quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Fotos mostram momento de explosão de granada de tanque sírio




Essa sequência de imagens chocantes é protagonizada por quatro terroristas na Síria. A primeira foto mostra o momento em que eles percebem um tanque do exército sírio. A segunda mostra uma granada disparada pelo tanque explodindo no reduto. A terceira foto mostra a fumaça logo depois da explosão. Todos foram surpreendidos pelo ataque. Três morreram e um ficou gravemente ferido, incluindo a fotógrafa que fez estas fotos.
A fotógrafa Tracey Shelton sobreviveu a este ataque do exército sírio a um dos postos dos terroristas apoiados por EUA e Israel na cidade de Aleppo.
A Síria passa atualmente por uma guerra de ocupação patrocinada por países fantoches dos EUA e Israel.
A fotógrafa Tracey acompanhava os terroristas do grupo Noor Den al-Zenke, que está sendo derrotado pelo avanço do exército sírio.

Ministério das Relações Exteriores da Síria: Está claro o papel do governo turco na Síria: Sabotador e subversivo.


Uma fonte oficial do Ministério dos das Relações Exteriores e Expatriados da Síria disse que o governo do Partido da Justiça e Desenvolvimento da Turquia persiste em sua campanha de propaganda enganosa contra a Síria, que inclui alegações sobre o uso de materiais químicos.

A fonte disse, hoje, em comunicado à agência de notícias da Síria, SANA: "Tornou-se evidente o papel de sabotador do governo turco, seja através do fornecimento de abrigo, treinamento, armamento, facilitações para a entrada de terroristas na Síria e produtos químicos que ainda estão sob investigação no poder judiciário turco ou seja através da compra do petróleo sírio roubada por gangues do ISIS (Estado Islâmico para o Iraque e a Síria), bem como o desmantelamento e furto das fábricas sírias, com o objetivo de destruir a infraestrutura e as conquistas alcançadas pela Síria em matéria de desenvolvimento".
A fonte explicou que “o governo do Partido de Justiça e Desenvolvimento, que vem falsificando o conteúdo dos relatórios das comissões das Nações Unidas, encarregadas das investigações sobre o uso do gás cloro na Síria, violam declaradamente as políticas e as resoluções do Direito Internacional relativas ao combate ao terrorismo, sendo a mais recente a Resolução 2170 e fazendo com que perca qualquer credibilidade quando se trata de compromisso com a lei e com as convenções internacionais”.

Fonte: Syrianow.sy
Tradução: Jihan Arar

Hora de “3ª força”[1] na Síria


China Matters - Tradução: Vila Vudu

Desde que o presidente Obama proferiu aquele seu discurso “crISis®”,* tenho lutado para afastar o que entendo que sejam predições simplistas do fracasso da ‘guerra’ de Obama, que se sirvam de argumentos como “força aérea não ocupa” e “armar rebeldes sírios anti-Assad ostensivamente moderados é sempre exercício no campo da futilidade”.

Dia 12 de setembro, escrevi:

A parte mais deprimente da estratégia dos EUA é que, tanto quanto posso ver, considera-se a campanha anti-Estado-Islâmico como Cavalo de Troia, uma chance para ajudar, fortalecer e promover forças anti-Assad. Quer dizer: em vez de cooperar com, literalmente, o único estado do Oriente Médio disposto a pôr no solo um exército inteiro contra o Estado Islâmico (a Síria!), os EUA recusam-se a trabalhar com a Síria e, em vez disso, vão treinar e equipar uma força anti-Assad e anti-EI, ao que se sabe, na Arábia Saudita, que é menos uma milícia de ‘insurgentes’ venais comprados pelos EUA e mais uma força militar de ataque controlada e disciplinada e usada pela CIA-USA e, diferente do nosso mais conhecido experimento anterior desse tipo – a invasão da Baía dos Porcos –, essa força terá muito, muito, muito poder aéreo.
A ideia, presumivelmente, é que o EI é acossado por drones e ataques aéreos (e a frota de superpetroleiros deles que estão transportando cru para a Turquia é destruída) e retrocede; a força apoiada pelos EUA então avança e ocupa o território deixado vazio, antes de que Assad consiga chegar. Com sorte, a força atrairá os espirituais aliados do EI que preferem um cheque em dólares norte-americanos e imunidade contra ataques aéreos, a ser convertido ao estado de átomos dispersos. Assim, os EUA podem orquestrar as demandas de uma oposição síria viável para que Assad ‘saia’... em nome de preservar a unidade nacional, receber total apoio dos EUA e guerra total, sem mercê contra o Estado Islâmico. VITÓRIA!
Meus saberes assumidamente imperfeitos sobre o processo de tomada de decisões do governo dos EUA dizem-me que alguém tem de ter apresentado ao presidente Obama uma proposta dessas... de vitória dos EUA na Síria... ou, pelo menos, alguém tem de ter aparecido com algum argumento plausível de chance de vitória dos EUA na Síria. Tem de ter sido isso... antes de Obama tomar a decisão politicamente horrível de engolir de re-entrar até o pesçoco na areia movediça do Oriente Médio.
Claro presságio dessa abordagem já aparecia na declaração do Exército Sírio Livre de que não participará da coalizão anti-Estado-Islâmico. É. Você leu certo: não participará. Ainda que o Exército Sírio Livre já esteja na gaveta do EI, mesmo assim poderia aproveitar-se de alguma ajuda dos EUA.
O fundador do grupo, coronel Riad al-Asaad, disse que a prioridade deles é derrubar o presidente sírio Bashar al-Assad e não unirão forças com EUA sem garantia de que os EUA estão dedicados a derrubar Assad.


O mais provável é que o coronel al-Asaad tenha justificada desconfiança da nova iniciativa dos EUA, porque era claro que a CIA já vinha negociando diretamente com os comandantes mais viáveis e mais capazes, para tirá-los do Exército Sírio Livre.
Patrick Cockburn expôs essa história dia 9 de setembro, com alguma ajuda de McClatchy:
O Exército Sírio Livre, elogiado nas capitais ocidentais como provável vitorioso no embate militar contra o presidente Assad, já estava em pleno colapso no final de 2013. O comandante militar do ESL, general Abdul-Ilah al Bashir, que desertou do governo sírio em 2012, disse em entrevista com a agência de notícias McClatchy semana passada que a CIA já assumira o comando dessa nova força moderada. Disse que “o comando do Exército Sírio Livre é norte-americano”; acrescentou que desde dezembro passado o suprimento de equipamentos norte-americanos já atropelara a liderança do ESL na Turquia e estava sendo feito diretamente a mais de 14 comandantes no norte da Síria e a 60 grupos menores no sul do país. O general Bashir disse que todos esses grupos do Exército Sírio Livre reportam-se diretamente à CIA.
Bem, perdoem-me uns passinhos de dança da vitória. Garantido que a dama gorda pôs os bofes para fora de tanto que cantou esse canto.
Do depoimento de Dempsey, comandante dos chefes do Estado-maior dos EUA, ao Congresso, segundo o Guardian:
Na Síria, os EUA buscam treinar rebeldes sírios “selecionados” para capturar território sírio tomado pelo ISIS. Hagel e Dempsey reconheceram que uma coorte inicial de 5 mil homens das forças de oposição síria não estará preparada antes de, no mínimo, oito meses.

