para novas missões dos conselheiros norte-americanos, por lá, em 2015.
Mas haverá menos agentes das forças especiais dos EUA disponíveis para missões táticas. Segundo o então sub, agora vice-almirante Sean Pybus, vice-comandante do SOCOM, cerca de metade dos pelotões de SEALs mandados para o Afeganistão deveriam, até o final do mês passado, ser retirados e redirecionados para apoiar “o pivô para a Ásia, ou trabalhar no Mediterrâneo, ou no Golfo de Guiné, ou no Golfo Persa”. Mesmo assim o coronel Christopher Riga, comandante do 7º Grupo de Forças Especiais, cujos soldados serviram com a Força-tarefa Combinada de Forças Especiais Conjuntas-Afeganistão perto de Kandahar no ano passado, jurou persistir. “Há muita luta em curso no Afeganistão, que continuará” – disse ele, numa cerimônia de entregas de medalhas ano passado. “Continuaremos a matar o inimigo, até que nos mandem sair.”
Acrescente a essas forças-tarefas os elementos do Comando Avante de Operações Especiais [orig. Special Operations Command Forward (SOC FWD)], pequenas equipes que, segundo os militares, “modelam e coordenam a cooperação e o engajamento de segurança de forças de operações especiais, em apoio ao comando das operações especiais no teatro, comando geográfico combatente e equipes e objetivos no país”. O SOCOM recusou-se a confirmar a existência de SOC FWDs, embora haja muitas provas oficiais sobre o tema, e a oferecer um número de quantas equipes estão hoje ativas pelo mundo. Mas as que já se sabem que existem estão plantadas em operações-negras prestigiadas em locais especiais, dentre elas SOC FWD-Paquistão, SOC FWD-Iêmen e SOC FWD-Líbano, além das SOC FWD-Leste da África, SOC FWD-África Central e SOC FWD-África Ocidental.
A África, de fato converteu-se em local especial para missões clandestinas conduzidas por operadores especiais norte-americanos. “Essa unidade particular tem feito coisas impressionantes. Seja na Europa ou na África, em grande variedade de contingências, vocês contribuem de modo muito significativo” – disse o comandante do SOCOM, general Votel, aos membros do 352º Grupo de Operações Especiais em sua base na Inglaterra, no outono passado.
Os commandos aéreos de modo algum estão sós na exploração daquele continente. Ao longo dos últimos anos, por exemplo, os SEALs executaram uma operação bem-sucedida de resgate de prisioneiro na Somália, e um raid para sequestro que não deu certo. Na Líbia, commandos da Força Delta conseguiram capturar um militante da al-Qaeda num ataque matinal, e SEALs recuperaram um navio petroleiro carregado da Líbia, que o governo local, apoiado pelos EUA considerava roubado. Além disso, os SEALs comandaram uma missão fracassada de evacuação no Sudão do Sul, durante a qual vários agentes foram feridos quando o avião no qual estavam foi atingido por tiros de pistola de baixo calibre. Enquanto isso, uma força de elite de resposta rápida, conhecida como Naval Special Warfare Unit 10 (NSWU-10) estava envolvida com “países estratégicos” como Uganda, Somália e Nigéria.


Um esforço clandestino de treinar agentes especiais na Líbia implodiu, quando milícias ou “forças terroristas” atacaram duas vezes o acampamento, guardado por militares líbios, e saquearam grandes quantidades de equipamento norte-americano de alta tecnologia, centenas de armas – inclusive pistolas Glock e rifles M4 – além de equipamento para visão noturna e lêiseres especializados, que só podem ser vistos com aquele equipamento. Resultado disso, a missão foi desmantelada e o acampamento, abandonado. Depois se informou que havia sido tomado por uma milícia.
Em fevereiro do ano passado, tropas de elite viajaram para o Niger, para três semanas de exercícios militares, como parte de Flintlock 2014, um exercício anula para agentes de contraterrorismo, que unia forças da nação anfitriã, Canadá, Chade, França, Mauritânia, Países Baixos, Nigéria, Senegal, Reino Unido e Burkina Faso. Vários meses depois, um oficial de Burkina Faso, que recebera treinamento contraterrorismo nos EUA, sob os auspícios da Universidade de Operações Especiais Conjuntas do SOCOM em 2012, tomou o poder num golpe de estado. Mas os agentes das Forças Especiais não foram incomodados. No final do ano passado, por exemplo sob os auspícios do SOC FWD-África Ocidental, membros do 5º Batalhão, 19º Grupo de Forças Especiais, uniram-se a soldados da elite marroquina para treinamento, numa base nos arredores de Marrakech.

