quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Síria condena o sítio à 30 mil civis nas cidades de Fawuaa e Kafraya


Mais de 30 mil civis das cidades sírias de Fawuaa e Kafraya, localizadas na Província de Idleb, que estão totalmente sitiadas, desde 28 de fevereiro de 2015, pelos grupos terroristas armados, estão sofrendo com o crime de assassinatos em massa, em meio ao silêncio absoluto da comunidade internacional, especialmente dos países que alegam combater o terrorismo.

Os grupos terroristas armados, apoiados por países já conhecidos por todos, não satisfeitos com o sítio às duas cidades por vários meses, proibindo a entrada de alimentos, bebidas, remédios e combustíveis, com o objetivo de matar os seus moradores de fome, de forma lenta, os faz enfrentar, diariamente, chuvas de centenas de mísseis, que contabilizam mais de mil em alguns dias, para matar aqueles que ainda não morreram de fome e de sede. Eles utilizam vários tipos de mísseis, batizando-os com nomes criativos, tais como ‘a artilharia do inferno’, que utiliza cilindros de gás, ‘míssil elefante’ e ‘míssil dinossauro’, que levam à morte de civis inocentes e ferem um grande número deles, resultando em várias sequelas tais como as deficiências e as deformidades permanentes ou parciais, sendo a maioria destes civis crianças, mulheres e idosos.

Estes crimes, perpetrados pelos grupos terroristas armados, principalmente o ‘Jabhat Al Nusra’ e o ‘Ahrar El Sham’, nestas duas cidades sitiadas, com apoio logístico e instruções diretas do comando da Turquia, são, tão somente, a continuidade da série de crimes terroristas sistemáticos contra o povo sírio, em toda a sua composição. São crimes de guerra, crimes contra a humanidade, assassinatos em massa, de acordo com o Direito Internacional, cometidos pelos grupos terroristas, que se armam com o pensamento obscurantista destrutivo, fundamentado e idealizado, unicamente, no takfirismo e no assassinato de quem contraria suas opiniões, seu pensamento e sua crença.

Os sheikhs do motim destas organizações ‘Jabhat Al Nusra’ e ‘Ahrar El Sham’ terroristas takfiristas anunciaram uma fatwa (julgamento) que torna lícito o assassinato de todos os homens das duas cidades, caso elas sejam invadidas, com o objetivo de disseminar o ódio, o fundamentalismo, o extremismo e a separação entre os membros de uma sociedade que se distinguiu, ao longo dos anos, pelo amor, pela harmonia e pela fraternidade.

Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar

A Síria condena o terrorismo e exige do Conselho de Segurança que o Qatar cesse suas práticas que violam o direito internacional



Uma fonte do Ministério das Relações Exteriores e Expatriados da Síria declarou que a Síria vem acompanhando as forças de paz das Nações Unidas – UNDOF- no desempenho de sua missão e observou que os seus membros foram expostos a graves ataques por parte de algumas organizações terroristas armadas, dentre as quais a Jabhat Al Nusra.

A fonte do Ministério disse, em uma declaração da qual a Agência Sana obteve acesso, que a República Árabe da Síria sempre reiterou o seu respeito ao trabalho da missão das Nações Unidas, no âmbito de seus compromissos internacionais, e observou que nos dois casos de sequestro dos quais foram vítimas os membros das forças de paz, tanto o ocorrido a cerca de um ano contra o batalhão filipino, quanto o recentemente ocorrido contra o batalhão de Fiji, aconteceram com o aval e o financiamento do Estado do Qatar, o qual mantêm com a Jabhat Al Nusra uma relação de financiamento e armamento, que não é mais segredo para as Nações Unidas.

A fonte acrescentou que “ao tempo em que a República Árabe da Síria enfatiza que o sequestro dos membros das forças de paz da ONU é um crime imperdoável, afirma que não seria possível aos criminosos da Jabhat Al Nusra cometer tais ações, não fosse o apoio direto do Qatar e sua disposição em pagar milhões de dólares, sob o pretexto de desempenhar esforços para libertar os membros sequestrados”.

A fonte do Ministério afirmou que “a Síria, ao condenar o financiamento do terrorismo, seja sob qual pretexto for, e em conformidade com os dispositivos das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas, Nos. 1373 e 2170, que preveem o combate ao terrorismo e o fim de seu financiamento, exige do Conselho de Segurança que assuma suas responsabilidades para cessar as práticas do Qatar, que violam o direito internacional e as resoluções do Conselho relativas ao tema”.

Tradução: Jihan Arar
Fonte: Sana News

A SÍRIA NA COMBALIDA ORDEM MUNDIAL


A Síria, em que pese todos os esforços dos países que compõem a OTAN – Organização do Tratado do Atlântico Norte, para a desestabilização do governo do Presidente Bashar Al Assad, vem se sustentando com o enorme sacrificio de seu povo e suas forças armadas no sentido de evitar que se estabeleça na região do Oriente Médio, uma nova Ordem Mundial que sirva exclusivamente aos interesses daqueles países, incluindo-se aí a traição de alguns países árabes, entre eles a Arábia Saudita e o Katar.

A comunidade internacional sabe exatamente o que acontece na Síria, mas procura disfarçar a veracidade dos fatos, tentando fazer passar a falsa idéia de que a Síria vem enfrentando uma guerra civil para a derrubada do Presidente Bashar, na tentativa de se estabelecer uma Democracia naquele país, nos moldes da mesma que tentaram estabelecer no Iraque e não deu certo, no Afeganistão e não deu certo, na Líbia e não deu certo, no Egito e não deu certo, e em outros países mais, que estão à beira do colapso social e econômico.

O Presidente Barack Obama, declarou há poucos dias em entrevista na Casa Branca, que tem enviado armamento para a Síria, mas somente para a “oposição moderada,” como se fosse possível existir “oposição moderada” no campo de batalha. Causa espanto o Presidente da maior potência do mundo confessar tamanha insensatez. Faltou dizer que a indústria bélica americana está colaborando para o massacre do povo sírio, assim como para a destruição de alguns dos mais belos sítios arqueológicos do mundo, a exemplo de Palmira.

A economia americana que encontrava-se decadente até há bem pouco tempo, vem se recuperando graças a venda de armamento para todo o mundo concomitantemente com o fomento de guerras e guerrilhas que lhes garantem o esvaziamento dos estoques dos mais variados tipos de armas e munições.

Não foi por outro motivo que eclodiu a Primeira Guerra Mundial, quando se usou como desculpa o assassinato em Sarajevo do herdeiro do trono austro-húngaro, o arqui-duque Francisco Ferdinando e sua esposa a princesa Sofia. Os principais países atores daquela guerra, simplesmente não tinham mais onde estocar seus arsenais e armamentos e a saída foi a eclosão de uma das guerras mais sangrentas e devastadoras que o mundo já viu.

Sabe-se que os EUA tem atualmente mais de 1.000 (mil) bases militares espalhadas ao redor de mais de 150 (cento e cinquenta) países. A manutenção e funcionamento dessas bases, demandam um efetivo de aproximadamente 300.000 (trezentos mil) homens ao custo também aproximado de cento e dez bilhões de dólares anuais.

Certamente, sem medo de errar, com essa fortuna despendida anualmente para a sustentação desse monumental aparato bélico, o mundo poderia em pouco tempo saciar a fome da horda de desesperados e famintos que estão invadindo a Europa, vindos mormente da África e do Oriente Médio.

O dia 11 de setembro de 2001, data em que o governo americano implodiu as torres gêmeas de Nova Iorque, foi o marco inicial da subversão da ordem mundial até os dias de hoje.
Já não há mais dúvidas sobre a demolição programada das torres gêmeas. Diga-se a bem da verdade, que não foram somente duas as torres implodidas naquele fatídico 11 de setembro. Exatamente as 17:20 horas do mesmo dia foi implodida a terceira torre, a de número 7 de 47 andares, do mesmo complexo World Trade Center.

Nenhuma engenharia do mundo explica a queda daquelas torres pelo impacto dos dois aviões. Para fazer uma estrutura de aço desabar e virar pó como ocorreu, é necessária uma carga bem poderosa de explosivo de alta potência como o que foi usado nas três torres, explosivo esse de uso exclusivo das forças armadas, que atende pelo nome de nano-térmita.

O “atentado” das duas torres gêmeas serviu para justificar a invasão do Afeganistão, então a maior reserva de gás natural do mundo e posteriormente a invasão do Iraque, então a terceira maior reserva de petróleo do mundo. Tudo com a desculpa vergonhosa de fazer crer que os EUA foram atacados por um bando de terroristas. Aliás, a comunidade técnica e cientifica mundial já sabe que os aviões foram direcionados até as torres por mísseis teleguiados.

A mentira do “atentado” ao Pentágono juntamente com a das torres gêmeas é a mais patética que os EUA tiveram o desplante de pregar ao resto do mundo. Sabe-se que também foi um míssil que produziu o estrago infinitamente menor do que seria o de um avião projetado sobre a muralha daquela “fortaleza”.

A terceira torre, que foi implodida as 17:20 h da tarde do mesmo dia, continha todos os arquivos das três maiores falências fraudulentas dos EUA, a HALLIBURTON de petróleo, a ENRON de energia, e a WORLDCOM de comunicações, produzidas pelo cérebro maquiavélico do Vice-Presidente da desastrada e calamitosa administração Bush, o Senhor Dick Cheney. Teria sido queima de arquivo?

Produzir a morte de 2.977 cidadãos para se apoderar da maior reserva de gás natural do mundo e da terceira maior reserva de petróleo do mundo é atitude de um governo que se diz civilizado e democrático? Deixo as respostas com os leitores.

ABDO DIB ABAGE
CÔNSUL HONORÁRIO PR/SC

Parábola para nossos tempos perigosos: Uma parábola sobre o "novo normal geopolítico"


Pepe Escobar, SputnikNews - Tradução: Vila Vudu

A parábola mostra alguém que interage muito intimamente com seletos Masters of the Universe. Por causa de seus negócios, ele não tem dúvida alguma de que identificou o modo como está sendo jogado o atual jogo geopolítico de apostas muito altas. E tanto identificou, que até escreveu uma cartinha ao Banco do Povo da China [ing. People’s Bank of China (PBOC) em Pequim, expondo suas apreensões.

Nosso homem na parábola diz ter acesso a informação privilegiada que confirma que o que acaba de acontecer com as ações chinesas envolveu manipulação de mercados por Wall Street e uns poucos seletos hedge funds para interromper gravemente a parceria estratégica Rússia-China – e consequentemente destruir a tentativa de organizar a massa terrestre eurasiana numa e coerente união econômica.