“5 mil não bastarão para virar a maré, reconhecemos isso” – disse Hagel. Nem ele nem Dempsey descartaram pedir mais poderes e mais dinheiro para construir uma ‘versão’ de exército sírio no futuro.
Quanto ao presidente Assad, acho que ele está cansado de saber que a estratégia é “primeiro-ISIL”, “Assad-segundo”:
[Dempsey] e Hagel negou[negaram], quando perguntado[s] pelo Senador John McCain (…) se os novos aliados dos EUA receberiam cobertura aérea se atacados pelo “ditador sírio Bashar al-Assad”.
“Ainda não chegamos lá, mas nosso foco é o ISIL”, outro nome do mesmo ISIS, disse Hagel.
Dempsey – cuja renúncia McCain havia exigido, dada a relutância do general em usar soldados dos EUA contra Assad – concedeu que “se tivéssemos de descartar [lutar contra] Assad, teríamos “ainda maiores dificuldades” para persuadir os sírios a unir-se à coalizão; mas disse que o governo, sim, tem uma estratégia de “primeiro o ISIL”.
O Guardian, como eu, também enfrentou alguma dificuldade para encontrar o nome certo para essa força. Não acho que “exército por procuração” [orig. “proxy army”] resolva o caso, porque o tal ‘exército’, embora constituído de soldados sírios, não de unidades militares norte-americanas, estará sob o comando diário da CIA e não lhe será permitido afastar-se um passo que seja nem trabalhar por agendas políticas, estratégicas e táticas próprias deles, como acontecia com o desmoralizado Exército Sírio Livre.

“3ª Força” me parece nome adequado nesse caso.

Não penso necessariamente que a tal estratégia dará resultados, e com certeza tem menos chances de funcionar que alguma aliança que una os três atores que hoje já estão com os afamados “coturnos em solo” e já estão dando combate determinado ao Estado Islâmico: os governos sírio e iraniano e os curdos sírios. Basicamente, os EUA acalentam esperanças de que dinheiro, ataques aéreos, o comando da CIA e muito pó-de-pirlimpimpim conseguirão fazer sumir o Estado Islâmico, o suficiente para que os EUA possam dedicar-se integralmente a derrubar o regime de Assad – escondidos por trás de algum discurso sobre “governo de unidade nacional” como no Iraque – como um espécie de preço pelo esforço adicional dos EUA contra o Estado Islâmico.
Os EUA já tentaram antes a própria sorte com essas estratégias de “3ª Força”, mas o apoio dos EUA, embora tenha obtido sucesso de curto-prazo, praticamente sempre se converteu em beijo-da-morte para a legitimidade da força local e, afinal, de sua própria viabilidade. Assad, ISIS, Irã e Rússia estão afanosamente preparando contramedidas para assegurar que a estratégia de evolução lenta dos EUA não acabe por queimá-los.
Mas eu acho que aí está importante lembrete de como o presidente Obama e burocracias governamentais, de fato, todas as burocracias, funcionam.
Políticas falhadas como o golpe de ‘terceirizar’ o golpe para derrubar Assad transferindo-o para rebeldes dominados por jihadistas não são só políticas velhas re-embaladas. Não só porque o presidente Obama é sujeito cerebral, avesso a fracassos. As coisas são como são, também porque há toda uma rede de apoio de governo, militares e especialistas e planejadores de think tanks, cujo trabalho é aparecer com algum plano plausível, com alguma chance de sucesso – mesmo que sua única chance para existir seja que a inexequibilidade do tal plano ainda não esteja claramente demonstrada por fracasso prévio.
Assim sendo, critiquem o quanto queiram o plano do presidente Obama. Mas ninguém jamais ouvirá a crítica de que “tudo isso já falhou antes”. Porque o que realmente interessa na repetição é que, se os EUA falharem, falharão de modos novos, jamais vistos.
Não há de ter escapado à análise que o presidente Obama certamente fez, o fato de que o processo está agendado para arrastar-se por pelo menos três anos – caso em que o fracasso, se ocorrer, será entregue em pacote sanguinolento deixado à porta da presumível próxima presidente, Hillary Clinton. [Pano rápido]
À guisa de Post-Scriptum, e uma vez que a bola de cristal desse nosso blog China Matters parece estar em magníficas condições de funcionamento, começo a achar que já se esgotou o prazo de validade da aliança entre os EUA e o Reino da Arábia Saudita.
Indicador chave será se o presidente Obama cumprir aquela promessa de campanha do candidato Obama e mandar revelar o conteúdo das 28 páginas excluídas do Relatório da Comissão do 11/9.
As linhas gerais do que lá está escrito são bastante bem conhecidas e comprovam a culpa de indivíduos e do que parecem ser funcionários do governo do Reino Saudita nos ataques do 11/9. Mas esse material é considerado altamente embaraçoso para o governo Bush, por causa de seus contatos íntimos com a Arábia Saudita e disposição para permitir que figuras sauditas chaves fugissem dos EUA em avião que decolou secretamente para evitar questionamentos do FBI; tudo isso considerado, a pouca disposição do atual governo para ordenar a divulgação desses documentos; e o motivo pelo qual Obama enfrentou sem revidar as críticas cínicas e irresponsáveis de Dick Cheney contra as políticas antiterror do atual governo já são, há algum tempo, uma espécie de mistério.
Minha opinião, porém, é que a chave de todos esses mistérios é que a Arábia Saudita assinou aliança de autoproteção com Israel, cuja capacidade para fazer-acontecer o que deseje em Washington supera em muito a capacidade d’ “O Reino”.


Pelo modo como vejo as coisas, a cooperação entre Israel e a Arábia Saudita é fundada num desejo conjunto de manter o Irã sempre sob o status de pária, e bem afastado de qualquer relação normal com os EUA, evento que empurraria Israel e Arábia Saudita na direção da periferia das políticas dos EUA para o Oriente Médio.
A Arábia Saudita, por sua vez, atiça determinadamente o fogo da crise na Síria, porque a necessidade do Irã, de apoiar Assad, põe o Irã em oposição aos EUA. Israel bate o tambor de alarme contra ‘a ameaça’ nuclear do Irã e, suspeito eu, diz ao governo Obama que tanta atenção aos wahhabistas e excessos anti-EUA do governo saudita – como as páginas arrancadas do relatório da Comissão do 11/9 – desestabilizariam a Arábia Saudita e dariam ajuda e conforto ao Irã.
Mas... agora o Exército Islâmico é escorregão em mais um sangrento incômodo contra a campanha brutal, mal feita, de subversão regional, comandada pela Arábia Saudita; o boom do gás de xisto convenceu os EUA de que a segurança energética do país já não é refém de “O Reino”; que os EUA já não dependem de rapapés ostensivos a favor de um regime de degola gente por “feitiçaria”; o presidente Obama gostaria de ver a aproximação com o Irã, como seu legado; e é possível que Obama também se sinta enojado pelo oportunismo basal que foi forçado a exibir na questão dos mais recentes massacres contra Gaza, por israelenses. E sabe-se, claro, que Barry & Bibi detestam-se.
Por tudo isso, se o presidente Obama pensa que pode enfiar a agulha, concluir as negociações nucleares com o Irã e talvez até convencer o Irã a jogar Assad debaixo do ônibus tudo num mesmo negócio... é de supor que venha a arrancar da tomada o fio que mantém ativo um relacionamento colossalmente tóxico com a Arábia Saudita – doença-perversão mortal, marcada pelos ataques do 11/9 e que já consumiu 15 anos, mais de dois trilhões de dólares e milhões de vidas ceifadas, e ainda sem falar de dar a conhecer ao mundo o conteúdo amaldiçoado daquelas 28 páginas. ******

[1] Orig. “3rd Force”. Foi expressão usada por líderes do Congresso Nacional Africano no final dos anos 1980s e começo dos 1990s, em referência a uma força clandestina a cujas atividades o CNA atribuía os surtos de violência em KwaZulu-Natal e cidades em torno e ao sul do Witwatersrand (ou "Rand"). A Comissão de Verdade e Reconciliação descobriu que:
“Embora haja poucas provas de qualquer “3ª força” com comando central, coerente e formalmente constituída, uma rede de ex-agentes de segurança e de forças de repressão, quase sempre atuando em conjunção com elementos de direita e/ou setores do Inkatha Freedom Party (IFP), formado pela nobreza zulu e fortemente nacionalista, apareceu envolvida em ações que podem ter sido concebidas exclusivamente para fomentar a violência e que resultaram em graves violações de direitos humanos, incluindo assassinatos em massa e pontuais premeditados [NTs com informações de http://en.wikipedia.org/wiki/Third_Force_(South_Africa), aqui traduzidas].
* Aí se reúnem: (a) o verbo cry [chorar/choramingar] + IS [Estado Islâmico, ing.], para compor a palavras crisis [crise] e – o melhor de tudo: criando um adjetivo-comentário que se aplica ao discurso de Obama sobre o Estado Islâmico no Iraque e na Síria (ISIS, ing.) Sensacional ‘achado’ (que justifica o signo de “todos os direitos autorais reservados”, muito merecido), mas que nos pareceu intraduzível. Sugestões são bem-vindas [NTs].