Um mundo de oportunidades

O envio de agentes para nações africanas, porém, não dá conta se não de pequena parte do rápido crescimento do alcance global do Comando de Operações Especiais. Nos últimos dias do governo Bush, sob comando do então chefe do SOCOM almirante Eric Olson, sabe-se que forças de Operações Especiais foram enviadas para cerca de 60 países em todo o mundo. Em 2010, o número de países cresceu para 75, segundo Karen DeYoung e Greg Jaffe do Washington Post. Em 2011, o porta-voz do SOCOM, coronel Tim Nye, disse a TomDispatch que esse total alcançaria 120 países até o final do ano. Com o almirante William McRaven que assumiu em 2013, o então major Robert Bockholt disse a TomDispatch que o número já saltara para 134. Sob o comando de McRaven e Votel in 2014, segundo Bockholt, o total diminuiu quase nada, para 133. Mas o secretário de defesa anterior, Chuck Hagel, observou que sob o comando de McRaven – de agosto de 2011 a agosto de 2014 – as Forças de Operações Especiais passaram a estar presentes em mais de 150 diferentes países. “De fato, SOCOM e todos os militares norte-americanos estão mais engajados internacionalmente hoje, do que nunca antes – em mais locais e com variedade maior de missões” – disse Hagen em discurso de agosto de 2014.
Não estava brincando. Em apenas dois meses do ano fiscal de 2015, o número de países onde há agentes de Forças Especiais dos EUA já chegou a 105, segundo Bockholt.
O Comando das Operações Especiais, SOCOM, não quis comentar a natureza de suas missões ou as vantagens de operar em tantos países. O Comando não quis sequer indicar o nome de um único país para onde tivessem sido enviadas forças de operações especiais nos últimos três anos. Mas rápido exame de algumas operações, exercícios e atividades que já vieram à luz pinta quadro de um comando ‘viajante extremo’, comando globe-trotter, sempre às voltas com alianças em todos os pontos do planeta.
Em janeiro e fevereiro, por exemplo, membros do 7º Grupo de Forças Especiais e o 160º Regimento de Aviação de Operações Especiais conduziram um mês de Treinamento Conjunto Combinado [orig. Joint Combined Exchange Training (JCET)] com vários grupos de Trinidad e Tobago, enquanto tropas do 353º Grupo de Operações Especiais reuniram-se a membros da Força Aérea da Tailândia, para Exercise Teak Torch em Udon Thani, Tailândia. Em fevereiro e março, os Boinas Verdes do 20º Grupo de Forças Especiais treinaram com tropas de elite da República Dominicana, como parte de outro JCET.
Em março, membros do Comando de Operações Especiais da Marinha e Unidade 1 Especial de Guerra Naval [orig. Marine Special Operations Command e Naval Special Warfare Unit 1 participaram de manobras no porta-aviões USS Cowpens, como parte do Multi-Sail 2014, exercício anual organizado para apoiar “a segurança e a estabilidade na região do Indo-Ásia-Pacífico.” Naquele mesmo mês, soldados, marinheiros, aviadores de elite participaram de um exercício cujo nome em código foi “Fused Response”, com militares do Belize. “Exercícios como esse constroem elos e confiança entre os militares dos EUA e do Belize” – disse, adiante, o tenente-coronel da Força Aérea Heber Toro, do Comando Sul de Operações Especiais. [segue-se longa relação de exercícios militares em várias partes do mundo]. [...]