Refere-se, é claro, à interpenetração das Novas Rotas da Seda puxadas pelos chineses, o "Um Cinturão, Uma Rota", como o projeto é conhecido na China, e a União Econômica Eurasiana puxada pela Rússia.

Em sua carta ao Banco do Povo da China, o homem lembra o pessoal lá de coisas que eles já sabem: como o PIB da China foi multiplicado por seis em 15 anos, de 2000 a 2015. E de como "Um Cinturão, Uma Rota" pode levar a aumento de três a seis vezes no PIB nos próximos 15 anos. O ponto de suspense na narrativa, para segurar a atenção do público: isso, exatamente, é o que os EUA querem impedir, indiretamente, que aconteça.

O homem lembrou o Banco do Povo da China de como Washington/Wall Street derrubaram o preço do petróleo com o acerto entre compradores seletos e a cooperação das petromonarquias do Golfo Persa, que inundaram o mercado, com o quê fizeram cair o preço do petróleo. E de como esse processo fez pressão terrível sobre Moscou.

Mas agora está em andamento grande negociação entre Moscou e a Casa de Saud, com vistas a chegar a um acordo quanto à Síria. Eventual sucesso nessa empreitada, implicaria mudança na deriva geopolítica das petromonarquias do Golfo Persa, que passariam a deslocar-se em direção a Moscou e Pequim, e para longe de Washington.

O novo empório eurasiano nesse caso passaria a ter acesso direto a quase metade de toda a oferta de petróleo do mundo, na Rússia, Ásia Central e Oriente Médio.

Ouçam na escuridão a fúria de MacArthur

O Irã, enquanto isso, vai firmando sua parceria estratégica com a China.

O diretor da Organização de Energia Atômica do Irã, Ali Akbar Salehi, esteve em Pequim, para expandir a cooperação nuclear civil. Inclui-se aí reprojetar o reator iraniano de água pesada de Arak e construir vários pequenos reatores nucleares ACP100. O ACP100, projeto chinês, é um reator modulado, para multifinalidades.

E o Banco de Desenvolvimento de Exportações do Irã está bem próximo de passar a cooperar com o Banco da China, no financiamento de vários projetos iranianos.

Nosso homem na parábola tem certeza de que, se os Masters of the Universe são hoje bem capazes de conseguir rachar a massa de terra eurasiana – o que inclui atrair o Irã para longe das duas, Rússia e Chinaa –, é porque conseguiram jogar a Alemanha e a UE-OTAN contra a Rússia; e o Japão contra a China.

Essa é a razão pela qual os Masters of the Universe permitiram a depreciação de 68% do yen: para causar dano à China e promover o Japão. Assim se explica por que tanto gritaram quando o yuan chinês foi levemente depreciado nos últimos dias, mas se mostraram entusiasmadíssimos com o 'alívio quantitativo' no Japão.

Nosso homem da parábola acrescentou que o agitar de sabres a propósito do Mar do Sul da China foi concebido para acrescentar ainda mais pressão sobre a China. Aqueles rochedos foram estrategicamente importantes para os EUA, nos idos do general MacArthur, para ampliar para fora o perímetro da defesa norte-americana.

Porém, os mísseis balísticos intercontinentais (ing. ICBMs) chineses – a mais nova geração dos quais será apresentada ao mundo essa semana no desfile militar de celebração dos 70 anos do fim da 2ªGuerra Mundial no Pacífico Asiático – mudam o jogo, assim como também o mudam os submarinos silenciosos indetectáveis que transportam mísseis armados com ogivas nucleares. Aquelas ilhas de mar aberto tornaram-se insignificantes para a defesa da pátria-mãe dos norte-americanos.

Nosso homem da parábola sabe muito bem que os chineses sabem disso tudo: como uma economia que vinha crescendo 7% no último trimestre pode, de repente, ter de enfrentar o Armagedon.

Assim sendo, o homem da parábola conclui que o real fundamento, o objetivo básico sobre o qual repousa a estratégia dos Masters of the Universe, é semelhante ao que Churchill fez de justificativa para a 1ª Guerra Mundial: destruir a Alemanha como concorrente industrial.

O mesmo se aplicou ao Japão. Quando o sol nasceu e já crescia alto demais no horizonte, Washington ordenou que o Banco Central Japonês se contraísse; e assim o Japão passou 20 anos praticamente sem crescimento algum. Na sequência, o neoliberalismo apostou todas as suas fichas na China. E se a China ficou grande demais, nesse caso as asas chinesas terão necessariamente se ser grampeadas.

E isso, precisamente, é o que nosso homem da parábola vê em processo, hoje.

Aí está a parábola de um player empoleirado em posição privilegiada em Gotham City, mas suficientemente preocupado a ponto de escrever ao Banco do Povo da China para dar-lhe a conhecer seus temores geopolíticos. Não se sabe se ou como o Banco do Povo da China responderá a carta.

O que é certo é que não terão como discordar do modo como a parábola termina: com o "magnífico" plano de integração eurasiana a correr a pleno vapor – melhor dizendo: a correr sobre trilhos de alta velocidade – sempre à frente.

Síria precisa negociar com a família Rothschild para recuperar Golan


Videiras do Golan sírio

A Síria vai ter muita dificuldade em recuperar as Colinas de Golan.

E não é por causa de suas fontes de água, que abastecem o rio Jordão.

Alias, o rio Jordão nasce ali.

A dificuldade reside no fato de as colinas de Golan produzirem o melhor vinho Kosher do mundo.

O único vinho permitido para os seguidores da religião judaica.

Ou seja, judeu que se preza só pode tomar vinho kosher, que também é consumido nas cerimônias religiosas.

Além do mais, não basta negociar a devolução das colinas (invadidas e ocupadas em 1967) com o governo de Israel.

A principal negociação tem que se dar com a família dos banqueiros Rothschild, proprietária das vinhas e vinhedos.

A família Rothschild, como se sabe, é uma tradicional família de banqueiros há centenas de anos.

Seu poder é tamanho que há cerca de 300 anos não acontece nenhuma guerra no mundo sem a participação deles.

Essa família, inclusive, é co-responsável pela criação do estado de Israel.

Portanto, recuperar as colinas de Golan através da negociação não será uma tarefa fácil.

Mas nada é impossível.

Até a recuperação do Estado original da Palestina pelos palestinos é possível.

Basta que os governantes de Israel continuem sua sanha em provocar a humanidade.

Israel não é um país, é uma metáfora.

E aqui abro um parêntese para contar um pequena lenda sobre o vinho, que pode ser lida na obra The Hebrew Myths, de Robert Graves e Raphael Patai.

Diz a lenda que o anjo Samael revoltado com Noé que plantou uma videira, matou um cordeiro e o enterrou sob essa videira.

Depois fez o mesmo com um leão, um porco e um macaco.

As uvas que nasceram dessa videira beberam o sangue desses quatro animais.

Por isso, mesmo que seja menos valente que um cordeiro, o homem ao provar o vinho se jactará de ser mais forte que um leão.

Se beber em excesso se comportará como um porco.

E se abusar da bebida, se comportará como um macaco, andará cambaleando, perderá o juízo e ofenderá a Deus.

E o conto termina dizendo que foi isso que aconteceu com Noé depois de beber o vinho.

Georges Bourdoukan

Farsa de brasileira no Equador é desmascarada no Brasil


As informações sobre a detenção de Manuela Picq, sua volta ao Brasil, e a suposta “liderança” ambiental e indígena do seu namorado no Equador são nocivas às lutas ambientais, indígenas e à própria esquerda latino-americana. Seu sorriso carrega o cinismo da direita que instrumentaliza a agenda progressista com o intuito de desestabilizar os governos legitimamente eleitos.

Por Amauri Chamorro*, para o Correio do Brasil

Sua tentativa de se mostrar vítima de uma agressão policial escora-se numa estratégia de jogar a opinião pública internacional contra um governo com alta aprovação popular e que, despertando a ira da direita, ousa tributar grandes fortunas e avançar num projeto de inclusão socioeconômica daquela maioria que sempre foi invisível.

Os protestos encampados, recentemente, no Equador fazem parte do modus operandi do século 21 para derrubar governos progressistas legitimamente eleitos. Manuela e a vitimização que se tenta construir em torno de sua prisão é uma das tantas ameaças que a América Latina enfrenta e o progressismo não pode morder essa isca. As marchas realizadas contra o Presidente Rafael Correa são uma falácia muito bem desenhada e financiada pela direita.

Como a direita latina decidiu não usar mais as forças armadas do continente para derrubar presidentes de esquerda, pouco a pouco começou a cooptar corrompidos ex-esquerdistas e alguns bufões autodenominados defensores-de-qualquer-coisa para servirem de tropa de choque.

No caso do Equador, uma suposta liderança indígena que não tem nenhum apoio das bases, iniciou uma marcha para tentar derrubar Rafael Correa. Isso começou após o presidente ter proposto um imposto sobre heranças – algo que ainda não foi feito no Brasil.

É evidente que o imposto sobre as fortunas herdadas pelas quatrocentonas famílias equatorianas é uma das principais formas de acabar com a desigualdade econômica e social. Seria contraditório que os indígenas andassem de mãos dadas com a elite econômica que tanto os oprimiu. A questão é que estes supostos líderes indígenas não representam as lutas e nem as massas, pois entre 1997 e 2005 fizeram parte das mobilizações que derrubaram 3 presidentes. Nesse período chegaram a ser mobilizados mais de 10 mil indígenas.

Nos dias de hoje, a marcha organizada por eles não reuniu sequer 300 pessoas. Sua aproximação política com os capitães-do-mato traiu a confiança da base indígena, e isso, para a cosmovisão ancestral, é imperdoável. Imediatamente após o presidente anunciar que as fortunas administradas por empresas e “fundações fantasmas” localizadas em paraísos fiscais teriam que pagar impostos, uma violenta reação da direita se iniciou nas ruas no mês de julho de 2015.

A tragicômica liderança indígena financiada por essa elite foi convocada a organizar uma marcha com o objetivo de pintar de “povo” a empreitada que visava dar um basta ao presidente. A lógica é bizarra: como os 70% de aprovação do governo de Correa são a média de aceitação de oito anos de governo – que sobrevive inclusive ao assassinato de dois de seus guarda costas durante uma tentativa de golpe de Estado, em 2010, e também à uma suspeita queda do helicóptero presidencial, onde morreram três pessoas – agora, era preciso baixar esses índices de popularidade e construir uma narrativa que envolvesse os indígenas e o povo numa rebelião contra Correa. As tentativas de derrocadas com cheiro de Channel Nº 5 não deram certo.

