quinta-feira, 24 de abril de 2014

Falta liderança para deter o fim do mundo


Roberto Savio, da IPS – Agência de notícias Inter Press Service

O capitalismo encurralou o futuro da humanidade em uma estreita pinguela de uma década e meia, se tanto.

Esse seria o tempo disponível para limar divergências, pactuar metas, dividir cotas e iniciar, por volta de 2020, um corte de 40% a 70% no volume de emissões de gases de efeito estufa, a ser concluído até 2050.
A base de referência seria o nível de emissões de 2010.
Detalhe: aquilo que se preconiza como imperativo para as próximas três décadas destoa brutalmente da tendência registrada nas três anteriores.
As emissões no período só fizeram crescer, em degraus ascendentes.
A redução heroica projetada agora marcaria a derradeira chance de se evitar que a temperatura média no planeta aumente mais de 2 graus Celsius até o final deste século.
A ciência adverte que qualquer degrau além disso adicionaria um roteador endiabrado à dinâmica dos eventos extremos, anulando qualquer esforço de readaptação da atividade humana no planeta.
Mais que a indiferença diante da fatalidade, a prostração na boca do funil reflete, em primeiro lugar, um déficit de liderança na condução da agenda ambiental.
Ressalvadas honrosas exceções, ao menos no Brasil, o ambientalismo sempre resistiu em associar a sua luta à superação da ordem neoliberal.
Exemplo dessa contradição é o discurso da ex-ministra Marina Silva, atual candidata a vice na chapa de Eduardo Campo.
O que temos aqui? Temos aqui um inebriante coquetel de socialismo e ambientalismo ajoelhados no altar da ortodoxia mais rudimentar e obtusa.
Campos e Marina entendem que o governo Dilma é ‘intervencionista’.
Seu ambientalismo é cevado nas reflexões do decrescimento evocadas pelo econeoliberal, André Lara Resende, formulador de uma agradável simbiose entre arrocho fiscal e vapores sustentáveis.
A classe média semi-culta e semi-informada se inebria.
Tudo o mais fica subordinado à mais estrita vigilância de um Banco Central independente, avisa Marina Silva.
Não vamos longe por aí.


Neomalthusianos tingidos de verde deveriam admitir, a bem da verdade, que a bandeira do 'decrescimento’ já se encontra em vigor em sociedades díspares, da África subsaariana às economias europeias às voltas com a deflação, sob o torniquete de Merkel & FMI.
Os desdobramentos em marcha na forma de desemprego, fome e diáspora jovem estão longe de irradiar uma aurora sustentável.
1/3 da humanidade ainda depende da queima de lenha ou carvão (leia-se, derrubada de florestas) para preparar uma simples refeição.
Quase um bilhão de seres humanos vive no calabouço da fome crônica. Outro tanto moureja a terra nua dispondo tão somente da força muscular para extrair seu sustento.
Mais decrescimento que isso?
Para escapar à lógica do fim do mundo –se é que ainda há tempo— é preciso incorporar as circunstâncias da história realmente existente à equação sustentável.
O artigo de Roberto Sávio lembra que isso está longe de ser resolvido:
‘Dez países causam 70% do total de poluição mundial (...) os Estados Unidos e a China são responsáveis por 55% (dela); China: os países ricos que criaram o atual problema querem que tomemos medidas que atrasem nosso crescimento?’.
Não se trata de uma contabilidade estática.
Nas últimas décadas, a desregulação imposta a todos os níveis da atividade humana agravou os contornos da crise social e ambiental.
Se os fundos especulativos conseguem dobrar o rendimento dos detentores da riqueza financeira em prazos curtíssimos, todos os demais setores da economia capitalista terão que perseguir idêntica voragem. Do contrário, acionistas insaciáveis fritarão o fígado de gestores empedernidos numa grande fogueira de ações nas Bolsas de Valores.
A dominância financeira impõe há mais de 40 anos uma aceleração predatória em todas as latitudes, do macro ao micro.
Acelerar, no léxico dos mercados, significa desregular. O quê? Tudo: da proteção ao trabalho à exploração das riquezas naturais.
A pedra de toque do jogo do fim do mundo são os direitos de saque sobre a riqueza disponível, exercido pela papelama rentista cujo montante supera os US$ 600 trilhões: 10 vezes a soma do PIB planetário.
Eis o moinho satânico do nosso tempo, cujo poder de esmagamento dissemina um padrão de retorno financeiro incompatível com os valores que orientam a vida em sociedade e com as taxas de regeneração dos sistemas naturais.
A omissão ‘verde’ não isenta a negligência da esquerda diante do colapso que o IPCC prenuncia.
A década de governos do PT tirou 50 milhões de brasileiros da miséria.
Nunca é demais reiterar aquilo que desespera o conservadorismo: isso mudou a geografia política do país. Talvez de forma irreversível nos marcos da legalidade.
O que mais o PT tem a dizer a esse universo que ascendeu ao consumo e, sobretudo, como pretende que ele assuma o comando de seu destino rumo a uma cidadania plena, se no meio do caminho tem uma pedra ambiental esmagadora?
Como assegurar que a renda do pré-sal, ademais de financiar a educação pública de qualidade, erga linhas de passagem para uma matriz energética verdadeiramente à altura dos desafios do século XXI?
Os cálculos do IPCC indicam que o sopro da barbárie já respira no planeta.
Ou alguém acredita que um poder internacional dominado pela supremacia financeira, incapaz de regular o dinheiro, terá reservas de responsabilidade para limitar as emissões poluentes no volume preconizado pelo IPCC, e dentro do exíguo espaço de tempo que nos resta?
As linhas da urgência ambiental e a da prostração política indicam que a batalha da mitigação, por ora, foi perdida.
Resta saber se a esquerda será capaz de recuperar o tempo perdido para dar à humanidade uma segunda chance de adiar o fim do mundo.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

Plan: Paramilitares en Venezuela asesinarán a estudiantes dentro de recintos universitarios


Este martes, el dirigente estudiantil de la Universidad Central de Venezuela (UCV) Alejandro Padrón, denunció en su espacio radial Háblame Cloro que trasmite RNV-Juvenil, que la oposición venezolana en los próximos días arreciará sus protestas para así consolidar su ya develado plan, “198 pasos para derrocar el gobierno de Nicolás Maduro”, el cual tiene como objetivo liquidar el chavismo en Venezuela.

El dirigente revolucionario aseguró que este plan se ejecuta de acuerdo al manual de Gene Sharp, el cual detalla y sugiere cómo derrocar gobiernos democráticos a través de la desestabilización, deformación y manipulación de la realidad, “utilizando a la juventud como carne de cañón”.
En ese sentido, Padrón indicó que esta semana se combinarán tres acciones que se vienen visibilizando: Como primer paso, el Plan de Asesinatos Selectivos, “con lo cual buscarán asesinar estudiantes, deportistas destacados y jóvenes que se dediquen a las artes o bellas artes para así no asociarlos con política”. De acuerdo a Padrón, estos asesinatos buscan generar un clima de angustia en la población y lo llevarán a cabo paramilitares que se encuentran en diversas zonas de Caracas “sobre todo en el Municipio Sucre, donde gobierna la oposición”.
Como segundo paso, explicó el dirigente de la escuela de sociología de la UCV, oxigenarán a los grupos de choque de las universidades autónomas y privadas, incorporando un factor manipulado y preparado: supuestos "estudiantes", que en realidad son cuadros políticos de Bandera Roja, JAVU, Primero Justicia, Acción Democrática y Voluntad Popular; tarifados, pagados o becados por sus partidos para hacerse pasar por estudiantes bolivarianos, “y así decirle a los medios que no están apoyando al Gobierno del Presidente Maduro, asunto que es Falso a todas luces –dijo.
Y acotó: “Buscarán incluso infiltrarlos en Casas de Estudios abiertas y democratizadas por la Revolución: UNEFA, UBV, UNEARTE, entre otras”.
Como tercer paso, la oposición, específicamente el partido Voluntad Popular, continuará comprando conciencias dentro de las universidades; para sumarlos al plan violento. Actualmente, de acuerdo a Padrón, a los jóvenes les pagan entre 700 y 1300 bolívares para que asistan a las marchas violentas y hagan destrozos al patrimonio público.
“Ya existen celulares repartidos en varias partes del país; en el caso de Caracas ya se han divido en Bloques: ejemplo, Bloque de Resistencia Sur-Este Caracas, entre otros. Sin embargo, aún no pueden penetrar el Oeste pero confían esta labor a la UCV, por tener un lugar estratégico en accesos a Caracas, y por su autonomía, que les permite todas estas acciones bajo el manto autonómico y complaciente de las autoridades”, puntualizó.

