sábado, 25 de abril de 2015

OTAN mata africanos no Club Med


Pepe Escobar, Sputnik - Tradução: Vila Vudu

Todos recordam a coalizão OTAN/AFRICOM [Organização do Tratado do Atlântico Norte / Comando dos EUA na África] de vontades, ‘comandada’ pelo rei Sarkô 1º da França, com o presidente Barack Obama dos EUA “liderando da retaguarda”, e o mote “Viemos, vimos, ele morreu” cunhado por uma ex-secretária de Estado, hoje candidata à presidência dos EUA com $2,5 bilhões para gastar na campanha.

Pois bem, essa fabulosa coleção de imperialistas humanitários ainda está solta, agora matando – por procuração – nas águas do Mediterrâneo, também conhecido como “Club Med”, também conhecido como Mare Nostrum, depois de os mesmos imperialistas humanitários terem destruído um estado viável – a Líbia, república árabe secular –, sob o falso pretexto de que estariam impedindo “um genocídio”.

Perguntado sobre o assunto hoje, uma vez que anda pontificando pontifica sobre o genocídio dos armênios, esse patético arremedo de secretário-geral da ONU Ban-Ki Moon[1] talvez dissesse que o potencial massacre na Líbia não poderia – e a palavra decisiva aqui é “poderia” – de modo algum ser descrito nem como “crime atroz” [a definição genérica, pela ONU de três crimes: genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra (NTs)]

Os seis meses de ininterrupto bombardeio humanitário contra a Líbia, concebido para impedir que se consumasse um “crime atroz” absolutamente hipotético e improvável, terminou por “libertar” dessa vida para o outro mundo pelo menos 10 vezes mais pessoas que todas as escaramuças prévias entre tropas do coronel Gaddafi e “rebeldes” armados, a maioria dos quais milícias islamistas linha-duríssima, que hoje também já estão bem “libertadas” para disseminar o inferno dos jihadistas, da Líbia, no leste, até a Síria, no norte.

Os praticantes do imperialismo humanitário criaram como lhes interessava uma terra arrasada “libertada” – o que eles chamam de “vitória” – atravessada por milícias armadas; instalaram ali o mais absoluto caos, que alcança grande parte do Maghreb e da África Ocidental, e desencadearam massiva crise humanitária.

Encalhados no MENA (Middle East-North of Africa)

O imperialismo humanitário que se vê aplicado à área que o Pentágono adora definir como MENA (Middle East-Northern Africa) [Oriente Médio-Norte da África] – da Líbia ao Iraque, Síria e agora também Iêmen, além das subguerras por procuração no Mali, Somália e Sudão – levou, segundo a Anistia Internacional, “ao maior desastre com refugiados desde a 2ª Guerra Mundial”. A Anistia estima que, até 2014, não menos de 57 milhões de pessoas foram convertidas em refugiados.

Uma subtrama crucialmente importante é que, segundo a Organização Internacional sobre Migração [orig. International Organization on Migration (IOM)], o número de refugiados que morrem na tentativa de penetrar na Fortaleza Europa aumentou mais de 500% entre 2011 e 2014.

É que o imperialismo humanitarista, como o aplica o Pentágono/OTAN/AFRICOM, entregou as águas do Club Med ao reais vencedores: uma vasta rede de traficantes de seres humanos que inclui contrabandistas, policiais corruptos e até muitos “tera-ristas”.[2]

Em toda a Europa, só a Itália – para mérito dela – está indignada e disposta a receber pelo menos uma fração, de fato bem poucos, do massacrado povo africano dos botes. Afinal, o privilegiado porto de partida deles é a “libertada” Líbia, e o privilegiado porto de chegada é a Sicília italiana. França, Alemanha, a Grã-Bretanha e a Suécia vêm depois da Itália, com propostas ainda mais modestas.

Essa afásica parede de silêncio da UE/OTAN deve-se ao fato de que a Europa está convertida em saco de gatos de partidos políticos anti-imigrantes. Afinal os pressupostos imigrados são bodes expiatórios perfeitos. Como ‘nacionalistas’ assustadiços os definem, eles achatam os salários; vivem dos serviços públicos; quase todos eles são criminosos; reproduzem-se como coelhos; destroem a ‘identidade nacional’; e, claro, há tantos “tera-ristas” entre eles, todos interessados em submeter a Europa ao chador e à lei da Xaria.

Dificilmente essa União Europeia assustada, devastada pela ‘austeridade’, subjugada pelo autoritarismo militarista da OTAN conseguirá mobilizar suficiente desejo e força para construir uma política comum, que dê resposta à tragédia do Club Med putrefato, afogado numa tsunami de cadáveres africanos. Grande parte da União Europeia, de fato, já suspendeu a Operação Mare Nostrum – e optou por policiar/controlar as águas da Fortaleza Europa, em vez de agir por princípios humanitários.

Chame a cavalaria de drones

Proposta modesta implica bombardear os barcos dos contrabandistas [de migrantes] ainda nos portos de origem, antes que se encham de sua trágica carga humana; sob a proteção da ONU, estabelecer ao longo do litoral “libertado” da Líbia estações de socorro humanitário para triar os elegíveis para receber asilo político na União Europeia; facilitar para esses a viagem por ar ou mar para as nações dispostas a recebê-los; ou – servindo-se da metodologia dos EUA – dronar o ‘inimigo’ até reduzi-lo a farelo, os contrabandistas e seus financiadores. Afinal de contas, os drones norte-americanos são especialistas no assunto, operando sobre a tal para sempre infame “lista de matar” sob as ordens de Obama, e sem que a lei internacional tome conhecimento.

Isso, contudo, jamais acontecerá. Como Nick Turse demonstra em livro recente que abre novos caminhos, a Líbia foi apenas a primeira guerra do AFRICOM (depois transferida para a OTAN, como examinei); o Pentágono tem planos muito mais sórdidos no seu crescente pivoteamento para a África.

Enquanto isso, aquelas gangues fabulosamente ricas em petróleo e gás no Golfo Persa – os mesmos que estão comprando todos os signos ostensivos de luxo entre Paris e Londres – estão ocupadas “criando” o cerne na maior crise de refugiados desde a 2ª Guerra Mundial: na Síria, teatro privilegiado da próxima guerra daquelas mesmas gangues, contra o Irã.

E a hacienda de petróleo da Casa de Saud, com o Império do Caos “liderando pela retaguarda”, mas fornecendo as bombas, os jatos bombardeiros, a inteligência e a escalada (graças a nove naves de guerra dos EUA já despachadas para águas do Iêmen) – também está muito ocupada dando andamento à sua bombástica “Tempestade Decisiva” contra a mais pobre das nações árabes do planeta, preparando a cena para outro capítulo da crise de refugiados sempre em crescimento.