Querem estar em toda parte

Para os chefes de operações especiais dos EUA, o globo é tão instável quanto interconectado. “Tenho certeza de que o que acontece na América Latina afeta o que acontece na África Ocidental, que afeta o que acontece no sul da Europa, que afeta o que acontece no sudoeste da Ásia” – disse McRaven ano passado na Geolnt, reunião anual de executivos da indústria-vigilância e pessoal militar. Solução que tinha a oferecer para esse instabilidade interconectada? Mais missões, em mais países – em mais do que em ¾ dos países do planeta, de fato – durante o mandato de McRaven. E o palco parece pronto para ainda mais do mesmo, no futuro próximo. “Queremos estar em todos os pontos” – disse Votel na Geolnt. Suas forças já estão bem a caminho disso, em 2015.
“Nossa nação tem altas expectativas das Forças de Operações Especiais” – disse ele a agentes especiais na Inglaterra, no outono passado. – “Procuram-nos para as missões mais difíceis, nas mais difíceis condições”. A natureza e o local da maioria dessas “missões difíceis” porém são mantidos sob total segredo. E Votel, aparentemente, não tem interesse em lançar qualquer luz sobre a questão. “Desculpe, mas, não” – foi a resposta do SOCOM, quando TomDispatch solicitou uma entrevista com o comandante das Operações Especiais, para saber de operações correntes e futuras. Na verdade, aquele comando não autorizou que seus subordinados participassem de uma discussão pública sobre o que eles fazem em nome dos EUA e com o dinheiro dos contribuintes norte-americanos. Não é difícil saber por quê.
Votel está agora sentado no topo de inúmeras narrativas de militares pós 11/9, que se meteram em incontáveis guerras que não venceram, revides de intervenções, atividade criminosa rampante, vazamentos repetidos de segredos embaraçosos, e todos os tipos dos escândalos mais chocantes.
Graças a uma combinação perversa de jactância e secretismo, vazamentos cuidadosamente plantados, muito ‘marketing’ e empenhado trabalho de “relações públicas”, o cultivo hábil de uma mística ‘do Super-homem (sempre com uma comovente pitada de atormentada fragilidade), e muita ‘matança premeditada’ legal (“targeted killing”), as forças de Operações Especiais tornaram-se queridinhos da cultura popular norte-americana, enquanto o Commando foi o principal vencedor na luta de foice em Washington, pelo Orçamento.


É particularmente surpreendente, se se considera o que realmente acontece em campo: na África, foi armar e fantasiar militantes e dar treinamento ao líder de um golpe; no Iraque, as mais elitistas das forças de elite dos EUA estavam implicadas na tortura mais sórdida, na destruição de moradias, e na matança de inocentes; no Afeganistão, história semelhante, com repetidos relatos de mortes de civis; enquanto no Iêmen foi sempre mais do mesmo, como no Paquistão e na Somália. E até aqui mal se arranhou a superfície dos descaminhos dos agentes de Operações Especiais.
Em 2001, antes que as forças especiais [vestidas de preto] dos EUA tivessem começado sua guerra massiva, multifrentes, clandestinas contra o terrorismo, havia 33.000 membros do Comando de Operações Especiais e cerca de 1.800 membros da elite da elite, o Comando das Operações Especiais Conjuntas. Havia então também 23 grupos terroristas – do Hamás ao Exército Republicano Irlandês Real – como o Departamento de Estado reconhecia, incluída a al-Qaeda, cujo número de membros era estimado em alguma coisa entre 200 e 1.000. O grupo tinha base no Afeganistão e Paquistão, embora algumas pequenas células tivessem já atuado em vários países, incluindo Alemanha e EUA.
Depois de mais de uma década de guerras secretas, vigilância massiva, números jamais revelados de raids noturnos, detenções e assassinatos, sem mencionar os bilhões e bilhões de dólares consumidos, os resultados falam por eles mesmos. O SOCOM mais que duplicou de tamanho, e o secretivo JSOC talvez já tenha o tamanho que tinha o SOCOM em 2001. Desde setembro daquele ano, 36 novos grupos de terror surgiram inclusive incontáveis franquias, novos ramos e aliados da al-Qaeda. Hoje, esses grupos ainda operam no Afeganistão e Paquistão – há agora 11 afiliados reconhecidos da al-Qaeda no Afeganistão, cinco no Paquistão – bem como no Mali, na Tunísia, Líbia e Marrocos, Nigéria e Somália, Líbano e Iêmen, dentre outros países.
Um dos ramos nasceu da invasão dos EUA contra o Iraque, foi nutrido num campo de prisioneiros dos EUA e, agora conhecido como Estado Islâmico, controla larga fatia do Iraque e da vizinha Síria, um proto-califato no coração do Oriente Médio que era tudo com que sonhavam os jihadistas nos idos de 2001. Aquele grupo, só ele, reúne estimados 30,000 combatentes e já controla inclusive a segunda maior cidade do Iraque – apesar de ter sido incansavelmente perseguido , desde o nascimento, pelo JSOC.
“Temos de continuar a sincronizar o deslocamento da Força de Operações Especiais pelo mundo”, diz Votel. “Todos temos de ser sincronizados, coordenados e preparados a partir do Comando.”
Abandonado bem fora de qualquer sincronia está o povo dos EUA, consistentemente deixado no escuro sobre o que os operadores especiais dos EUA andam fazendo e onde estão, para nem falar dos resultados pífios do que fazem e dos revides gerados pelo que fazem. Mas se a história ensina alguma coisa, não há dúvida de que os operadores ditos especiais, mascarados em negro da cabeça aos pés, farão de tudo para que prossiga, inalterada, essa “era de ouro” do Comando de Operações Especiais dos EUA.

