sexta-feira, 30 de setembro de 2016

E com vocês, a Petrobrax!


Por Paulo Kliass*

Em um país que costuma apagar rapidamente eventos históricos importantes de sua memória coletiva, nunca é demais recuperar fatos carregados de significado. Tanto mais pelo simples fato de que, muitas vezes, tendem a se repetir por aqui ensaios esfarrapados, como se fossem a maior novidade da face da Terra.

Refiro-me, no caso, a todo esse carnaval que vem sendo feito em torno da tentativa de desmonte que o governo Temer está tentando patrocinar em cima de uma das maiores conquistas do povo brasileiro ao longo das últimas décadas - a Petrobrás. A blindagem dos meios de comunicação em torno de críticas às opções de política econômica se completa com a construção de uma narrativa, segundo a qual a equipe é formada de indivíduos de elevada competência técnica e profissional. E o mesmo fenômeno se dá com o Pedro Parente, o indicado para a presidência da nossa petroleira. Tudo na base da torcida e do embalo do “agora, vai!”.

Ocorre que, durante o governo FHC, já haviam sido encaminhadas uma série de medidas com o mesmo objetivo de hoje: preparar o pacote para viabilizar a privatização da empresa. Em 1999, por exemplo, o governo tucano preparou o lançamento de ações do grupo para serem negociadas na Bolsa de Nova Iorque. Tal iniciativa nos era vendida como mais um importante passo para a nossa aceitação no glorioso mundo das finanças internacionais. O pequeno detalhe - para além de todas as demais implicações perigosas de natureza política, financeira e econômica - residia no fato de que a empresa estaria sujeita às chantagens e demandas judiciais no universo do financismo ianque e globalizado.

No ano seguinte, outra importante decisão foi tomada com relação à empresa. No pior/melhor estilo de submissão ao “glamour” do ambiente determinado pelos interesses do capital internacional, a equipe de FHC resolveu que o nome do grupo era, digamos assim, por demais brasileiro. Assim, dando seguimento ao caminho definido pelo complexo de vira-lata, ele deveria ser alterado para uma referência mais internacional: Petrobrax. O então presidente Reichstul dá início a essa complexa e custosa operação, que deveria sair por US$ 50 milhões apenas para a mudança da logomarca. Estávamos em dezembro de 2000, articulou-se uma ampla inédita resistência política entre o Natal e Ano Novo e o processo terminou não se consumando. A empresa se manteve perante o mundo com o nome pelo qual sempre fora conhecida.


Dezesseis anos depois, a coisa tenta se repetir. Aproveitando-se da crise de imagem e das inegáveis dificuldades conjunturais enfrentadas pela Petrobrás em função da Operação Lava Jato, o financismo se prepara para mais uma tentativa de bote. O atual presidente tucano da empresa se arvora direitos imperiais e começa a decidir isoladamente a respeito do futuro do conglomerado estatal. Vale lembra que todas as vezes em que o PSDB ensaiou colocar o tema da privatização da Petrobrás na pauta de disputa eleitoral, foi fragorosamente derrotado nas urnas. Assim, torna-se bastante compreensível que tenha se aproveitado do subterfúgio de chegar ao poder pela via do golpe para implementar tal estratégia.

Dessa forma, Parente decidiu que não interessa mais à empresa a participação em áreas estratégicas, a exemplo de biocombustíveis, distribuição de GLP (gás de cozinha), produção de fertilizantes e petroquímica. De acordo com o novo plano de negócio divulgado há poucos dias, a Petrobrás deveria se voltar exclusivamente para a simples exploração de óleo e gás, justamente o tipo de atividade que gera menos valor agregado. Reproduzimos aqui o velho esquema neo-colonialista de produtor/explorador de “commodities” na periferia, ao passo que as atividades mais estratégicas ficam para os países do centro do mundo.

Além disso, a orientação estabelecida por Parente para os próximos anos é de “desinvestimento”, termo charmoso do financês que significa nada mais, nada menos que a privatização de ativos (empresas) existentes no grupo e a retirada estratégica do crescimento previsto em áreas nobres do setor. Sob o argumento falacioso de que a Petrobrás estaria “quebrada”, não restaria outra alternativa do que a venda de seu patrimônio para solucionar problemas de endividamento.

No mais típico estilo monárquico do “Estado sou eu”, Parente resolveu que o Brasil não precisa de uma Petrobrás tão forte e influente. E ponto final. Como se não bastasse esse tipo de postura autoritária e antidemocrática, ele também decidiu que os programas de conteúdo nacional tampouco são benéficos ao país e à empresa. Assim vai sugerir mudança na legislação e abrir escancaradamente a possibilidade de importação dos componentes dos núcleos de alta tecnologia exigidos no processo operacional produtivo. Ora, se há problemas de fornecimento no modelo atual, o estímulo deve ser na direção de melhor capacitar a indústria nacional para tal missão e não abrir esse precioso mercado para a China e demais países.

Esse é um dos aspectos do verdadeiro desmonte que se pretende impor, sem que nossa população seja sequer consultada a esse respeito. Há uma enorme confusão entre as perdas derivadas dos efeitos da Operação Lava Jato e a situação real da maior empresa petrolífera do País. A Petrobrás continua sendo uma das maiores e mais importantes empresas petrolíferas do mundo. E vale a observação de que a grande maioria das empresas que estão à sua frente são também estatais ligadas a países que possuem níveis elevados de reservas a serem exploradas. Assim, estão ali no topo da lista empresas públicas de Arábia Saudita, Noruega, Irã, México, Kuwait, Abu Dhabi, Rússia, Argélia, Qatar, China, Iraque, Venezuela e outros.

Assim, ao contrário do que pretende nos enganar o libelo privatista, a maior parte das grandes petroleiras do planeta é composta de empresas públicas. O blá-blá-blá privatizante não se sustenta entre os que conhecem minimamente o funcionamento de um mercado tão específico e complexo como esse. As reservas do Pré Sal são a garantia plena e segura de que os problemas atuais da Petrobrás podem ser facilmente solucionados no médio prazo, com a consolidação das dívidas acumuladas e a urgente retomada dos investimentos. Não é necessário privatizar para superar a crise. Pelo contrário, recuperar a Petrobrás é essencial para retomada do crescimento de nossa economia, tendo em vista sua importante contribuição na formação do investimento agregado e na manutenção da atividade econômica de forma geral.

A cada semana que passa, são divulgadas novas informações a respeito da produção física da empresa. As últimas estatísticas são relativas ao mês de agosto. Assim, por exemplo, no mês passado batemos novo recorde na produção total de petróleo e gás no Brasil. Além disso, foi atingido no mês um novo valor máximo na média diária de exploração de petróleo, com o pico de 2,22 de barris por dia (bpd).

O que mais impressiona não é exatamente a intenção privatizante do governo Temer. Afinal isso já era amplamente esperado, desde o lançamento do documento “Ponte para o Futuro”. Esse foi o momento em que o PMDB se ofereceu de forma aberta ao mundo financeiro como uma alternativa confiável para ocupar o Palácio do Planalto e toda a Esplanada dos Ministérios.

Na verdade, o que chama a atenção é que o governo tenha nomeado para a presidência da empresa alguém que se declare tão abertamente a favor da venda da empresa para o capital privado. Alguém que vai sabotar de forma declarada e explícita a capacidade de recuperação da Petrobrás e promover o retorno do espírito que havia sido sepultado no passado. Para nosso desespero, estão por aí nos rondando os assombros da PETROBRAX.

*Doutor em Economia pela Universidade de Paris 10 e Especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental, carreira do governo federal.

Evo dice que tras la paz en Colombia, resta devolver Guantánamo a Cuba, Malvinas a la Argentina y el mar a Bolivia


La Razón Digital/Paulo Cuiza/La Paz.- El presidente Evo Morales aseguró este lunes que, tras la paz que se sella hoy en Colombia, en América Latina solo resta por resolver tres asuntos pendientes: la devolución de Guantánamo a Cuba, las islas Malvinas a Argentina y el mar a Bolivia.

“En nuestro continente felizmente ya no hay un conflicto armado, aunque hay algunos temas pendientes como Guantánamo (…) tarde o temprano tiene que ser devuelto a los hermanos cubanos. Malvinas tiene que resolverse porque no estamos en tiempo de colonias, tiene que volver a ser de los argentinos y de los latinoamericanos, es una tarea que tenemos. Y un tema pendiente que está bien encaminado: el tema del mar”, sostuvo el Mandatario durante la inauguración del XIII Congreso Ordinario de las Seis Federaciones del Trópico de Cochabamba en Lauca Ñ.