A OTAN permanece ocupadíssima treinando os bandidos de Kiev. Demonizar a Rússia rende muito mais “Relações Públicas” que lidar com os africanos.

No Afeganistão, os Talibã já anunciaram que a nova ofensiva da primavera começa nessa 6ª-feira; a OTAN, cujo traseiro coletivo já foi chutado a valer por um punhado de Talibã armados com Kalashnikovs falsificadas, não estará, sequer, “liderando pela retaguarda”.

No fundo do Mare Nostrum, metido nos uniformes de putrefata gala, jaz o cadáver da União Europeia/OTAN civilizada.

[1] Sobre o jovem príncipe da Jordânia, que presidiu uma reunião do Conselho de Segurança da ONU, Ban-Ki Moon, a sumidade, declarou: “O príncipe ainda nem completou 21 anos e já é um líder do século 21“. IMPRESSIONANTE! [NTs]
[2] Tentativa de traduzir “terarists”, que é transliteração do modo como Bush pronuncia a palavra “terroristas”. Todas as correções e sugestões são bem-vindas [NTs]

Por que a concentração de navios dos EUA perto do Irã?!


Moon of Alabama - Tradução: Vila Vudu

O governo Obama diz que quer deter os sauditas e impedir que matem mais gente no Iêmen:

Altos funcionários do governo Obama não conseguiram, apesar de tentativas durante vários dias, persuadir o governo da Arábia Saudita a limitar o alcance de seus ataques aéreos contra cidades e vilas no Iêmen, campanha que, dizem as autoridades, mataram perto de 50 pessoas na 2ª-feira, na capital Sana.

...

A Casa Branca quer que os sauditas e seus aliados árabes sunitas limtem os ataques e fechem o foco no objetivo de proteger a fronteira saudita, segundo um alto funcionário que pediu que seu nome não fosse citado, em comentários sobre deliberações internas do governo.

O problema com essa conversa é o fato já admitido de que os EUA continuam a dar apoio pesado aos ataques dos sauditas:

Funcionários do governo dos EUA em Riad e no Qatar estão partilhando inteligência de drones de vigilância e satélites espiões, com funcionários da coalizão liderada pelos sauditas, mas não decidem sobre alvos individuais, segundo funcionários do Pentágono.

“O componenete aéreo está fornecendo à inteligência saudita indicação de alvos potenciais que incluem (...) procedimentos para mitigar baixas entre os civis” – disse na 2ª-feira a tenenta-coronela Kristi Beckman, porta-voz da Força Aérea no Comando Central dos EUA.

Se a Casa Branca realmente quisesse impedir que prossiga a matança que os sauditas estão fazendo, bastaria parar de apoiá-los. Sem a inteligência norte-americana, os sauditas são cegos. Podiam também parar de fornecer bombas – e os sauditas ficariam sem munição.

A verdade é que o governo Obama está sendo leviano. Não dá a mínima bola nem à vida dos iemenitas nem ao crescimento da Al-Qaeda na Península Árabe (ex-AQAP, que agora mudou de nome e passou a chamar-se “Filhos de Hadramout”, para poder receber mais apoio oficial dos sauditas).

Simultaneamente, os EUA estão concentrando uma frota de navios de guerra no Mar da Arábia, perto do Iêmen. Coisa como de 10 a 12 grandes navios logo estarão ali. Vários destroiers. Três helicópteros de transporte com carros anfíbios, cada um transportando um batalhão de Marines, um avião de transporte e número não conhecido de submarinos nucleares. Tudo isso para impedir que se concretize a inexistente ameaça a rotas marítimas internacionais e impedir a passagem de comboios também inexistentes de suprimentos que o Irã estaria enviando aos ‘houthis’ (que é como os sauditas chamam o Movimento Ansarullah). Tudo o que a Casa Branca diz sobre suprimentos que o Irã estaria enviando aos ‘houthis’ não passa jamais de pura propaganda. Nenhum amor existe entre ‘houtis’ e o Irã; o Iêmen já está cheio de armas, mesmo sem quaisquer ‘novos suprimentos’, e nunca alguém apresentou qualquer prova de suprimentos que o Irã teria enviado aos ‘houthis’. Por quê, então, toda essa propaganda e a concentração da frota de guerra norte-americana?

Ups! O governo dos EUA está com um problema. As sanções contra o Irã estão para acabar, não importa como terminem as conversações nucleares com o Irã. O Irã mostrou disposição para superar a questão. Quem impede qualquer acordo são os EUA. Se houver pacto assinado, em junho as sanções acabarão. Se não houver pacto assinado em junho, os EUA levarão a culpa e o regime de sanções desmoronará. – A decisão dos russos, de finalmente entregar ao Irã o sistema S-300 de defesa aérea, é sinal explícito de que, sim, o regime de sanções desabará.

Os chineses estão subornando pesadamente o Paquistão, para obter uma via terrestre até o gás iraniano. Os EUA em breve não mais conseguirão ‘conter’ o Irã com “sanções incapacitantes” apoiadas internacionalmente.

Antes de os EUA atacarem o Iraque, o regime de sanções também estava caindo aos pedaços. Sem sanções mais duras, a procução iraquiana de petróleo teria derrubado o preço do petróleo. O pessoal ‘do petróleo’, e havia muitos deles no governo Bush, deixaria de ganhar a mesma montanha de dinheiro. O ataque ao Iraque impediu esse ‘desastre’.

Condições semelhantes aplicam-se ao regime de sanções contra o Irã. No momento em que o Irã puder vender tanto petróleo quanto deseje, os preços cairão ainda mais. As ‘grandes do petróleo’ padecerão terrivelmente. Os sauditas perderão mercados. Será que o governo Obama está tentando inventar uma guerra, ou, no mínimo, algum “incidente”, que impeça essa sucessão de eventos?

O que mais, se não isso, faz essa frota norte-americana monstro no Mar da Arábia? Pat Lang teme que esteja em preparação algum novo incidente do Golfo de Tonkin. Mas... por quê? De onde tirou tal ideia?!

Oficiais de Kiev instam as forças de defesa de Donbass a abrir fogo contra o batalhão Azov


Oficiais das Forças Armadas ucranianas usaram linhas de comunicação abertas para fazer contatos com os oficiais das forças de auto-defesa da auto-proclamada República Popular de Donetsk (RPD), pedindo para que elas abram fogo contra o controverso batalhão de voluntários Azov, disse Eduard Basurin, o porta-voz do Ministério da Defesa da RPD.