Síndrome da Ucrânia: Tribunal Russell sentencia EUA e Europa


Os presidentes da Ucrânia, Piotr Porochenko, e dos Estados Unidos, Barack Obama, o chefe da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen, são reconhecidos culpados de crimes militares cometidos em Donbass. A sentença foi proclamada pelo Tribunal Russell, reunido no sábado passado em Veneza.

Por Andrei Ivanov, na Voz da Rússia

Destaque-se que uma prisão não ameaça por enquanto as personalidades referidas acima. O Tribunal Russell é uma entidade informal e suas resoluções não são obrigatórias para a execução. Foi convocado pela primeira vez em 1967 por iniciativa do filósofo Bertrand Russel e Jean-Paul Sartre, para reprovar os crimes militares cometidos por americanos e seus aliados em Vietnã. Uma das suas tarefas foi “estabelecer a verdade sobre aquela guerra sem dar atenção ao medo e simpatias”.
Atualmente, um júri formado por quatro juízes do povo, liderado por Albert Gardin, presidente do comitê organizativo do Tribunal Russell em Veneza e um dos dirigentes do movimento pelo restabelecimento da independência da República de Veneza, tentou estabelecer a verdade sobre a guerra no Sudeste da Ucrânia.
Não é fácil fazer para as pessoas que vivem na Europa ou na América. A mídia local está deturpando os acontecimentos reais, afirmando que em Kiev teria decorrido uma revolução democrática pacífica, que as unidades militares enviadas pelas novas autoridades teriam lutado no sudeste contra os terroristas financiados pelo Kremlin, tentando com a ajuda de militares russos separar aquela região da Ucrânia e anexá-la à Rússia ao exemplo da Crimeia, ocupada ilegalmente pela Rússia. Muitos americanos e europeus, sem falar de ucranianos, não acreditam nesses comunicados absurdos.
Os ucranianos, que não haviam concordado com a “revolução democrática” de Kiev, tentaram provar aos europeus que as autoridades ucranianas fazem guerra bárbara contra a população do sudeste com o apoio moral e financeiro dos EUA e da UE, inclusive com a ajuda de mercenários americanos e europeus.
Em países da União Europeia foi apresentada uma mostra de fotografias móvel em que são mostradas imagens de cadáveres queimados na Casa dos Sindicatos em Odessa, incendiada por nacionalistas ucranianos, de cidades e aldeias da Bacia do Don (Donbass), destruídas por artilharia e aviação da Ucrânia, de crianças em refúgios antiaéreos, de corpos humanos dilacerados em ruas. Mas essas fotografias cruéis e francas não foram vistas por muitas pessoas para esperar que os europeus mudem sua atitude para com os acontecimentos na Ucrânia.
Possivelmente, o Tribunal Russel ajudará os europeus e americanos a tomar consciência dos acontecimentos na Ucrânia. Ao ter ouvido as declarações de testemunhas sobre horrores da guerra civil no sudeste, o tribunal reconheceu culpados desse pesadelo os presidentes da Ucrânia, Piotr Porochenko, e dos Estados Unidos, Barack Obama, o chefe da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, e o secretário-geral da Otan, Anders Fogh Rasmussen. O veredito de culpa e as respectivas provas serão encaminhadas à ONU, à OSCE e ao Tribunal Penal Internacional.
Naturalmente, só as pessoas ingênuas podem supor que após a sessão os culpados vão ocupar o banco de réus, o que não aconteceu também depois do Tribunal de 1967 dedicado ao Vietnã. Mas aquela sessão contribuiu para o surgimento de um amplo movimento antimilitarista nos EUA e na Europa, cuja envergadura, tal como os êxitos de guerrilheiros vietnamitas que haviam lutado contra americanos e seus fantoches sul-vietnamitas, obrigaram no final das contas os Estados Unidos a deixar o Vietnã em paz.
É muito provável que na Ucrânia aconteça o mesmo. É interessante se a América irá experimentar depois disso uma “síndrome da Ucrânia” à semelhança da “síndrome do Vietnã”?

Rádio Voz da Rússia

Argentina rechaça declarações dos Estados Unidos


O chanceler da Argentina, Héctor Timerman, considerou, nesta terça-feira (16), declarar “pessoa não grata” o encarregado de negócios dos Estados Unidos em seu país, Kevin Sullivan, devido à suas últimas declarações.

O diplomata norte-americano afirmou considerar importante “que a Argentina pague os fundos abutres o quanto antes para poder retornar ao caminho de crescimento e trazer a inversão que necessita”.
Por sua vez, Timerman disse ter sentindo “um profundo mal estar e o Governo argentino rechaça Sullivan com veemência pelas declarações impróprias sobre o cumprimento dos pagamentos aos credores da dívida reestruturada”.
A administração em Washington reiterou que a Argentina deve acatar a ordem do juiz federal de Nova York, Thomas Griesa.

Telesur

Lavrov tacha de “destructivo” papel de OTAN en crisis de Ucrania


El ministro de Asuntos Exteriores de Rusia, Serguei Lavrov, al criticar la política de los países integrantes de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) en la crisis de Ucrania, la ha tachado de “destructiva”.

"Llama la atención el papel destructivo que la OTAN ha jugado durante la crisis interna de Ucrania", así ha declarado este miércoles el canciller ruso, durante una entrevista concedida al diario inglés ‘Russia Beyond the Headlines’.
Asimismo, al criticar el apoyo de los Estados miembros de la OTAN al Gobierno de Ucrania con el abastecimiento de equipos bélicos y materiales militares, ha destacado que estas ayudas podrían usarse para la “represión interna” de los civiles ucranianos.
"La Alianza ha tomado el rumbo al incremento del potencial bélico de Ucrania que, como es sabido, se está usando contra civiles", ha resaltado el jefe de la Diplomacia rusa.
Por otra parte, al referirse a la reciente cumbre de la Alianza Atlántica en Gales (el Reino Unido), en la que los países del organismo anunciaron su apoyo militar a las autoridades de Ucrania, Lavrov ha subrayado que estas acciones "no contribuyen al proceso de paz y solo acentúan la división de la sociedad ucraniana".
Al mismo tiempo, el ministro ruso ha reiterado la disposición de Rusia de colaborar con los países occidentales, con el fin de llegar a una solución constructiva en el conflicto de Ucrania.
Estas declaraciones de Lavrov llegan un día después de que la portavoz de esta entidad, Oana Lungescu, advirtiera que un eventual aumento de tropas rusas en Crimea (sur de Ucrania) pondría en peligro el alto el fuego alcanzado entre el Gobierno de Ucrania y los prorrusos de la región oriental.
Washington y los países europeos acusan a Rusia de intervenir en los asuntos de Kiev y apoyar a los prorrusos que buscan la independencia de sus regiones en el este de Ucrania, por su parte, las autoridades rusas han rechazado tales argumentos.

myd/ktg/hnb - HispanTv

¿Al-Qaeda y EIIL contra la alianza satánica de EEUU?