Nesse contexto surge a linda história de amor de Manuela Picq e Carlos Peréz Guartambel. Uma relação que nasce no meio do caos gerado por eles mesmos. Desde que o progressismo se instalou no continente, o roteiro golpista latino-americano utiliza os mesmos arquétipos e cenas. A ultraviolência causada em manifestações, depredações e tentativas de golpe resultam numa reação mão-firme do Estado, gerando feridos, presos e se possível até mortos em nome da luta contra uma suposta tirania, já que o governo foi eleito com o voto da imensa maioria.


Olho roxo: Manuela se acidentou com malabares, em Paris

A detenção de Manuela Picq no última dia 13 de agosto se deu dentro desse contexto. Ela participava da marcha que tinha como objetivo cercar o Palácio de Carondelet, e faltando meio quarteirão, Carlos Peréz Guartambel na linha de frente da mobilização foi detido junto com outros manifestantes. No momento da sua detenção, Manuela Picq tentou impedir a ação policial, sendo detida junto com ele. Por ser estrangeira, não portar seus documentos e ter sido detida com o uso da força, foi levada a uma unidade de saúde e depois a um hotel que serve de abrigo para estrangeiros sem documentos. A polícia gravou um vídeo onde Manuela, com o seu lindo sorriso no rosto e sem qualquer olho roxo, conta tudo o que aconteceu. O olho dela estava roxo, já que a madame estava praticando malabares na França, e se acidentou, um mês antes.

Apesar do seu visto ser o 12 VIII, que serve para “intercambio cultural” e não permite a participação em qualquer tipo de manifestação política, uma juíza ordenou que Manuela não fosse deportada e que deveria ser colocada em liberdade, o que aconteceu imediatamente. Manu e seu namorado circularam em todos os meios de comunicação que o seu tempo permitiu. E mentiram. Obviamente.

Carlos Peréz Guartambel que hoje supostamente luta pelo meio ambiente e lidera a “resistência” indígena enquadra-se como um vulgar oportunista a serviço da direita. Em 1999, quando 1 milhão de equatorianos migraram aos EUA e à Europa pela quebra do país, resultando na dolarização da sua economia, Guartambel era representante de seis empresas mineradoras no país. Isto pode ser verificado nos documentos emitidos pela Agência de Regulamentação e Controle Mineiro do Equador.

Não bastasse isso, Carlitos era representante também da Associação de Lavadores de Carros de Tomebamba, na cidade Cuenca. Essa associação é a mesma que foi autuada por contaminar o rio Tomebamba. O cinismo é tão grande que durante uma entrevista ele mesmo admitiu a contaminação. Seus clientes mineiros e lava-rápidos operavam nas mesmas áreas que ele hoje diz defender. Como seus clientes foram multados e suas concessões mineiras suspensas devido ao endurecimento na legislação ambiental, Carlitos decide marchar contra ao governo. Esconde o real objetivo, que é defender suas próprias finanças e, de lambuja, assumir um protagonismo político à direita.

Manu, sua namorada, também costuma mentir sistematicamente. Apesar do seu extenso currículo na docência, se diz jornalista. Não pela sua formação acadêmica, que é na área de relações internacionais, mas por ela escrever artigos para a Al Jazeera. Ela também afirma que o governo equatoriano é opressor e que não permite que as pessoas possam se expressar livremente. Apesar disso, ela mora há oito anos no país, se manifestando contrária à Revolução Cidadã, inclusive convocando o golpe sem nunca ter sido perseguida, presa, processada etc.

Ela chama uma eleição ganha com 60% dos votos, no primeiro turno, de ditadura. É tão mentirosa que apesar de ter gravado um vídeo onde afirma estar bem, o que é notável, mentiu a diversas instituições acadêmicas como Princeton e a Universidade Internacional da Flórida, pedindo que enviassem cartas ao Presidente Correa para que ela fosse liberada imediatamente.

No caso da UFRJ, o papelão foi maior. Dois professores pediram para o presidente “desautorizar” a sua detenção e deportação por ela sofrida. Manuela não estava detida, nem havia sido deportada. E mesmo que ele quisesse, se a nossa “heroína” estivesse detida, a única autoridade que poderia mandar soltá-la seria um magistrado (aliás, parece-me que no Brasil também é assim).

Apesar disso, a irresponsabilidade destes acadêmicos é tão grande que eles afirmam de que Guartambel estava ferido gravemente. Confira aqui como o “gravemente ferido” namorado da Manú marcha apenas dois dias depois de seus supostos algozes o terem agredido.

Depois de solta, um juiz negou aos seus advogados o pedido que suspendia a revogação do seu visto . Apesar dela não ter sido deportada, Picq decidiu voltar ao Brasil no dia 19 de agosto para pedir um novo visto. É tão caricata a atitude dela, que agora o seu advogado diz inclusive que deveria ser respeitado o seu direito indígena, já que ela é namorada de um deles, apesar dela não ter se casado nem sob a legislação equatoriana, nem por algum rito ancestral.

A verdade é que esta inteligente, bem formada, poliglota, linda, ariana, europeia-brasileira, namorada de um meio-indígena, representante de mineradoras e poluidores de rios, trolou a academia e a imprensa internacional.

Vermelho.org

Cortaram as asas dos fundos abutres, diz chefe de Gabinete argentino


"Os abutres perderam poder de fogo", considerou, nesta terça-feira (1º/09), o chefe de Gabinete da presidência argentina, Aníbal Fernández, ao avaliar uma decisão da Corte de Apelações de Nova York contrária a esses fundos.

A resolução do tribunal nova-iorquino freou um ditame do juiz Thomas Griesa que pretendia embargar as reservas do Banco Central da Argentina no exterior a favor dos fundos abutres.

Esse veredicto é produto dos recursos propostos pelo Governo Nacional, que "não vai permitir que roubem o dinheiro dos argentinos", reafirmou Fernández ao falar com a imprensa na Casa Rosada.

O servidor público reiterou que a "Argentina paga todo mundo" e criticou a postura de alguns líderes da oposição, como Mauricio Macri, que propuseram pagar esses grupos financeiros e se submeter assim às decisões de Griesa, o que é claramente negativo à soberania nacional.

"Se estes defensores de se ajoelhar tivessem prosperado", os fundos abutres "teriam levado riquezas que correspondem aos argentinos. Não se pode ser grosseiro a ponto de dizer que deveria pagar-se o que Griesa diz; isso teria destroçado o país sem nenhuma necessidade", explicou Fernández.

Desde o ano passado, o Executivo argentino resiste a uma investida dos fundos abutres, cujas demandas foram avaliadas por sucessivas decisões do juiz Griesa. Inclusive, propuseram embargar os bens de empresas estatais argentinas e do Banco Central.

Esses grupos representam cerca de 2% dos detentores de bônus da dívida argentina, enquanto 93% aceitou a reestruturação de 2005 e 2010. Ao redor de 5% está na expectativa do que acontecer no litígio.

Os fundos abutres, como NML Capital e Aurelius, não são credores da Argentina; compraram os bônus da dívida a preços muito baixos de terceiros quando estourou a crise financeira de 2008 e agora exigem de Buenos Aires quantias imensas, incluindo uma acumulação substancial de juros.

Os governos de Néstor Kirchner e Cristina Fernández, que não contraíram essas dívidas que se acumularam desde a última ditadura cívico-militar (1976-1983), procuraram renegociar a dívida, o que conseguiram em 2005 e 2010, e têm cumprido com os compromissos.

Os que propuseram se curvar perante os abutres "estavam rifando o que pertence aos argentinos, permitindo que os bonistas levassem o que não lhes correspondia", insistiu o chefe de ministros.

Além disso, destacou que "para levar adiante estes tipos de negociações há que ter estatura de estadista e saber exatamente o que acontece, como faz o Estado argentino e a presidenta da Nação".

Aníbal Fernández, candidato a governador da província de Buenos Aires, qualificou de bem clara e firme, como corresponde aos estadistas responsáveis, as decisões da Presidenta, que "assegura que não vai pagar e permitir que roubem dinheiro dos argentinos", enfatizou.

Prensa Latina

Ex-chefe da CIA quer usar militantes da al-Qaeda para combater Estado Islâmico


David Petraeus, o influente ex-chefe da CIA e ex-comandante das forças americanas no Iraque e Afeganistão, propõe cooperar com os jihadistas do antigo inimigo dos EUA, a al-Qaeda, para derrubar outros jihadistas – do Estado Islâmico, escreve a edição The Daily Beast.

O jornal diz, alegando quatro fontes, inclusive uma que falou com Petraeus diretamente, que o militar apela aos oficiais americanos para considerarem o uso dos assim chamados membros moderados da Frente al-Nusra, que é a filial da al-Qaeda na Síria, para combater o Estado Islâmico naquele país.
A ideia vem da experiência de Petraeus no Iraque quando, no quadro de uma ampla estratégia para combater os insurgentes islamistas, os EUA persuadiram as milícias sunitas a parar de lutar junto com a al-Qaeda e começar a cooperar com as tropas estadunidenses.

A tática deu bom resultado, mas só temporariamente. A al-Qaeda ressuscitou no Iraque como o Estado Islâmico e acabou por se tornar o inimigo jurado da sua organização-parente. Agora Petraeus quer voltar ao seu antigo jogo, defendendo a estratégia de recrutamento de membros da Frente al-Nusra, especialmente os que não partilham o essencial da filosofia islamista da al-Qaeda.

Porém, o jogo de Petraeus, se for levado à prática, pode ser imensamente controverso. A luta dos EUA contra o terrorismo começou após o ataque de 9/11 realizado pela al-Qaeda. A ideia que os EUA podiam, 14 anos depois, cooperar com os elementos da filial síria da al-Qaeda é uma ironia que não pode ser encarada pela maioria dos responsáveis americanos contatados pelo The Daily Beast. Eles consideram a iniciativa de Petraeus politicamente tóxica, quase impossível de executar e estrategicamente arriscada.

A ideia iria também enfrentar sérios obstáculos legais. Assim, em 2012 a administração de Obama designou a Frente al-Nusra como organização terrorista. E, no ano passado, o presidente dos EUA Barack Obama deu ordens de ataques aéreos contra as posições da Frente al-Nusra que acolhiam os membros do Grupo Khorasan, afilado na al-Qaeda e que tentava recrutar jihadistas com passaportes ocidentais para entrarem em aviões de linhas aéreas civis com bombas.

Segundo os que conhecem a opinião de David Petraeus, ele propõe separar os militantes menos radicais da Frente al-Nusra que lutam contra o Estado Islâmico na Síria mas que se juntaram com a Frente al-Nusra por causa do objetivo comum que é a derrubada do presidente sírio Bashar Assad.