En este último punto, resaltó la decisión de hace un año de la Corte Internacional de Justicia (CIJ), que rechazó la impugnación de Chile a la competencia de ese tribunal para abordar la demanda marítima boliviana planteada en 2013.

El proceso actualmente cursa en la fase de alegatos escritos, programada hasta septiembre de 2017, plazo último para que Chile entregue su dúplica a la réplica que debe presentar Bolivia hasta el 21 de marzo de 2017 sobre la contramemoria chilena.

“¿Qué dijo La Haya?. De sus dieciséis jueces, catorce dijeron vamos a atender la demanda del mar, pero los otros dos no se han opuesto solo han dicho que el tema de la competencia se tocará cuando se trate la demanda. Es todavía un tema pendiente”, destacó Morales, quien el sábado advirtió que Bolivia, por el voto de los jueces el 24 de septiembre de 2015, tiene el 50% de la demanda ganada.

Ante cientos de dirigentes cocaleros, Morales planteó acompañar la paz en Colombia y en el continente con justicia social, y criticó la expulsión de Cuba de la Organización de Estados Unidos (OEA) siendo que este país contribuyó a alcanzar una firma de paz.

“Esos países acusados de comunistas, socialistas garantizan la paz social en Colombia. Qué bueno hubiera sido que Estados Unidos garantice. A caso Cuba invade países. Si expresa solidaridad es con soldados de bata blanca”, dijo en alusión a los médicos formados en la isla.

Es posible hacer revolución con el voto y no con las balas

La Paz, 26 sep (ABI).- El presidente Evo Morales dijo el lunes que es posible hacer revolución con el voto y no con las balas, en referencia al acuerdo de paz pactado entre el Gobierno de Colombia y las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC).

Además, agregó que son nuevos tiempos los que se viven en la actualidad.

“Son nuevos tiempos, Hnos. de las FARC. Es posible hacer revolución con voto no con balas, con conciencia del pueblo y no con armas de guerra”, escribió en su cuenta de Twitter: @evoespueblo.

Según en portal de Telsur, las FARC y el Gobierno de Juan Manuel Santos firman este lunes el Acuerdo final de Paz para terminar la confrontación armada de 52 años de antigüedad.

El movimiento insurgente aceptó su transformación en un nuevo partido político, anunció un alto líder rebelde en la clausura de la Décima Conferencia de las FARC- EP.

Agrega que la firma del acuerdo de paz el 26 de septiembre de 2016 convocará a las FARC- EP a realizar un alto al fuego definitivo e instaurará un cronograma preciso para la dejación de todas las armas en 180 días, las cuales se entregarán a la Organización de las Naciones Unidas.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Mujica, contra Macri y Temer: "¡La puta que los parió, qué desastre!"


El ex presidente uruguayo criticó duramente las políticas de ambos presidentes. "Parecen dos repúblicas bananeras", dijo.

El ex presidente y ahora senador uruguayo José "Pepe" Mujica criticó duramente a Mauricio Macri y a Michel Temer.

Mujica cuestionó la estrategia comercial de asociación con el Pacífico. Afirmó que hay que frenar los acuerdos comerciales con esa línea. Según él, eso es parte de una estrategia de Washington para ir contra China.

"Están cagando arriba de la mesa los vecinos. La puta que los parió. ¡Qué desastre! Parecen dos repúblicas bananeras. No sé cómo van a salir de sus respectivas crisis, sobre todo Brasil, que está más complicado. Parece una telenovela", manifestó Mujica contra los presidentes de Argentina y Brasil. Lo hizo en el diario El Mundo, de España.

Además, sobre España y la falta de acuerdo para formar gobierno expresó: "Parece que han hecho un acuerdo entre Podemos y la izquierda clásica, pero lamentablemente no ha entrado el Partido Socialista". Y añadió: "Le tengo simpatía al Rey viejo, que es un calavera, un viejo bandido, pero cumplió un papel importante en un momento crucial de España".

E Destape

EEUU será el primero en lanzar un ataque nuclear


El secretario de Defensa de EE.UU., Ashton Carter, durante una visita a la base aérea de Kirtland (en Nuevo México, sudoeste), donde se encuentra el centro de investigaciones atómicas, 27 de septiembre de 2016.

Estados Unidos mantiene la prerrogativa de ser el primero en activar una bomba atómica en caso de conflicto.

Algunas potencias nucleares, como China, se comprometieron a no ser los primeros en emplear armas atómicas, pero Estados Unidos y sus socios de la OTAN no van a renunciar a esta opción, declaró el martes el secretario de Defensa de EE.UU., Ashton Carter.

Durante una visita a la base aérea de Kirtland (en Nuevo México, sudoeste), donde se encuentra el centro de investigaciones atómicas, el jefe del Pentágono aseguró que se reservan el derecho a ser los primeros en disparar, "ha sido nuestra política desde hace mucho tiempo, y forma parte de nuestros planes para el futuro".

Últimamente circulaban rumores en Washington de que el presidente estadounidense, Barack Obama, se disponía a hacer una declaración de renuncia a esta prerrogativa.

Hasta en el debate presidencial entre la demócrata Hillary Clinton y el republicano Donald Trump se planteó la cuestión, a la que ninguno de los candidatos respondió con claridad.

Por otra parte, hoy mismo dos parlamentarios estadounidenses presentaron un proyecto de ley que prohibiría al presidente estadounidense ser el primero en lanzar un ataque nuclear sin una declaración de guerra previa por parte del Congreso.

El Instituto Internacional de Estudios para la Paz de Estocolmo (SIPRI, por sus siglas en inglés) informó en junio de 2015 que, a pesar del renovado interés internacional por el desarme nuclear, los programas de modernización de los Estados con armas nucleares (en particular EE.UU., Rusia, el régimen israelí, China, Francia, el Reino Unido, La India y Paquistán, entre otros) muestran que ninguno de esos países eliminará sus arsenales en un futuro cercano.

Estados Unidos es el único país del mundo que ha hecho uso de las bombas atómicas y sigue aumentando sus arsenales, aun cuando insiste en que desea un mundo libre de armas nucleares y prohíbe a otros países disfrutar incluso de la energía nuclear pacífica.

mep/nii/HispanTv

O terrorismo norte-americano no Afeganistão


O ex-presidente do Afeganistão, Dr. Muhammad Najibullah, assassinado por fanáticos religiosos financiados pelos Estados Unidos da América.

Ainda em tempo, ontem fez 20 anos do fim do Afeganistão Socialista e porque não, o fim do país no aspecto geral!

No dia 27 de Setembro em 1996 o povo afegão via o fim de seu país, era o linchamento e assassinato do presidente socialista do Afeganistão nas mãos dos canalhas extremistas religiosos armados pelos EUA que devolveram o país na Idade Média, são os mesmos bastardos que hoje tentam destruir a Síria com os mesmos patrocinadores.


O camarada Dr. Muhammad Najibullah foi o último presidente do Afeganistão Socialista, resistiu até os limites que pôde. O Dr. Najeeb (como ficou e é atualmente conhecido no Afeganistão) foi brutalmente espancado, torturado e degolado junto com seu irmão General Shahpur Ahmadzai e amarrados numa barricada de trânsito. Claro isso tudo com aval dos “democráticos” Estados Unidos da América que financiaram nada mais nada menos que Osama Bin Laden para então conseguirem derrubar mais um governo popular e socialista!

Embora ignorado pela grande mídia e por muitos, temos o dever sim de lembrar do camarada Dr. Najibullah e o General Ahmadzai para sempre como imortais revolucionários e mártires de nossa luta anti-imperialista, que acima de tudo não se renderam, lutaram até o fim assim como foram os camaradas Patrice Lumumba, Dr. Ernesto Che Guevara, Dr. Salvador Allende, Dr. Martin Luther King Jr, Malcolm X, Presidente Thomas Sankara, Presidente Nicolae Ceaușescu, e o mais recente mártir, Coronel Muammar Gaddafi.



DILMA: “ONDA REGRESSIVA DO GOVERNO GOLPISTA VAI SE AGRAVANDO”


Brasil 247 – A presidente afastada Dilma Rousseff comentou nas redes sociais a proposta do governo de Michel Temer de desvincular benefícios como o de Prestação Continuada (BPC) e pensão por morte da correção do salário mínimo. Segundo o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil, a proposta estaria no texto da reforma da Previdência Social.

Para Dilma, a "onda regressiva do governo golpista vai se agravando. "Essa medida vai prejudicar mais de 23 milhões de pessoas e suas famílias que ganham uma aposentadoria de até 1 salário mínimo. Os trabalhadores e os movimentos sociais saberão barrar este retrocesso", criticou.