Dos de las principales facciones de Al-Qaeda pidieron a los grupos terroristas, en un comunicado conjunto difundido el martes, que dejen las luchas intestinas en Siria e Irak y se unan contra la coalición encabezada por Estados Unidos, que se prepara para atacar al grupo takfirí EIIL (Daesh, en árabe).

Al-Qaeda en la Península Arábiga (AQAP) y Al-Qaeda en el Magreb Islámico (AQMI), autores del comunicado, juran lealtad a los terroristas del EIIL para hacer frente a la llamada coalición internacional, a la que tachan de “alianza satánica”.
A pesar de todas las diferencias existentes entre el grupo EIIL y el Frente Al-Nusra, la rama oficial de Al-Qaeda en Siria [que se distanció de la dirección de Al-Qaeda y declaró un califato en la parte que controlan en Irak y Siria], el comunicado urge a una coalición entre estos grupos para no dejarse vencer por EE.UU.
Asimismo, hace un llamamiento a otros grupos terroristas de Siria, que apoyados por los EE.UU. y sus aliados en la región luchan contra el presidente sirio Bashar al-Asad, para que secunden al EIIL en la lucha contra la coalición estadounidense y no dejen a sus soldados que, junto con las tropas de los gobiernos que colaboran con el Occidente, combatan contra el EIIL.
Los representantes de unos 20 países, miembros de la llamada coalición internacional de la lucha contra EIIL en Siria e Irak, se reunieron el lunes en una conferencia internacional en París, capital francesa, para estudiar cómo luchar más efectivamente contra este grupo.
El mismo día, bajo la excusa de erradicar el terrorismo, EE.UU. empezó una intervención militar en el Oriente Medio, específicamente en Irak y Siria, donde los grupos armados apoyados por Occidente han provocado el caos en los últimos meses.

ymc/nii/ HispanTv

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Brasil: Dilma será reeleita no primeiro turno


O Vox Populi divulgou na noite desta segunda-feira (15) nova pesquisa sobre a corrida presidencial. Ela confirma que a presidenta Dilma Rousseff, candidata à reeleição, segue na frente nas intenções de voto; que o "furacão" Marina Silva reduziu a sua intensidade; e que Aécio Neves, coitado, empacou de vez e virou pó! Nem a ajudinha da revista Veja foi suficiente para levantar o cambaleante tucano. Nas próximas horas deve crescer a pressão no PSDB, um ninho com sangrentas bicadas, para que o senador mineiro desista da sua candidatura e anuncie de imediato o apoio a ex-verde.

Segundo o levantamento do Vox Populi, Dilma Rousseff ampliou para nove pontos sua vantagem em relação a Marina Silva. A presidenta agora aparece com 36% das intenções de voto, contra 27% da candidata-carona do PSB e 15% daquele senador mineiro-carioca do "aecioporto" na fazenda do titio-avô e dos bafômetros do Rio de Janeiro. Já na simulação do segundo turno, o instituto registrou um empate técnico entre Marina Silva e Dilma Rousseff - 42% a 41%. Praticamente não houve alteração em relação à pesquisa anterior do mesmo instituto, o que é um dado positivo para a atual ocupante do Palácio do Planalto. O Vox Populi entrevistou 2.000 pessoas de 147 municípios no final de semana.
Diante deste cenário, as três últimas semanas da batalha eleitoral prometem ser agitadas, com muitas emoções. A mídia oposicionista, o principal partido da direita em atividade no país, fará de tudo para garantir a realização do segundo turno. A ainda improvável vitória de Dilma em 5 de outubro seria um duro baque para a direita partidária e, principalmente, para os barões da mídia. Mostraria, como já apontou o blogueiro Ricardo Kotscho, a irrelevância da imprensa golpista no Brasil. O pior erro neste momento seria subestimar os seus ataques. Qualquer sapato alto pode ser fatal!

Altamiro Borges em seu blog

Novo plano de ‘mudança de regime’: atacar Damasco pelo sul


Moon of Alabama – Tradução: Vila Vudu

Há sérias preparações ativas para um novo ataque contra Damasco. Forças antigoverno, inclusive Jabhat al-Nusra, afiliada da Al-Qaeda, foram treinadas e armadas na Jordânia e agora se movem para a posição de partida no governato de Quneitra no sudoeste da Síria. (Plano similar a esse, na primavera de 2013, foi parcialmente executado e depois abortado.)

O governato de Quneitra é uma faixa contígua às colinas de Golan ocupadas por Israel, com uma fronteira ao sul com a Jordânia e ao norte com o Líbano.
As forças antigoverno que cooperam para essa operação são a Frente de Revolucionários Sírios [orig. Syrian Revolutionaries Front (SRF)], apoiada pelos EUA, ajudada pela Frente Islamista, apoiada pela Arábia Saudita, e a Jabhat al-Nusrah, da al-Qaeda, que acaba de receber algo em torno de $20 milhões do Qatar. Essas forças infiltraram-se da Jordânia através de Daara e dali tomara rumo noroeste ao longo da fronteira com Israel. Esse movimento, durante o qual alguns observadores da ONU foram sequestrados pelas mesmas forças, foi apoiado por ataques da artilharia israelense contra unidades sírias que tentaram impedi-lo. A única estação de fronteira entre Israel e Síria está hoje em maõs de forças antigoverno. Os militares israelenses também estão garantindo apoio médico àquelas forças antigoverno sírio. A ONU retirou todos os agentes e soldados de paz que estavam no lado sírio da linha de demarcação nas colinas de Golan.
As forças antigoverno controlam agora uma faixa de 70km de comprimento por 5km de largura, da Jordânia ao longo da fronteira do Golan até o Líbano. Essa faixa pode ser usada para entrar em território do Hizbullah no sul do Líbano, mais o principal objetivo é provavelmente atacar Damasco do sul. Os militares sírios teriam grandes dificuldades para desalojar as forças antigoverno que estejam nessa faixa, porque a faixa á coberta por fogo israelense, antiaéreo e de artilharia.
Há rumores de que a Frente al-Nusra está deixando posições que mantinha no governato de Hama no norte da Síria. Os seus grupos estão voltando para a Turquia, para serem transferidos à Jordânia e dali como reforços para Quneitra.
Faz pouco sentido tentar conquistar a área de Quneitra, praticamente deserta, exceto para usá-la como plataforma para lançar ataque a partir do sul em direção a Damasco. A distância até a capital é de apenas 60km. Enquanto ataques aéreos coordenados contra duas divisões do exército sírio estacionadas entre o governato de Quneitra e Damasco podem abrir via segura do governato Quneitra para a capital. Recentes acordos de trégua entre a Frente Revolucionária Síria apoiado pelos EUA e o Estado Islâmico na área sul de Damasco podem ter sido concebidos já tendo em mente esses planos de ataque.
Os militares dos EUA na sala de operações conjuntas árabes-EUA para a insurgência em Amã, Jordânia, podem ter planos para usar essa sinistra nova “guerra ao ISIL” como pretexto para ataques contra as divisões do exército sírio que protegem Damasco pelo sul. Coordenado com um ataque por terra pela Frente al-Nusra e outros por Quneitra, esses ataques aéreos podem degradar gravemente as forças sírias e abrir condições para avanço de total destruição contra Damasco.

Obama já anunciou a via da escalada para esses ataques aéreos:

“Deixou claro que é situação intrincada, porém, quando considerou a possibilidade de o Sr. Assad ordenar que seja abatidos os aviões dos EUA que entrem em espaço aéreo sírio. Se ousar tal coisa, o Sr. Obama disse que ordenará às forças dos EUA que destrua o sistema de defesa aérea da Síria, o que, disse ele, seria mais fácil que atacar o ISIS porque a localização daquelas defesas é mais bem conhecida. Obama disse ptambém, segundo uma testemunha, que tal ação do Sr. Assad levaria a sua derrubada.”
Toda a conversa sobre atacar o ISIL pode não ter passado de maskirovka para ocultar o plano violentíssimo de Obama para ‘mudança de regime’ contra a Síria, disfarçando a violência sob uma fachada de “antiterrorismo”. Isso, quando já se sabe que o ‘plano’ está sendo coordenado com a Frente al-Nusra, grupo ativamente apoiado pela al-Qaeda na Síria, e só se tornou possível mediante uma acordo de trégua firmado com... o ISIL.