Prensa Integración UCV - Aporrea.org

'Sanciones antiraníes van en detrimento de intereses de Europa'


El asesor del Líder Supremo de la Revolución Islámica de Irán para Asuntos Internacionales, Ali Akbar Velayati, ha aseverado este miércoles que las ilegales sanciones impuestas a Teherán por Europa han tenido resultados contraproducentes.

"Las sanciones no han dejado un impacto sobre la economía de Irán, más bien han tenido efectos negativos irrecuperables para los países europeos”, ha asegurado Velayati al ministro letón de Asuntos Exteriores, Edgars Rinkēvičs, en una reunión celebrada en Teherán, capital persa.
“Los países europeos han perdido el mercado iraní como resultado de las sanciones. Si ellos pudieran tomar una decisión por cuenta propia, habrían ignorado las sanciones para ampliar sus relaciones con Irán”, ha explicado.
Velayati ha recordado la visita de varias delegaciones parlamentarias y económicas europeas a Irán tras el logro del acuerdo provisional entre Irán y el G5+1 (EE.UU., el Reino Unido, Francia, Rusia y China, más Alemania), en noviembre de 2013, como señal del interés por reforzar sus lazos con Teherán.
Por su parte, Rinkēvičs ha destacado que Letonia asumirá en 2015 la presidencia rotatoria de la Unión Europea (UE), para luego señalar que su visita a Irán tiene como objetivo preparar el terreno para mejorar las relaciones entre Teherán y el bloque de los 28 países.
Además, ha manifestado su esperanza de que Teherán y Riga fortalezcan su cooperación en diferentes áreas de una manera apropiada.

kaa/ybm/nal - HispanTv

Tropas estadounidenses llegan a Polonia y a los países bálticos


A lo largo de esta semana 600 soldados estadounidenses serán enviados a Polonia y a los países bálticos sobre el telón de fondo de la tensión entre Rusia y Ucrania.

Polonia, Lituania, Estonia y Letonia recibirán a 150 soldados estadounidenses cada uno, aseguró el portavoz del Pentágono, capitán John Kirby, citado por la agencia AFP. Se trata de soldados de las fuerzas aerotransportadas de una brigada de combate desplegada en la ciudad italiana de Vicenza.
Al ser trasladados a su nuevo destino participarán en ejercicios militares conjuntos planeados para los próximos meses en Polonia y en los países bálticos. Los ejercicios en Polonia empezarán el miércoles, y vendrán seguidos de los ejercicios en los bálticos.
Según Kirby, no se trata de ejercicios militares de la OTAN, sino de ejercicios bilaterales conjuntos con cada uno de los países mencionados. Dichas maniobras se complementan con los ejercicios militares ordinarios y han venido motivados por la crisis ucraniana. De esta manera EE.UU. quiere demostrar el compromiso con sus obligaciones bajo el Artículo 5 del tratado de la OTAN, según cual Washington consideran la agresión contra cualquier miembro de la alianza como si fuera una agresión contra EE.UU.
Kirby advirtió que varios ejercicios militares podrían tener lugar en el transcurso de 2014 y e incluso después. Aseguró también la posibilidad de realizar ejercicios conjuntos con otros países miembros de la OTAN.
El 20 de abril el canciller polaco Radoslaw Sikorski sugirió a EE.UU. y a la OTAN incrementar su contingente en el territorio del país por la crisis ucraniana. EE.UU. también aumenta su presencia en la región de sus buques y aviones de guerra.

Actualidad RT

Damasco: EE.UU. participó en los ataques químicos en Siria


Damasco asegura que tiene información sobre la participación de una serie de países, entre ellos Estados Unidos y Turquía, en los ataques químicos contra la población civil y el Ejército gubernamental en Siria.

Así lo aseguró el viceministro de Relaciones Exteriores de Siria, Faisal al-Miqdad, durante una reunión con el jefe de la misión internacional que supervisa el desarme químico del Gobierno sirio, Sigrid Kaag.
"La campaña para difundir falsas acusaciones sobre supuestos nuevos casos donde se usaron sustancias tóxicas en diferentes partes de Siria y, a su vez, acusar con esto al Gobierno de Siria, es un intento de desviar la atención sobre la información que tenemos a nuestra disposición sobre la participación de una serie de países encabezados por EE.UU. y Turquía para utilizar sustancias tóxicas contra el pueblo sirio en Khan al-Asal (provincia de Alepo), en Huta Oriental (provincia de Damasco) y otros lugares", indicó el funcionario sirio.
El pasado 12 de abril se informó de un supuesto ataque con gases tóxicos en el noroeste del país, que provocó varias muertes y más de un centenar de heridos. El Gobierno y la oposición siria cruzaron acusaciones sobre este ataque químico. Por su parte, la Organización para la Prohibición de las Armas Químicas (OPAQ) indicó que no cuentan con evidencias del uso de armas químicas por parte de la oposición armada.
El conflicto sobre el uso de armas químicas en Siria empezó a raíz de un ataque con gas tóxico ocurrido el 21 de agosto de 2013, que los países de Occidente atribuyeron a las fuerzas gubernamentales. En aquel entonces EE.UU. se preparó para un posible ataque contra territorio sirio. Sin embargo, gracias a la propuesta rusa a Siria para que entregue su arsenal químico bajo control internacional, se abrió de nuevo la posibilidad de una salida diplomática del conflicto.
Según el acuerdo entre Rusia y EE.UU. firmado en septiembre del 2013, Damasco se comprometió a destruir sus reservas de armas químicas para antes del 30 de junio. La OPAQ informó que hasta el momento ya se han retirado de Siria el 80% de las armas químicas y materiales relacionados.

Actualidad RT

Siria: Arriba a Latakia un avión cargado de ayuda humanitaria rusa


Arribó al aeropuerto de Bassel al-Assad en Latakia, un avión cargado de ayuda humanitaria rusa

La carga del avión incluye 34 toneladas de alimentos, suministros médicos, ropas y tiendas de campaña.
La ayuda es ofrecida del pueblo ruso y de la comunidad armenia en Rusia para el pueblo sirio.

Fady M., Hala B. - SANA

Irã denuncia EUA pela violação de acordo como país sede da ONU


O representante adjunto do Irã para a Organização das Nações Unidas (ONU), Qolam Husein Dehqani, denunciou a decisão dos Estados Unidos de não conceder o visto para o representante eleito do país persa na organização internacional, cuja sede central fica em Nova York. Dehqani fez a denúncia na sessão extraordinária do Comitê de Relações com o País Anfitrião da sede, nesta terça-feira (22), acusando os EUA de violarem assim os acordos que regem o funcionamento da organização.