Padilha afirmou que Temer vai passar um pente-fino na proposta de reforma da Previdência e que a desvinculação estaria dentro do contexto da proposta. O ministro ressaltou, contudo, que nada está decidido. Segundo ele, o grupo que está elaborando a proposta de reforma da Previdência Social deve concluir o trabalho "possivelmente" nesta semana.

Mídia acoberta agressor do senador petista Lindbergh Farias


Por Laura Capriglione

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) reconheceu o sujeito que o ameaçou na noite de sexta-feira na saída de um restaurante. O nome dele é Claudio Roberto Baldaque Guimarães, um valentão que já se envolveu em ocorrências policiais por embriaguez, disparos de arma de fogo e agressão.

Baldaque Guimarães estava no mesmo restaurante em que jantava o senador, acompanhado da mulher e de amigas. Sentado em uma mesa próxima da de Lindbergh, o fascista passou a insultar o petista, gritando: “Quem apoia Lula não pode jantar aqui”.

Quando Lindbergh saía do local, Baldaque Guimarães seguiu-o – sempre gritando e ofendendo. Ridículo, além de violento e covarde, o provocador ainda tirou a camisa, para mostrar sua disposição de partir para o confronto físico. Empurrou a mulher do senador, que caiu no chão, ferindo-se nos braços e pernas.

Lindbergh registrou queixa contra o agressor. E publicou nota na sua página de Facebook, pedindo ajuda para que o homem fosse identificado, o que ocorreu nesta tarde (27/9).

Em 14 de julho do ano passado, o mesmo Claudio Roberto Baldaque Guimarães apareceu no noticiário policial, por causa de uma sessão de exibicionismo com arma de fogo. Ele e um amigo, José Daltro Queiroz de Magalhães Junior, foram presos em flagrante depois de fazer selfies com uma pistola automática na varanda do Lagoon, centro gastronômico de luxo na Lagoa, Zona Sul do Rio.

Segundo o gerente do restaurante, ambos os homens haviam passado horas embriagando-se no local. Quando a PM chegou para dar um paradeiro na loucura, os amigos fizeram de seis a sete disparos para o alto, com o propósito de assustar os policiais. Havia mulheres e crianças no local.

Não para por aí. Baldaque também foi denunciado por comportamento violento em 28 de julho de 2010… Na ocasião, por causa de uma discussão de trânsito, arremessou seu carro contra o do policial Gilmar Pasquini. Na denúncia que fez contra o valentão, Gilmar Pasquini afirmou: [Depois disso, ele] “fugiu em marcha a ré em alta velocidade, tendo derrubado um pedestre de nome Marcio”.

O badboy abandonou no local a mulher que o acompanhava, e ela disse que o havia conhecido naquela noite, sendo que ele se identificou como “Claudio, delegado da polícia federal”. A mulher disse ainda que ele tinha bebido duas garrafas de vinho.

Jornalistas Livres procuraram Claudio Baldaque numa empresa de segurança que aparece ligada a seu nome. Também enviaram mensagem pela página de facebook de sua irmã. Ele não foi localizado.

*****

Logo após a agressão, Lindbergh Farias divulgou uma mensagem nas redes sociais dando os detalhes sobre o ocorrido. “Na noite de sexta, saí para jantar com minha esposa e amigas. Ao final, um indivíduo, sentado em uma mesa próxima, passou a nos insultar e gritar que 'quem apoia Lula não pode jantar aqui'. Estávamos saindo, mas o cidadão veio atrás de nós, provocando e ofendendo. Não satisfeito, o homem tirou a camisa, empurrou minha esposa no chão, deixando-a com escoriações no joelho e no braço, e partiu para a agressão física contra mim, que reagi, indignado e em legítima defesa. É inaceitável que fatos como este ocorram. Não podemos achar normal que atitudes fascistas aconteçam sem punição. Não serei intimidado pelos porta-vozes do ódio”.

Na mesma postagem, o senador petista lamentou que “as ideias sejam substituídas pela violência, que algumas pessoas sintam-se no direito de perseguir, ofender, ameaçar e agredir fisicamente quem pensa diferente, e que tal episódio tenha ocorrido na presença dos meus familiares”. Ele ainda informou que “registrei queixa na Delegacia de Polícia e tomarei as medidas cabíveis contra os agressores. Espero que sejam identificados e punidos, dando um basta à intolerância”. Seu esclarecimento, porém, não obteve maior acolhida na mídia golpista, que segue acobertando os atos de violência e ódio dos “midiotas” mais deformados. A reação mais repugnante, porém, foi do jornal Folha de S.Paulo, que tentou até justificar a agressão.

Já no título da matéria desta segunda-feira fica explícita sua cumplicidade com o fascista. “Insultado, Lindbergh Farias troca empurrões e chuta jovem no Rio de Janeiro”. O senador petista, vítima da selvageria, aparece como agressor – que “empurra e chuta” o jovem inocente. No corpo da “reporcagem” outros absurdos. “O senador Lindbergh Farias se envolveu em uma confusão ao sair de um restaurante no Rio de Janeiro”. Vídeo postado na internet confirma que ele não “se envolveu em uma confusão”, mas sim que foi agredido.

A Folha golpista, com toda a sua equipe de acomodados “repórteres investigativos”, nem se deu ao trabalho de apurar quem foi o agressor. Coube ao coletivo “Jornalistas Livres”, baseado em trabalho voluntário e militante, desempenhar esta missão, o que confirma que a velha mídia está podre. Depois não adiante reclamar da ausência de leitores e da violenta crise que atravessa – com queda de tiragem e fuga dos anunciantes. Partidarizada e manipuladora, a mídia golpista tende a perder cada vez mais a já pouco credibilidade que lhe resta!

Brasil 247

A MISSÃO BANDIDA DOS ESTADOS UNIDOS NA SÍRIA


Pentágono bombardeou Exército Sírio para matar o cessar-fogo?

Mike Whitney, Unz Review

Tradução: Vila Vudu

“Tudo sugere que o ataque (…) foi cometido deliberadamente por forças dentro do governo dos EUA hostis ao cessar-fogo (…). Alegações de que os norte-americanos não saberiam quem estavam bombardeando simplesmente não são críveis e são completamente desmentidas por outros relatos da mídia”

– Alex Lantier, World Socialist Web Site

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Um ‘racha’ entre o Pentágono e a Casa Branca foi convertido em rebelião declarada no sábado, quando dois jatos F-16s e dois aviões de combate A-10 dos EUA bombardearam posições do Exército Árabe Sírio (EAS) em Deir al-Zor matando no mínimo 62 soldados regulares sírios e ferindo outros 100. Os EUA assumiram responsabilidade direta pelo incidente, que chamaram de “um erro”, mas o momento em que o massacre ocorreu fez crescer as especulações de que o ataque foi tentativa desesperada, no último segundo, para fazer gorar a implementação do frágil acordo de cessar-fogo contra o qual os líderes do Pentágono posicionaram-se abertamente. Muitos analistas trabalham hoje para tentar definir se os ataques são mesmo indicação de que o Departamento de Defesa infestado de neoconservadores estaria ativamente sabotando a política do presidente Obama para a Síria, o que implicaria que o Pentágono estaria sob comando de rebeldes antidemocráticos que rejeitam a autoridade constitucional civil. O massacre do sábado passado sugere fortemente que cresce um motim dentro do Departamento de Guerra.

O cisma que emergiu entre os falcões do Pentágono e membros mais conciliadores do governo Obama já gerou críticas vindas tanto dos principais jornais nos EUA (The New York Times) como dos mais altos membros do gabinete russo. No sábado, em conferência de imprensa de emergência na ONU, o embaixador russo Vitaly Churkin referiu-se ao que já apareceu como uma luta de poder que se trava em Washington, em termos duríssimos:

Churkin (vídeo): “A grande pergunta que se tem de fazer é ‘Quem manda em Washington? A Casa Branca ou o Pentágono?’ (…) Porque ouvimos comentários vindos do Pentágono que desmentem completamente o que ouvimos de Obama e Kerry…” (ver 10’15”)

Churkin não é o único que percebeu a ravina que separa o que diz Obama e o que dizem seus generais. Artigo recente no New York Times também destaca as divisões que parecem ampliar-se, enquanto a situação na Síria só deteriora. Aqui, um excerto do New York Times:

(SECDEF Ash) “Carter estava entre os funcionários do governo que se opôs ao acordo [de cessar-fogo] (…), embora o presidente Obama claramente aprovasse o esforço. Na 3ª-feira no Pentágono os comandantes não aceitavam sequer que se decidisse que, se a cessação da violência se mantivesse por sete dias – parte inicial do acordo –, o Departamento de Defesa implementaria a parte dele do acordo, no oitavo dia (…).