Renda do Estado Islâmico passa de US$ 1 bilhão por ano


Os militantes do grupo terrorista Estado Islâmico têm a sua própria base financeira, sua renda anual é estimada, por especialistas, em US$ 1 bilhão.

"O Estado Islâmico tem a sua própria base de financiamento. No território controlado por militantes na Síria e no Iraque produz-se cerca de 80 mil barris de petróleo por dia, ou seja, levando em conta os preços do mercado negro, 3,2-3,3 milhões de dólares por dia, ou cerca de US$ 1 bilhão por ano. Além disso, eles criaram um sistema de roubo de pessoas e recebem resgate", considera o vice-presidente da associação de diplomatas russos, embaixador Andrei Baklanov.

Voz da Rússia

Mudanças no governo venezuelano visam maior dinamismo


As mudanças na estrutura do Governo venezuelano orientam-se para um maior dinamismo na gestão pública, longe da burocracia e da rotina, afirmou nesta segunda-feira (15) o jornalista José Vicente Rangel.

Em sua coluna El Espejo, publicada no jornal Últimas Noticias, o ex-vice-presidente da República declarou que, no ajuste, se assume a territorialidade como questão básica para dar coesão ao país e facilitar o trabalho do Executivo.
A partir deste momento, declarou, o Estado pode estender suas ações de maneira igual e justa.
Unido a isso, começa o desenvolvimento a fundo de um modelo comunal para tornar realidade a participação do povo na tomada de decisões e a execução das mesmas, afirmou Rangel.
O comunicador mencionou em especial a criação de uma autoridade única destinada a reduzir ao mínimo os trâmites, que constitui um calvário para o cidadão e fonte inesgotável de corrupção.
Além disso, ressaltou que estas mudanças são também a tentativa mais séria na Venezuela para modificar uma estrutura de Governo que opera como trava.
A população, expressou, requer soluções a problemas concretos em matéria de educação, segurança, alimentação, moradia, serviços públicos e trabalho.

Prensa Latina

Lavrov: Avance de EIIL se debe a política incorrecta de EEUU


El ministro ruso de Asuntos Exteriores, Serguei Lavrov, al criticar la política de Estados Unidos, la ha tildado de "extremadamente incorrecta" ya que ha permitido el avance del grupo takfirí EIIL (Daesh, en árabe) en Irak.

Durante la conferencia internacional sobre Irak celebrada este lunes en París, capital de Francia, el ministro ruso ha recordado que la insistencia de Estados Unidos y sus aliados en declarar "ilegítimo" al presidente sirio, Bashar al-Asad, permitió al grupo EIIL reforzarse y preparar su marcha contra Irak.
El jefe de la Diplomacia rusa ha censurado la intención de EE.UU. de lanzar ataques sobre las posiciones del grupo takfirí en el territorio sirio sin el consentimiento del Gobierno de Damasco.
Estados Unidos trata de crear una llamada coalición antiterrorista que apoye sus planes, como lanzar ataques aéreos contra las posiciones de Daesh tanto en Irak como Siria y también brindar más ayudas al autodenominado Ejército Libre Sirio (ELS), al que califica como “oposición moderada”.
"El eje de la lucha antiterrorista siempre ha sido la disponibilidad de combatir todas sus formas, sin dividir a los terroristas en 'malos' y 'buenos'. Por desgracia, este principio ha comenzado a fallar", ha comentado Lavrov.
En varias ocasiones, ha continuado Lavrov, "este principio ha sido sacrificado" en nombre de "aspiraciones coyunturales" de derrocar un régimen en uno u otro país que Occidente consideraba "indeseable".
Moscú ayudará a Irak en su lucha contra el terrorismo, ha afirmado Lavrov, para luego agregar que su país está proporcionando apoyo militar y distintas maneras de asistencia a Siria, país que enfrenta desde hace tres años y medio una escala terrorista similar.
Los esfuerzos de Washington para lanzar una nueva intervención militar en el Oriente Medio pretextando la lucha contra Daesh están en clara contradicción con ciertos documentos, incluidos los revelados por el exagente de la Inteligencia norteamericana Edward Snowden, que evidencian que EE.UU. está directamente implicado en la creación de esta banda terrorista.

mah/ncl/rba - HispanTv

¿Por qué EE.UU. teme la independencia de Escocia?


Analistas políticos y económicos estadounidenses no paran de dar pronósticos apocalípticos para Escocia en caso de independizarse. Pero, ¿por qué Washington habla tanto sobre el tema y por qué se muestra tan alarmado al respecto?

"Estamos interesados en ver a un Reino Unido que permanezca fuerte, sólido y unido", comunicó Josh Earnest, portavoz de la Casa Blanca. Votar un 'sí' en el referendo de independencia sería un error económico para Escocia y un desastre geopolítico para Occidente. O, al menos, en esto coinciden expertos estadounidenses de élite entrevistados por el diario 'The Financial Times'.
"Los pronósticos de los nacionalistas son tan inverosímiles que realmente deberían ser descartados", insiste Alan Greenspan, expresidente de la Reserva Federal de EE.UU., y explica que en realidad las consecuencias económicas para una Escocia independiente serían "sorprendentemente negativas", mucho más de lo que intentan presentar los promotores de la idea. Según él, no hay probabilidad de que Londres acuerde la unión monetaria, con lo cual los escoceses deberán dejar de usar la libra esterlina muy rápidamente. Duda, además, que el Banco de Inglaterra siga como prestatario para Edimburgo.
"Sospecho que no funcionará bien para los escoceses", advierte Robert Bruce Zoellick, exvicesecretario de Estado de EE.UU. y expresidente del Banco Mundial. Al analizar las consecuencias que la independencia de Escocia podría tener para Washington, queda claro por qué la élite estadounidense prefiere dar unos pronósticos tan pesimistas.

Influencia sobre la UE
"La desintegración del Reino Unido sería la disminución de Gran Bretaña y una tragedia para Occidente, precisamente en el momento que EE.UU. necesita a aliados fuertes", admite el propio Zoellick.
La pérdida de Escocia debilitaría la influencia de Reino Unido dentro de la Unión Europea. De momento, el país, junto con Alemania y Francia constituye la gran triada del bloque. En caso de perder a la población escocesa, resultaría en el cuarto lugar, detrás de Italia. Esto supondría menos asientos británicos en el Parlamento Europeo y menos influencia a la hora de tomar decisiones políticas. "En la Unión Europea, el tamaño importa", destaca Almut Moeller, experta del Consejo de Relaciones Exteriores de Alemania, según recoge la cadena Fox News.
Una Escocia independiente no solo resultará fuera de la Unión Europea, sino podría causar también la salida del Reino Unido del bloque comunitario. Debido a las normas de votación británicas, los grupos políticos en Inglaterra, Gales e Irlanda del Norte, que abogan por abandonar la UE, resultarán proporcionalmente más fuertes en el Parlamento nacional. "Es nuestra pesadilla: la independencia de Escocia seguida por la salida del Reino Unido de la UE", admitió un oficial estadounidense bajo condiciones de anonimato ante 'The Financial Times' y argumentó que esto convertiría a Londres en un socio mucho más débil.