Os pedidos foram acompanhados de referências à incontrolabilidade total do batalhão.
"Os comandantes das Forças Armadas ucranianas estão tentando provocar nossos militares a violarem o regime do cessar-fogo", disse Basurin. "Estes militares estão pedindo para os oficiais das forças de defesa da RPD para abrirem fogo com morteiros ou artilharia nos locais onde se encontra o batalhão Azov, sob o pretexto de Azov ser incontrolável e maltratar a população local de forma agressiva."
As unidades de autodefesa têm ignorado esses apelos provocantes até agora e continuarão a ignorá-los, indicou.
"É altamente aconselhável para as Forças Armadas da Ucrânia que coloquem as coisas em ordem dentro de suas formações, com a ajuda de seus próprios meios e capacidades," disse Basurin à Agência de Notícias Donetsk.
O World Socialist Web Site frisa a participação de muitos nacionalistas e nazistas nas unidades voluntárias da Guarda Nacional ucraniana (por exemplo, o regimento Azov). “O papel dos EUA, no treinamento e equipamento dos combatentes das unidades paramilitares que elogiam abertamente nacionalistas e fascistas ucranianos que colaboravam com os ocupantes nazistas e organizaram o Holocausto durante a II Guerra Mundial e agora portam insígnias parecidas com a suástica, desmente a mentira suja norte-americana quando eles manifestam que defendem democracia e direitos humanos na Ucrânia”, relatou o site.
Em meados de abril Kiev iniciou uma operação militar com o objetivo de esmagar os independentistas no leste da Ucrânia, os quais não reconhecem a legitimidade das novas autoridades ucranianas que subiram ao poder após golpe de Estado ocorrido em fevereiro de 2014 em Kiev. Segundo os últimos dados da ONU, mais de seis mil civis já foram vítimas deste conflito.
O número de vítimas e baixas do conflito, bem como a intensidade dos bombardeios aumentou desde 9 de janeiro, o que fez com que ambas as partes voltassem às negociações. O novo acordo de paz, firmado em Minsk entre os líderes da Rússia, da Ucrânia, da França e da Alemanha, estipulou um cessar-fogo global no leste da Ucrânia. Segundo o acordo, o armistício deve ser seguido pela retirada das armas pesadas da zona de conflito.

Sputniknews

Ataque suicida do EI fecha fronteira entre Iraque e Jordânia


Um ataque suicida de três carros-bomba, cuja autoria foi assumida pelo Estado Islâmico (EI), fechou hoje (25) a única passagem na fronteira entre Iraque e Jordânia.
A fronteira entre os dois países foi fechada devido a um atentado suicida no posto de controle de Karameh, segundo a emissora de televisão al-Mayadeen.


Pelo menos 15 guardas de fronteira foram mortos pela explosão e 22 ficaram feridos depois que três carros-bomba explodiram. O Estado Islâmico reivindicou a responsabilidade pelo ataque.

A explosão ocorreu no lado iraquiano da fronteira, na província de Anbar, que enfrenta a insurgência do EI. Vários edifícios próximos, bem como o próprio posto de controle foram danificados pela explosão.
Apesar das contínuas ofensivas do governo iraquiano contra o grupo, os militantes do Estado Islâmico lançaram um ataque na quarta-feira (22) na mesma província, no oeste do Iraque.
Na sexta-feira (24) à noite, o grupo matou um comandante do exército iraquiano, bem como três policiais em um ataque suicida.

Sputniknews

Aviones israelíes bombardean dos posiciones en el oeste de Siria


Aviones de guerra israelíes atacaron la noche del viernes la región de Al-Qalamun, situada en la frontera sirio-libanesa.

Según la información divulgada este sábado por el canal catarí de noticias Al-Jazeera, las brigadas 155 y 65 del Ejército de Siria, que poseen armas estratégicas y misiles de largo alcance, han sido el blanco principal de la agresión israelí.

Fuentes locales, han informado de varias explosiones sucedidas después de los ataques israelíes en la ciudad de Al-Qutayfah y los alrededores de las ciudades de Yabroud y Qarah, situadas en esa zona.

HispanTv

Expresos de Guantánamo protestan ante embajada EEUU en Uruguay


Abdelhadi Omar Faray, uno de los exreclusos de Guantánamo refugiados en Uruguay, habla con los periodistas en una protesta frente a embajada de EE.UU. en Montevideo. 24 de abril de 2015

Tres de los seis expresos de la cárcel estadounidense de Guantánamo, refugiados en Uruguay desde el pasado mes de diciembre, protagonizaron el viernes por la noche una protesta frente a la embajada de EE.UU. en Montevideo (capital) para exigir una mejora de su situación.

"Vinimos aquí (a la embajada) porque estamos muy enojados, hace quince años que no veo a mi familia, y ¿cómo es que voy a traerla aquí si no tenemos ni dónde vivir?", denunció Abdelhadi Omar Faray, uno de los exreclusos.
Faray, de 39 años, denunció las promesas incumplidas del Gobierno uruguayo, y se lamentó de que llevan un tiempo sin recibir el subsidio económico que les proporcionaba la Agencia de Naciones Unidas para los Refugiados (ACNUR).
Además, ellos no han logrado comunicarse con su familia desde hace dos meses por no contar con servicio telefónico en su vivienda, añade.
"No vinimos por la plata, vinimos para poder vivir con dignidad pero así es muy difícil (...) que Estados Unidos nos ayude, que hablen con Uruguay, y si no que me devuelvan a Guantánamo o a Siria", declaró.
Faray, Ali al-Shaban y Abdul Bin Mohamad Abis Ourgy aseguraron que continuarán durante toda la noche su acto de protesta ante la embajada norteamericana.
Los seis exprisioneros de Guantánamo llegaron a Uruguay en diciembre de 2014, tras pasar más de una década en la prisión estadounidense situada en el territorio cubano.
El presidente uruguayo, Tabaré Vázquez, aseguró el pasado 10 de abril que la ACNUR proveería de viviendas a los expresos refugiados en su país.
Por otra parte, el expresidente José Mujica exigió a EE.UU. "inventar" la forma de ayudar a económicamente a los exreclusos de Guantánamo, asegurando que Washington es "el responsable" de su situación.
En otro discurso ofrecido el pasado mes de diciembre, Mujica calificó Guantánamo de "un nido de secuestro", y " una verdadera vergüenza para la humanidad porque la gente que está allí no tiene ni juez, ni fiscal, ni proceso, ni condena, ni pena".
Presionado por la comunidad internacional, el presidente de Estados Unidos, Barack Obama, se mostró el pasado mes de marzo arrepentido de no haber cerrado la cárcel de Guantánamo su primer día de mandato, en cumplimiento de la promesa electoral hecha en 2008.

rba/nii/ HispanTv

Riad lanzó contra Yemen la bomba más poderosa del mundo


Bomba de fabricación estadounidense MOAB.