Porém, não está claro como os EUA pretendem separar os militantes moderados do resto dos membros e dos líderes da organização. Petraeus tem de esclarecer as suas posições em relação a isso.
“É um reconhecimento de que o objetivo dos EUA de liquidar o Estado Islâmico sofreu um fracasso. Se não fosse, não estávamos a negociar com estes grupos terroristas”, disse Christopher Harmer, especialista em assuntos navais no Instituto dos Estudos da Guerra em Washington, disse ao The Daily Beast.

“De ponto de vista estratégico, é desesperado”, acrescentou.

A estratégia de Petraeus depende dum leque de hipóteses, primeiramente de a inteligência e os oficiais militares americanos saberem distinguir quem é verdadeiramente moderado dentro da Frente al-Nusra e não partilha o objetivo de substituir o governo de Assad por um governo islamista.

Quanto mais extremista se torna o Estado Islâmico, tanto mais moderados parecem os outros grupos radicais. O Estado Islâmico, que filma execuções, organiza sequestros, pratica a escravidão das mulheres e meninas, se tornou tão bárbaro que se isolou dos outros grupos militantes, disse Harmer.
“A aliança de conveniência, que era impossível dois anos atrás, é desejável hoje em dia e em certa medida é inevitável porque não pretendemos realizar uma operação militar no terreno”, manifestou o especialista militar.

Voltando ao caráter perigoso de tais iniciativas como utilizar os jihadistas da al-Qaeda, a Sputnik lembra que, anteriormente, o jornalista Nafeez Ahmed fez uma investigação na qual ele alega um documento da Agência de Inteligência de Defesa (DIA, na sigla em inglês) dos EUA. O referido documento prova que o Pentágono sabia que a estratégia americana de apoio aos grupos extremistas na Síria para derrubar fosse de que maneira fosse o regime do presidente Bashar Assad resultaria no surgimento do Estado Islâmico, mas os EUA não mudaram a estratégia. Por isso, ninguém sabe em que poderá resultar o hipotético apoio à Frente al-Nusra.
Além disso, o fracasso dos EUA no treinamento da oposição síria moderada e especialmente a teimosa falta de vontade por parte das autoridades americanas de apoiar o presidente legítimo sírio Bashar Assad resulta em tais iniciativas “extravagantes” como a de David Petraeus.

Sputniknews

Diario azerí: Israel prefiere el crudo barato de EIIL al de Azerbaiyán


Integrantes del grupo terrorista de Daesh almacenan crudo extraído de un yacimiento petrolífero en Irak.

Un rotativo azerí denunció la drástica reducción de compra de petróleo a Azerbaiyán por parte del régimen israelí por el crudo del grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe) y el Kurdistán iraquí.

“Israel ha reducido la compra de crudo a Azerbaiyán al comprar el petróleo barato e ilegal al Kurdistán iraquí y el EIIL (Daesh, en árabe)”, indicó el diario Virtual Azerbaiyán.

Según el informe, el régimen de Tel Aviv “prefiere el crudo más barato” que le ofrecen la región semiautónoma en el norte de Irak o la organización terrorista que tiene bajo su control algunos yacimientos petrolíferos tanto en Siria como en Irak.

“Israel adquiría parte de sus necesidades petroleras desde Azerbaiyán”, pero ya se está alejando de su socio más importante en la región del Cáucaso, señaló la misma fuente.

En junio de 2014, los integrantes de Daesh se infiltraron en Irak a través del territorio sirio y tomaron el control de amplias zonas en el oeste y norte de Irak, incluidos cinco yacimientos.

El diario británico Financial Times reportó hace dos semanas que el régimen de Tel Aviv importó entre mayo y agosto del 2015 más de 19 millones de barriles de crudo de la región conflictiva norteña iraquí.

Este volumen de crudo representa el 77 por ciento del consumo de petróleo de Israel, que asciende a unos 240.000 barriles diarios.

Esto tiene lugar mientras el Gobierno de Bagdad y la comunicad internacional han advertido en reiteradas ocasiones de que la compra de petróleo a tales regiones ayudan a financiar las operaciones terroristas de Daesh.

mjs/ktg/msf - HispanTv

Presidente guatemalteco pierde la inmunidad


El Congreso de Guatemala ha retirado este martes la inmunidad al presidente Otto Pérez Molina, acusado de liderar la red de corrupción aduanera "La Línea".

"Se declara con lugar" el retiro de la inmunidad del presidente, ha anunciado el diputado opositor Carlos Herrera, secretario de la junta directiva del parlamento guatemalteco, tras el voto favorable de los diputados presentes en la sesión plenaria.

Durante la sesión ordinaria del Congreso guatemalteco, 132 parlamentarios han votado a favor de quitar la inmunidad al jefe de Estado, mientras solo se necesitaba 105 votos.

Ahora el Ministerio Público de Guatemala y la Comisión internacional Contra la Impunidad en Guatemala (CICIG) tiene vía libre para investigar al mandatario por su presunta participación en actos de corrupción.

El pueblo guatemalteco ha mostrado su júbilo en las principales calles y avenidas del país nada más saber la decisión del Congreso en torno a las acciones ilícitas que habría realizado Pérez Molina durante su mandato al frente del Ejecutivo.

Las horas siguientes son decisivas: El expediente que habilita la investigación, identificado con número 197-2015, debe ser trasladado "inmediatamente" a la Corte Suprema de Justicia (CSJ), para que esta a su vez lo traslade a un juez.

Pérez Molina es el único dignatario en la historia de Guatemala que se le retira su inmunidad tras ser acusado de participar en varios casos de corrupción y hasta el momento se desconoce la decisión que podría tomar el mandatario.

El lunes, Pérez Molina anunció su intención de afrontar un proceso judicial por corrupción desde su cargo, al que se aferra pese a la insistencia popular para que renuncie.

La denuncia contra Pérez Molina fue presentada ante la Corte Suprema de Justicia (CSJ) y esta entidad dio luz verde el martes a llevar a cabo un antejuicio contra el mandatario por supuestos nexos en una trama de corrupción.

El miércoles, el titular del Juzgado B de Mayor Riesgo, Miguel Ángel Gálvez, decretó la prisión preventiva para la exvicepresidenta, Roxana Baldetti, también acusada de fraude financiero.

Este escándalo político que ha sacudido las bases del Gobierno guatemalteco, se cobró otras víctimas el sábado pasado, dos ministros y un comisionado de la Administración de Pérez Molina dimitieron en medio de las acusaciones de corrupción gubernamental que ha consternado al país centroamericano.

Desde el anuncio de la defraudación pública el pasado 16 de abril, Guatemala se ha convertido en escenario de manifestaciones antigubernamentales mientras están previstas unas elecciones generales con la finalidad de elegir al sucesor de Pérez Molina.

ftn/ncl/kaa/msf - HispanTv

Moscú anuncia que habrá respuesta a las sanciones adicionales de EE.UU.


Las sanciones adicionales impuestas a Rusia por parte de Estados Unidos tendrán respuestas y estas no serán necesariamente simétricas, advirtió el Ministerio de Asuntos Exteriores ruso.

Los diplomáticos calificaron la ampliación de las listas de sanciones de "nuevo elemento en una serie de acciones inamistosas emprendidas por EE.UU.". Las sanciones pueden afectar la estabilidad internacional y "sin duda tendrán un efecto bumerán sobre los intereses estadounidenses", advirtieron desde el ministerio.

"El modo de actuar de Washington debilita sus propias señales de que está interesado en cooperar con nosotros para solucionar una serie de graves problemas internacionales", reza un comunicado del servicio diplomático ruso. "Los intentos infructuosos de presionarnos mediante sanciones por lo visto no enseñan nada a los estrategas de Washington".

El Gobierno de EE.UU. ha impuesto sanciones contra cinco empresas rusas por realizar supuestamente actividades que van contra de la legislación estadounidense en materia de no proliferación en Irán, Corea del Norte y Siria.

En esta 'lista negra' se ha incluido a la agencia estatal exportadora de armas Rosoboronexport, el consorcio aeronáutico MiG, la Oficina de Diseño de Instrumentos KBP que fabrica equipamiento y maquinaria militar, el fabricante de baterías Katod y la constructora de cohetes espaciales NPO Mashinostroyenia, así como a cualquiera de sus filiales, informa la agencia RIA Novosti.

Actualidad RT

Organizaciones sociales de Perú protestan por llegada de portaaviones de EEUU


Organizaciones políticas y sociales se manifestarán este martes en Lima contra la llegada al país del portaaviones estadounidense USS George Washington y sus 3.200 efectivos, a la que califican de "invasión militar".

"Lo que ocurrirá el 1 de setiembre resulta ciertamente inédito: nunca antes sucedió", opinó el excongresista Gustavo Espinoza en una columna publicada este lunes por el sitio web independiente La Mula.

Esta situación "solo aconteció en otros países como una invasión militar" de Estados Unidos, señaló Espinoza, en referencia a la llegada de 3.200 militares que en principio permanecerán durante seis días en el país.

"La que se avecina será una suerte de 'operación encubierta' (…) destinada a afirmar la presencia norteamericana no solo en el Perú, sino en América, en una circunstancia en la que el Imperio busca cambiar a como dé lugar la correlación de fuerzas imperante en la región", agregó.


El portaaviones George Washington llegará al puerto del Callao en el marco de un acuerdo de cooperación militar bilateral que el Congreso de Perú ratificó a finales de enero, cuando autorizó el ingreso y la permanencia de tropas estadounidenses en territorio peruano.

Así, a partir de febrero han ingresado a Perú más de un centenar de militares de Estados Unidos, muchos de ellos para una permanencia de un año.

En virtud del acuerdo, el ejército de EEUU capacita a las Fuerzas Armadas de Perú en el combate de grupos armados y narcotraficantes que operan en el Valle de los Ríos Apurímac, Ene y Mantaro, según informó en febrero un artículo del portal Defensa.com.

La llegada de USS George Washington ya motivó movilizaciones en la capital peruana.

El 21 de agosto, activistas de organizaciones políticas y sociales se manifestaron por las calles limeñas en rechazo a una presencia militar que consideran lesiva de la soberanía y la seguridad de Perú.

Según la convocatoria del Colectivo Dignidad para este martes, Perú es "el único" país de la región en el que operan nueve bases militares estadounidenses, mientras que tres de sus puertos sirven para reabastecimiento a la Cuarta Flota de EEUU.

La Cuarta Flota tiene a su cargo las operaciones militares marítimas en el Caribe, América Central y América del Sur.