Supremacía nuclear de la OTAN
Otro aspecto que preocupa a los políticos estadounidenses es la cooperación militar. Según comentó el senador republicano John McCain a 'The Financial Times', la independencia escocesa damnificaría los vínculos de inteligencia y las relaciones militares únicas que Washington tiene con Londres, su aliado militar más importante.
Una vez fuera del Reino Unido, Escocia resultará también automáticamente fuera de la OTAN. Hasta que finalice el proceso de reintegración (bastante duradero, a propósito), habrá que suscribir y alcanzar nuevos acuerdos para patrullar las rutas vitales en el Atlántico del Norte y el mar del Norte. Si Escocia opta por no adherirse, se plantearía un dilema para la OTAN sin precedentes: qué hacer con la pérdida de un territorio de la Alianza desarrollado y gobernado democráticamente que ha elegido la neutralidad, puntualiza Daniel Troup, experto del Consejo canadiense de la OTAN, citado por Fox News.
Un detalle más: quienes abogan por la soberanía de Escocia insisten en que el país debe librarse del armamento nuclear, lo que supone un enorme dolor de cabeza tanto para Londres como para la Alianza al completo. Habrá que encontrar otro puerto donde fondear cuatro submarinos de la Armada Real Británica equipados con los misiles balísticos intercontinentales Trident II D5 de ojivas termonucleares que actualmente están desplegados en las aguas del río Clyde. Es un riesgo que "socava la defensa colectiva y la disuasión de los aliados de la OTAN", comentó el Ministerio de Defensa del Reino Unido al respecto. Aún más: la incertidumbre rodea el futuro de la disuasión nuclear de Gran Bretaña como tal. Washington preferiría seguir viendo a Londres como una potencia atómica, pero en caso de independizarse Escocia, muchos analistas dudan de la posibilidad de que un Reino Unido menor pueda seguir soportando los gastos de sus fuerzas nucleares.

Sanciones antirrusas
Analistas políticos estadounidenses temen, además, que el referendo de Escocia influya también en la posición de la Casa Blanca acerca de la crisis ucraniana. Por un lado, podría debilitar la habilidad de EE.UU. y la UE de montar una respuesta común debido a la influencia reducida del Reino Unido dentro del bloque. Por otro, 'incentivaría' a Moscú. "Rusia podría argumentar que los movimientos separatistas en realidad son perfectamente legítimos, ya sea en Crimea o en el este de Ucrania", comentó a 'The Financial Times' Ivo Daalder, exenviado de EE.UU. en la OTAN.

Actualidad RT

‘Concluye conferencia de París sin resultados significativos’


La cumbre de los países que participaron en la ‘Conferencia Internacional sobre la Paz y Seguridad en Irak’, celebrada este lunes en París, la capital de Francia, para luchar contra el grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) ha concluido sin significativos resultados, ha informado el diario estadounidense Wall Street Journal.

El medio norteamericano, al referirse a la ausencia de la República Islámica de Irán en la citada reunión, aseguró que la conferencia antiterrorista no tuvo avances en los puntos clave y Washington se enfrentó a obstáculos para formar su deseada alianza anti-EIIL.
La principal razón para el fracaso de la coalición antiterrorista fue la discrepancia de los países participantes en el encuentro sobre el rol que pueden desempeñar en esta alianza antiterrorista, los países vecinos de Irak, es decir Irán y Siria, añadió el rotativo.
Apuntó asimismo que EE.UU., no logró convencer ni a Arabia Saudí ni a Turquía para que participen en las operaciones militares contra el EIIL, además Rusia criticó el plan de Washington para lanzar sus ataques aéreos en Siria sin el consentimiento de Damasco y Teherán.
"Siria e Irán son aliados naturales en la lucha EIIL y hoy podríamos beneficiarnos de su participación en la reunión", aseveró el ministro de Exteriores ruso, Serguéi Lavrov.
Por su parte, el canciller iraquí, Ibrahim al-Yafari, lamentó la ausencia de la República Islámica de Irán en esta cumbre.
El presidente de Estados Unidos, Barack Obama, dio luz verde el pasado miércoles, durante un discurso televisado, a los bombardeos contra al grupo terrorista EIIL en Siria y aseveró que ampliará su ofensiva contra ese grupo en Irak.
El grupo takfirí EIIL, con miles de integrantes europeos y estadounidenses, controla varias zonas del norte de Siria, desde donde pudo, en el mes de junio, infiltrarse en el territorio iraquí, apoderándose rápidamente de algunas partes de las regiones de ese país árabe.

mkh/ncl/rba - HispanTv

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A Síria condena o terrorismo e exige na ONU que o Qatar cesse práticas que violam o direito internacional


Uma fonte do Ministério das Relações Exteriores e Expatriados da Síria declarou que a Síria vem acompanhando as forças de paz das Nações Unidas – UNDOF- no desempenho de sua missão e observou que os seus membros foram expostos a graves ataques por parte de algumas organizações terroristas armadas, dentre as quais a Jabhat Al Nusra.

A fonte do Ministério disse, em uma declaração da qual a Agência Sana obteve acesso, que a República Árabe da Síria sempre reiterou o seu respeito ao trabalho da missão das Nações Unidas, no âmbito de seus compromissos internacionais, e observou que nos dois casos de sequestro dos quais foram vítimas os membros das forças de paz, tanto o ocorrido a cerca de um ano contra o batalhão filipino, quanto o recentemente ocorrido contra o batalhão de Fiji, aconteceram com o aval e o financiamento do Estado do Qatar, o qual mantêm com a Jabhat Al Nusra uma relação de financiamento e armamento, que não é mais segredo para as Nações Unidas.

A fonte acrescentou que “ao tempo em que a República Árabe da Síria enfatiza que o sequestro dos membros das forças de paz da ONU é um crime imperdoável, afirma que não seria possível aos criminosos da Jabhat Al Nusra cometer tais ações, não fosse o apoio direto do Qatar e sua disposição em pagar milhões de dólares, sob o pretexto de desempenhar esforços para libertar os membros sequestrados”.

A fonte do Ministério afirmou que “a Síria, ao condenar o financiamento do terrorismo, seja sob qual pretexto for, e em conformidade com os dispositivos das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Nos. 1373 e 2170, que preveem o combate ao terrorismo e o fim de seu financiamento, exige do Conselho de Segurança que assuma suas responsabilidades para cessar as práticas do Qatar, que violam o direito internacional e as resoluções do Conselho relativas ao tema”.

Sana News - Tradução: Jihan Arar

EUA precisam desesperadamente de iranianos e sauditas


MK Bhadrakumar, Indian Punchline - Tradução: Vila Vudu

A complexa palavra que o presidente dos EUA Barack Obama não pronunciou sequer uma vez no discurso da 4ª-feira em que expôs sua ‘estratégia’ para combater o Estado Islâmico foi “Irã”. A ambiguidade estratégica que Washington quer preservar é autoevidente. Obama permanece em silêncio, mas o secretário de Estado John Kerry fala pelos cotovelos pela rádio estatal Voice of America.