Dehqani voltou a condenar a medida estadunidense, durante a reunião, e instou os membros e autoridades da ONU a tomarem responsabilidades sobre o tema. “Com o fim de conservar o crédito das Nações Unidas e garantir a eficiência das representações dos Estados membros da organização, é necessária a adoção de uma medida séria para este caso,” afirmou.
Para Dehqani, o Departamento de Assuntos Jurídicos da ONU deve tomar medidas para obrigar as autoridades estadunidenses a respeitarem seus compromissos jurídicos. O representante adjunto também instou o Comitê de Relações com o País Anfitrião a estudar o tema com caráter de urgência e pediu o uso de todos os métodos e ferramentas para assegurar que os EUA revejam a sua decisão, pois contradiz aas normativas internacionais.
Neste sentido, Dehqani exigiu ao secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, que cumpra com a sua responsabilidade de monitorar a materialização completa e meticulosa do Acordo da Sede entre este organismo e os Estados Unidos.
O presidente Barack Obama assinou uma lei, na sexta-feira (18), bloqueando o embaixador persa Hamid Aboutalebi de entrar no país, para tornar-se o representante iraniano na ONU. A justificativa alegada pelo governo estadunidense foi a participação de Aboutalebi no bloqueio de 444 dias da Embaixada estadunidense em Teerã, em 1979, durante a Revolução Islâmica que derrubou um governo autocrático e fascista, respaldado pelos EUA.


Politização da ONU

A representante estadunidense na sessão do Comitê, nesta terça, Rosemary DiCarlo disse que seu país toma a sua responsabilidade como país sede das Nações Unidas seriamente, mas expressou “preocupações antigas sobre o papel admitido por Aboutalebi na crise dos reféns,” em referência aos 52 diplomatas estadunidenses na Embaixada, durante o cerco.
Aboutalebi afirma que este papel foi mínimo, e nenhum outro representante na sessão apoiou a posição estadunidense, segundo fontes anônimas que participaram da reunião privada, citadas pelo jornal The Washington Post. De acordo com as mesmas fontes, Cuba, Coreia Popular e Belarus apoiaram o Irã na contestação da decisão estadunidense.
O representante iraniano também mencionou os atos agressivos dos Estados Unidos contra o país persa (como as sanções ilegais aplicadas pelo governo estadunidense desde a Revolução Islâmica), mas afirmou que o enfoque da reunião incidia sobre o tratamento dos compromissos do país anfitrião.
No fim da sessão, o presidente do comitê, o cipriota Nicholas Emiliou, pediu ao governo dos Estados Unidos que facilitasse o visto aos membros e executasse o conteúdo do acordo. “Espero ter avanços positivos sobre este tema em um futuro próximo,” concluiu.

Da Redação do Vermelho,
Com informações do Washington Post e da HispanTV

Como piorar tudo:‘Coturnos em solo’ na Ucrânia?! Quer mesmo, embaixador Jeffrey?!


Coronel Douglas Macgregor, Counterpunch - Tradução: Vila Vudu

Em coluna assinada, publicada dia 15 de abril no Washington Post, o ex-embaixador e ex-vice-Conselheiro de Segurança Nacional de Bush, James Jeffrey, agora sócio do Washington Institute, prega que se enviem forças terrestres (‘coturnos em solo’), soldados norte-americanos, para “resolver a crise” na Ucrânia.

Em mais um triunfo do aventureirismo militar irrefletido, sobre algum pensamento de estadista, o embaixador Jeffrey parece supor que o Sr. Putin ficará impressionadíssimo, se se deparar com o surgimento gradual de algumas unidades terrestres armadas dos EUA na fronteira da Rússia. Simultaneamente, como também o secretário Kerry, o embaixador Jeffrey ignora a simples verdade de que o Sr. Putin está fazendo um favor ao ocidente. (...)
A boa notícia é que o Sr. Putin está criando as condições para a emergência de uma Ucrânia livre, democrática e menor, além de demograficamente mais homogênea. (...) Os ucranianos do oeste devem poder unir-se à União Europeia, se assim decidirem, sem serem obrigados a unir-se à OTAN. (...) Nenhuma dessas propostas implica confronto militar entre a Rússia e o ocidente.
Infelizmente, em vez de procurar solução com a qual o povo da região possa viver, o embaixador Jeffrey quer aumentar as tensões. A ideia do embaixador, de que soldados norte-americanos “resolverão” a crise é pior que ingênua. A recomendação de Jeffrey é perigosa e temerária.
A menos que os EUA pudessem mandar 150 mil soldados, pelo menos 50 mil nos primeiros 30 dias, o que Jeffrey sugere é receita de desastre. Sem essa força-núcleo, alemães, poloneses, lituanos, latvianos, estonianos, eslovacos e húngaros não têm nem esperança de reunir número equivalente de soldados. Mais importante: a força norte-americana teria de ser pesadamente blindada e incluir quantidade substancial de artilharia de foguetes, unidades de mísseis de defesa aérea, além de elementos de logística.
Evidentemente, o embaixador não sabe que já não existe, nos EUA, tamanha força de ataque por terra.
Graças aos últimos 12 anos de lideranças políticas e militares soberbamente incapazes, os soldados e ‘coturnos em terra’ com que os EUA contavam foram desperdiçados no Iraque e no Afeganistão. Hoje, as forças recrutadas para o exército terrestre, como também a infantaria leve do Exército e da Marinha, são absolutamente incapazes de fazer frente às forças terrestres russas, em nenhum ponto da Europa Central ou do Leste, sem se exporem à aniquilação certa.
Quanto à suposta superioridade convencional dos EUA, que o mundo vê policiar árabes e afegãos, mas sem infantaria, sem força aérea, sem defesas aéreas e sem mísseis, não é exatamente o que os russos entendem por “superioridade militar”.
Se o ‘aconselhamento’ do embaixador Jeffrey é o melhor que o Departamento de Estado consegue produzir, os EUA estão em situação muito problemática. Lideranças políticas e militares como o embaixador Jeffrey, que se voltam para o poder militar em busca de “soluções”, sempre contam com que os militares trabalham rápido e bem. Mas nunca se lembram de oferecer respostas realistas às questões de objetivo estratégico, método e estado final, antes e durante as operações militares.
Nesse caso, o embaixador Jeffrey quer usar soldados norte-americanos que não existem, onde eles não são necessários. Pior que isso: o embaixador não sabe que o Exército e a Marinha dos EUA já não têm as capacidades de combate que teria de ter se Washington tivesse de fazer o que o embaixador sugere.
Boa estratégia militar consiste em saber quando usar poder militar e quando não usar poder militar. Infelizmente, o embaixador Jeffrey é exemplo do problema que aflige o pensamento dos políticos: as decisões nacionais nos EUA são mais frequentemente modeladas pela capacidade militar para agir (que já não há), que pela necessidade estratégica de agir (da qual ninguém ouve falar).*******

* O coronel (aposentado) Douglas Macgregor é veterano condecorado da Guerra do Vietnã, pós-graduado e autor de cinco livros, o mais recente dos quais é Warrior’s Rage: The Great Tank Battle of 73 Easting.
* Quem não vir a imagem aqui, pode vê-la no Washington Post, em http://goo.gl/bdEiQf [NTs].

Mercenários treinam policiais brasileiros para a Copa do Mundo


Segundo as autoridades, o foco do programa é passar as experiências práticas vividas pelas tropas americanas no combate ao terrorismo, é uma tropa especializada que será empregada durante uma ameaça de ataque terrorista em São Paulo. Entretanto, o Brasil jamais sofreu qualquer tipo de atentado terroristas nas últimas decadas. Objetivo é fortalecer o grupo mercenário Blackwater, que mudou o nome para Academi, após promover ações terroristas em diversos países.