HispanTV

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Bem-vindos às guerras por acordos comerciais


Pepe Escobar, Asia Times Online -Tradução: Vila Vudu

BANGKOK — A China continua a crescer nada desprezíveis 7%. Mesmo assim, por causa da desvalorização do yuan e de uma queda abrupta no mercado de ações, em muitas capitais a narrativa circulante é de que um Armagedon ter-se-ia abatido sobre o modelo econômico que ao longo dos anos gerou crescimento que sextuplicou o PIB da China.

Poucos sabem que Pequim, simultaneamente, está engajada numa tarefa titânica: mudar seu vetor de crescimento, das exportações para investimento massivo em serviços; enfrentar o papel negativo ou só de autossatisfação das empresas estatais; e desinflar pelo menos três bolhas – da dívida, da especulação imobiliária e do mercado de ações –, no contexto de uma virtual estagnação econômica global.

Tudo isso, enquanto praticamente não há qualquer cobertura na mídia ocidental, sobre o impulso puxado pela China rumo à integração do comércio eurasiano, que ajudará eventualmente a consolidar o Império do Meio como a maior economia do planeta.

O que nos leva a uma subtrama crucial no Grande Quadro: o Sudeste da Ásia.

Daqui a quatro meses, a Associação de Nações do Sudeste Asiático, ANSA [ing. Association of Southeast Asian Nations (ASEAN)], de dez membros, estará integrada, via a Comunidade Econômica da ANSA, CEANSA [ing. ASEAN Economic Community (AEC)].

A Comunidade Econômica da Associação de Nações do Sudeste Asiático não é pouca coisa. Estamos falando da integração econômica de um mercado combinado de 620 milhões de pessoas, e PIB coletivo de $2,5 trilhões.

Claro, ainda é uma ANSA dividida. Em termos gerais, os países do interior do continente do Sudeste da Ásia são mais próximos da China; a franja marítima do mesmo Sudeste da Ásia é mais confrontacional – dentre outros motivos porque os EUA só fazem insuflar o confronto. Vai demorar até que haja um código de conduta baseado em regras para o Mar do Sul da China, assinado por todos os participantes.

Mesmo assim, ainda que haja contraste visível entre a área continental e a área marítima do Sudeste da Ásia, e a integração das duas áreas possa conter mais retórica que fatos – pelo menos no curto prazo –, Pequim não parece estar preocupada com o grande jogo. Afinal de contas, a China é inextrincavelmente conectada ao sudeste asiático continental.

Considerem Cambodia, Laos, Myanmar e Tailândia. É mercado coletivo de 150 milhões de pessoas e PIB de mais de $500 bilhões. Inclua esses quatro no contexto da sub-região do Grande Mekong, que inclui as províncias de Guangxi e Yunnan do sul da China, e tem-se mercado de 350 milhões de pessoas e PIB de mais de $1 trilhão. A conclusão, como Pequim vê as coisas, é inevitável: o Sudeste Asiático é o quintal do sul da China.

TPP versus PERA

A Parceria Trans-Pacífico [ing. Trans-Pacific Partnership (TPP)] comandada pelos EUA é amplamente considerada, em inúmeras latitudes da ANSA, como componente chave da 'pivotagem para Ásia'.

Se a ANSA já é dividida, a TPP só acentua a divisão. Só quatro países da ANSA – Brunei, Malásia, Cingapura e Vietnã – estão envolvidos em negociações dos acordos da [parceria] TPP. Os outros seis países preferem a Parceria Econômica Regional Ampla, PERA [ing. Regional Comprehensive Economic Partnership (RCEP)].

A PERA é ideia ambiciosa que aspira a converter-se maior acordo de livre comércio do mundo; 46% da população da Terra, com PIB conjunto de $17 trilhões e 40% do comércio mundial. A parceria PERA inclui 10 nações da ANSA plus China, Japão, Coreia do Sul, Índia, Austrália e Nova Zelândia. Diferente da [parceria] TPP, liderada pelos EUA, a [parceria] PERA é liderada pela China.

Ainda que haja substancial grau de vontade política, será impossível para esses 16 países concluir suas negociações nos próximos quatro meses – para anunciar a constituição da [parceria] PERA simultaneamente ao início da Comunidade Econômica da ANSA, CEANSA. Seria forte estímulo à noção partilhada da "centralidade" da ANSA.

Problemas e mais problemas por todos os lados. Para começar, a grave disputa China-Japão pelas ilhas Diaoyu/Senkaku. E a sempre crescente confusão entre China/Vietnã/Filipinas no Mar do Sul da China. Competição e desconfiança é a norma. Muitas dessas nações veem a Austrália como um cavalo de Troia. Assim sendo, é pouco provável que se alcance algum consenso antes de 2017.

A ideia da Parceria Econômica Regional Ampla, PERA, nasceu em novembro de 2012 numa reunião de cúpula da ANSA no Cambodia. Até hoje já aconteceram nove rodadas de negociações. Curiosamente, a ideia inicial partiu do Japão – de um mecanismo que combinasse a multidão de acordos bilaterais que a ANSA construíra entre seus parceiros. Mas atualmente a China está na liderança.

E como se não bastasse a disputa entre as 'parcerias' TPP e PERA, há também a Área de Livre Comércio do Pacífico Asiático, ALCPA [ing. Free Trade Area of the Asia-Pacific (FTAAP)]. Foi introduzida na reunião da Associação dos Países Exportadores de Petróleo (APEP) em Pequim, ano passado, pela – obviamente – China, para distanciar do ideário da [parceria] TPP as nações cujo principal parceiro comercial é a China.

Joseph Purigannan de Foreign Policy in Focus resumiu bem todo esse frenesi: "Se se conectam todos esses desenvolvimentos de 'mega acordos de livre comércio", o que se vê é na verdade a intensificação do que se pode chamar de guerra por território entre os grandes players.” Quer dizer que, mais uma vez, é guerra China vs. EUA, guerreada por procuração.

A Big Pharma manda

A parceria trans-Atlântico, TPP, é divulgada nos EUA como se visasse a fixar padrões comuns para quase a metade da economia mundial.

Mas essa parceria TPP – negociada sob máximo segredo poderosos lobbies empresariais bem longe de qualquer controle, longe até de qualquer conhecimento, público – é essencialmente a OTAN 'comercial' (e parceira íntima da outra 'parceria' orientada para a UE, a TTIP). A TPP foi desenvolvida como braço econômico/comercial do 'pivoteamento para a Ásia' – com dois sonhos ardentes embutidos: excluir a China e diluir a influência do Japão. E, sobretudo, a TPP visa a impedir que grande parte da Ásia – e dentro dela, as nações da ANSA – consigam chegar a qualquer acordo que não inclua os EUA.

A reação da China é sutil, não frontal. Pequim está apostando, de fato, em multiplicar os acordos – da Parceria Econômica Regional Ampla, PERA, para a Área de Livre Comércio do Pacífico Asiático, ALCPA. O objetivo final é reduzir a hegemonia do dólar norte-americano (não esqueçamos: a TPP é baseada no dólar).

Mesmo depois de ter assegurado a aprovação no Congresso, mês passado, para uma tramitação rápida que leve a um acordo, o presidente Obama e o todo poderoso lobby comercial pró TPP estão encontrando muita dificuldade para convencer os 12 parceiros – muito desiguais – nessa 'parceria' TPP].

Para a futura geração de drogas biológicas, por exemplo, a 'parceria' TPP privilegia abertamente as gigantes da indústria farmacêutica, "Big Pharma", como a Pfizer, e a Takeda do Japão. A TPP opõe-se a empresas de propriedade estatal – muito importantes em economias como Cingapura, Malásia e Vietnã –, em benefício de concorrentes estrangeiras, na disputa por contratos com os governos desses países.

TPP quer pôr fim ao tratamento preferencial que a Malásia garante a malaios étnicos no business, moradia, educação e contratos com o estado – um dos fundamentos do modelo de desenvolvimento da Malásia.

Sob o pretexto de cortar tarifas sobre tecidos "sensíveis", as grandes corporações têxteis dos EUA, como Unifil, querem impedir o Vietnã de vender roupas baratas, feitas na China, no mercado dos EUA.

E EUA e Japão continuam em séria oposição na agricultura e na indústria automobilística, ainda discutindo, por exemplo, em que ponto um veículo inclui conteúdo local suficiente para qualificar-se à isenção de impostos.

O primeiro-ministro general Prayut Chan-ocha está convencido de que a 'parceria' TPP tanto pode salvar como pode quebrar a Tailândia – com ênfase na parte "quebrar". Foi o que disse a importante grupo de visitantes do Conselho de Comércio EUA-ANSA.

Bangkok está aterrorizada, temendo que aquelas leis sobre patentes de medicamentos – por exemplo, o direito de fabricar medicamentos genéricos – sejam substituídas por leis extremamente restritivas, ditadas pelos suspeitos de sempre: a "Big Pharma".

Um cinturão, uma Rota, um banco

No final, tudo sempre volta à fórmula hoje legendária do presidente Xi Jinping da China, I Tai I Lu (“Um Cinturão, Uma Rota"). Também conhecida como a estratégia da(s) Nova(s) Rota(s) da Seda, da qual um dos componentes chaves é a exportação de todos os modos de tecnologia chinesa de conectividade para outras nações ANSA.

Começa com o Fundo Rota da Seda, de $40 bilhões, anunciado no final do ano passado. Mas outras vias de investimento para redes de infraestrutura – autoestradas, ferrovias, portos – devem vir através do Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura, BAII [ing. Asian Infrastructure Investment Bank (AIIB)].

O BAII portanto pode também ser interpretado como uma extensão do modelo chinês de exportações. A diferença é que, em vez de exportar bens e serviços, a China estará exportando expertise em infraestrutura, além do seu excesso de capacidade doméstica de produção.

Um desses projetos é uma ferrovia da província de Yunnan atravessando Laos e Tailândia até Malásia e Cingapura – com a Indonésia ali bem próxima (onde a China já disputa com o Japão o contrato para construir os primeiros 160 km de ferrovia para trens de alta velocidade entre Jacarta e Bandung). A China construiu nada menos que 17 mil quilômetros de ferrovias de alta velocidade – 55% do total mundial – em apenas 12 anos.

Washington não está exatamente apreciando muito as relações cada vez mais próximas entre Pequim e Bangkok. A China, por sua parte, gostaria que seus laços com a Tailândia servissem como protótipo para o relacionamento com outras nações ANSA.

Daí a pressa que mostram os empresários chineses para investir em outras nações ANSA, usando a Tailândia como sua base regional de investimentos. Trata-se sempre de investir em nações com potencial excelente para tornarem-se bases de produção chinesa.