Kerry disse, ainda em Bagdá, na 4ª-feira, pouco antes de Obama falar em Washington, que os iranianos “estão sozinhos” [por conta própria] na luta contra o Estado Islâmico, mas os EUA “não cooperamos militarmente ou de qualquer outro modo – nem temos qualquer intenção nesse processo de fazê-lo – com o Irã.” Hmm. Categórico demais, muito, além da conta.
Mas interessante é que tampouco Kerry desaprovou o envolvimento político-militar do Irã contra o Estado Islâmico no Iraque. Por outro lado, Voice of America publicou comentário logo no dia seguinte da fala de Kerry em Bagdá, cuja autora argumenta persuasivamente, que a “coalizão de vontades” comandada pelos EUA para lutar contra o Estado Islâmico “tem de incluir o Irã.”
O comentário revelou que o vice-secretário de Estado dos EUA William Burns “já levantou a questão do Iraque em reunião com funcionários iranianos pelo menos em duas ocasiões.”
Verdade é que também há especulações de que o Irã pode vir a ser convidado para participar da chamada ‘conferência internacional’ a realizar-se na 2ª-feira em Paris, convocada pela França. Não há dúvidas de que Washington examinou e ‘autorizou’ a lista de convidados.
Enquanto esse jogo de sombras prossegue, Obama aparentemente apresentou pedido ao Congresso dos EUA de autorização para treinar um exército de rebeldes sírios em bases do exército na Arábia Saudita. De fato, na fala da 4ª-feira, Obama jurou que se livrará do regime sírio, “de uma vez por todas”.
A ideia geral em Washington parece ser que as forças da ‘oposição’ síria – o chamado Exército Sírio Livre – possam ser modeladas até se converterem em força de combate com real capacidade para derrotar as forças do governo legal. Kenneth Pollack, um dos mais citados especialistas norte-americanos em Oriente Médio, expôs, em longo artigo na revista Foreign Affairs, “uma estratégia plausível para vitória a custo aceitável”, com a qual os EUA “podem pôr fim à guerra civil síria em temos que interessam aos EUA (...) e sem envolver soldados norte-americanos em solo.”


Qual afinal é o plano de jogo de Obama no que tenha a ver com o papel do Irã? Para começar, Obama não pode ser visto em conversas com a liderança iraniana: Israel não gostaria. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu fez importante discurso no qual (a) avisou Obama de que os esforços dos EUA para enfraquecer radicais sunitas não devem resultar em fortalecer “o Irã extremista”; (b) repetiu que o Estado Islâmico e o Hezbollah são ramos da mesma árvore; (c) um Irã com armas atômicas será, em todos os casos, o terror máximo; (d) muitos estados árabes sunitas (leia-se: a Arábia Saudita) avaliaram sua relação com Israel — “Entendem que Israel não é inimiga deles, mas aliada na luta contra esse inimigo comum”; (e) Israel apoia integralmente a conclamação que Obama fez, de ações unidas contra o Estado Islâmico – “Algumas das coisas são conhecidas; outras são menos conhecidas”. É bem claro que a demanda de Netanyahu é que Obama não fique muito íntimo de Teerã, não importa o quão ‘grave’ seja a ameaça que o Estado Islâmico implique.
Em segundo lugar, Obama não pode meter os dois, Arábia Saudita e Irã, na sua tenda. A Arábia Saudita nunca alivia nas diatribes contra as políticas do Irã. E, afinal, a Arábia Saudita, a quem caberá pagar a guerra contra o Estado Islâmico, é que é a aliada indispensável aos EUA.
Em terceiro lugar, Obama não poderá recompensar positivamente qualquer contribuição que receba do Irã na luta contra o Estado Islâmico. Teerã espera alguma boa vontade dos EUA, pelo menos, na questão nuclear; mas Obama está com as mãos atadas e, simplesmente, não tem o capital político necessário para conter a oposição que vem de Netanyahu.
Por outro lado, Obama quer toda a ajuda que o Irã lhe possa dar militarmente e politicamente, para a guerra contra o Estado Islâmico – desde, é claro, que a ajuda venha sem condições. Por que Obama não poderia aceitar ajuda do Irã, se for grátis?
Pode-se supor que, ao preservar tão atentamente a ambiguidade estratégica na fala da 4ª-feira, Obama também espera fazer pressão sobre o governo sírio e, também, sobre Moscou. De fato, comentários russos recentes têm chamado a atenção para a importância de todos se manterem em alerta contra as tentativas, pelos EUA, de meterem uma cunha entre Moscou e Teerã.
Acima de tudo, o governo Obama parece trabalhar sobre a premissa de que haveria um cisma dentro do governo iraniano entre conservadores e reformistas, e que a luta surda pela supremacia aproxima-se de um momento de definição. Washington já não responde à retórica dos elementos ‘linha duríssima’ em Teerã.
Na verdade, a declaração iraniana em nível do Ministério de Relações Exteriores distribuída no final da 5ª-feira parecia vazada em termos duros, mas evitava cuidadosamente qualquer referência direta à fala de Obama, da véspera.
Fazia uma crítica ‘genérica’ e não contraditava a declaração explícita de Obama de seu projeto para atacar a Síria. Diferente disso, as declarações russa e síria denunciavam, em termos muito claros, que qualquer ataque dos EUA contra a Síria caracterizaria “agressão” e violação da lei internacional.

Quem criou o Estado Islâmico e quem lucra com isso?


Não é por acaso que o mundo teme seriamente o alastramento rápido do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). O grupo tem uma grande base financeira. Está avaliado em cerca de dois bilhões de dólares norte-americanos. O portal russo vestifinance.ru elencou os mais ricos grupos terroristas do mundo. Entre eles encontra-se o EI.

A economia entrelaça-se, de forma intensa, com a política. De acordo com os dados de Igor Pankratenko, redator-chefe da revista Irã Contemporâneo, entre os criadores estrangeiros do EI estão Jeffrey Feltman, ex-embaixador dos EUA no Líbano, o príncipe Bandar bin Sultan, o então chefe das forças especiais sauditas, o emir do Qatar, bem como as lideranças dos serviços secretos turcos, britânicos e franceses.
Ainda em março de 2013, a britânica The Guardian, publicou a informação de que na preparação dos guerrilheiros sírios no território da Cisjordânia participam, além da CIA, instrutores da Grã-Bretanha e da França. E o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, chamando os EUA de “cúmplices” de jihadistas, anunciou que, tal como escreve a Itar-Tass, “uma das bases” onde os EUA preparam os guerrilheiros do EI, fica na Turquia, perto de uma base da OTAN, na região do aeródromo de Incirlik.
Quanto à participação da Arábia Saudita e do Qatar na criação do EI, é testemunha a publicação, em junho, por parte da agência iraniana Fars de um documento, assinado pelo encarregado dos Negócios do Qatar na Líbia, Nayef bin Abdullah al-Amadi. Nele refere-se que o emirado contratou 1.800 guerrilheiros, provenientes de Marrocos e de outros países do Norte de África, para participarem em ações militares no Iraque, do lado do EI. Os terroristas receberam preparação militar em bases militares na Líbia e receberam o salário em mão, pago pela Arábia Saudita e pelo Qatar, no valor de 700 dólares.
Entretanto, em junho, aquando do início do ataque por parte do EI, as autoridades de Riad, manifestaram-se veementemente contra a intervenção estrangeira no conflito iraquiano, acusando Bagdá de “política sectária”. As autoridades do Qatar manifestaram-se com acusações análogas às das autoridades xiitas. E até Obama, não obstante os pedidos de ajuda de Bagdá, não teve pressa com os raides aéreos para neutralizar o ataque do EI. Parece que todos estavam a espera de que os terroristas se estabelecessem em determinados territórios. Então, em algumas semanas, o EI tomou o controle de cerca de um terço do território do Iraque, bem como de parte das províncias sírias.
Apesar dos média ocidentais chamarem o EI de "horda de fanáticos religiosos", calam o mais importante: trata-se de uma guerra pelo petróleo. O EI continua a conquistar as regiões ricas em petróleo do Iraque e da Síria. Os terroristas controlam os dois principais oleodutos: um através do qual é fornecido petróleo à Síria, foi fechado, o outro continua a funcionar. Através dele, o petróleo vai do Curdistão iraquiano, para o Ceyhan turco, e depois para Israel.
Levanta-se a questão: como é que os terroristas podem vender o petróleo em mercados internacionais, que são controlados, quase totalmente, pelos EUA? A 29 de julho, o Conselho de Segurança da ONU, aprovou a declaração, preparada pela Rússia, contra a aquisição de crude a milícias sírias e iraquianas, incluindo ao Estado Islâmico. Mas o comércio continua. O petróleo é transportado ilegalmente por intermediários turcos, ao preço de 25 dólares o barril.The Telegraph informa que os guerrilheiros recebem quase um milhão de dólares por dia pela venda de petróleo das regiões que controlam.
O maior prejuízo é sentido pelo Irã, pela Síria e pelos xiitas iraquianos. O território ocupado pelos guerrilheiros está completamente isolado da Síria, dos xiitas iraquianos e do Irã. Os acontecimentos no Iraque reduziram a capacidade do Irã de apoiar Bashar Assad. O avanço futuro do EI para o sul do Iraque foi travado por esforços conjuntos das forças iraquianas de árabes xiitas, bem como divisões das forças especiais iranianas que entraram no Iraque. De acordo com fontes iraquianas, iranianas e ocidentais, o general iraniano Qasem Soleimani encontra-se na capital iraquiana e é responsável pela preparação da defesa da capital e pelas ações militares. Os iranianos estão focados, principalmente nos lugares sagrados xiitas. Parece que apenas Teerã está empenhado na luta contra as milícias EI.
Mas a derrota do EI não é um fato. Existe uma grande probabilidade de se fixar no território ocupado, no mínimo, até continuar a existir o atual regime da Síria e até do Irã. Contudo, quem ganha são outros países – os EUA, Turquia, Israel e Arábia Saudita.