“Não estou dizendo nem sim nem não”, disse o tenente-general Jeffrey L. Harrigian, comandante do Comando Central das Forças Aéreas dos EUA, em vídeo conferência com jornalistas. “Seria prematuro dizer que vamos saltar diretamente dentro desse acordo” (“Details of Syria Pact Widen Rift Between John Kerry and Pentagon” [Detalhes do Pacto na Síria amplia a rixa entre John Kerry e o Pentágono, New York Times).

Pensem um pouco: o tenente-general Harrigian parece estar dizendo que talvez não obedeça a uma ordem do Comandante em Chefe da qual não está gostando. E quando foi que líderes militares começaram a supor que obedecer a ordens seria coisa opcional, ou que caberia ao Departamento da Defesa intrometer-se em políticas de estado já definidas? Adiante, mais um trecho do NYT:

“A rixa entre os senhores Kerry e Carter reflete o conflito inerente da política do senhor Obama para a Síria. O presidente pôs politicamente sob fogo crescente por ter-se recusado a intervir com mais força na guerra civil (sic) que já dura cinco anos, que a ONU diz que já matou mais de 400 mil pessoas, converteu mais de seis milhões em sem-teto e levou a grave crise de refugiados na Europa. Mas manter longe da Síria norte-americanas de solo também gerou espaço para que a Rússia assumisse ali papel muito maior, tanto no campo de batalha como na mesa de negociações (…).

O resultado é que, em tempo em que EUA e Rússia estão nas respectivas posições mais combativas desde o final da Guerra Fria, os militares norte-americanos são informados de que, no prazo de uma semana, terão de começar a partilhar inteligência com um de seus maiores adversários para que, juntos, os dois ataquem forças do Estado Islâmico e da Frente Nusra na Síria.

“Mantenho-me cético quanto a fazer qualquer coisa com os russos” disse o general Philip M. Breedlove que deixou recentemente o posto de supremo comandante aliado da OTAN, na 2ª-feira, numa entrevista. “Há muita preocupação sobre o que fazer lá, onde está o nosso pessoal” (New York Times).

Assim sendo, o Falcão Supremo pró-guerra, Ash Carter, e seus colegas russófobos querem intensificar o conflito, expandir a presença militar dos EUA em solo sírio e confrontar diretamente a Rússia. Não aprovam a política do presidente dos EUA, e, assim sendo, estão fazendo de tudo para torpedear o acordo de cessar-fogo. Mas por que, afinal, só hoje, posto que o acordo de cessar-fogo já está vigente há cinco dias? Se Carter & Co. viram a cessação de hostilidades como ameaça tão grave, por que não agiram antes?

Não é difícil explicar esse ponto. O grande perigo nunca foi o cessar-fogo per se, mas as partes do acordo pelas quais militares norte-americanos terão de cooperar com a Força Aérea Russa, para derrotar organizações terroristas que operam na Síria, a saber, al-Nusra e ISIS. Essa é a parte do acordo à qual o Pentágono opõe-se abertamente; e essa é a parte do acordo que começaria a ser implementada dia 19 de setembro, menos de 48 horas depois dos ataques do sábado passado. Hoje, o futuro do acordo já está por um fio, precisamente o que Carter e seus generais queriam. Adiante, um pouco mais do contexto, nos comentários de Churkin, no sábado:

“Muito significativo, e não por acaso, que [o ataque] tenha acontecido apenas dois dias antes da data em que os acertos entre russos e norte-americanos deveriam ser postos em operação (…)

O objetivo do grupo conjunto de implementação do acordo é permitir coordenação expandida entre EUA e Rússia. Participantes do acordo devem trabalhar juntos para derrotar al-Nusra e Daech no contexto de reforçar a cessação de hostilidades e em apoio à transição política delineada na [resolução do Conselho de Segurança] UNSC 2254. Eram arranjos muito importantes os quais – em nossa opinião – poderiam realmente mudar o jogo e contribuir muito positivamente para complementar nossos esforços para derrotar al-Nusra e ISIL, ao mesmo tempo em que criam melhores condições para o processo político (…).

O dia marcado para a implementação do decidido no acordo de cessar-fogo era 19 de setembro; assim sendo, se os EUA quisessem atacar ISIS ou al-Nusra, poderiam ter esperado dois dias e coordenado os ataques, de modo a assegurar que estariam atacando o alvo certo (…). A única conclusão possível é que o ataque aéreo foi executado para fazer desandar a operação do Grupo Conjunto de Implementação e realmente impedir que começasse a operar” (Assistam ao vídeo (ing.) até o fim):

A razão pela qual Moscou vê a “coordenação expandida entre EUA e Rússia” como capaz de “mudar o jogo” é que nem Putin nem seus conselheiros creem que essa guerra possa ser vencida militarmente. Por isso, em dezembro, Putin reduziu a presença militar russa na Síria. Queria reduzir tensões e criar oportunidades para negociações. Moscou sabe que não haverá jamais acordo que ponha fim ao conflito, a menos que os principais participantes entrem em acordo para uma solução política. Por isso Putin está fazendo tudo que está ao alcance dele para levar os EUA a um acordo pelo qual Moscou e Washington partilhem as responsabilidades de segurança. Esse é o objetivo do cessar-fogo: criar uma situação na qual as duas superpotências estejam numa mesma equipe, envolvidas no mesmo processo e trabalhando para o mesmo objetivo.

Infelizmente, os falcões belicistas do Pentágono e seus aliados no establishment político dos EUA, e a comunidade de inteligência, não aceitam nada disso. Os objetivos dos falcões belicistas, dos liberais intervencionistas e dos neoconservadores são idênticos, como sempre foram, desde o início. Querem derrubar Assad, rachar a Síria em vários pedaços, instalar um fantoche dos EUA em Damasco, controlar os corredores de oleodutos e gasodutos críticos do Qatar até a Turquia, e infligir derrota humilhante à Rússia. Para esse grupo, qualquer envolvimento ou cooperação com a Rússia só faz minar o principal objetivo deles, de escalar o conflito, aumentar o poder deles no Oriente Médio e fazer recuar a influência russa.


Isso é o que torna o ataque sem precedentes a posições do Exército Sírio tão suspeito: porque tem tudo para ser um derradeiro esforço, por rebeldes desesperados dentro do Pentágono, para pôr fim ao cessar-fogo e impedir Washington de fazer qualquer tipo de parceria com Moscou na luta contra o terrorismo e o extremismo militante. Sejam os ataques “intencionais” ou não, o analista militar Pat Lang postou essa ‘dica’ iluminadora, no sábado, em sua página Sic Semper Tyrannis:

“O Exército Árabe Sírio já estava ocupando essas posições há cerca de seis meses. Pode-se prever que as câmeras fotográficas e de vídeo e todos os analistas de Inteligência tenham estado a olhar para aqueles soldados o tempo inteiro, produzindo mapas e mais mapas detalhados, onde qualquer um os poderia identificar. Esses documentos sempre estariam acessíveis para muitos, especialmente para unidades aéreas e os especialistas em definir alvos e miras. Jamais antes a coalizão dos EUA atacou qualquer posição na área de Deir al-Zor.”

Assim sendo, sim, os ataques podem ter sido “um erro”, mas as chances de que tenha acontecido assim são ínfimas. A explicação mais provável é que as ordens de ataque partiram dos mais altos níveis do comando central, provavelmente do próprio Ash Carter, cuja determinação em fazer gorar o acordo Obama-Putin para o cessar fogo pode ter sido o ímpeto que levou ao banho de sangue que se viu em Deir al-Zor no sábado.

Impossível não ver a espantosa extensão e o assustador significado de uma ‘rixa’ entre o Departamento de Defesa e a Casa Branca. A resistência contra a política de Obama para a Síria escalou repentinamente e converteu-se em motim aberto, de um lado dissidentes da hierarquia militar, de outro representantes eleitos pelo povo. O bombardeio trágico em Deir al-Zor é provavelmente apenas a primeira escaramuça nessa nova guerra. Devem-se esperar mais confrontações nos próximos dias.

MRE russo: ameaças de atentados por parte dos EUA são indicador de baixeza política


A representante oficial da chancelaria russa, Maria Zakharova, comentou a declaração do Departamento dos EUA sobre os atentados de extremistas em cidades russas.

"Os senhores [diplomatas norte-americanos] não acham que tais declarações sobre 'corpos em caixões', 'atentados nas cidades russas' e 'perdas militares' lembram mais uma ordem de ataque do que um comentário de diplomata?", escreveu o representante oficial do MRE da Rússia no seu Facebook.

Zakharova também perguntou a que terroristas o diplomata americano se refere e se eles não estão ligados com a oposição moderada na Síria, que Moscou tenta demarcar dos terroristas.