No futuro imediato, é inevitável a integração econômica nas terras continentais do Sudeste Asiático. É possível que vá de Myanmar ao Vietnã. E logo, por ferrovia, do sul da China, pelo Laos, até o Golfo da Tailândia; e por Myanmar, até o Oceano Índico.

O mercado de trabalho está cada vez mais integrado. Há cinco milhões de pessoas de Myanmar, Cambodia e Laos já trabalhando na Tailândia – a maior parte dos quais legalmente. O comércio de fronteira está crescendo – uma vez que "fronteiras" institucionais pouco significam nas regiões centrais do sudeste da Ásia (como tampouco significam muito entre Afeganistão e Paquistão, por exemplo).

Mas ainda é jogo muito aberto. Tudo aí tem a ver com conectividade. Com cadeias globais de produção. Tem a ver com regras comerciais harmonizadas. Mas quase tudo aí é um jogo de poder de apostas tremendamente altas: para determinar quem – EUA ou China – virá eventualmente a fixar as regras globais para comércio e investimento.

Rússia assume presidência no Conselho de Segurança da ONU


A guerra contra terrorismo e a regularização dos conflitos que grassam no Oriente Médio e no Norte da África são os assuntos aos quais a Rússia vai prestar a maior atenção durante a sua presidência rotativa do Conselho de Segurança (CS) da ONU.

Em 30 de Setembro, o ministro de Relações Exteriores Sergei Lavrov vai presidir a reunião dos ministros do Exterior para discutir estes e outros assuntos no quadro da 70ª sessão da Assembleia Geral da ONU, a iniciar em 15 de setembro.

Antes da reunião vai ser realizada uma série de encontros dos grupos de trabalho para debater a situação na Líbia, onde as exportações de petróleo das regiões sob controlo dos rebeldes fizeram com que fossem impostas sanções contra o país, inclusive o embargo de armas a Tripoli.

A ONU deverá prolongar o mandato da missão das forças de manutenção da paz na Líbia, que expira em 15 de setembro.

A agenda inclui ainda a guerra na Síria e a investigação internacional do uso de armas químicas neste país.

Os militantes do Estado Islâmico terão usado armas químicas no Iraque e a Rússia considera que é necessário realizar uma investigação semelhante à realizada pela equipa da ONU na Síria.
O Conselho de Segurança da ONU também vai prestar atenção à situação no Oriente Médio e aos recentes acontecimentos nas Colinas de Golã.

Os membros do Conselho de Segurança tomarão conhecimento dos trabalhos do Centro Regional de Diplomacia Preventiva na Ásia Central da ONU (UNRCCA, na sigla inglesa).

O centro foi estabelecido pelo Conselho de Segurança da ONU em 2007 para prevenir a crescente ameaça do terrorismo internacional e tráfico de drogas no Cazaquistão, Quirguistão, Tajiquistão, Turcomenistão e Uzbequistão.

Em Setembro, será apresentado no CS da ONU um relatório sobre a observação pelo Irã das disposições do Plano de Ação Conjunto que Teerã assinou com os P5+1 (5 membros permanentes do Concelho de Segurança da ONU e a Alemanha) e a União Europeia em Viena em julho.

A situação no Afeganistão, Libéria e Sudão também vão ser discutidas.

A presidência no Concelho de Segurança da ONU tem um caráter rotativo. Todos os meses, a presidência é alternada entre os 15 membros do conselho, por ordem alfabética. A Rússia vai passar a presidência à Espanha em 1 de outubro.

Sputniknews

Treze indústrias brasileiras de lácteos estão prestes a enviar seus produtos para a Rússia


Pelo menos 13 empresas brasileiras do setor de lácteos estão aguardando autorização da Rússia para iniciar a exportação dos seus produtos para aquele país.

A informação, divulgada por Odílson Ribeiro, diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias do Ministério da Agricultura, foi confirmada por Marcelo Costa Martins, diretor-executivo da Viva Lácteos, em entrevista exclusiva para a Sputnik Brasil.
Segundo Marcelo Costa Martins, que também é consultor setorial do Ministério da Agricultura, o processo de habilitação dessas 13 empresas está praticamente no final, e agora só depende das autoridades sanitárias da Rússia a concessão de autorização para o embarque dos produtos.
Sediada em Brasília e fundada em 8 de abril de 2014, a Viva Lácteos é uma associação que reúne 23 das mais importantes empresas do setor e também entidades como a ABIQ (Associação Brasileira da Indústria de Queijo), G100 (Associação Brasileira de Pequenas e Médias Cooperativas e Empresas de Laticínios) e a ABLV (Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida).
A seguir, a entrevista com o engenheiro agrônomo Marcelo Costa Martins.


Sputnik: Temos a informação de que 13 plantas industriais brasileiras da área de laticínios aguardam autorização para enviar seus produtos à Rússia. Como estão estas negociações?
Marcelo Costa Martins: Recentemente, em meados de julho, a Ministra Kátia Abreu esteve com autoridades russas. Na reunião ela demandou a habilitação de 13 novas plantas industriais a exportarem para a Rússia e desde então nós estamos no aguardo da habilitação destas plantas. O Ministério da Agricultura recorrentemente está conversando com a autoridade russa, e a expectativa é de que até meados do mês de setembro nós tenhamos mais estas 13 plantas habilitadas para exportação.
S: O que estas indústrias enviarão para a Rússia?
MCM: Principalmente manteiga, queijo e, dependendo das condições do mercado internacional, também leite em pó.
S: Em quais Estados se localizam estas indústrias?
MCM: A grande maioria dessas plantas industriais está nas Regiões Sul e Sudeste.
S: Do ponto de vista da Rússia, os biólogos, veterinários e sanitaristas russos continuam visitando as indústrias brasileiras?
MCM: No caso específico de lácteos, nós temos um acordo – o Governo brasileiro com o Governo russo – em que, por meio de um certificado sanitário internacional, as indústrias brasileiras são auditadas, inspecionadas pelas autoridades brasileiras cumprindo todos os requisitos sanitários relacionados à sanidade do leite, mais a questão da qualidade demandada pelos russos. Emite-se um documento informando que aquele leite e aqueles produtos lácteos atendem, na íntegra, à demanda, às necessidades russas para exportação. O documento vai para a autoridade russa e ela, de posse de todas essas informações, publica no site o nome da planta industrial e os produtos que ela está habilitada a exportar. Neste momento o Ministério da Agricultura do Brasil emite uma circular e a planta passa a ser habilitada.

S: E como vai esse procedimento?
MCM: Todo este procedimento já foi feito, as informações foram encaminhadas à autoridade russa e nós aguardamos apenas a publicação no site da autoridade russa, para que o Ministério da Agricultura possa emitir uma circular, e então se inicia o processo de exportação do produto. Boa parte dessas empresas que solicitaram habilitação recentemente já têm contatos e negócios previamente discutidos com importadores russos. Estamos na expectativa da habilitação para concretizar esses negócios. O Ministério da Agricultura fez um acompanhamento em relação aos requisitos sanitários para que o produto que chegue à Rússia atenda a todas as especificidades e a todas as necessidades do consumidor russo.

Sputniknews

Rusia propone cerrar el mar Negro a buques de guerra


Cuatro buques de guerra estadounidenses, entre ellos el USS Donald Cook, en el mar Negro.

El vicepresidente de la Cámara Baja del Parlamento ruso (Duma), Nikolai Levichev, propuso el lunes impedir el acceso de buques de guerra al mar Negro, informa la agencia rusa de noticias Sputniknews.

"Hace tiempo debíamos haber planteado el asunto de que al mar Negro entren solo los buques de los países que colindan con este mar y no se lleven a cabo maniobras navales de bloques militares", declaró Levichev.

El parlamentario ruso argumentó que dicha medida es necesaria para resguardar la seguridad y la estabilidad en la región e hizo énfasis en la necesidad de mantener al mar Negro libre de buques de guerra y presencia militar extranjera.

También aseguró que las nuevas maniobras militares denominadas "Brisa Marina" que la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) con Ucrania celebran en el mar Negro están dirigidas contra Rusia.

Además, consideró que la ejecución de maniobras conjuntas con Ucrania es inmoral, pues este país según Lévichev libra una guerra contra su propio pueblo.

“Quisiera llamar la atención de los defensores occidentales de los derechos humanos y los valores democráticos que las maniobras conjuntas con un Estado cuyas autoridades han desatado una guerra contra su propio pueblo carecen simplemente de moral", sostuvo.

Los nuevos ejercicios navales de la OTAN y Ucrania empezaron el lunes. Cerca de 2500 efectivos militares, entre ellos 1000 estadounidenses y otros 1000 marineros ucranianos asistirán a los ejercicios.

En los ejercicios Brisa Marina también participarán aviones antisubmarinos P-3 Orion-C que poseen la capacidad de transportar y utilizar bombas nucleares.

Las tensiones entre Rusia y el Occidente aumentan día a día.

El 19 de agosto también la OTAN inició sus mayores ejercicios aéreos en Europa desde el fin de la Guerra Fría (1947-1991) en Alemania, pese a que Rusia denuncia frecuentemente el expansionismo de la Alianza hacia sus fronteras.

hgn/ncl/hnb/msf - HispanTv

AI denuncia papel de EEUU en “carnicería” saudí en Yemen


Amnistía Internacional (AI) denuncia cooperación de Estados Unidos con el régimen de Al Saud en proveer armas prohibidas que se utilizan en la agresión saudí contra Yemen.

Luego de recordar el largo historial del suministro de material militar estadounidense a Arabia Saudí y a otros países que apoyan los ataques saudíes contra Yemen, la AI señala que Estados Unidos ha abastecido las armas que han matado al pueblo yemení.

“Aunque Estados Unidos no forma parte oficial de la coalición dirigida por Arabia Saudí, está contribuyendo a su campaña aérea con información de inteligencia y medios de repostaje en vuelo para sus cazabombarderos. La suma total de su ayuda a la coalición hace a Estados Unidos parcialmente responsable de las víctimas civiles de los ataques ilegítimos”, indica la AI.

En un artículo titulado “La carnicería humana de la guerra de Arabia Saudí en Yemen”, publicado el pasado 27 de agosto, la organización considera que independientemente de la fecha de la compra de esas armas, antes de la agresión saudí o desde su inicio, los países que han suministrado esas armas tienen la responsabilidad de garantizar que no se emplearán para cometer violaciones del derecho internacional.

Donatella Rovera, redactora del informe y asesora general de la AI, destaca que los bombardeos aéreos contra Yemen caen “con demasiada frecuencia” sobre la población civil, y esto agrava aún más el “desastre humanitario” que vive el país árabe.