Voz da Rússia

Força do mal nova, depois da força do mal velha


Robert Fisk, The Independent , UK – Tradução: Vila Vudu

Ressurreição, reinvenção e linguística. Barack Obama fez de tudo. E agora fala de os EUA irem à guerra também na Síria, além de no Iraque. Oh yes, e ele vai derrotar o ISIS, o “barbarismo”, o “genocídio”, a “ideologia distorcida” do ISIS – até que os malditos sejam “evanescidos da face da Terra”. Saudades de George W Bush...

Mas examinemos a coisa com lente linguística. Primeiro, Obama vai obrar a ressurreição das milícias sunitas “Conselho do Despertar” – criatura criada por um tal general David Petraeus – que recebia salário para combater a al-Qaeda pago pelos norte-americanos durante a ocupação norte-americana do Iraque, mas foi varrido de lá pela al-Qaeda e traído pelo governo iraquiano dominado por xiitas. Obama até inventou nome novo: chamou-as de “Unidades da Guarda Nacional”, que vão “ajudar comunidades sunitas a proteger a própria liberdade delas contra o ISIL.” Guarda Nacional, é? Façam-me o favor!
E há também a reinvenção da tal oposição síria “moderada”, que antigamente se chamava Exército Sírio Livre – constituído de desertores corruptos e traídos tanto pelos seus aliados ocidentais como também traídos pelos aliados islâmicos deles –, que já nem existe. Esse exército fantasma será chamado de “Coalizão Nacional Síria” e será treinada – e onde mais seria?! – na Arábia Saudita, cujos cidadãos deram zilhões de dólares à al-Qaeda no Iraque, também chamada ISIS, ISIL, Estado Islâmico (você mesmo escolhe a sigla), Jabhat al-Nusra inúmeros outros sujeitos-do-mal os quais, agora, Obama quer ver “banidos da Terra”.
E há também a coisa linguística. Obama “não hesitará em empreender ação contra o ISIL na Síria”. Mas, então, significa que ele vai tornar “banidos da Terra” os inimigos do presidente sírio Bashar al-Assad, o mesmo que Obama já estava quase “banindo da Terra” ano passado – até que se borrou e preferiu deixar Assad em paz. Assim sendo, se o inimigo do meu inimigo é meu inimigo – como há quem suponha que os árabes digam por lá, uns aos outros – Assad pode ver Washington praticamente como nova aliada.
Mas, não, não, não. Nada disso. Aí começaram as difíceis explicaçõezinhas bem sujas: os EUA “não podem confiar num regime Assad que aterroriza o próprio povo”, regime que “nunca mais recuperará a legitimidade que perdeu”. Mas ninguém nunca mandou que os EUA “confiassem” em Assad – Assad é quem já confia no apoio da Rússia. E a legitimidade de Assad é reconhecida e respeitada por China, Irã – com quem os EUA estão tendo íntimas conversações nucleares – e pela Rússia, cujos exércitos claramente não hesitaram “em empreender ação” na Ucrânia.
Feitas as contas, um belo estado de coisas. E parte do problema é que os EUA não têm memória semântica – nem institucional nem nacional. Obama conta que os EUA vão “caçar terroristas que ameaçam nosso país”. Mas eu me lembro do vice-presidente George Bush dizendo ao seu povo, depois que a Marinha dos EUA bombardeou Beirute em 1983 que “não deixaremos um bando de covardes terroristas insidiosos abalarem a política externa dos EUA”. Na sequência, os militares norte-americanos fugiram de Beirute. Três anos depois, o presidente Ronald Reagan disse de Muammar Gaddafi da Líbia (“cachorro louco do Oriente Médio”), que “fugiu – mas não tem onde se esconder”. Mas Gaddafi escapou – e ainda foi beijado por Tony Blair, depois de ser perdoado por todo o seu “terrorismo” – só para ser assassinado muito depois, quando outra vez voltou a ser “terrorista” tudo outra vez.
É fácil entender que essas lições de história do Oriente Médio sejam muito difíceis, quase incompreensíveis, para o norte-americano médio. Todas essas forças do mal banidas e rebanidas tudo outra vez, outra vez, até que – bingo – aparece força do mal nova a ser banida. E vem Obama e produz palavras fáceis de engolir, “genocídio”, “barbarismo”, “câncer”.
Só ocasionalmente aparece alguma coisinha que nada tem a ver com o que foi dito antes – e que os norte-americanos devem fingir que não viram que nada tem a ver com o que foi dito antes. Nesse discurso apareceu, por exemplo, aquela estranhíssima referência que Obama fez a “grupos radicais” que exploram ressentimentos em benefício deles mesmos”. E que “ressentimentos” seriam? – pergunto eu. A invasão ilegal do Iraque em 2003 e o concomitante banho de sangue? Nossa ocupação sem fim do Afeganistão? A pulverização de Gaza, pelo maior aliado dos EUA?
Obama, o generoso, não pronunciou o nome do tal aliado, embora ele tenha aposta muito alta já feita na nova guerra re-expandida dos EUA no Oriente Médio – Israel, afinal, tem importante fronteira com a Síria. Mas Arábia Saudita, Qatar e os demais Cresos-sunitas árabes do Golfo podem não gostar de que seus cidadãos sejam relembrados de que a renovada aliança com Washington – treinar aqueles carinhas “moderados” inexistentes, por exemplo – ajudará Israel, e muito.
A estridente ironia é que os homens do “Estado Islâmico” são açougueiros, decepadores de cabeças e limpadores étnicos de inimigos. O “estado” que inventaram e o sadismo converteram-nos numa estranha combinação de Mickey Mouse com Genghis Khan. Mas nunca, em tempo algum, por estranho que pareça, o EI tentou explorar qualquer “ressentimento” anônimo dos que Obama comentou. A “ideologia” (aspas de citação, para não deixar dúvidas sobre quem disse o quê) deles é tão totalmente introvertida que, até hoje, o EI, islâmico e tudo, jamais pronunciou uma palavra, que fosse, de simpatia pelos palestinos de Gaza, nem durante todo o longo e mais recente evento de massacre perpetrado pelos israelenses contra palestinos. Há ressentimentos, sim, é claro. Haverá talvez um Curdistão? Haverá algum dia uma Palestina?
Pois Obama não disse palavra sobre esses assuntos infinitamente mais graves. Temo que se trate da mesma velha política dos EUA: confrontar a maior crise nova no Oriente Médio que surgiu desde a maior crise velha no Oriente Médio. O que seria de nós, sem os EUA para fazerem esse serviço?!