Arabia Saudí empleó la bomba llamada MOAB, considerada el arma no nuclear más poderosa del mundo, en un ataque contra Yemen, reveló un experto militar estadounidense en declaraciones recogidas el viernes por la agencia de noticias yemení Lahjnews.

La fuente explicó que la MOAB (The Mother of All Bombs) fue lanzada la semana pasada por un caza saudí contra una base militar de Faj Attan, en el sur de Saná, capital de Yemen.
El experto, que habló bajo condición de anonimato, explicó que un bombardero TU-16 arrojó la MOAB, y se convirtió así en el primer avión de combate que lanza este tipo de bomba durante una guerra.
Al menos 60 personas murieron y otras 400 resultaron heridas en esta ofensiva aérea de Arabia Saudí y sus aliados, que bombardean Yemen desde el pasado 26 de marzo.
De acuerdo con testigos oculares citados por Reuters, el ataque generó una espesa columna de humo y la rotura de cristales. Fue la explosión más grande registrada en Yemen desde el inicio de la intervención militar saudí.
MOAB es una bomba convencional de gran diámetro de detonación desarrollada por el ejército estadounidense en 2003. La longitud de la bomba MOAB es de 9,170 mm, su diámetro de 1,029 mm y pesa 9,5 toneladas. Los efectos terribles de esta bomba alcanzarían una distancia de 1,5 km del epicentro.
El sitio Web Yemen Alaan informó el pasado día 17 del empleo de gases tóxicos por parte de los aviones saudíes y advirtió de terribles consecuencias para los yemeníes.
El viernes por la tarde, el Ministerio de Salud de Yemen elevó a 4 100 el número de víctimas, entre muertos y heridos, de los ataques aéreos de Arabia Saudí al territorio yemení.

kaa/nii/ HispanTv

¿Por qué los yihadistas del Estado Islámico abrazan a los gays antes de lapidarlos?


El grupo terrorista Estado Islámico (EI), tristemente conocido por ejecutar a todo el contraviene sus doctrinas, ha publicado una serie de fotografías en las que varios milicianos aparecen abrazando a dos homosexuales poco antes de ser lapidados en Siria, informa el diario británico 'The Independent'.

En las imágenes, publicadas en las redes sociales y en las cuentas relacionadas con este grupo terrorista, se ve a milicianos del EI, supuestamente en la ciudad sureña siria de Raqqa, reconfortando a dos hombres de 24 y 29 años antes de ser ejecutados, informa el medio británico.

"El EI nunca ha perdonado a nadie. Matan a la gente y dicen que Dios les perdonará más adelante. Abrazan a los dos hombres para hacer ver que no es culpa del grupo", ha denunciado Abu Mohammed Hussan, activista del grupo Raqqa Está Siendo Masacrada en Silencio (RBSS, por sus siglas en inglés).

Hussan explica que los terroristas utilizan el abrazo, que supuestamente "allana el camino para que Dios perdone sus pecados", para excusarse y mostrar lo que podría denominarse como compasión inocua.

El pasado 10 de febrero, el EI lapidó a un hombre, supuestamente por comportamientos homosexuales en Manbech, en el norte de la provincia septentrional siria de Alepo. La persecución del colectivo homosexual se ha convertido en uno de los sellos distintivos de la brutalidad de este grupo extremista.


Las ejecuciones se han vuelto frecuentes en las áreas del norte de Siria, controladas por facciones radicales como el EI o el Frente al Nusra, filial de Al Qaeda en este país, como método para aterrorizar a la población e instrumento de propaganda frente a la comunidad internacional.

Según cifras de la ONU, más de 200.000 personas han muerto desde el inicio del conflicto en el territorio sirio en marzo de 2011.

Actualidad RT

sexta-feira, 24 de abril de 2015

Iêmen e a reformatação do mapa geopolítico no Oriente Médio


Graham E. Fuller* - Trdução: Vila Vudu

Será que alguém ainda se lembra do velho conceito geopolítico da Guerra Fria, de “estados do Bloco Norte”? Eram três países – Turquia, Irã e Paquistão (às vezes o Afeganistão) localizados ao longo da fronteira sul da União Soviética; eram considerados, no ocidente, como potencial muralha de contenção contra o avanço da União Soviética em direção ao sul, para o Oriente Médio. Será possível que estejamos assistindo hoje a uma talvez recrudescência de outro “Bloco Norte”? Dessa vez, não seria união contra a Rússia. Bem ao contrário, aqueles três estados manifestam-se calorosamente simpáticos, em vários aspectos, às ideias geopolíticas russas, chinesas e “eurasiáticas”.

A crise que se desenrola no Iêmen pode ter-se convertido em parteira desse desdobramento. Se isso estiver correto, o Irã parece ser quem está juntando as peças de uma nova coalizão de poder, frouxa, no Oriente Médio.
A suposta coalizão sunita de dez nações, que teria sido constituída pela Arábia Saudita para dar combate à “ameaça iraniana e xiita” no Iêmen e no Golfo, e que foi fartamente noticiada, já sofreu, recentemente, dois grandes golpes: a inesperada defecção de dois países, Turquia e Paquistão, que deixam a posição de parceiros ativos dos sauditas na campanha militar no Iêmen – depois de haverem sinalizado que se incorporariam.
Sim, chama a atenção que Turquia, Irã e Paquistão são, os três, estados não árabes no Oriente Médio. Mas ao falar de um novo “Bloco Norte”, não se fala aqui de bloco árabe vs bloco não árabe. As diferenças são mais ideológicas e geopolíticas; envolvem diferentes visões do futuro, que podem reformatar o mapa geopolítico no Oriente Médio. O “Bloco Norte” pode vir a constituir um novo bloco informal de poder, que desafia as novas ousadas – e reacionárias – ambições de Riad na região.

No momento, há, em competição, duas narrativas da luta no Iêmen.