A empresa americana Academi, que antes se chamava Blackwater, está treinando policiais militares e agentes da Polícia Federal para ações antiterrorismo na Copa. A Blackwater ficou conhecida por agir como um exército terceirizado dos Estados Unidos, com mercenários atuando nas guerras do Iraque e do Afeganistão.
A empresa está envolvida em ações terroristas contra civis indefesos em diversos países ocupados pelos EUA. Ex-funcionários da Blackwater são acusados formalmente de terem matado 17 civis iraquianos no massacre da praça Nisour, em 2007. Mas as denúncias comprovam centenas de assassinatos de civis indefesos.
Na semana passada, um grupo de 22 policiais militares e agentes federais brasileiros voltou de um treinamento de três semanas no centro da Academi em Moyock, na Carolina do Norte. O curso foi bancado pelo governo dos EUA e faz parte de uma série de ações de intercâmbio entre as forças policiais dos dois países. Através desses cursos a CIA faz o trabalho ilegal de cooptar agentes entre os melhores policiais estrangeiros.
O treinamento “Interdição Marítima de Terrorismo” teve instrutores militares reformados, Navy Seals [força especial da Marinha] e membros da guarda costeira dos EUA.
O objetivo: “segurança portuária com foco em como terroristas operam em ambiente marinho e como reconhecer ameaças e mitigá-las quando necessário”, segundo informa em seu site a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos, que organizou o intercâmbio.
Segundo o governo americano, esse treinamento é apenas um entre diversos programas de cooperação militar.
“O governo americano gastou cerca de US$ 2,2 milhões nos últimos dois anos em cooperação com as polícias do Brasil para megaeventos”, disse um funcionário do governo americano à imprensa.
A Academi foi escolhida porque tem um centro de excelência, dizem os americanos. A empresa mudou sua diretoria e não é mais a Blackwater, acrescentam, tentando despistar a opinião pública sobre a realidade das ações terroristas que esses mercenários executam em diversos países do mundo.
Segundo o tenente Nogueira, os americanos têm “know-how” de explosivos improvisados, ataques químicos e biológicos. No treinamento dos brasileiros também estavam militares da Índia e da Indonésia e “rangers” (membros de elite do Exército dos EUA).
A Blackwater foi a principal empresa terceirizada a fornecer serviços de segurança para os governo americano nas guerras do Iraque e Afeganistão e já treinou integrantes do exército afegão.
A Secretaria de Segurança para Grandes Eventos diz que o programa foi uma parceria com a Embaixada dos EUA, ofertada por agentes do Regional Security Office -Agência de Segurança Regional da embaixada. Segundo a secretaria, “não houve indicação prévia de que haveria terceirização dos instrutores.”

“Frente Branca” homenageia aniversário de Hitler em Santa Catarina


Cartazes homenageando o aniversário de Hitler são espalhados no centro da cidade de Itajaí, no Estado de Santa Catarina, Brasil.

Cartazes homenageando o aniversário de Hitler, ocorrido no último domingo (20), foram espalhados pelo centro da cidade de Itajaí, Santa Catarina no domingo de Páscoa. A informação é do colunista Marcos Espíndola, do Diário Catarinense.
Os cartazes trazem escritas as palavras “Heróis não morrem. Parabéns Führer” logo abaixo uma foto do líder nacional-socialista. A homenagem teriam sido de autoria de um grupo de apoio ao nazismo chamado White Front — “Frente Branca”, na tradução. Segundo informações da Polícia Militar de Santa Catarina, ainda não foram identificados os autores da homenagem.
O Estado de Santa Catarina é o que concentra maior número de descendentes de imigrantes alemães no Brasil, contando com diversos grupos organizados que até hoje professam a ideologia nacional-socialista.

terça-feira, 22 de abril de 2014

Ucrânia: Relatório de Situação


The Saker, The Vineyard of the Saker -Tradução: Vila Vudu

A situação na Ucrânia continua caracterizada por completo caos e gradual e persistente fortalecimento da resistência no leste.

Depois do ataque por forças pró-Kiev contra um ponto de controle da resistência em Slaviansk[1] no fim de semana, o ministro Lavrov, de Relações Exteriores da Rússia acusou o regime de Kiev de ter quebrado o acordo.[2]
Pode-se dizer que foi ataque decidido pelo Setor Direita (é a conclusão a que chegaram os falantes de russo, consideradas as armas e documentos que apreenderam) e que Kiev não tem controle sobre eles. É provavelmente bem verdade (embora o Setor Direita tenha negado qualquer envolvimento). Mas o regime também declarou que os manifestantes que atualmente estão ocupando a praça Maidan em Kiev tem autorização e lá estão legalmente. De fato, que o regime de Kiev não queira respeitar os termos do acordo, ou que não consiga fazê-lo, pouca diferença faz para os falantes de russo no leste: continuam a ter de enterrar muitos mortos e ainda enfrentam a mesma ameaça. Nesse vídeo, vê-se o que os bandidos do Setor Direita fizeram ontem a um falante de russo (não é preciso traduzir)[3].
E esse é apenas um exemplo, dentre muitos.


Outro vídeo esclarecedor é o de um homem parado à frente de um blindado, para detê-lo: (também aqui não é preciso traduzir)[4].
Para ser bem honesto, tenho a sensação de que, agora, é absolutamente impossível qualquer solução negociada. O leste não tem com quem negociar.
Nesse ponto, vejo se desdobrarem os seguintes desenvolvimentos:
1) A resistência no leste obtêm mais armas, mais homens, mais pontos de controle, melhor comunicação e melhores organização e disciplina.
2) Mais cidades no leste organização alguma espécie de referendo.
3) O governo de Kiev continuará sem fazer coisa alguma.
4) O Setor Direita continuará a tentar atacar os que ousem discordar.
5) Os militares ucranianos não darão assistência ao regime de Kiev.
6) O Ocidente continuará com os olhos escancaradamente fechados, defendendo o regime em tudo que faça ou deixe de fazer.
Se isso está correto, o leste pode também esquecer qualquer ideia de federação e deve-se separar. Se a secessão for feita, eles provavelmente terão de se unir à Rússia, para sua própria segurança. Se o leste separar-se e pedir proteção à Rússia, a Rússia não terá alternativa além de oferecer ou tropas ou algum tipo de garantia de segurança. Seja como for, o Ocidente entrará em surto histérico de proporções monumentais, e a OTAN pode até organizar algum show monstro de manobras e exercícios militares, para mostrar o quanto o Ocidente está decidido a resistir, caso Moscou decida invadir a Polônia, a Alemanha ou, mesmo, Portugal.
Quanto ao regime de Kiev, está realmente em total confusão. Às vezes, chega a ser cômico. Chegaram ao ponto de publicar uma carta aberta do Ministro de Assuntos Internos elogiando a polícia Berkut [polícia antitumultos] por sua coragem, e pedindo que ajudem a defender a Ucrânia.
Se aqueles neonazistas estão agora pedindo ajuda dos mesmos policiais Berkut que eles atacaram, esfaquearam, apedrejaram, atacaram à bala, difamaram, queimaram vivos, humilharam e até já extinguiram como força policial... É sinal de que estão, mesmo, desesperados.
Quanto ao Ocidente, perdeu toda a confiança que o leste tivesse nele, a tal ponto que duvido muito que alguém leve a sério as promessas do Ocidente.
Se não estou errado, deve-se agora entrar numa fase de desordem ainda maior e racha.
Permaneçam sintonizados.
[assina] The Saker

* Sigla de “Tempo Universal Coordenado” [ing. Universal Time Coordinated], ex-GMT http://pt.wikipedia.org/wiki/Tempo_Universal_Coordenado, também chamado “Zulu Time” [NTs].
** É a notação de horário pelo Alfabeto Fonético da OTAN, utilizado sobretudo na aviação, para a qual o “horário Zulu” é padrão universal, para que os pilotos possam localizar-se sempre por horário comum a todos, sem confusão quando atravessam várias zonas de horário. Mais sobre isso, em http://en.wikipedia.org/wiki/NATO_phonetic_alphabet [NTs].
[1] http://rt.com/news/slavyansk-checkpoint-shooting-killed-640/
[2] http://www.bbc.com/news/world-europe-27100749
[3] http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=9Gqipes0kHI
[4] http://www.youtube.com/watch?v=JgkbdKrXoZc&feature=player_embedded