Siria: Fuerzas Armadas liquidan decenas de terroristas del “Frente al-Nousra”


Operativos antiterroristas de las fuerzas armadas han dejado a decenas de terroristas entre muertos o heridos, en diferentes partes del territorio nacional.

Deraa
Según una fuente militar, unidades del ejército eliminaron a 40 terroristas en el poblado de Ibtaa y a otros 30 en la localidad de Dael en el campo de la provincia de Deraa.
Los terroristas eliminados pertenecen a la organización terrorista del Frente al-Nousra.
Entre los terroristas eliminados figura el cabecilla de la llamada “Brigada 101”, grupo afiliado al “Frente de al-Nousra”.
Asimismo el ejército dejó entre muertos y heridos a más de 150 mercenarios pertenecientes al “Frente de al-Nousra” en las localidades de Qurfa, Namer y al-Sheikh Meskin, los cuales se infiltraron a través de la frontera siria-jordana.
Asimismo, unidad castrense eliminó a integrantes de una banda terrorista al noroeste de la localidad de Atman, mientras que otras unidades lograon infligir significativas bajas en las filas de otros terroristas en las zonas de Burka, Rayem al-Sakher y la localidad de Naima en el campo de Deraa, así como en varias áreas de Deraa al-Balad (la ciudad de Deraa).

Sweida
En paralelo, las FFAA aniquilaron concentraciones de terroristas e infligieron bajas en sus filas en Tal Sheib al este del aeropuerto de Khalkhala en el campo norteño de Sweida.
De igual manera, el ejército destruyó una camioneta artillada cerca de la localidad de Kherbet Awad al sur de la ciudad de Sweida, informó una fuente militar.
En esta operación, el ejército logró eliminar a todos los terroristas que iban a bordo de dicha camioneta antes de su llegada a la localidad de Yamrin en el campo de Bousra al-Shaam, añadió.

Quneitra
En el campo de Quneitra, las FFAA acabaron con 47 terroristas del “Frente de al-Nousra” en la localidad de Mashara, así como dejaron muertos o heridos a otros en la localidad de Hamadiya en el campo de la provincia sureña, señaló una fuente militar.
La misma fuente añadió que las FFAA destruyeron refugios de terroristas del “Frente de al-Nousra” en el pueblo de Qahtaniya a 3 km de la ciudad de Quneitra.

Homs
En el campo de la provincia central de Homs, numerosos terroristas cayeron entre muertos o heridos en operaciones del ejército contra escondites de terroristas enRayem al-Qasser, al-Msherifeh al-Yanubiye, y Habrat al-Sharkiya en el campo este de Homs.
Asimismo, las FFAA bomabrdearon posiciones de varias organizaciones terrorsitas en la zona de Houla (el campo de Homs), logrando causarles grandes pérdidas, según una fuente militar.