Os sauditas vangloriam-se de terem forjado uma ativíssima ousada coalizão sunita, para bloquear a super inflada e propagandeada ameaça de algum imperialismo iraniano/xiita, que estaria ganhando espaço no Iraque, Síria, Líbano, no Golfo e, agora, no Iêmen. Riad teme que o Irã livre-se em breve das sanções impostas pelos EUA, para assumir seu lugar como player legítimo no cenário regional. Washington deixou de ser percebida como força confiável anti-Irã.
Mas uma narrativa alternativa sugere que há outra fonte para o medo saudita – fonte que brota não, de modo nenhum, de algum desacordo de base teológica, mas do medo dos objetivos da revolução iraniana: revolução; derrubada de elites empedernidas; postura republicana (antimonarquista); apoio a estruturas democráticas significativas (sim, porque o Parlamento iraniano é o mais ativista e independente dentre, praticamente, todos os estados árabes); desafio direto contra a longa dominação política e militar, pelos EUA, sobre o Oriente Médio; forte apoio à causa palestina; e resoluto nacionalismo. Legiões, na “rua árabe”, sempre admiraram o Irã por sua posição de independência e a bem-informada e lúcida determinação na oposição declarada de Teerã a Washington.
A Turquia, como se sabe, tem a melhor democracia, mais bem estabelecida e em funcionamento, da região, não obstante a dura política doméstica, vez ou outra.
E o Paquistão opera há décadas dentro de estruturas democráticas, ao lado das armadilhas islamistas, embora pontuada por governos militares periódicos.
Esses três estados representam estados “modernos”, em termos de instituições e de suas estruturas bastante desenvolvidas econômicas e de classes.
Esses três estados diferem ainda em mais um aspecto, dos estados árabes do Oriente Médio. Turquia e Irã mantêm fortes identidades nacionais; e o Paquistão esforça-se para crescer a partir de uma forte personalidade regional. Os três são estados multiétnicos, mas a legitimidade do conceito de estado não está exposta a desafios entre as várias etnias, embora o estado ainda tenha de trabalhar para reconciliar algumas insatisfações de minorias domésticas. O futuro conceito e as fronteiras desses estados não estão em discussão (embora o Paquistão tenha sido fortemente abalado pelos respingos destrutivos da fracassada guerra dos EUA no Afeganistão).
Muito mais difícil é dizer o mesmo da maioria dos estados árabes, hoje. Só o Egito tem forte identidade regional dentro de fronteiras geográficas clássicas – e seu potencial como “estado moderno” foi praticamente exaurido por longos duros tempos de mau governo. O Egito já não tem qualquer visão para a região ou para o mundo árabe – nem islamista, nem nacionalista árabe, nem democrática, nem socialista. Nada. E tampouco há outros grandes estados no mundo árabe que sejam hoje politicamente funcionais.
O Iraque tinha uma identidade regional mesopotâmica, mas a guerra a destruiu para qualquer efeito no futuro próximo. Os pequenos estados do Golfo, mesmo que até razoavelmente bem administrados, vivem do petróleo e suas estruturas políticas e sociais são arcaicas e defensivas. Estabilidade, onde há no mundo árabe, é sempre em vasta medida imposta por monarcas e presidentes vitalícios.
O que aconteceu, para que a Turquia se desligasse, agora, da coalizão saudita? Francamente, muito me surpreendeu o apoio inicial de Ancara, em março, para a campanha de Riad no Iêmen; e mais ainda me surpreenderam as duras críticas que Erdoğan distribuiu publicamente contra o papel do Irã na região naquele momento. Essa adesão dos turcos a Riad, que teve vida curta, sempre esteve em direta contradição com políticas que os turcos adotam há muito tempo. Em meu livro recente Turkey and the Arab Spring, descrevo Ancara e Riad como representantes, na essência, de polaridades ideológicas em vários campos: no sectarismo, na democracia, na globalização, no secularismo, no multiculturalismo, na modernidade e na Fraternidade Muçulmana. O único item sobre o qual estão de acordo é a necessidade de derrubar o governo do presidente Assad da Síria.
Talvez o primeiro movimento de Erdoğan na direção de Riad seja mais bem compreendido se visto como oportunismo – uma preocupação inicial com não ser deixado de fora do que poderia vir a ser uma “nova força árabe”. Depois, durante visita relativamente tensa a Teerã no início de abril, Erdoğan voltou atrás nas críticas contra o Irã e desistiu de participar da campanha saudita contra o Iêmen – o que foi notável ‘tapa na cara’ de Riad. O Irã continua a ser o país mais importante para a Turquia, no Oriente Médio, em termos econômicos, geopolíticos e de energia. E Ancara tem de considerar a grande minoria de alevitas (quase-xiitas), que integra a população turca. Quanto terá havido de influência iraniana, nessa súbita mudança de desejos?
Não menos dramática é a virada paquistanesa. Inicialmente, Islamabad parecia estar considerando positivamente a requisição de soldados paquistaneses, feita por Riad, para a campanha no Iêmen. Mas o primeiro-ministro Sharif do Paquistão, apesar de seus laços pessoais muito próximos com a Arábia Saudita, decidiu levar o pedido à decisão do Parlamento – bem consciente, claro, de que a opinião pública paquistanesa rejeitava firmemente qualquer envolvimento do Paquistão na distante guerra do Iêmen.
Na mesma época, o ministro Zarif de Relações Exteriores do Irã visitou Islamabad, no serviço de arregimentar o Paquistão para uma ação conjunta de todos os muçulmanos a favor de solução pacífica negociada. O quanto o Irã influenciou a mudança de posição dos paquistaneses?
Talvez ainda não se possa falar de um “Bloco Norte” como tal. Mas, sim, faz muito sentido essa confluência de visões entre esses estados sobre várias questões. Um bloco informal desse tipo representaria coalizão significativa mais progressista, moderada e com visão de futuro, que a atual “coalizão sunita” comandada pelos sauditas, que é divisionista, ideológica, destrutiva e sectária.
O Oriente Médio espera ansiosamente qualquer coisa mais progressista que a visão de futuro reacionária que a coalizão saudita-sunita traz. A aprovação de ambas, Rússia e China, às políticas geopolíticas não intervencionistas desse “Bloco Norte”, além do mais, dá ainda maior peso a esses estados. Um “Bloco Norte” desse tipo também representa visão claramente não árabe para o Oriente Médio – em tempos nos quais o próprio mundo árabe parece não ter a oferecer nenhuma liderança visionária e construtiva que represente futuro genuinamente modernizante.
Os árabes podem não querer ouvir o que dizem não árabes, mas eles, afinal, oferecem praticamente nenhuma alternativa na sombria paisagem do mundo árabe. Resta esperar que Washington não se deixe capturar tampouco pelo outro lado – e acabe presa dentro da coalizão árabe “contrarrevolucionária” como base para futuras políticas dos EUA para a região. *****

* Graham E. Fuller é ex-funcionário sênior da CIA e autor de vários livros sobre o Oriente Médio. Seu livro mais recente é Breaking Faith: a novel of espionage and an American’s crisis of conscience in Pakistan.” Vide grahamefuller.com.

A África e a travessia da morte


Por Mauro Santayana, em seu blog:

A "Primavera" Árabe, fomentada pelos EUA e pela União Europeia, com suas intervenções no Oriente Médio e no Norte da África, continua pródiga em produzir cadáveres, em fecunda safra, trágica e macabra.