Discurso do Patriarca Yazigi por ocasião da Páscoa


Por ocasião da Páscoa, foi celebrada uma missa na Catedral greco-ortodoxa de Maria, ontem em Damasco, presidida pelo Patriarca João X Yazigi, Patriarca de Antioquia e todo o Oriente para os católicos romanos e assistida por alguns bispos e durante o sermão, o Patriarca Yazigi chamou os expatriados sírios a apoiar os seus irmãos, para dar-lhes suporte nestes tempos de angústia e assinalou que a Páscoa para a Síria de hoje significa alcançar a paz e a segurança.
O Patriarca Yazigi rogou a Deus "que todos entendam que a conta da violência é muito mais cara do que o conta da paz e que ilumine a todos para compreender que a Síria, de onde surgiu o alfabeto, merece de nós e de todo o mundo, continuar sendo a noiva das letras e não um antro de extremismo, de terrorismo e de takfirismo”.
Em relação aos dois bispos sequestrados, John Abraham e Paul Yazigi, pelas mãos dos grupos terroristas armados na periferia de Aleppo, o Patriarca Yazigi questionou, dizendo: “Qual foi o pecado cometido pelos Bispos John e Paul?”. E respondeu que o pecado dos dois é que eles são mensageiros da paz e cabe a todos nós sermos mensageiros da paz, “sem rendição nem complacência com as correntes estrangeiras que querem influenciar o nosso pensamento e a convivência entre muçulmanos e cristãos”.
Ele acrescentou: "Oramos para que Deus conceda à Síria o espírito íntegro do direito, que olhe com compaixão para esta bela pátria e encha os corações de seus filhos com o brilho da segurança", rogando a Deus que envolva a Síria e seu povo com sua misericórdia e que seque as lágrimas dos olhos dos que anseiam pela paz e pela
O Patriarca Yazigi disse que "se a liberdade de alguns significa arrancar as cruzes das igrejas e mosteiros, a violação dos túmulos, a destruição e a queima das mesquitas, a destruição das casas e da convivência que tínhamos e temos com os nossos irmãos muçulmanos, então esta é uma liberdade miserável, porque a nossa liberdade e a nossa primavera são baseadas no amor ao próximo e em avançarmos juntos para carregarmos o fardo da nossa pátria ferida”.
Ele acrescentou: “De Maloula que fala a língua de Jesus Cristo, enviamos a nossa saudação de ressurreição para cada punhado de terra da Síria. Para Damasco e seu sublime Monte Qasion, para a valiosa Aleppo e seus benevolentes filhos, para Homs e seu bom povo, para Horan e seu monte de Al Asham, para Latakia, para Tartous, para Idlib, para Hama e para ilha de Eufrates, noiva da Síria e para os seus filhos enviamos nossas saudações pascais, que emergem das cinzas do takfirismo e do terrorismo em cada pedaço do nosso querido país.
Ele prosseguiu dizendo: “da Catedral de Maria em Damasco, renovo minhas saudações pascais a todo os filhos da Síria, muçulmanos e cristãos, e rogo a Deus para que preserve a Síria e seu Presidente Bashar Al- Assad”.
O Patriarca Yazigi elevou as mãos em oração pelo Iraque, que padece sob os graves bombardeios, pelo Líbano e pelo Egito, que atravessam uma fase difícil e pela já ferida Palestina, berço do Senhor Jesus, e rogou a Deus para nos ajude a elevar a cruz em nosso país e que encontremos na ressurreição, a ressurreição de nossas pátrias e seus
É importante salientar que, neste ano, as festividades da Páscoa limitaram-se às orações e missas em igrejas e casas de culto, tendo em vista as condições atuais na Síria e em respeito aos mártires inocentes, que sacrificaram seu sangue e suas vidas pelo bem de sua pátria, como expressão da unidade do povo sírio e de sua integridade nacional.

Síria anuncia eleições presidenciais e avanço contra o terrorismo


A Síria realizará eleições presidenciais no início de junho, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (21), pelo presidente do Parlamento, Mohamad al-Laham. “Determino a data da eleição de um presidente para a República Árabe Síria (...) para os cidadãos que vivem no país em 3 de junho,” anunciou al-Laham durante uma reunião no Parlamento, quando explicou que os sírios residentes no exterior votarão nas embaixadas, em 28 de maio.

O parlamentar sírio agregou que os candidatos à presidência terão até 1º de maio para inscreverem-se. O atual presidente, Bashar al-Assad, ainda não anunciou publicamente se voltará a candidatar-se para o terceiro mandato, permitido pela Constituição síria. Assad foi eleito com maioria expressiva em 2000 e em 2007 – os mandatos para presidente na Síria são de sete anos.
Em maio de 2013, a Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, na sigla em inglês) revelou que Assad poderia ganhar as próximas eleições presidenciais com 75% dos votos, em pleno conflito armado e avanço agressivo do Ocidente no plano político internacional contra o governo sírio.
O país foi imerso na crise e na violência em março de 2011, quando protestos populares foram redirecionados, com apoio dos EUA, da União Europeia, da Arábia Saudita, Turquia, Catar e, com alguma expressão, Israel, para a tomada da situação por grupos extremistas com ligações, inclusive, à rede Al-Qaeda, com ações de terror espalhadas pelo país e que afetam diretamente os civis.
Ainda assim, com a intenção de derrubar o governo de Assad, que não se enquadra na agenda política imperialista das potências ocidentais, a guerra civil foi arrastada no tempo pelo respaldo financeiro, logístico e político garantido pelo exterior, com o objetivo claro de desestabilização do país.
Apesar das numerosas vítimas fatais, majoritariamente civis, dos milhões de refugiados e dos graves danos materiais à infraestrutura do país durante os combates, o governo conquista avanços importantes no combate ao terrorismo dos grupos extremistas, retomando o controle de regiões cruciais, trabalhando pelo envio de ajuda humanitária às regiões mais afetadas.
As autoridades sírias também têm cumprido o compromisso de remoção das armas químicas do país para a sua destruição – saudado frequentemente pela Organização das Nações Unidas (ONU) – conforme o acordo assinado no fim do ano passado, com a mediação decisiva da Rússia, que frustrou os planos das potências ocidentais e seus aliados regionais para lançar uma agressão militar contra a Síria.

Da Redação do Vermelho,
Com informações das agências de notícias

Israel afunda na miséria


Desemprego, fome, miséria e exclusão fazem parte do cardápio diário da sociedade israelense.
Já não se vê mais a luz no fim do túnel.
Os israelenses que podem estão abandonando o país em busca de novos horizontes.
Muitos gostariam de retornar a seus países de origem, no entanto com o fim do socialismo eles não conseguirão sobreviver.
Antes eles sempre recorriam aos Estados Unidos para complementar suas rendas.
Mas com a crise que assola aquele país as torneiras estão fechadas.
Até os “cristãos sionistas” estão deixando de enviar recursos.
E a mídia, qual tem sido o comportamento da mídia?
Total falta de credibilidade.
Mentiras e manipulação.
Ignorou durante mais de um mês as manifestações em Israel que pediam solução para uma realidade tão grave.
E nessas manifestações não havia apenas mil ou duas mil pessoas.
Mais de 500 mil, 700 mil e um milhão os protestos diários.
E só a mídia e seus agentes não conseguiram enxergar essas manifestações.
E agora ela está mais preocupada em assacar mentiras contra o Estado Palestino.
E justiça seja feita.
A BBC tem sido uma das lideres dessas mentiras e manipulações.
Em seus textos manipula os próprio dados para no final(e alguém consegue ler seus textos ate o final?) apresentar dados que contrariam suas letras.
Igualzinho ao que os dirigentes de Israel fazem quando mencionam a palavra”paz”.
São favoráveis a tudo, menos à paz.
Invadem sua casa, assassinam sua família e aí te intimam para “negociar a paz”.
E quando você reage te chamam de terrorista.
Essa tem sido a História da Palestina desde a criação do Estado de Israel.
Sempre com apoio dessa excrescência denominada mídia.