Entretanto, o vice-chefe do MRE, Sergey Ryabkov, disse que as declarações do representante do Departamento do Estado são um "ataque de nervos" no contexto da incapacidade de Washington de cumprir os acordos sobre a Síria.

"Estes apelos mal encerrados a 'utilizar' a força terrorista contra a Rússia são um indicador da baixeza política da política da administração dos EUA relativamente ao Oriente Médio e, nomeadamente, no que tange à Síria", acrescentou o diplomata. Lembramos que John Kirby, representante oficial do Departamento de Estado, tentou atemorizar Moscou com ameaças de ataques terroristas em cidades russas e perdas militares na Síria.

Sputniknews

Rebeldes que echaron a fuerzas de EEUU de Siria ya tienen Humvees



El grupo armado que echó fuera a los integrantes de las fuerzas especiales estadounidenses de Alepo ya cuenta con vehículos blindados Humvee.

Un vídeo difundido el miércoles por la División Al-Hamza muestra que dicha banda cuenta con al menos dos vehículos blindados Humvee, fabricados en Estados Unidos, pero no da detalles de cómo los ha conseguido.

No obstante es altamente posible que los Humvee los haya suministrado Estados Unidos a este grupo armado que opera en Alepo (noroeste) y es parte de la coalición de los muchos grupos terroristas que se enfrentan a las fuerzas sirias en aquella provincia.

La División Al-Hamza, que goza de apoyo armamentístico estadounidense, fue uno de los grupos que expulsó a los comandos de EE.UU. que se habían desplegado en la ciudad siria de Al-Rai, fronteriza con Turquía.

hgn/rha/mep/msf/HispanTv

Tropas de EEUU llegan a Alepo; Siria avanza contra terroristas


Integrantes de las Fuerzas Especiales de la Marina de Estados Unidos.

Varias decenas de soldados estadounidenses fueron desplegados en la provincia de Alepo, en el noroeste de Siria, aseguran fuentes.

Según informó el miércoles la cadena libanesa Al-Mayadeen, citando a fuentes sobre el terreno, varias decenas de uniformados estadounidenses fueron desplegados en las ciudades de Mare y Azaz en el norte de Alepo.

Este despliegue, de ser confirmado, tiene lugar pese a las reiteradas negativas de las autoridades estadounidenses a “poner botas sobre el suelo” en Siria, es decir, enviar fuerzas terrestres al territorio de este país árabe.

Las fuentes aseguran que los soldados estadounidenses están acompañados de los integrantes del llamado Ejército Libre de Siria (ELS) y afirmaron que las tropas de EE.UU. participarán en las batallas contra el grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) en la zona.

No obstante, tomando en cuenta los sucesos en Alepo al tiempo de la llegada de los uniformados estadounidenses, se cree que el principal objetivo de ellos es ayudar a los grupos armados en sus batallas contra las fuerzas sirias que recientemente han conseguido avanzar más ante las bandas terroristas y tanto en Alepo como en Hama (oeste).

Uno de los avances más recientes del Ejército sirio fue contra las posiciones del grupo terrorista Ajnad al-Sham en Hama, donde consiguió eliminar a decenas de integrantes de esta banda, y además, eliminar a su cabecilla, Bassel al-Bakri, mejor conocido como Abu Marwan.

Ya hay señales de que el Ejército sirio esta cerca de una victoria total en Alepo, como también lo reconoció el periodista Adrian Hamilton, en un artículo publicado ayer por el rotativo británico The Guardian, razón por la cual aumentan las tensiones entre sus filas.

La llegada de los soldados estadounidenses también parece haber incrementado las tensiones ya que fuentes citadas por el portal Web Al-Masdar News indican que el Frente Fath Al-Sham (antiguamente conocido como el Frente Al-Nusra) ha quemado banderas del ELS, grupo junto con el cual están luchando contra el Ejército sirio en Alepo.

hgn/rha/mep/msf/HispanTv

Retraso en referendo contra Maduro preocupa a derecha latinoamericana


Arriba de izda. a dcha.: cancilleres de Chile (Heraldo Muñoz), de Argentina (Susana Malcorra) y de Paraguay (Eladio Loizaga). Abajo de izda. a dcha.: cancilleres de Perú (Eladio Loizaga), de México (Claudia Ruiz Massieu) y de Brasil (José Serra).

Seis países latinoamericanos expresaron su ‘preocupación’ por el posible retraso en la realización del referendo revocatorio contra el presidente venezolano.

"Expresan su preocupación por la decisión del Consejo Nacional Electoral (CNE) de la República Bolivariana de Venezuela, fechada el 21 de septiembre, que entre otros aspectos, implica un método determinado para la recolección del 20 por ciento del padrón", señaló un texto emitido el miércoles por la Cancillería argentina, en alusión al informe del CNE, en el cual sepultó ese referendo revocatorio para este año.

El texto fue firmado por la ministra argentina de Exteriores, Susana Malcorra, y sus homólogos de Brasil, José Serra; Paraguay, Eladio Loizaga; México, Claudia Ruiz Massieu; Perú, Ricardo Luna, y Chile, Heraldo Muñoz.

De acuerdo con esos altos diplomáticos, la decisión del Poder Electoral venezolano "tiene el efecto de postergar la realización del referendo revocatorio hasta el 2017, afectando así el sentido de la consulta".

Por otra parte, reiteraron "su apoyo y su disposición de contribuir para la realización de un diálogo entre el Gobierno y los distintos actores políticos y sociales venezolanos, que permita, a través del entendimiento mutuo, promover la estabilidad política, la recuperación económica y el pleno respeto a los derechos humanos".

La oposición promovió el referéndum al recolectar firmas, y le urge que sea antes del 10 de enero de 2017, pues en ese caso se llamará a elecciones, pero si la consulta se hace en una fecha posterior, el mandatario venezolano Nicolás Maduro sería sustituido por su vicepresidente.

El pasado 1 de agosto, el CNE anunció que de las 400.000 firmas entregadas, el 98 por ciento son válidas, por lo que dio por concluida la primera etapa, y se inició la segunda fase de recolectar el 20 %.

No obstante, el oficialismo ha denunciado en reiteradas ocasiones que los planes de la oposición se traducen en un claro golpe de Estado. Además, alertan de las supuestas irregularidades cometidas por la alianza opositora en la recolección de estas firmas, ya que hay firmas de menores de edad, de personas con delitos y de fallecidos.

bhr/rha/mep/msf/HispanTv

Evitar la toma de Alepo por Damasco: EE.UU. estudia la "solución militar" del conflicto en Siria


Si la "opción militar" es aprobada, Washington pondrá fin previamente la cooperación con Rusia sobre Siria.

El Gobierno de EE.UU. ha puesto en marcha un estudio sobre las medidas para mejorar el apoyo militar a la oposición siria, e incluso el inicio de ataques contra las posiciones del Ejército Sirio, informa Reuters, citando fuentes de la Administración.

Según la agencia, la discusión se lleva a cabo a nivel de expertos, por lo que aún ninguna propuesta concreta ha sido presentada para la aprobación del presidente de EE.UU. Las discusiones han sido consideradas "forzadas", en contexto de la complicación de las negociaciones entre EE.UU. y Rusia en Siria. El secretario de Estado estadounidense, John Kerry, afirmó este miércoles en una conversación con el canciller ruso, Serguéi Lavrov, que Washington tiene la intención de suspender la cooperación con Moscú sobre el tema sirio, si no se detiene la ofensiva en la zona de Alepo.

Así, una forma de resolver el conflicto consiste en la emisión de un permiso a los países del Golfo, que apoyan a la oposición en Siria, para entregarle armas de alta tecnología. Cabe señalar que anteriormente EE.UU. estaba contra esta iniciativa. Al mismo tiempo, Washington todavía se opone firmemente a los suministros de misiles antiaéreos portátiles, que podrían caer en manos de terroristas, contra los cuales luchan la Fuerza Aérea de EE.UU. y sus aliados.
Como el escenario menos probable está el lanzar ataques aéreos contra bases de la Fuerza Aérea de Siria, no obstante, estas medidas serían muy arriesgadas, debido al hecho de que de tales acciones pueden afectar también a los militares rusos. En este sentido, según los datos de Reuters, apoyar a la oposición parece ser la opción más viable, mediante el suministro de armamento adicional o incluso a través de ataques aéreos.

Otra opción que se pondría sobre la mesa sería el envío a Siria un mayor número de fuerzas especiales estadounidenses para apoyar a los grupos sirios y kurdos que se oponen al Gobierno.

Solución nada diplomática

Hablando sobre la situación en Alepo, las fuentes de la agencia señalan que la ofensiva exitosa de los soldados sirios "ha cogido por sorpresa" al Gobierno de EE.UU., ya que la ciudad y la provincia en su conjunto son de importancia estratégica para el conflicto armado que sufre el país durante los últimos cinco años y medio. Establecer un control sobre Alepo significa dar al presidente sirio Bashar al Assad una ventaja tangible en la lucha contra la oposición.