Morre-se nas mãos do Exército Islâmico, que começou a ser armado para tirar do poder inimigos de Washington, como Kaddafi e Bashar Al Assad. Morre-se nas cidades destruídas da Síria, da Líbia e do Iraque. Morre-se no deserto, ou à beira mar, na fuga do inferno que se estendeu por países onde até poucos anos crianças iam para a escola e seus pais, para o trabalho, todas as manhãs.
Morre-se, também, no Mar Mediterrâneo, quando naufragam embarcações frágeis e superlotadas a caminho de um destino incerto em um continente, a Europa, que odeia e rejeita os refugiados de seus próprios erros, alguns tão velhos quanto a política de colonização que adotou um um continente que ocupou, roubou e violentou, de todas as maneiras, por séculos a fio.
Para não escrever a mesma coisa, desta vez sobre os mortos de Catânia, reproduzo texto do final de 2013, sobre os mortos de Lampedusa, que pereceram em um dos mesmos inumeráveis naufrágios, nas mesmas circustâncias, nas mesmas geladas profundezas, em que recebem, agora, os corpos daqueles que, empurrados pelo desespero, a fome e a violência, os seguiram para a morte, fazendo uma trágica travessia que, na maioria das vezes, não leva a lugar nenhum:
"Berço de antigas civilizações, o Mar Mediterrâneo abriu suas águas, por dezenas de séculos, para receber, em ventre frio e escuro, os corpos de milhares de seres humanos.
Mar de vida, morte e sonho, Ulisses, na voz de Homero, singrou suas águas. E tampando os ouvidos, para não escutar o canto das sereias, aportou em imaginárias ilhas, fugindo de Cíclope e Calipso, para enfrentar, a remo e vela, os ventos de Poseidon em fúria.
Por Troia, Cartago, nas Guerras Púnicas ou do Peloponeso, mil frotas cavalgaram suas ondas, pejadas de armas e guerreiros. E, no seu leito descansam, se não os tiver roído o tempo, comerciantes fenícios e venezianos, guerreiros atenienses e espartanos, os pálios e as espadas de legionários romanos, escudos e capacetes cartagineses, navegantes persas, cavaleiros cruzados, califas e sultões.
Os mortos do Mediterrâneo descansam sobre seu destino.
Suas mortes podem não ter sido justas, mas, obedeciam ao fado das guerras e do comércio, à trajetória do dardo ou da flecha que subitamente atinge o combatente, ao torpedo disparado pelo submarino, à asa, perfurada por tiros de artilharia, de um bombardeio que mergulha no mar a caminho da África do Norte, ao sabre que os olhos vêem na mão do inimigo e à dor do imediato corte.
De certa forma, elas obedeciam a uma lógica.
Mas não há lógica ou utilidade nas mortes que estão ocorrendo nestes dias, dos meninos e meninas que se afogam, em frente à costa italiana, na tentativa de chegar a solo europeu, depois de atravessar o Mediterrâneo.
Há anos, centenas de pessoas têm morrido dessa forma. No dia 3 de outubro, um naufrágio na ilha italiana de Lampedusa deixou ao menos 339 mortos – quando cerca de 500 imigrantes vindos da Eritreia e da Somália tentavam chegar à Itália. Oito dias depois, uma embarcação com 250 imigrantes africanos virou na mesma região e 50 pessoas morreram.


Que crime cometeram esses meninos e meninas? Nos seus barcos eles não levavam o ouro da Fenicia, nem lanças e escudos, nem mesmo comida, nem seda ou veludo, a não ser a sua roupa, seus pais e suas mães, sua pobre e corajosa esperança de quem foge da guerra e da miséria.
Mas, mesmo assim, a Europa os teme. A Europa teme a cor de sua pele, o idioma em que exprimem suas idéias e suas emoções, os deuses para quem oram, seus hábitos e sua cultura, sua indigência, sua humanidade, sua fome.
Se, antes, lutavam entre si, os europeus hoje, estão unidos e coesos, no combate a um inimigo comum: o imigrante.
O imigrante de qualquer lugar do mundo, mas, principalmente, o imigrante da África Negra e do Oriente Médio.
Barcos de países mediterrâneos, como os da Grécia, Espanha e Itália, patrulham as costas do sul do continente. Quando apanhados em alto mar, em embarcações frágeis e improvisadas, por sua conta e risco, mais náufragos que navegantes, os imigrantes são devolvidos aos países de origem.
Antes, a imigração era, principalmente, econômica.
Agora, a ela se somam as guerras e os deslocamentos forçados. São milhões de pessoas, tentando fugir de um continente devastado por conflitos hipocritamente iniciados por iniciativa e incentivo da própria Europa e dos Estados Unidos.
O Brasil está fazendo sua parte, abrindo nosso território para a chegada de centenas de refugiados sírios, como já o fizemos com milhares de haitianos e clandestinos escapados da África Negra que chegam a nossos portos de navio.
A Itália lançou uma operação militar “humanitária”, para acelerar o recolhimento de imigrantes que estiverem navegando em situação de risco junto às suas costas, mas irá manter sua rigorosíssima lei de veto à imigração, feita para proibir e limitar a chegada de estrangeiros.
Como a mulher, amarga e estéril, que odeia crianças, a Europa envelhece fechada em seus males e crises, consumida pela decadência e a maldição de ter cada vez menos filhos.
Mas prefere que o futuro morra, junto com uma criança árabe, no meio do mar, a aceitar a seiva que poderia renovar seu destino.
Sepultados pela água e o sal do Mediterrâneo, recolhidos, assepticamente, nas praias italianas, ou enterrados, junto com seus pais, em cemitérios improvisados da Sicília – ao imigrante, vivo ou morto, só se toca com luvas de borracha - a meio caminho entre a miséria e o terror e um impossível futuro a eles arrebatado pela morte - os fantasmas dos meninos e meninas de Lampedusa poderiam assombrar, com sua lembrança, a consciência européia.
Se a Europa tivesse consciência."

EUA pretendem ridicularizar Rússia e simulam presença de russos na Ucrânia


A chancelaria russa acusou os EUA de violar os Acordos de Minsk. Em resposta, o Departamento de Estado norte-americano qualificou esta declaração de “ridícula”. No entanto, os próprios EUA não conseguem provar as suas acusações.

A presença de instrutores militares norte-americanos no território ucraniano é um fato confirmado. O Ministério das Relações Exteriores da Federação da Rússia considera o fato de os militares ucranianos serem treinados pelos militares estadunidenses como o início de um processo que pode terminar em fornecimento de armamentos norte-americanos à Ucrânia.
De acordo com a chancelaria russa, isso contradiz os Acordos de Minsk.
A chegada de 300 militares estadunidenses à cidade ucraniana de Yavoriv foi anunciada na semana passada pelas Forças Armadas dos EUA.
Contudo, em um briefing na quinta-feira, Marie Harf, a porta-voz da diplomacia estadunidense, disse que os Acordos de Minsk só são válidos para a parte russa:
"Os Acordos de Minsk definem os passos que devem ser tomados pelos russos".
No entanto, Harf acredita que "os ucranianos fizeram um progresso considerável no cumprimento das suas obrigações".
Ela acrescentou também que "não se lembra que os EUA tenham assinado os Acordos de Minsk". O que, segundo ela, isenta esse país de qualquer compromisso em relação à Ucrânia.