Guerrilheiros despedem-se de Gabo com um abraço eterno


Bogotá (Prensa Latina) O líder superior do Exército de Libertação Nacional (ELN ), Nicolas Rodriguez, enviou em nome dos guerrilheiros seu mais profundo e eterno abraço ao escritor colombiano Gabriel García Márquez tarde, cuja morte deixou orfãs as letras hispano-americanas. O abraço eterno ao ilustre colombiano vai viver para sempre como suas letras e suas obras. Mestre, essas montanhas ainda vivem cem anos de solidão, disse o chefe da força insurgente em várias mensagens difundidas na rede social Twitter.
Os homens e as mulheres do ELN rendemos homenagem a García Márquez, disse.
"Nós dói sinceramente e profundamente a morte de García Márquez, também tinha expressado as FARC -EP em uma mensagem após ouvir a notícia de sua morte.
Com sua vida , disse: " Parece que se vai para sempre um enorme capítulo do drama colombiano, um ponto de referência que cobre habilmente a nossa história das guerras civis do século XIX, através da hegemonia conservadora e violência partidária brutal de meados do século XX. "
Grander emoção causou a morte daquele que era um dos colombianos "maiores de todos os tempos . "
Desde que anunciou sua falecimento no México última quinta-feira amostras de condolências chegaram de todos os cantos do planeta.
Gabo lutou até o último momento na Colômbia para acabar com um conflito que já custou a vida de milhares de compatriotas e desempenhou um papel importante nas abordagens estatais para as forças insurgentes.

5.000 millones de dólares: el precio de la democracia estadounidense en Ucrania


EE.UU. no solo reparte pan en Maidán. Después del colapso de la URSS, Washington asignó 5.000 millones de dólares a Kiev "para apoyar el deseo del pueblo de Ucrania de tener un gobierno democrático más fuerte", como confirmó Victoria Nuland.

La secretaria de Estado adjunta de EE.UU. para Asuntos Europeos admitió en una entrevista al canal de televisión estadounidense CNN que desde 1991 EE.UU. ha gastado una suma considerable de dinero para establecer una "democracia" en Ucrania.
"EE.UU. ha invertido cerca de 5.000 millones de dólares en Ucrania desde 1991, desde que se convirtió en un Estado independiente después de la desintegración de la Unión Soviética. Este dinero se ha gastado para apoyar las aspiraciones del pueblo ucraniano, que quiere tener un gobierno fuerte y democrático que represente sus intereses", aseguró Nuland.
Este martes EE.UU. ha concedido a Ucrania 50 millones de dólares para reformas políticas y económicas. También ofrece otros 8 millones de dólares de ayuda adicional militar no letal que incluye radio y vehículos. La noticia llega desde la Casa Blanca justo cuando el vicepresidente del país, Joe Bieden, reafirma en Kiev el apoyo de Washington al Gobierno autoproclamado.
Nuland, que hace unos meses repartió pan y galletas entre los manifestantes en el centro de la capital ucraniana, dijo que el Gobierno de EE.UU. gasta dinero para apoyar el proceso "democrático" en Ucrania, pero luego renegó de sus palabras.
En cuanto a los recientes acontecimientos en Ucrania, que vive una aguda crisis política, la portavoz del Departamento de Estado de EE.UU. señaló que la Casa Blanca "definitivamente no gastó dinero para apoyar Maidán", y calificó de "movimiento espontáneo" las protestas en Kiev.

"Los manifestantes en Kiev tienen derecho a apoderarse de edificios"
Nuland opinó que los manifestantes que se apoderaron de una serie de edificios gubernamentales en Kiev tienen todas las autorizaciones necesarias, en particular, por parte de las nuevas autoridades. Por otra parte, dijo que la situación en el sudeste de Ucrania no se puede comparar con lo que sucede en Kiev.
"No se puede comparar la situación en Kiev con lo que está sucediendo en el este de Ucrania", enfatizó. En Kiev "todo lo que todavía está en manos de los manifestantes se debe a licencias, o con el permiso del Gobierno y consultas con la Rada, o a partir de acuerdos con los propietarios de los edificios", insistió.
También sostuvo que Kiev está tomando medidas para cumplir con el acuerdo de Ginebra. Sin embargo, "las autoridades de Kiev no hacen nada para eliminar las causas de la crisis profunda", señaló este lunes el canciller ruso, Serguéi Lavrov, y añadió que Kiev viola flagrantemente este acuerdo al no desarmar a los grupos armados y que los acuerdos alcanzados en la reunión a cuatro bandas en Ginebra no se aplican en Maidán.

Actualidad RT

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Terroristas cambian en Siria su posición de ataque a defensa


En Siria, los grupos terroristas respaldados desde el exterior, que están operando en el norte de Rif de Latakia (oeste) admitieron haber cambiado su posición de ataque a la defensa.

Los grupos armados tras haber perdido ante el Ejército sirio en este campo, han tenido que cambiar su estrategia y pedir ayuda a los insurgentes de otras partes, según ha informado este lunes, la agencia de noticias Fars.
De acuerdo con los terroristas de esa zona, en su mayoría chechenos, las fuerzas sirias junto a los residentes de estas zonas han infligido grandes pérdidas en sus filas.
Es de recordar que el 21 de marzo de este año en curso, los grupos armados con el apoyo de Turquía iniciaron una gran operación en esta parte del país, sin embargo después de pasar un mes de este asalto, no han podido conseguir ninguno de sus objetivos.
Por otra parte el Ejército de Siria, logró frustrar el plan de los terroristas que intentaban destruir el histórico castillo de Alepo (noroeste). Al parecer los hombres armados habían escavado túneles para volar este antiguo monumento.
Siria está inmersa desde marzo de 2011 en una crisis orquestada desde el extranjero que busca derrocar al Gobierno del presidente de Siria, Bashar al-Asad.

mss/ktg/hnb -HispanTv

domingo, 20 de abril de 2014

A Rússia não se submete aos Anglo-Sionistas


Alguns de vocês perguntaram sobre o papel da China em tudo isso; quais os reais interesses dos EUA; como a União Europeia se está posicionando; e o que a Rússia quer ou não quer. E, mais ou menos envolvido nos detalhes dos eventos, nunca comentei algo que Putin, Lavrov e muitos outros importantes políticos russos vêm repetindo seguidas vezes:

O que estamos vendo acontecer ante nossos olhos é o fim de um sistema internacional e o surgimento de outro, qualitativamente diferente.