Contando su experiencia personal en Yemen, Rovera explica que “en las ruinas del colegio Musaab bin Omar (…) no vi ninguna señal de actividad por la que pudiera considerar el sitio un objetivo militar. Lo que sí vi fueron los restos del arma empleada en el ataque: la aleta de una bomba MK80 para uso general de fabricación estadounidense”.


Un cartucho BLU-108, parte de un CBU-105 Sensor Fuzed encontrado en la provincia norteña de Saada. 17 de abril de 2015.

Como otro ejemplo, hace referencia a un ataque del régimen de Al Saud contra una mezquita yemení, y detalla que en su visita a ese lugar una de las bombas lanzadas, una MK82 para uso general de fabricación estadounidense y con un sistema de espoleta que se fabrica también en Estados Unidos, seguía intacta.

“La bomba, de 227 kilos, llevaba estampada las indicaciones ‘bomba explosiva’ y ‘tritonal’, como se denomina el tipo de explosivo que contiene estos artefactos”, agrega al respecto.

También, relata haber visto en la provincia noroccidental de Saada “un campo lleno de submuniciones de racimo BLU-97de fabricación estadounidense”, y recuerda que muchas de esas bombas aun no habían explotado, de manera que constituyen “un grave peligro para los habitantes del pueblo, los agricultores y los pastores, que pueden pisarlas sin darse cuenta o, inconscientes del riesgo, levantarlas del suelo”.

“Yemen estará plagado durante años de peligrosos restos de estas armas de fabricación estadounidense”, advierte Rovera.

Luego de lamentar el empeoramiento de la situación humanitaria en Yemen por los ataques saudíes, el informe recuerda que antes del inicio de este conflicto la mitad de los yemeníes necesitaba ayuda humanitaria; y actualmente, debido a la agresión y el bloqueo, esta cifra ha aumentado un 80 por ciento.

A este respecto, critica el reciente ataque saudí contra la ciudad portuaria de Al-Hudayda, “el único punto de entrada de ayuda humanitaria al norte del país”.

tas/rha/mrk - HispanTv

Peruanos darán bienvenida a portaaviones de EEUU con protestas


Organizaciones políticas y sociales de Perú se manifestarán este martes en Lima (capital) contra la llegada de un portaaviones y efectivos estadounidenses.

"Lo que ocurrirá el 1 de setiembre resulta ciertamente inédito: nunca antes sucedió", opinó el lunes el excongresista, Gustavo Espinoza, en declaraciones recogidas por la agencia de noticias Sputnik, acerca de la llegada a la nación sudamericana del portaaviones estadounidense USS George Washington y sus 3200 tripulantes.

Lo que ocurrirá el 1 de setiembre resulta ciertamente inédito: nunca antes sucedió", opinó el excongresista peruano, Gustavo Espinoza
Asimismo, tachó el despliegue de los militares norteamericanos, quienes permanecerán en Perú durante seis días, como “una invasión militar” de Estados Unidos, aludiendo así a las similares intervenciones de la Casa Blanca en otros países del mundo.

Para Espinoza, esta operación ha sido destinada a afirmar la presencia de Washington no solo en el Perú, sino en América Latina, “en una circunstancia en la que el Imperio busca cambiar a como dé lugar la correlación de fuerzas imperantes en la región".

El portaaviones George Washington llegará al puerto limeño del Callao (oeste) en el marco de un acuerdo de cooperación militar bilateral entre la Administración del presidente Ollanta Humala y la de Estados Unidos. El Congreso de Perú autorizó a finales de enero del presente año el ingreso y la permanencia de efectivos estadounidenses en territorio peruano.

Así, a partir de febrero han ingresado a Perú más de un centenar de militares de Estados Unidos, muchos de ellos para una permanencia de un año.

La llegada de George Washington ha provocado la indignación y protestas de los ciudadanos peruanos, quienes salieron también el pasado 19 de agosto a las calles de Lima para protestar por el incremento del número de militares de EE.UU. (de 125 a 3200).

En ese mismo sentido, el Partido Comunista del Perú criticó el pasado mes de marzo el aumento de la cifra de militares norteamericanos en el país y subrayó que el Pentágono busca allanar el camino de una eventual agresión bélica en América Latina, bajo la excusa de la lucha contra el narcotráfico y la insurgencia.

Cabe destacar que algunos parlamentarios peruanos han calificado de “preocupante” el despliegue de 3200 tropas extranjeras en su país.

Según la convocatoria del Colectivo Dignidad para este martes, Perú es "el único" país de la región en el que operan nueve bases militares estadounidenses, mientras que tres de sus puertos sirven para el reabastecimiento a la Cuarta Flota de EE.UU.

bhr/rha/mrk - HispanTv

Negocios Cotidianos: Paramilitarismo, narcotráfico, y poder político en Colombia


HispanTv

En Colombia, la estructura paramilitar de otros tiempos ha evolucionado hacia formas más sofisticadas de penetración y control social: Las llamadas “Bandas criminales”.

En Sevilla, pueblo del norte del departamento del Valle del Cauca, Colombia, Artemo, joven comerciante de carnes, al comienzo de una noche cualquiera se despidió de su socio y de la última vecina de la cuadra que le acababa de comprar una libra de asadura, o cacheo, o desperdicios, la incierta combinación de vísceras de res, corazón, hígados, intestinos, etc., que se fríen en su propia grasa y son indicadas para elevar los niveles de colesterol. La pobreza no permite ningún miramiento en dietas.

Artemo tenía una hija a la que amaba y una ex mujer a la que no odiaba demasiado. Más o menos tranquilo en cuanto a los afectos, por dentro lo carcomían las difíciles condiciones económicas. No debía una gran suma, pero la que tenía era suficiente para trasnocharlo. El monto adeudado no estaba lejos de sus alcances, pero las condiciones del préstamo sí bastaban para hacerle trizas la tranquilidad a cualquiera.

Al día siguiente, Artemo no abrió el negocio a las 6 de la mañana, como de costumbre. Tampoco lo hizo a las 8, o a las 9, o más tarde. Al mediodía, su socio, luego de llamarlo en vano varias veces al teléfono celular, fue hasta la casa, a unas cuadras. Un rato después de no conseguir ninguna respuesta a sus llamados, se tomó el atrevimiento de empujar la puerta con fuerza e ingresar. Halló a Artemo en el cuarto del fondo colgado de una viga del techo. Hacía varias horas que se había suicidado, según dictaminó el médico forense. No dejó mensajes o nota alguna.

Una semana antes, Artemo había recibido una amenaza seria. Se lo comentó al socio, en secreto. Si no pagaba la deuda junto a los copiosos intereses que se habían venido sumando con cada día de retraso, le matarían la hija, la ex mujer, y los padres, y luego él, en tal orden. Tanto Artemo, como el socio eran conscientes de que no se trataba de una broma o una exageración. Así, o casi así, habían hecho con Antonio, y con Marco, y con otros conocidos que de la noche a la mañana habían caído en la espiral sin fondo de los préstamos “gota a gota”, que controlan con mano de hierro las bandas paramilitares de la región.

Le habían prestado 400 mil pesos, menos de 150 dólares, unos meses atrás. Pagó día tras día los altísimos intereses del 10 % diario durante un buen tiempo, pero las cosas se complicaron y empezó a atrasarse en las cuotas, intereses que fueron acrecentando la obligación inicial, hasta que la cifra se salió de los márgenes en pocas semanas.

En Colombia, la estructura paramilitar de otros tiempos ha evolucionado hacia formas más sofisticadas de penetración y control social: Las llamadas “Bandas criminales”, que no son otra cosa que entidades atomizadas, pero organizadas y coordinadas, de los paramilitares, dominan una extensa gama de los negocios y el comercio del país. En unos participan activamente, en algunos más son una especie de armazón parasitario, pero insoslayable.

Es un andamiaje de bandidos que ya no opera sólo desde arriba, apropiándose de los recursos de la salud, la educación o de la riqueza de los megaproyectos económicos, como hace años, sino que empieza carcomiendo la bases más elementales de la sociedad. Afecta desde la esquina, la cuadra más pobre, el negocio informal, el establecimiento medio surtido, asciende por la buseta del barrio, el mini mercado, la peluquería de medio pelo, hasta llegar a las estructuras del contrabando organizado, como algunos comercios de los San Andresito, que protestan en masa cuando el gobierno amenaza con legalizarlos, la distribución de partes de automotor, alimentos, electrodomésticos, los almacenes de cadena, aquello que mueve dinero en el país. Es decir, todo.


Lo cierto es que son pocas las actividades económicas, transacciones, flujos de dinero, cultivos, establecimientos, legales e ilegales, que hoy en día pueden permanecer al margen de la acción criminal organizada del cruce entre paramilitarismo y narcotráfico. Operan en los pequeños pueblos de la Costa Atlántica y en las ciudades intermedias del interior, en los pueblos polvorientos de los Llanos Orientales y en la propia capital de la república, en las aldeas insondables del Chocó y en las dos o tres esquinas para mostrar de Medellín. Por supuesto, tienen tomadas las fronteras, y, de manera particular, los extensos límites con Venezuela, históricos, activos, fulgurantes, indivisibles, que superan los 2.200 kilómetros.

Controlan la piratería, el contrabando de mercancías, gasolina y personas, el tráfico de drogas, la especulación monetaria, la compraventa de bolívares y pesos, son prestamistas y usureros. El estado colombiano, en los tiempos de Álvaro Uribe, no sólo fue permisivo sino que auspició y fortaleció el paramilitarismo. La justicia se acercó a los tentáculos políticos, pero dejó indemne la estructura económica, la misma que causa estragos al interior del país, y que afecta de modo sensible a Venezuela. Las ganancias son exorbitantes.

Las fronteras de Colombia han estado en situación de tensión desde los distantes tiempos de la Independencia. Hemos perdido territorios por descuido, se han corrido los mojones en silencio, las hemos violado para asesinar guerrilleros “en caliente”, decimos hacerlas respetar para despertar falsos sentimientos de patria, como son la mayoría de los sentimientos de patria. Los habitantes de esas extrañas tierras son colombianos si se trata de negarlos, pero son invasores si son venezolanos o brasileños o ecuatorianos que cruzan a saludarnos de los puentes para acá. En Cúcuta, en Paraguachón, en Leticia, en Ipiales, la misma cosa.