Russos invisíveis

Os EUA acusaram nesta semana a Rússia de fornecer armamentos a Donbass (região no sudeste ucraniano, atingida pela crise) e de organizar exercícios militares em conjunto com os milicianos. O Ministério da Defesa reagiu em seguida: o representante oficial da autarquia, major-general Igor Konashenkov desmentiu esta declaração.
É de referir que, acusando a Rússia de enviar seus militares para a região em conflito, os porta-vozes não conseguem provar as suas palavras.
"É realmente difícil obter informações exatas especificamente sobre as tropas russas, mas nós sabemos que há uma presença russa considerável [em Donbass]", disse Harf na quinta-feira.
A OTAN também tenta enxergar militares russos em Donbass, mas não consegue. Em uma declaração também da quinta-feira, o secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, disse:
"Nós não temos certeza sobre quais são as suas [da Rússia] intenções, mas sabemos das suas capacidades".
Stoltenberg também apelou à Rússia a cumprir os Acordos de Minsk retirando as suas tropas da Ucrânia.
As tropas, no entanto, parecem invisíveis. A não ser que se trate dos armamentos que viu o embaixador norte-americano em Kiev, Geoffrey Pyatt. Em 23 de abril, ele colocou no seu Twitter uma postagem com uma foto que, segundo ele, mostrava "a maior concentração dos sistemas de defesa antiaérea russos no leste da Ucrânia desde agosto". A foto, contudo, é de Moscou. Foi tirada no salão aéreo MAKS 2013, há quase dois anos.

Sputniknews

Tanques israelíes disparan obuses contra la Franja de Gaza


El ejército israelí lanzó el jueves por la noche tres proyectiles contra una zona en el norte de la Franja de Gaza, informan fuentes desde el enclave costero.

"Tres proyectiles disparados desde tanques israelíes cayeron en una zona vacía cerca de la ciudad de Beit-Hanun sin dejar víctimas entre los palestinos", anunció un funcionario palestino a la agencia local Palsawa.

Los bombardeos se registraron horas después de que el régimen de Tel Aviv alegara que un cohete lanzado desde el enclave palestino había impactado en el sur de los territorios ocupados.

Reiteradas veces, el ejército del régimen israelí, bajo el pretexto de que las facciones de la Resistencia palestina han lanzado cohetes contra los territorios ocupados, ha violado la tregua pactada el pasado 26 de agosto de 2014 con el Movimiento de Resistencia Islámica Palestina (HAMAS) que puso fin a 51 días de la ofensiva israelí contra la sitiada Gaza, que dejó al menos 2310 muertos y 10.626 heridos, en su mayoría civiles.

mkh/ncl/mrk - HispanTv

Irán pide unidad musulmana ante el terrorismo que daña el Islam


El presidente iraní, Hasan Rohani, llega a la Conferencia Asiático-Africana en Indonesia

El presidente de la República Islámica de Irán, Hasan Rohani, solicitó el jueves que los musulmanes del mundo levante al unisono su voz contra los grupos terroristas que dañan la imagen del Islam.

“Todos los musulmanes tienen que romper el silencio ante los grupos terroristas que son los que causan el peor daño al Islam. Nuestra voz unida ha de urgir la lucha contra la violencia, el extremismo y el terrorismo”, recalcó el mandatario persa.
En declaraciones ofrecidas durante su encuentro con intelectuales y eruditos musulmanes en Yakarta, capital de Indonesia, Rohani recordó que el Islam es la religión de “la moderación, la lógica y la racionabilidad” y, por tanto, consideró el “deber de todos los musulmanes” dar a conocer a todo el mundo la verdad de esta religión divina.
Al respecto, el dignatario iraní pidió a todos los intelectuales y eruditos musulmanes aunar esfuerzos para trabajar en defensa del Islam ante los ataques de sus detractores.
La protección de la vida y la seguridad de los seres humanos es la prioridad número uno de todos los musulmanes, por tanto, deben ser pioneros en garantizar este objetivo.
“A nosotros los musulmanes nos importan los oprimidos. Si un oprimido o inocente pide ayuda, debemos ayudarle independientemente de que sea musulmán o no (…) ¿Cómo se puede tolerar y mantener silencio ante la matanza de gente inocente en Yemen, Siria, Irak, Libia o cualquier otro lugar del mundo?”, cuestionó.

Desarrollo científico de Irán, razón de las sanciones impuestas en su contra

En otra parte, Rohani mencionó que el Islam es la religión de “la civilización, la ciencia y la pureza” e indicó que las sanciones impuestas contra la República Islámica se originan en el progreso científico de la nación iraní.
De acuerdo con el presidente iraní, desde siempre los musulmanes cuando han logrado dominar y producir un aspecto de la ciencia han considerado que su promoción en todo el mundo es su “zakat” (azaque) y por tanto las han ofrecido libremente a todos, empero, hoy en día los occidentales obstruyen el progreso y desarrollo de los musulmanes.
“Ellos (los occidentales) buscan el dominio privilegiado de ciertas tecnologías, y de esa manera facilitar su dominio militar, económico y científico en el mundo. Hay que romper con los dominios ya que la ciencia pertenece a todas las naciones”, enfatizó.
La cita fue llevada a cabo al margen de la Conferencia Asiático-Africana (AAC, en inglés), inaugurada el miércoles en la capital indonesia, con la asistencia de unos 30 jefes de Estado y de Gobierno, entre los cuales figuraba el presidente iraní.
Durante su intervención en el acto de inauguración de la AAC, Rohani llamó al mundo a elaborar un plan de acción práctico para erradicar el terrorismo. En esta línea, Irán presentó un plan de cuatro puntos.
Al margen de este evento, Rohani ha mantenido varios encuentros con presidentes, primeros ministros y cancilleres de diversos países, entre ellos se ha reunido como sus homólogos de China, Xi Jinping, de Indonesia, Joko Widodo, y de Vietnam, Truong Tan Sang, entre otros.

tas/ncl/mrk - HispanTv

Princípe saudí reconoce fracaso de Riad en su agresión a Yemen


El príncipe Talal bin Abdulaziz Al Saud

El príncipe Talal bin Abdulaziz Al Saud reconoció el jueves que Arabia Saudí fracasó en su ofensiva comenzada el 26 de marzo contra Yemen.