Interessante: Putin disse que, para ele, o ponto de não retorno foi ultrapassado quando os EUA e aliados no Conselho de Segurança da ONU e a OTAN, aberta e grosseiramente, distorceram a intenção do CS sobre a Líbia, e “ampliaram”, o que deveria ter sido uma “zona aérea de exclusão”, convertendo-a em “zona de tiro-livre” para atacar e bombardear a Líbia [claro que Putin via com perfeita clareza que a parte da Resolução em que se lia “todos os meios necessários para proteger civis” era convite descarado para que os anglo-sionistas “interpretassem” a Resolução como quisessem. Agora, Putin diz que “mentiram à Rússia”, para não culpar Medvedev por ter metido o pé num buraco muito fundo. Mas, aqui, isso não é relevante].
Putin disse que, dali em diante, convenceu-se de que não é possível negociar com o Ocidente; que, simplesmente, dali em diante tratar-se-ia de deter o Ocidente. Então, aconteceu a Síria: pela primeira vez desde o fim da 2a. Guerra Mundial, os EUA decidiram fazer algo e foram impedidos por potência externa e do modo mais humilhante possível.
A autuação dos russos no caso da Síria foi desafio direto à hegemonia mundial dos EUA. Foi entendida assim, claramente, em Washington; e agora, depois da crise na Ucrânia, os russos já admitiram tudo, abertamente.
Assim sendo, eis o que realmente está em jogo na guerra civil na Ucrânia: para os EUA, se trata de punir a Rússia por ter-se atrevido a desafiar hegemonia mundial dos EUA; para a Rússia, se trata de deslocar essa hegemonia e substituí-la por um sistema internacional multipolar, no qual estados soberanos agem no limite da lei internacional.
Pode-se dizer que, apesar de até a maioria do Conselho de Segurança ter-se oposto veementemente, a Rússia está tentando mostrar ao mundo que os EUA não são donos da ONU; que só representam 1/5 do P5; e são só 1/15 avos do Conselho de Segurança da ONU.
O Ocidente acocorou-se em posição de total submissão aos EUA e às suas ferramentas de dominação sobre a Europa: a União Europeia e a OTAN. Europeus da Europa Central até se ofereceram voluntariamente para virar protetorado dos EUA, território à disposição para instalar sistemas de mísseis e prisões secretas da CIA.
Com exceção do Irã e da Síria, o mundo árabe e muçulmano deixou-se vender em liquidação, uns para os EUA, outros para a Arábia Saudita, quase tudo ao mesmo tempo. A América Latina esforça-se muito, mas ainda depende pesadamente dos EUA; e a África só tenta sobreviver como possa.
Quanto à Ásia, algumas partes estão entregues, como a Europa (Japão, Coreia); outros estão tentando manter perfil discreto; e a China está silenciosamente apoiando a Rússia, mas de modo externamente não declarado – apesar de a China ser o país que mais tem a ganhar, dentre todos do planeta, com uma mudança na ordem internacional.
Os russos teriam preferido esperar, ganhar tempo. Mas a decisão dos EUA, de castigá-los pela ousadia de ter-se oposto a eles na Síria, literalmente forçou os russos escolher entre ou render-se e encolher-se, ou aceitar abertamente o desafio norte-americano e fincar pé.


Repito aqui mais uma vez e quantas mais precisar repetir – Putin não teria outra escolha possível.
E agora, com tudo isso já exposto, podem todos ter certeza absoluta de que a Rússia não está nesse jogo para voltar ao status quo ante. Com incrível sinceridade e franqueza, ambos, Putin e Lavrov, declararam abertamente o objetivo do que fazem. E declararam pela televisão russa (Lavrov, no programa “Domingo à Noite com Vladimir Soloviev”; e Putin, na longa sessão (quase quatro horas) de entrevista ao vivo pela televisão, ontem).
Então, esse é o objetivo dos russos: desalojar os EUA do papel de hegemon mundial. E esse objetivo implica esforço muito mais longo, sustentado e maior do que apenas forçar os doidos de Kiev a sentar à mesa de negociações.
Dentre outras coisas, esse objetivo implica que a Rússia tem de:
1) Forçar os europeus a perceber o preço escandaloso que estão pagando por serem vassalos obedientes e calados dos EUA; e lentamente meter uma cunha entre EUA e Europa.
2) Forçar os EUA a admitir que não têm a força militar necessária para castigar nem – e ainda menos – “mudar regime” de todos que não agradem aos EUA.
3) Encorajar China e outras potências asiáticas a alinharem-se abertamente ao lado da Rússia, exigindo que o Ocidente se submeta à lei internacional.
4) Gradualmente substituir o dólar por outras moedas no comércio internacional e assim desacelerar o ritmo no qual o resto do planeta continua a financiar a dívida dos EUA.
5) Criar condições para que América Latina e África consigam fazer escolhas sobre o próprio futuro e substituir o atual monopólio que favorece o Ocidente, no que tenha a ver com definir os termos das relações Norte-Sul.
6) Apresentar outro modelo civilizacional que rejeita declaradamente o atual paradigma ocidental de sociedade comandada por elites pequenas e arrogantes.
7) Desafiar a atual ordem econômica liberal e capitalista corporificada no Consenso de Washington e substituí-la por um modelo de solidariedade social e internacional (quem queira, pode chamar de “socialismo do século 21”).
Todos os itens acima podem ser sintetizados numa palavra: re-soberanização.
Desde que foi eleito, Putin mencionou várias vezes a necessidade de re-soberanizar a Rússia. A crise ucraniana forçou-o a revelar o objetivo final real de sua agenda: re-soberanizar todo o planeta.
É plano de ordem muito alta e exigirá muitos anos, possivelmente décadas, até atingir o objetivo, embora eu, pessoalmente, sinta cada dia mais que a total incompetência e a infinita arrogância dos plutocratas-1% que governam o mundo ocidental continuarão a acelerar esse processo.
A grande pergunta agora é:
– o Império Anglo-Sionista pode seguir o exemplo do Império Soviético e deixar-se desmontar sem, para que isso aconteça, disparar massacre massivo e vastos banhos de sangue, enquanto despenca do alto abaixo?
Claro que haverá violência, como também houve na extinta União Soviética. Mas se apenas conseguirmos evitar uma conflagração global ou, até, guerra em grande escala, já se poderá considerar bem-sucedida a empreitada, porque é quando os impérios estão desabando que eles se tornam mais imprevisíveis e mais perigosos.

Saudações.
[assina] The Saker - Tradução: Vila Vudu

Paraguai: Mesmo que a injustiça prevaleça, a luta sempre valerá a pena


No último sábado os cinco presos políticos em greve de fome do Paraguai – acusados pelo Massacre de Curuguaty – tiveram uma vitória significativa, ganharam o direito de cumprir a pena em regime domiciliar até ir a julgamento (pelo crime que não cometeram). Foram 58 dias de greve de fome e muitos militantes de diversos movimento sociais, ativistas de direitos humanos e familiares mobilizados em torno da causa.