La situación no ha cambiado. Los departamentos de frontera colombianos son pobres y abandonados. Sea la frontera con Venezuela, con Brasil, con Panamá, con Perú o con Ecuador, también la misma cosa. Los fronterizos paisanos sobreviven sin políticas de generación de empleo digno, sin acceso a la educación y con un sistema de salud aun peor que el del resto del país, lo cual es difícil de imaginar. No les llegan los planes de vivienda que apenas si asoman por Bogotá, Medellín, Cali o Barranquilla.

Ningún gobierno colombiano ha generado políticas sociales para los habitantes de las fronteras. De acuerdo con estudios del Departamento Nacional de Planeación y del PNUD, los 12 departamentos y 70 municipios fronterizos, que a lo largo de 6.301 kilómetros le dan casi la vuelta a Colombia, exhiben, con contadas excepciones, indicadores por debajo de la media nacional y muy lejos de los de la capital.

El cierre de la frontera decretado por el gobierno Venezolano es una medida que obliga a discutir la política social y económica del Estado colombiano en estas zonas. No es una crisis nueva ni única. Es un problema de hace muchos años, cuya solución siempre se ha esquivado. Según cifras oficiales, la actual campaña anti contrabando del gobierno venezolano, que lleva un año, ha dejado 1.185 detenidos, 176 trochas inhabilitadas y 19.000 toneladas de productos confiscadas. Las cifras se incrementaron en los días recientes. Pero es un problema profundo, entre dos pueblos hermanos, cuya atención debe ser integral, y asumida de manera responsable y mancomunada por ambos gobiernos.

La alianza entre paramilitarismo, narcotráfico y poder político es vieja en Norte de Santander. Data, al menos, de 1999, cuando la Casa Castaño le encargó a Salvatore Mancuso el control del Bloque Catatumbo. El poderoso Clan Barriga (conformado por los hermanos Carlos Emiro, ex senador, Pedro Luis, multimillonario empresario de la construcción y de fábrica de asfalto, quien según la ONG Progresar era el jefe de finanzas del “Bloque Catatumbo”, y Rafael, alias “Toyota”, que amasó su gran fortuna como contrabandista prototipo de carros robados en Venezuela), tuvo vínculos estrechos con “El Iguano”, reconocido comandante paramilitar, y con el asesinado narcotraficante Luís Pérez Mogollón, alias “El Pulpo”. (1)

Si los tres mosqueteros eran cuatro, los tres apóstoles del Clan Barriga fueron cinco o más. También figuraba el extraditable Yensy Miranda Dávila, beneficiario del programa Agro Ingreso Seguro del gobierno del expresidente Álvaro Uribe, acusado por el juez Baltasar Garzón de efectuar envíos masivos de cocaína colombiana hacia Europa, a través de Venezuela, con escala en Guinea Bissau, en África. (2)

En la lista de beneficiarios directos, concurrentes, allegados y pupilos de estos vínculos perversos, existen dirigentes y líderes nacionales, regionales y locales, hubo y hay senadores y ex senadores, representantes y ex representantes, ex gobernadores y el actual gobernador, ex alcaldes, secretarios de gobierno y hacienda, secretarios de todas las carteras, funcionarios y funcionarias de todas las pelambres, contratistas, terratenientes de la palma aceitera, concesionarios de la explotación de yacimientos petrolíferos y de la veta de carbón ubicada entre Sardinata y La Gabarra. en fin.

Muchos de los nombres presuntos, condenados o vinculados a investigaciones figuran en investigaciones previas, denuncias y artículos, desde 2006. El régimen de terror llevado a cabo contra testigos e investigadores no ha permitido mayores avances (3). Pero hay verdades irrefutables: “La oleada paramilitar en El Catatumbo nortesantandereano, dejó cerca de once mil campesinos (as) asesinados. Más de ciento treinta mil desplazados y pasan de ochocientos los desaparecidos registrados” (4).

Las bandas criminales del paramilitarismo y del narcotráfico vieron una oportunidad excelsa en la frontera con Venezuela. La han aprovechado de la manera excesiva y despiadada que saben hacerlo. Es un problema para Venezuela, cuyas pérdidas sólo en cuanto al contrabando de gasolina se estima que supera los 200 millones de dólares anuales. Una de las puntas del iceberg.

Pero, ante todo, es un problema de Colombia y de los colombianos, que también son víctimas del esquema implantado e implementado por el enlace entre los paramilitares, los narcotraficantes y la dirigencia política, que se desborda por las fronteras.

La ilegalidad es una moda repentina en este país, que de pronto pone a circular la alharaca mediática para incrementar audiencias, el golpe de pecho de algún funcionario despistado, un prelado de súbito moralista o un incómodo opositor de izquierda. Porque la ilegalidad no sólo está inserta en un negocio o en la sustancia de uso ilícito, sino que, sobre todo, está enquistada en los endebles articulados de unas leyes hechas con el firme propósito de que no se cumplan, o se cumplan a medias, o se cumplan de acuerdo con la ocasión y el marrano.

Nunca se estableció con claridad si Artemo se suicidó o si lo suicidaron. Si lo hizo con mano propia o si fue con un poco de ayuda de sus amigos prestamistas. Tomó un dinero que la usura no le permitió cancelar, pero también pudo no ser así. De igual modo, habría llegado un buen vecino con el fin de garantizarle que su local no sería incendiado, o él asesinado a tiros una mañana, o la hija secuestrada al salir del colegio, a cambio de lo cual debería abonar a diario una suma ponderada de acuerdo con sus ingresos, ligeramente por encima. Trances delincuenciales como este no se daban antes en Venezuela. Ahora avanzan, como en una oleada, de occidente a oriente.

En todo caso, la justicia colombiana se da por bien servida con cualquier teoría más o menos creíble sobre la muerte de Artemo, con tal de evitarse líos, en los que el propio juez pueda terminar optando entre suicidarse y quitarse la vida.

Escrito por Juan Alberto Sánchez Marín, periodista y director de cine y televisión colombiano. Colaborador en Hispantv.com
(1) “El negocio de la droga en el bloque Catatumbo”. La República. Bogotá, 28 de abril de 2013. http://www.larepublica.co/economia/el-negocio-de-la-droga-en-el-bloque-catatumbo_37429
(2) “Otro Extraditable recibió AIS.” Noticias UNO. Bogotá, 24 de octubre de 2009. http://noticiasunolaredindependiente.com/2009/10/24/noticias/extraditable-con-ais/
(3) Cepeda Castro, Iván. “Los campos de exterminio y las fosas comunes en El Catatumbo.” Derechos Humanos en Colombia. Bogotá, 1 de julio de 2006. Equipo Nizkor. http://www.derechos.org/nizkor/colombia/doc/catacumbo1.html
(4) Meneses Reyes, Carlos. “El clan Barriga: Parapolítica y negocios en Norte de Santander”. Portal Rebelión. 10 de marzo de 2014. http://www.rebelion.org/noticia.php?id=181817

Putin: "La alianza ruso-china ayuda a resolver agudos problemas internacionales"


Las relaciones entre China y Rusia han alcanzado posiblemente su nivel histórico más alto y juegan un papel importante en la solución de grandes problemas internacionales, en la preservación y el fortalecimiento de la estabilidad y seguridad internacionales y en la búsqueda de respuestas eficaces a los desafíos globales, ha declarado el presidente ruso, Vladímir Putin.

"Las relaciones ruso-chinas probablemente han alcanzado a día de hoy el nivel más alto de su historia y continúan desarrollándose de manera constante", ha afirmado el mandatario ruso en el marco de una entrevista concedida a TASS y Xinhua en la víspera de su visita a China para participar en las actividades con motivo del 70.º aniversario de la victoria del pueblo chino en la Guerra de Resistencia contra el Japón y el final de la Segunda Guerra Mundial. "La colaboración entre Rusia y China se basa en los sentimientos de sincera amistad y simpatía entre nuestros pueblos, en el respeto mutuo y la confianza profunda, en la percepción de los intereses clave de ambas partes y en la preocupación por la prosperidad de nuestros países", ha aseverado Putin.

"Es exactamente lo que tenemos en cuenta al desarrollar nuestro trabajo conjunto en la ONU y en el G-20, así como en el marco del BRICS y la OCS, cuyas cumbres se celebraron con éxito en julio en Ufá. Además, el vínculo ruso-chino ha desempeñado un papel importante en la solución de problemas tan agudos como la salida de las armas químicas de Siria y los acuerdos sobre el programa nuclear iraní", ha recordado el líder ruso.

Asimismo, Putin ha señalado que desde 2010 China ha mantenido firmemente la posición de principal socio comercial de Rusia. Con ello, las sanciones occidentales, que el presidente ruso ha tachado de "restricciones ilegítimas contra Rusia", no han tenido ningún impacto negativo en la cooperación económica entre Rusia y China. "Por el contrario, esto estimula que nuestras empresas nacionales desarrollen relaciones comerciales sostenibles con China. Para finales de 2014, a pesar de las tendencias desfavorables en la economía mundial, se pudo evitar una disminución del volumen de negocio, que ascendió a unos 88.400 millones de dólares", ha declarado el jefe de Estado ruso.

Rusia y China, juntas contra el nazismo

Rusia y China fueron aliadas en la lucha contra el nazismo y el militarismo japonés, sufrieron el mayor golpe de los agresores durante la Segunda Guerra Mundial y "no solo sobrevivieron en esta terrible batalla, sino que ganaron, liberaron a los pueblos esclavizados y consiguieron la paz para el planeta ", ha destacado Putin.

"Hoy en día, tanto en Europa como en Asia estamos presenciando intentos de falsificar la historia de la Segunda Guerra Mundial, de promover interpretaciones de los acontecimientos libres, tergiversadas y no basadas en los hechos, especialmente de los eventos anteriores y posteriores a la guerra. Las acciones de algunos países de atribuir un carácter heroico a los criminales [nazis] y sus cómplices y de rehabilitarlos constituyen una violación desafiante de las decisiones de los tribunales de Núremberg y de Tokio. Esto solo se puede calificar de insulto a la memoria de millones de víctimas. Y el propósito de estas especulaciones históricas es muy claro: utilizarlas en juegos geopolíticos dudosos y enemistar a los países y los pueblos", ha afirmado Putin.

"Rusia y China tienen puntos de vista similares sobre las causas, la historia y los resultados de la Segunda Guerra Mundial. Para nuestros pueblos su memoria y sus lecciones son sagradas. Este pasado trágico apela a nuestra responsabilidad común por el destino del mundo, por la comprensión de las terribles consecuencias de la ideología destructiva de la exclusividad y la permisividad. Estas eran las ideas de las que se nutrían el nazismo y el militarismo. Y estamos obligados a prevenir que vuelvan a aparecer y se propaguen", ha concluido el presidente ruso.

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