Cabe destacar que este mismo miércoles, horas antes, el portavoz del Departamento de Estado, John Kirby, ha confirmado que los departamentos que se ocupan de las cuestiones de seguridad nacional, discuten soluciones al conflicto en Siria que "no están asociadas con la diplomacia". Sin embargo, se negó a especificar cuáles son.
Las fuentes de Reuters señalan que si la "opción militar" es finalmente aprobada, previamente, Washington hará lo que prometió Kerry: interrumpir los contactos con Rusia sobre Siria.

Actualidad RT

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Morre mais um maldito terrorista: Shimon Perez


Deve estar a caminho do inferno mais um maldito terrorista israelense, Shimon Perez, o último fundador do estado artificial de Israel, membro da elite juvenil que o patriarca David Ben Gurion escolheu para dar forma ao enclave sionista no mundo árabe, depois que a ONU aprovou a partilha da Palestina sob administração britânica, durante um festival de corrupção na compra de votos de embaixadores. Naquela época Peres já comprava as armas para o Haganah, um grupo terrorista israelense considerado o embrião das chamadas Forças de Defesa de Israel.

Em janeiro deste ano Perez foi hospitalizado por causa de um ataque cardíaco. Há uma semana, um violento derrame cerebral o deixou às portas do coma, levando à sua morte nesta madrugada.

Ele desembarcou com a família na Terra Santa no começo da década de 1930, fugindo da ameaça do nazismo que já se abatia sobre o Leste Europeu. Àquela altura ele já havia ingressado num kibutz (fazenda coletiva) e, depois de combater na Guerra de Independência (1948-49), foi enviado aos Estados Unidos para concluir sua formação. Voltou a Israel em 1952, como subdiretor geral do Ministério de Defesa.

Responsável pela compra dos caças Mirage para a aviação de combate, contribuiu para incrementar a superioridade aérea do seu país na Guerra dos Seis Dias (1967), graças ao apoio militar dos governos dos EUA, França e Inglaterra. Através da elite econômica sionista parasitária que domina a França, conseguiu dar início a um programa nuclear que fez de Israel a única potência atômica – nunca oficialmente declarada – do Oriente Médio. O arsenal atômico de Israel é um tapa na cara dos líderes mundiais que falam asneiras sobre controle de armas nucleares - puro cinismo.


Discípulo direto de Ben Gurion, Peres girou quase sempre em torno da órbita do trabalhismo para tentar disfarçar o sectarismo e o fanatismo religioso extremado que domina o governo de Israel ao longo das últimas décadas. Depois do assassinato de Yitzhak Rabin por um judeu extremista, em 1995, e da decomposição da esquerda israelense, procurou espaço no centro político, sob os auspícios de outro ex-general terrorista, chamado de linha-dura pela mídia, Ariel Sharon.

Como nono presidente de Israel, afastou-se dos papéis meramente cerimoniais e tentou, a partir de 2009, agir como contrapeso ao viés autoritário do conservador Netanyahu. Um jogo de cena para esconder que o estado artificial de Israel foi criado através da invasão e expoliação das terras do povo palestino, que resiste heroicamente até os dias de hoje, e por todo o sempre.

A decadência do Prêmio Nobel da Paz começou com a premiação de Shimon Perez por assinar o Acordo de Oslo. Desde então a instituição perdeu credibilidade, por premiar um terrorista, e chegou ao fundo do poço ao premiar Barack Obama, o presidente norte-americano que mais fez guerras de destruição em toda a história dos Estados Unidos da América.

Shimon Perez é parte do lixo sionista que governa Israel, aglomerado de terroristas ensandecidos, fanáticos religiosos que se igualam aos cortadores de cabeças que atendem pelo nome de Estado Islâmico na Síria e Iraque, e coincidentemente, tanto os terroristas whahabistas como os terroristas israelenses, contam com apoio militar e econômico do governo dos Estados Unidos da América e seus cúmplices.

Fernando Marques, membro do
Movimento Democracia Direta do Paraná - Brasil

José Serra, um chanceler 'decorativo'


Por André Barrocal, na revista CartaCapital:

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, ameaçou demitir todos os assessores de seu gabinete, exceto um, assim que voltou a Brasília de uma viagem a Nova York, aonde fora acompanhar o presidente Michel Temer. A conferir se as demissões se confirmarão nos próximos dias, mas o rompante é compreensível. Serra regressou enfraquecido dos Estados Unidos, país ao qual sonha atrelar o Brasil.

O chanceler foi ignorado na elaboração do discurso presidencial proferido na terça-feira 20 na Assembleia Geral das Nações Unidas, motivo principal da viagem da dupla. Viu Temer assumir posições conflitantes com as suas. Ficou (por opção própria) em um hotel diferente daquele usado pelo chefe e por ministros da comitiva. Ausentou-se de uma histórica reunião global sobre refugiados.

Relegado ao papel de figurante, embora seja um conhecido aspirante à cadeira hoje ocupada por Temer, não surpreende o tucano ter deixado o peemedebista esperando por uma hora em um jantar oferecido pelo presidente no domingo 18.

No pronunciamento perante a Organização das Nações Unidas (ONU), Temer adotou um tom mais geopolítico do que comercial, ao contrário da postura vista até aqui em seu ministro da área. E expôs posições que soaram como puxões de orelha no subordinado.

“A integração latino-americana”, disse, é uma “prioridade permanente” do Brasil, não importa que haja “em nossa região governos de diferentes inclinações políticas”.

Em seus quatro meses no cargo, Serra tem sido um criador de casos na América Latina. Por razões ideológicas, trabalha abertamente pela derrubada de Nicolás Maduro do governo na Venezuela. Até conseguiu, com um golpe jurídico, impedi-lo de assumir a presidência rotativa do Mercosul.

Em sua cruzada contra Maduro, tentou “comprar” o voto do Uruguai no Mercosul, razão para queixas públicas dos uruguaios. Não é à toa que certos ministros fazem piada a portas fechadas: “quando será que Serra convocará tropas para invadir algum vizinho?”.

Temer também defendeu a reforma do Conselho de Segurança da ONU, colegiado que dá a seus cinco membros poder de veto em decisões do organismo. Na gestão do PT, o Brasil cobiçava uma vaga no Conselho via reforma. Logo ao assumir, o chanceler tucano desdenhou do tema e apequenou o País. Para ele, a reforma não é “moleza”, é “briga de gente grande”.

Curiosidade: paralelamente à Assembleia Geral, houve uma reunião do G4, grupo criado por inspiração brasileira na era petista a juntar mais três países com ambição de entrar para o Conselho: Alemanha, Índia e Japão. Após o encontro da quarta-feira 21, ocorrido por iniciativa da Alemanha, seus chanceleres divulgaram uma nota a reafirmar o compromisso com a reforma. Serra incluído.

Não é difícil entender por que o ministro foi um ator secundário na viagem de Temer a Nova York. Serra não escuta diplomatas, não estuda assuntos de sua área. Em um vídeo gravado às vésperas de ir aos EUA, revelou desconhecimento sobre os BRICs. Precisou de ajuda do entrevistador e de um assessor para citar as nações integrantes: Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.

Cercou-se de assessores estranhos ao Itamaraty, inclusive um policial militar, Hideo Augusto Dedini, processado pelo massacre de 111 presidiários em São Paulo em 1992. Ao mesmo tempo, não faz questão alguma de entender a estrutura da chancelaria, nem de conversar por ali.

E olha que no Itamaraty não falta boa vontade com os poderosos do pós-impeachment. Consta que um chefe de departamento abriu uma champanhe em seu gabinete no dia em que Dilma Rousseff foi afastada provisoriamente pelo Senado, em maio.

Mais afeito a sentar-se com diplomatas, Temer aos poucos tem estabelecido canais diretos com o Itamaraty, um bypass no chanceler. Foi assim que ele preparou o discurso da ONU.

Consolo do ministro: em um encontro com empresários e investidores estrangeiros em Nova York, Temer disse que em “brevíssimo tempo” haverá mudança na legislação petrolífera para permitir às multinacionais explorar o pré-sal sem a Petrobras. Um projeto, fez questão de ressaltar, de Serra.