Por Mariana Serafini, do Vermelho

O Hospital Militar onde os cinco estavam internados não teve descanso durante todo esse período, as famílias, os militantes e os ativistas se mantiveram firmes, fizeram manifestações pela capital, Assunção, e buscaram ajuda internacional para pressionar o poder público a aprovar a mudança no cumprimento da pena, que até então estabelecia cárcere fechado no presídio de Tacumbú, região metropolitana.
Movimentos sociais de vários países da América Latina se mobilizaram rapidamente e enviaram solidariedade ao povo paraguaio. O Movimento 138 (grupo que luta por Curuguaty desde Buenos Aires) enviou militantes e aumentou a intensidade das manifestações na capital argentina. No Uruguai surgiu um momento chamado “Paraguai Para, Uruguai Acompanha” que também enviou solidariedade e uma carta aberta exigindo, basicamente, liberdade, respeito à liberdade de expressão e justiça.
Autoridades políticas do Brasil, Bolívia, Venezuela e outros países latinos foram ao Paraguai acompanhar o processo de perto e tentar mediar diretamente com o poder público uma forma de o processo ser acelerado, afinal, os dias de greve de fome passavam rápido e a saúde dos presos políticos ficou consideravelmente debilitada. Até nos Estados Unidos um grupo de estudantes enviou apoio.
Apesar da gravidade de tudo que representa o Massacre de Curuguaty, até então a luta do povo paraguaio por justiça, liberdade e terra não tinha ganhado tamanha notoriedade. A coragem de Alberto e Nestor Castro, Arnaldo Quintana, Felipe Benitez e Rubén Villalba deu outra proporção à luta camponesa no Paraguai. Dispostos a morrer para libertar seu povo, eles fizeram o mundo voltar os olhos ao país durante um certo período.
A notícia de que poderiam cumprir a prisão em regime domiciliar chegou no sábado por volta das 22h. Foi incrivelmente comemorada por todos os familiares e militantes que no momento estavam mobilizados em frente ao Hospital Militar. Muitos usavam correntes simbólicas que foram imediatamente jogadas para cima. Abraços, música, sorrisos, uma alegria contagiante tomou conta de Assunção, que permaneceu o domingo inteiro comemorando o grande passo dado pela luta camponesa por um país soberano e, consequentemente, uma América Latina mais forte e unida.
Na segunda-feira (14) os cinco camponeses abandonaram o presídio de Tacumbú rumo às suas casas em Curugaty. Acompanhados dos familiares e de amigos próximos, a despedida do cárcere foi, de certa foma, também muito emocionante. Presos há 1 ano e dez meses, os detentos comuns do presídio já sabiam do que se tratava aquelas cinco pessoas e passaram a admirar a luta.
Mas o Poder Público paraguaio não se cansa de cometer injustiças. Chegando em Curuguaty, um dos líderes da resistência camponesa, Rubén Villalba recebe a notícia de que não poderá cumprir sua pena em regime domiciliar. Um grupo de policiais vai ao encontro e o leva novamente para o presídio em Assunção.
A Justiça acusa Rubén Villalba de ser o responsável por uma ocupação de terra na comunidade de Pindu, no município de Yasy Kañy, o mesmo departamento de Curuguaty, Canindeyu. Essa ocorrência se passou em 2008 e desde então não havia denúncias ou apuração do caso. No momento que Rubén conquista o direito de voltar para perto da família, de estar próximo da esposa Raquel e do pequeno Derlis – seu filho de apenas 3 anos– então ele é novamente podado e volta a ser preso.
Rubén é nitidamente vítima de uma perseguição política. De um Estado corrupto disposto a violar leis e direitos humanos para manter os privilégios de uma pequena elite detentora da terra e dos meios de produção. A injustiça prevaleceu desta vez, mas o Estado paraguaio já viu que os camponeses de Curuguaty não estão sozinhos e jamais estarão. A América Latina está unida por esta causa, a luta vale a pena e seguiremos buscando justiça, liberdade plena e terra para os camponeses que nela produzem. Ruben Villalba agora está novamente em Tacumbú. Aqui de fora seguiremos mobilizados até que justiça seja feita. “No estamos todos, falta Rubén”, grita a população paraguaia enquanto você está lendo este texto.


Governo francês obedece FMI e UE e sacrifica proteção social


Um esqueleto a mais no mausoléu socialista das promessas sem futuro: um plano de economias de 50 bilhões de euros, onde 40% desse valor será retirado do sistema de proteção social. Essa medida colocou a última rosa murcha nas escassas ilusões que restavam. O giro do que se chama quase como uma piada ou um eufemismo de “esquerda francesa” responde aos imperativos fixados pela União Europeia em matéria de redução de déficit.

Por Eduardo Febbro, para a Página 12

Este plano, que também inclui o congelamento de salários dos funcionários públicos e das aposentadorias, fraturou a maioria socialista na Assembleia Nacional. Um grupo de 100 parlamentares socialistas escreveu ao primeiro ministro Manuel Valls para denunciar o que consideram um “plano perigoso economicamente” que “acarretará retrocessos sociais e perturbações em serviços públicos essenciais”.
O arrocho socialista histórico, na medida do engano de que são vítimas aqueles que votaram há dois anos por uma política totalmente diferente da que é aplicada hoje. O presidente François Hollande navegou por dois mares distintos: começou seu mandato em 2012 com um pacote tributário e conservando quase intacto o gasto social. Dois anos depois, buscou no caixa social a diferença que faltava para cumprir com o limite do déficit imposto pela Comissão Europeia (3%). Quando apresentou seu plano, o chefe do Executivo assinalou que era preciso dizer a verdade aos franceses: “não é a Europa que nos impõe suas escolhas, mas sim nosso gasto público que equivale a 57% do PIB”.
O primeiro ministro disse que a austeridade era uma questão de “soberania”, mas a frase soa como uma zombaria em relação aos eleitores. No momento em que Manuel Valls ousava fazer essa comparação, ou seja, a austeridade equivale à soberania, Paris se encontrava sob a ameaça do grande reitor liberal que é a Comissão Europeia. Bruxelas pressiona a França para que apure o passo das reformas e respeite os planos negociados a fim de cumprir a agenda de um déficit máximo de 3% em 2015. A França fechou 2013 com um déficit de 4,3% do PIB, um desemprego de 11% e uma dívida de 98% do PIB. A herança deixada por três presidências consecutivas da direita é abismal, sobretudo a última, de Nicolas Sarkozy. Mas o socialismo francês desmanchou todo o andaime de expectativas que havia consolidado e que o levou à vitória em 2012.
François Hollande se apresentou como o Cavaleiro Vermelho da Europa, o homem que ia renovar a social democracia mundial, fazer frente à chanceler alemã Angela Merkel e combater com capa e espada os dogmatismos bíblicos da União Europeia, que só jura pela Deusa Austeridade. O grande reformulador acabou se revelando um continuísta que, em apenas dois anos, tocou o fundo da impopularidade, perdeu de modo estrondoso as eleições municipais deste ano, viu o desemprego crescer como marés rebeldes e teve que mudar de primeiro ministro. O congelamento da aposentadoria e das chamadas prestações sociais é um pesadelo para a esquerda parlamentar que se se sente totalmente enganada.


Esses 50 bilhões de euros arrochados seguramente financiarão outra medida, o Pacto de Responsabilidade, destinado às empresas. Este mecanismo prevê reduzir o custo dos impostos sociais para as empresas em troca da manutenção dos empregos. A perspectiva parece de um idealismo desmedido. A primeira coisa que fez o chefe do patronato francês, Pierre Gattaz, foi propor a redução ou a suspensão do salário mínimo para os jovens. A direita não tem muito o quê dizer ante à nova carta socialista. Ficou muda com o espetáculo do giro liberal adotado pelos socialistas. No entanto, na esquerda do PS a música é outra, ainda mais que os parlamentares descobriram pela televisão qual a rota fixada por Manuel Valls. A sutileza não escapa a ninguém: não se faz em uma semana um plano como o de uma economia de 50 bilhões. O pacote já estava na mesa e só faltava armar o cenário para anunciá-lo.
O Executivo havia prometido um “contrato” com os parlamentares socialistas, mas tampouco cumpriu essa promessa. Confirmado o voto de confiança para Valls, o “contrato” virou fumaça. O parlamentar socialista Arnaud Leroy disse sem rodeios: “foi um engano para conseguir a confiança”. Outro parlamentar, Christian Pol, confessa estar “estarrecida pela forma e pelo conteúdo”. Um grande setor do PS se sente espoliado, sem direito a dizer nada e com a única obrigação de votar aquilo que a presidência determina. Alguns meios de comunicação se perguntam com certa ironia se, além de querer cumprir a todo custo a austeridade europeia, François Hollande não se propôs também a destruir o PS e a esquerda em seu conjunto.
A ironia é mais extensa. Como Espanha, Grécia, Itália e Portugal, a França, uma das potências da UE, vitrine de muitas conquistas sociais e de uma capacidade inata de negociação, está sendo governada por esse trio conhecido como Troika: Comissão Europeia, Banco Central Europeu e FMI. Trata-se do mesmo polvo que impôs a Espanha, Grécia, Itália e Portugal seu plano para salvar o capitalismo e afundar a sociedade. Em resumo, a, até agora, breve experiência socialista tem sido o caminho mais curto para chegar...ao clube liberal e suas receitas universais de austeridade, reformas, ajustes e regressão social.

Tradução de Marco Aurélio Weissheimer
Fonte: Carta Maior