Idleb
Numerosos terroristas resultaron muertos o heridos en operativos del ejército en al-Nayrab, Sarakeb, Kafer Nayed, Kafar lata y al-Buaiti en el campo de Idleb.
En la zona de Abou al-Duhour, las FFAA destruyeron refugios del “Frente de al-Nousra” en los pueblos en intensos operativos llevados a cabo en los pueblos y las granjas de Tal Salmo, Qare al-Ghazal y al-Hamidiya.
A todo ello, las FFAA aniquilaron a 16 terroristas de las llamadas “Brigada de Khattab”, y la “Brigada de Sukur al-Shaam”.
Entre los terroristas abatidos figuran, mercenarios de nacionalidad chechena y belga.
En otras operaciones, las FFAA acabaron con cabecillas de bandas terroristas en al-Sheikh Youssef, al-Mstriha y al-Nayiya en el campo de Idleb.

Lynn A., Fady M. - SANA

Representantes de algunos regímenes árabes participan en una sesión no oficial de la ONU en apoyo de Israel


Las autoridades de ocupación israelíes y países occidentales han organizado una sesión no oficial de la Asamblea General de Naciones Unidas en apoyo a los sionistas.

Asistieron a esta reunión algunos representantes de regímenes árabes que apoyan a Israel, en un momento en que la mayor parte de la comunidad internacional rehusó asistir a la misma.
El Canal libanés “Al-Mayadin”, informó que sólo 37 de los 193 estados miembros de la ONU participaron en la sesión, que llamó a combatir el fenómeno llamado “anti-semitismo”.
A la reunión asistió también el filósofo judío Bernard Henri-Levy –padrino de la llamada “primavera árabe” y uno de los autores de la idea de crear una situación de “caos controlado” en la región árabe.
El Provocador del odio instó a la Asamblea General de la ONU que usara toda su influencia para “hablar a favor de la verdad y cerrar las bocas de aquellos que se oponen al sionismo.”
Uno de los líderes del movimiento “Neturei Karta” que participó en las protestas, el rabino David Weiss dijo que “el antisemitismo” tuvo lugar mucho antes de la creación de Israel, pero en las últimas décadas, sólo a causa de lo que está sucediendo en Palestina, la mitad del mundo odia a los Judíos.
Según los observadores, la ironía principal es que algunos países árabes no tienen vergüenza de asistir a la hostil conferencia, mientras que muchos de ellos andan denunciando a las autoridades de ocupación.

Ghifar Al Ali & Riyad Sh.Beirut - SANA

Governo equatoriano reduz desigualdades sociais


Equador é hoje um país que tem diminuído a pobreza e reduzido o abismo entre ricos e pobres, afirmou um comunicado da Secretaria Nacional de Planejamento e Desenvolvimento (Senplades).

O modelo de gerenciamento do governo tem mudado radicalmente e desde 2007. Até 2014 mais de um milhão e meio de equatorianos saíram da denominada pobreza por rendimentos, explicou a nota do titular da Senplades, Pabel Muñoz.
Um dos simbolos da mudança, especificou, é a redução da distância econômica entre quem ganham mais e os que menos dinheiro recebem.
Muñoz diz que na educação a taxa de matrícula passou de 92% em 2007 a 96% em 2014, o qual permite provar como meninos e meninas vão gratuitamente à escola sem discriminação alguma entre mestizos, indígenas e afroecuatorianos.

Prensa Latina

Após morte de promotor, governo argentino vai autorizar desclassificação de documentos secretos sobre atentado


Aline Gatto Boueri | Buenos Aires – Opera Mundi

Alberto Nisman, que acusaria a presidente Cristina Kirchner e o chanceler Héctor Timerman, foi encontrado morto por um tiro na cabeça domingo passado