A guerra na Síria e o ISIS-Daesh. Quem hesita está perdido e a Rússia hesitou.


por Paul Craig Roberts

O governo russo enganou-se a si próprio com a sua crença fantástica de que Moscovo e Washington têm uma causa comum no combate ao ISIS. O governo russo avançou mesmo a pretensão de que os vários grupos ISIS a operarem sob vários nomes eram "rebeldes moderados" que poderiam ser separados dos extremistas, ao mesmo tempo que concordava diversas vezes com o cessar-fogo quando estava à beira da vitória de modo a que Washington pudesse reabastecer o ISIS e preparar-se para introduzir forças dos EUA e da NATO no conflito. O governo russo aparentemente também pensou que devido ao golpe contra Erdogan, o qual se dizia implicar Washington, a Turquia estava em vias de cessar o apoio ao ISIS e cooperar com a Rússia.

Infelizmente, os russos desejavam tão fervorosamente um acordo com Washington, ou talvez eu devesse dizer febrilmente, que se enganaram a si próprios. Se a informação de Finian Cunningham for correcta, Washington aproveitou-se da insistência da Rússia no sentido de, juntamente com a Turquia, se juntar ao ataque ao ISIS pela invasão do Norte da Síria sob o pretexto do "combate ao ISIS".

A Síria foi agora segmentada e os pretensos ou falsos "rebeldes moderados" podem ser fortalecidos dentro das áreas ocupadas pelos EUA/Turquia e a guerra contra a Síria continuará em andamento enquanto Washington quiser. Os media prostituídos (presstitutes) do ocidente informarão que as forças turco-americanas a ocuparem áreas da Síria não são invasores mas estão, sim, a atacar o ISIS.

Com os EUA, turcos e, sem dúvida, dentro em breve outras tropas da NATO a operarem dentro da Síria, os neoconservadores terão oportunidades para provocarem um conflito com a Rússia diante do que esta terá de recuar ou replicar com força. No caso de uma vitória presidencial de Trump, os neocons querem assegurar que este fique embrulhado numa guerra que impedirá uma acomodação com a Rússia.

Não está claro que o esforço do secretário de Estado Kerry para conseguir um cessar-fogo sírio foi sincero e ele foi desautorizado (sandbagged) pelo Pentágono e pela CIA. Pouco importa se Kerry foi sincero. Ele obviamente é incapaz de resistir aos neocons, pois o Departamento de Estado está sob a influência de Victoria Nuland e outros belicistas.


Obama é igualmente fraco, razão pela qual foi escolhido pela oligarquia como presidente. Uma pessoa sem experiência e conhecimento é uma ferramenta excelente para a oligarquia. Americanos negros e liberais brancos acreditaram realmente que um candidato sem experiência e sem uma organização própria poderia fazer diferença. Aparentemente, a credulidade da maioria dos americanos é infinita. Esta característica americana da credulidade é a razão pela qual um punhado de neoconservadores pode tão facilmente conduzir os carneiros a guerras sem fim.

Os americanos idiotas têm estado em guerra há 15 anos mas os atrasados mentais não têm qualquer ideia do que foi alcançado. Os loucos estão inconscientes de que os EUA nas suas longas décadas de acumulação de fraquezas agora enfrentam duas importantes potências nucleares: a Rússia e a China.

Os americanos têm sido instruídos pelos presstitutos ao serviço do complexo militar/segurança de que a guerra nuclear não é tão diferente da guerra comum. Vejam Hiroshima e Nagasaki, dois alvos de bombas atómicas americanas. Hoje, sete décadas depois, as cidades estão florescentes, assim qual é o problema com armas nucleares?

As bombas atómicas que Washington lançou sobre estes centros civis indefesos quando o governo japonês tentava render-se eram meras armas de brinquedo em comparação com as armas termo-nucleares de hoje. Um SS-18 russo liquida três quartos do estado de Nova York durante milhares de anos. Cinco ou seis destes "Satans", como são conhecidos pelos militares estado-unidenses, e a Costa Leste dos Estados Unidos desaparece.

A Rússia tinha nas mãos uma vitória para a Síria e para a democracia, mas faltou a Putin a firmeza decisiva de um Napoleão ou de um Staline e deixou a sua vitória fugir-lhe devido a falsas esperanças de que poderia confiar em Washington. Agora uma vitória russa/síria exigiria conduzir os turcos e os americanos para fora da Síria.

Se a Rússia atacasse dura e rapidamente poderia ter êxito utilizando a mentira de Washington e afirmando pensar que as forças estado-unidenses e turcas eram do ISIS, assim como Washington o fez quando intencionalmente atacou uma posição conhecida do Exército Sírio.

Se a Rússia realmente aniquilasse as forças turca e estado-unidense, o que a Rússia poderia ter feito facilmente, a NATO entraria em colapso porque nenhum país europeu quer ser destruído na III Guerra Mundial. Mas a Rússia não provocarão o colapso da NATO por acção decisiva. Os russos não combaterão até que a guerra seja absolutamente e totalmente imposta sobre eles. Nessa altura pagarão um enorme preço pela sua indecisão baseada na crença louca de que a Rússia tem interesses comuns com Washington. O único interesse comum que a Rússia exige que esta se renda. Se a Rússia se render, ela pode alcançar a aceitação de Washington e dos agentes de Washington. Os atlantistas integracionistas russos poderão dominar a Rússia para Washington.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

OEA: MONOPÓLIO DA MÍDIA AMEAÇA DEMOCRACIA BRASILEIRA


Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

O relator para a Liberdade de Expressão da Organização dos Estados Americanos (OEA), Edison Lanza, considera que a violência contra jornalistas e a falta de políticas sobre diversidade e pluralismo nos meios de comunicação do Brasil são problemas para a democracia brasileira.

No entanto, Lanza citou como exemplos positivos no país o Marco Civil da Internet e a Lei de Acesso a Informação. As declarações ocorreram no debate A Situação da Liberdade de Expressão no Brasil, organizado pela Ong Artigo19 e feito, na noite de hoje (26), no Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

“Nos últimos anos, o Brasil mostra avanços interessantes sobretudo em matérias sobre acesso a informação pública e a lei do Marco Civil da Internet. A lei do direito de resposta é muito importante também. Persistem desafios e há temas que não foram superados: a violência contra jornalistas marcada por assassinatos, por intimidação, e há impunidade desses crimes”, disse o relator.

Publicação

Na ocasião também foi lançada uma publicação em português com um compilado de todos os capítulos dos Relatórios Anuais da Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) destinados à análise da situação brasileira do período entre 2000 e 2015. Antes, o material só estava disponível em inglês e espanhol.

Lanza também demonstrou preocupação com interferências do governo federal na direção da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), como a extinção do Conselho Curador, e com a conversão da Controladoria-Geral da União (CGU) em Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle. Ele considera as duas ações um retrocesso.


“O Brasil havia avançado na comunicação pública, através do fortalecimento da EBC, da televisão pública, agora há uma série de medidas que manifestamos preocupação porque há retrocessos”, disse, acrescentando que há uma situação de monopólio das empresas de comunicação no país. “O relatório das Nações Unidas mostra que é importante manter a autonomia e independência da televisão pública. Agora recebemos a notícia que foi cassado o conselho consultivo [Conselho Curador] da TV pública brasileira que teria participação da sociedade civil e isso tem repercussão na linha editorial, na programação”.

Manifestações

A repressão violenta por parte do estado contra manifestantes também foi citada pelo relator da OEA. Segundo ele, há uso desproporcional da força pra reprimir protestos, supressão de materiais, inclusive de jornalistas e vigilância de líderes de movimentos sociais, enquanto o que deveria ocorrer era facilitar e proteger aqueles que estão exercendo seu direito de manifestar, como deveria ser em uma democracia.

“Hoje mais do que nunca é importante retomar a defesa da liberdade”, disse. “Vários temas me preocupam. O exercício de manifestação por um lado, por outro o uso excessivo da força, sobretudo sobre grupo específico vulneráveis como estudantes, os defensores da terra, as mulheres. E aos jornalistas que cobrem as manifestações, que cumprem função fundamental para mostrar o que está se passando”, disse.

Brasil: O braço terrorista do regime de exceção


Por Jeferson Miola

O golpe não se encerrou na sessão do Senado que cassou o mandato da Presidente Dilma na farsa do impeachment. Ali apenas se abriu um capítulo novo do ataque à democracia para a consolidação do regime de exceção que se vive no Brasil.

Os objetivos com a suspensão das regras democráticas são: [1] extirpar Lula e o PT do sistema político brasileiro – portanto, a representação dos pobres na política; [2] transferir a riqueza nacional ao capital estrangeiro mediante a regressão dos direitos do povo; e [3] inserir subalternamente o Brasil, a sétima potência econômica planetária, no sistema mundial.

Os sinais de arbítrio e excepcionalidade institucional já eram perceptíveis bem antes do desfecho do golpe, ainda nas etapas de conspiração e desestabilização do ambiente político.

No Judiciário e no Legislativo, decisões fundamentais que regeram o golpe continham escancarada arbitrariedade e excepcionalidade, mas assim mesmo foram legitimadas pela Justiça e naturalizadas midiaticamente, para envernizar o atentado à Constituição com a aparência de legalidade. A Rede Globo e conglomerados da mídia, praticando um noticiário conivente e de viés partidário, são essenciais para a subversão jurídico-institucional em curso.

O regime de exceção se caracteriza pela adoção de medidas de arbítrio e de coerção em substituição ao Estado de Direito e ao regramento legal; e pelo esmagamento da oposição política e social.

É um regime no qual as instituições de Estado, em especial policiais e judiciais, são capturadas partidária e ideologicamente, e direcionadas para a perseguição, combate e eliminação dos “inimigos do regime”.

As Leis e a Constituição deixam de balizar as relações sociais e a resolução dos conflitos. A sociedade é então governada por ocupantes ilegítimos do poder; os sem-voto – usurpadores que, com lógicas totalitárias, distorcem as Leis e a Constituição para aniquilar oponentes políticos e instalar um esquema autoritário de poder.

A manifestação do Tribunal Federal da 4ª Região defendendo a adoção de “situações inéditas [da Lava Jato], que escaparão ao regramento genérico”; ou seja, soluções não subordinadas ao regramento jurídico, é uma evidência assustadora desta realidade.

Na ditadura instalada em 1964, os militares foram gradualistas. As medidas restritivas de liberdade, de repressão e de arbítrio foram instituídas à continuação do golpe, através dos sucessivos Atos Institucionais decretados entre abril de 1964 e dezembro de 1969, e que conformaram a índole fascista do regime.

O arcabouço jurídico do regime ditatorial de 1964, portanto, não foi cabalmente concebido no dia 2 de abril de 1964, quando o auto-proclamado “Comando Supremo da Revolução” [sic], liderado pelo general Arthur da Costa e Silva, assumiu o comando do país depois do golpe que derrubou o Presidente João Goulart.

Já neste golpe de 2016, a oligarquia fascista imprimiu uma dinâmica alucinada desde o primeiro instante. Pretende processar, no menor período de tempo, mudanças cruéis e com forte conteúdo anti-povo e anti-nação, que poderão ter efeito de longuíssimo prazo para a organização econômica e social do Brasil.


Para impor a agenda ultra-reacionária de restauração neoliberal, o governo golpista enfrentará uma oposição radical. Não se pode desprezar que, com a crise de legitimidade e com a propagação da resistência democrática, o regime tenderá ao embrutecimento; deverá assumir formas abertamente violentas, com prisões ilegais, torturas, assassinatos políticos.

O objetivo estratégico da oligarquia golpista é a proscrição do PT e a destruição do Lula no imaginário popular. Nas últimas duas semanas, a Lava Jato, que é o braço terrorista do regime de exceção, deu passos importantes nesta direção.

A força-tarefa da Operação, dominada por militantes fanáticos do PSDB, promoveu na véspera da eleição três ações semióticas, implacáveis, inteligentemente programadas: [1] a encenação espalhafatosa de procuradores “cheios de convicções, mas vazios de provas” contra Lula [dia 12/09]; [2] a aceitação da denúncia estapafúrdia, pelo justiceiro Moro [em 20/09]; e [3] a barbárie jurídica da prisão do ex-ministro Guido Mantega [em 22/09].

A Lava Jato faz um esforço titânico para apagar o legado da maior mobilidade social havida no Brasil em 520 anos no Brasil – 40 milhões de pessoas retiradas da condição de indigência – para ditar, em lugar disso, uma narrativa criminalizadora dos períodos Lula e Dilma, tendo como eixo a corrupção.

Sempre é oportuno recordar o pensador Norberto Bobbio, para quem o fascista não combate de verdade a corrupção, apenas emprega um discurso cínico da corrupção para tomar o poder: “O fascista fala o tempo todo em corrupção. Fez isso na Itália em 1922, na Alemanha em 1933 e no Brasil em 1964. Ele acusa, insulta, agride como se fosse puro e honesto. Mas o fascista é apenas um criminoso, um sociopata que persegue carreira política. No poder, não hesita em torturar, estuprar, roubar sua carteira, sua liberdade e seus direitos”.

Com a cassação de Eduardo Cunha, o sócio do golpista e mega-corrupto governo Michel Temer, a Rede Globo, como num passe de mágica, virou a página da corrupção. A única “sujeira” que permanece na cena pública do noticiário da Globo e da mídia dominante, e que deve ser radicalmente extirpada, é o PT.

O banditismo político alcançou um patamar inédito no Brasil. Não só devido à brutalidade do ataque contra Lula e o PT, mas sobretudo devido à inteligência operacional e estratégica da oligarquia fascista na implantação do regime de exceção.

Um ano depois: 'operação russa foi o salvamento da Síria'


A Síria já teria ficado nas mãos do Daesh se a Rússia não tivesse vindo em seu socorro, disse o líder de grupo de oposição síria.

A operação russa na Síria, que dura já há quase um ano, ajudou o país a sobreviver e permanecer unido, sem ter caído nas mãos dos terroristas, disse à Sputnik na terça-feira (27) Qadri Jamil, líder da plataforma de oposição Moscou-Cairo-Astana.

"O papel da Rússia tem sido decisivo. Preveniu que o país se desintegrasse. Estávamos perto de cair nas mãos do Daesh. Foi um passo histórico", disse Jamil.

A Rússia lançou uma operação aérea contra as posições terroristas na Síria em 30 de setembro de 2015 a pedido do presidente sírio Bashar Assad. Desde essa altura e até março de 2016 a aviação russa realizou mais de 9 mil missões contra o grupo terrorista proibido na Rússia, apoiando Damasco em ofensivas em regiões-chave do país.

"Não haveria Estado sírio [sem o envolvimento russo]… E a Rússia teria enfrentado problemas porque a Síria se teria tornado em uma base dos terroristas. Este ano [do envolvimento russo] foi muito positivo. Esperamos que este envolvimento termine com uma plena vitória sobre o terrorismo", acrescentou Jamil. Em março, o presidente russo Vladimir Putin tomou a decisão de retirar a maior parte das forças russas depois de terem completado suas missões na Síria. Ao mesmo tempo, a Rússia não abandonou as suas obrigações de fornecer ao governo sírio armas e equipamento militar e treinar especialistas militares. A base área de Hmeymim, bem como instalações navais do porto de Tartus, continuam operacionais, enquanto os sistemas de defesa antiaérea protegem os militares russos na Síria, um país que continua mergulhado na guerra.

Sputniknews

El FMLN pide cierre de bases militares de EEUU en Colombia


Un miembro del FMLN de El Salvador llamó a EE.UU. a cerrar sus bases militares en Colombia, y dejar que el país coseche los frutos de su histórico acuerdo de paz.

El comandante José Luis Merino 'Ramiro Vásquez' del izquierdista Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional (FMLN), saludó el lunes la firma de paz entre el Gobierno colombiano y la guerrilla FARC, e instó a Washington a cerrar sus bases militares en Colombia para que el pueblo colombiano pueda "construir su proceso" y seguir adelante.

La destacada figura del FMLN hizo referencia a las siete bases militares estadounidenses instaladas en puntos estratégicos del territorio colombiano en el año 2009, las cuales formaban parte de un plan de Pentágono para lidiar supuestamente contra el narcotráfico.

Lo curioso del plan estadounidense es que en vez de disminuir el cultivo de coca, hoy Colombia cuenta con más de 100 mil hectáreas sembradas; exportando a EE.UU., 900 toneladas de cocaína cada año.

"El pueblo colombiano encontrará los caminos necesarios para defender sus intereses y ojalá no tengan que conducir luchas desde la calle para alcanzar el Gobierno", dijo el político salvadoreño y añadió que "el pueblo colombiano hoy tiene más espacio porque fortalecerá su lucha para demandar los derechos por la libertad".

El histórico pacto de paz, dijo, firmado el lunes por Bogotá y las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC), reavivó la memoria del fin de la guerra en El Salvador. Dijo que la experiencia de la paz en El Salvador benefició a los colombianos.

Las injusticias ocurridas en El Salvador en los años 80 hicieron que el FMLN iniciara una ofensiva conformada por cinco organizaciones político- militares. El Gobierno estadounidense de Ronald Reagan (1981-1989) intervino en el conflicto, entrenó militares y asesoró en armas al Gobierno salvadoreño.

La firma del acuerdo de paz en El Salvador en 1992 puso fin a un conflicto de 12 años. Sin embargo, la amnistía impulsada por el presidente Alfredo Cristiani impidió que los culpables de delitos fueran juzgados así como algunas de las condiciones acordadas no fueron cumplidas en su totalidad.

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