O governo argentino anunciou que vai autorizar a desclassificação dos documentos secretos do caso Amia (Associação Mutual Israelense Argentina), onde um atentado a bomba matou 85 pessoas e deixou cerca de 300 feridos em 1994.
A decisão de desclassificar veio da SI (Secretaria de Inteligência) e foi assinada por Oscar Parrilli, à frente do órgão desde dezembro, quando o governo argentino fez mudanças na agência. A abertura desses arquivos, no entanto, foi ordenada pela própria presidente da Argentina, Cristina Kirchner.
O anúncio aconteceu na tarde desta segunda-feira (19/01), horas depois de o promotor da causa, Alberto Nisman, ser encontrado morto em seu apartamento no bairro portenho de Puerto Madero. Nisman foi designado como promotor especial da causa em 2005 pelo ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007).
O promotor havia denunciado a presidente Cristina Kirchner, o chanceler Héctor Timerman e o deputado Andrés Larroque. Segundo Nisman, os acusados haviam encoberto responsabilidades para facilitar um acordo de entendimento com o Irã, país de onde provém parte dos acusados pelo atentado à Amia.
Quando Nisman fez a denúncia, no dia 14 de janeiro, a juíza María Servini de Cubría havia rejeitado seu pedido de habilitar investigações em caráter especial durante o período de férias judiciais. Com a morte do promotor, o juiz responsável pela causa Amia, Ariel Lijo, voltou ao trabalho e entrou com pedido de medidas urgentes para garantir a integridade das provas que ele deveria apresentar hoje a uma comissão do Congresso Nacional.
Nisman morreu vítima de um disparo de arma de fogo, que atingiu sua cabeça. Em comunicado oficial, a promotora Viviana Fein informou que o resultado da autópsia no corpo de Nisman revelou que não houve intervenção de terceiros na morte do promotor da causa Amia. Entre hoje e amanhã a promotoria espera resultados de exames mais detalhados.

Oposição se manifestou

Pela manhã, o chefe de governo da cidade de Buenos Aires e pré-candidato opositor à Presidência, Mauricio Macri, concedeu uma coletiva de imprensa na qual criticou os serviços de inteligência da Argentina e afirmou que "se essa morte terminar em mais impunidade será um desastre institucional em nosso país".
Macri responde atualmente na Justiça argentina por espionagem ilegal, junto ao ex-chefe da Polícia Metropolitana (que atua na Capital Federal) "Fino" Palacios. Palacios, que foi investigado por Nisman, também é acusado de encobrir vínculos locais com o atentado à Amia e de instalar escutas ilegais em telefones de familiares de vítimas.
O deputado federal e também pré-candidato opositor à presidência, Sergio Massa (Frente Renovador), convocou uma coletiva de imprensa à tarde, quando avisou que havia suspendido suas atividades de campanha para se pronunciar sobre o caso. Massa pediu que o oficialismo e a oposição se unissem para pressionar pela convocatória de sessões especiais no Congresso. Massa solicitou ainda que a Corte Suprema interviesse no caso, bem como a anulação do memorando de entendimento com o Irã, assinado em 2013 e que previa uma Comissão da Verdade binacional para esclarecer o atentado à Amia. O acordo incluía a retirada das ordens de captura emitidas pela Interpol a cidadãos iranianos acusados do atentado, mas nunca foi colocado em prática, já que as ordens seguem vigentes.

EEUU enviará 100 tropas a Oriente Medio


El Departamento de Defensa de EE.UU. informó el viernes del envío de un centenar de tropas estadounidenses a Oriente Medio en los próximos días.

El portavoz del Pentágono, el vicealmirante John Kirby, explicó que estos militares “van a establecer centros de entrenamiento (...), van a ir a echar un vistazo de lo que hay por allí y prepararse para futuros despliegues”.
Según Kirby, la partida de estas tropas a los países cercanos a Siria fue autorizada la semana pasada y en las semanas próximas está previsto el envío de una numerosa fuerza militar de centenares de soldados norteamericanos.
El principal objetivo de esta medida es entrenar a las fuerzas opositoras sirias, las cuales, según insiste Estados Unidos, luchan contra el grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) en los territorios sirios.
Los países a los que viajarán estas fuerzas estadounidenses serían Turquía, Arabia Saudí y Catar, naciones que se han ofrecido a albergarlas, aunque el vicealmirante Kirby evitó comentar el lugar exacto donde van a ser desplegadas.
Por su parte, el Ejército de EE.UU. habla del envío de más de 400 fuerzas para la misión de entrenamiento, a las que se añadirían tropas de apoyo. Al total de un millar o más de uniformados norteamericanos se unirían las fuerzas extranjeras.
Todavía no ha comenzado el reclutamiento de los opositores sirios, pero las autoridades de EE.UU. creen que en el caso de que la situación siga igual, podrían empezar el entrenamiento en primavera.
Washington alega que intenta erradicar al EIIL de la zona, grupo takfirí cuyos miembros fueron entrenados en un principio en Jordania, en 2012, por la Agencia Central de Inteligencia de EE.UU. (CIA, por sus siglas en inglés) con el fin de que lucharan contra el Gobierno de Damasco.

zss/anz - HispanTv