En una entrevista concedida a la cadena alemana Fox, el príncipe saudí afirmó que Riad no ha logrado materializar sus objetivos, entre ellos debilitar al movimiento popular yemení Ansarolá.
Asimismo aseguró que durante sus ataques aéreos contra el pueblo yemení, el régimen de Riad utilizó pilotos de nacionalidad estadounidense, francesa, paquistaní, egipcia e india.
El princípe Talal además de tachar a esos pilotos de mercenarios, aseguró que algunos de ellos cobran 7500 dólares por cualquier vuelo que realizan para bombardear el país vecino.
"Después de que algunos de nuestros aliados nos dejaron sólo y se negaron a participar en los bombardeos en Yemen, nuestros soldados perdieron ánimo para seguir en esta guerra e incluso algunos huyeron de los servicios militares", precisó el príncipe saudí.
Cabe señalar que el 30 de marzo, algunos príncipes saudíes manifestaron su oposición a esta intervención militar que se cobrado la vida de más de 2640 civiles y, según datos del Alto Comisionado de la Organización de las Naciones Unidas para los Refugiados (ACNUR), ha dejado entre 120.000 y 150.000 desplazados.


Médicos atienden a las víctimas de los ataques saudíes

El jueves, al menos 22 yemeníes perdieron la vida y varios más resultaron heridos como consecuencia de una nueva arremetida saudí que lanzó Riad dos días después de que anunciara el fin de la operación militar y comenzara una nueva fase llamada “Restaurar la Esperanza”.
En esta nueva campaña Riad alega que tratará de reconstruir Yemen, realizar “operaciones antiterroristas” en el suelo yemení y buscará una solución política a la crisis en este país mientras que seguirá implementando el bloqueo naval, bombardeará las posiciones del Ejército yemení y de Ansarolá y podría reanudar los ataques aéreos si lo considera necesario, contradictorio anuncio pues sigue bombardeando el país árabe.

mkh/ncl/mrk - HispanTv

Cámara Baja mexicana permite porte de armas por agentes extranjeros


Un agente de la Sedena junto con un agente de fronterizo estadounidense en la frontera México-EE.UU.

La Cámara de Diputados de México aprobó el jueves el dictamen de reformas a la Ley Federal de Armas de Fuego y Explosivos, presentadas por el Ejecutivo federal, que autoriza el porte de armas por agentes extranjeros en el territorio mexicano.

(La iniciativa) quiere ser presentada como un simple trámite para facilitar el tráfico aduanal, pero es en realidad una vergonzosa prueba de la supeditación creciente del gobierno mexicano a los dictados del vecino del norte (...) Al parecer ahora Enrique Peña Nieto busca legalizar una violación de la ley que ha sido práctica recurrente y, a su vez, satisfacer una vieja petición de Estados Unidos”, critica el Partido de la Revolución Democrática (PRD).
Con 288 votos a favor, 82 en contra y 9 abstenciones, los diputados mexicanos aprobaron las reformas y adiciones a la citada ley, permitiendo el libre uso de armas por servidores públicos extranjeros de migración y aduanas, y de los agentes de seguridad en las visitas oficiales de jefes de Estado o de Gobierno y de ministros o equivalentes.
Sin embargo, según lo establecido, las armas utilizadas por esos agentes pueden ser revólveres o pistolas semiautomáticas cuyo calibre no sea mayor a 0.40 o equivalente, y no podrán sacarlas de los puntos aprobados por la Secretaría de la Defensa Nacional (Sedena).
Asimismo, indica que el permiso del porte de estas armas tiene una vigencia máxima de seis meses y puede ser cancelado en cualquier momento.
De acuerdo con lo establecido, la Sedena será el encargado de determinar el arma autorizada, la instalación en que será válida el porte y demás límites o restricciones aplicables.
Esta aprobación tiene lugar dos días después de que la Comisión de Defensa Nacional de la Cámara de Diputados aprobara por mayoría en lo general el dictamen de la minuta que reforma la Ley Federal de Armas de Fuego y Explosivos.
Conforme a la minuta divulgada por el Senado mexicano, el objetivo de ese proyecto es “generar una nueva regulación que fortalezca procesos de cooperación migratoria y aduanera de México con el mundo”.
No obstante, esta ley ha recibido fuertes críticas de la oposición mexicana, en especial los legisladores izquierdistas, que la consideran una violación a la soberanía nacional de México y una modificación para complacer a Estados Unidos y legalizar que tengan gente armada en ese país.
El pasado febrero, Dolores Padierna, vicecoordinadora de la bancada del Partido de la Revolución Democrática (PRD) en la Cámara alta, consideró que la propuesta responde a los intereses de Estados Unidos.
“(La iniciativa) quiere ser presentada como un simple trámite para facilitar el tráfico aduanal, pero es en realidad una vergonzosa prueba de la supeditación creciente del gobierno mexicano a los dictados del vecino del norte (...) Al parecer ahora Enrique Peña Nieto busca legalizar una violación de la ley que ha sido práctica recurrente y, a su vez, satisfacer una vieja petición de Estados Unidos”, consideró Padierna en un comunicado.
Por su parte, el senador del Partido Acción Nacional (PAN), Roberto Gil Zuarth, apuntó en febrero que “(se debe detallar) si se les va a permitir realizar actividades, por ejemplo, de investigación, actividades de inteligencia, actividades de contención, por ejemplo, si van a poder, si se les pretende generar permisos para actividades encubiertas”.
“Parecería que la solución de los problemas nacionales pasa por entregar la autoridad a Estados Unidos”, denunció.

tas/ncl/mrk - HispanTv

EE.UU. entregará cazas F-35 a Israel para "mantener" su supremacía en Oriente Medio


El vicepresidente estadounidense, Joe Biden, dijo que su país enviará a Israel su nuevo, y criticado, avión de combate F-35 a fin de que su Ejército pueda mantener su "ventaja cualitativa" en Oriente Medio.

Biden hizo el anuncio en Washington durante un discurso enmarcado en la celebración del día de la independencia de Israel, informó Reuters.
"El año que viene vamos a entregar a Israel el avión de combate F-35, el mejor que tenemos, por lo que Israel será el único país en Oriente Medio en tener este avión de quinta generación", dijo Biden.
El pasado mes de febrero, representantes del Ministerio de Defensa de Israel y del Departamento de Defensa de EE.UU. firmaron un acuerdo para la adquisición por parte de Israel de catorce cazas F-35 por 2.820 millones de dólares. La compra de los aviones fue aprobada el 30 de noviembre de 2014 por el comité ministerial de adquisiciones de defensa de Israel.
El acuerdo incluye la compra de 14 aviones con la posibilidad de aumentar la cantidad hasta 31 aeronaves. En 2010, Israel firmó otro acuerdo para la compra de 19 aviones que, sumados al nuevo contrato, totalizan 33 cazas F-35.
Según el representante del ministerio israelí de Defensa, Aharon Marmarosh, "los primeros aviones aterrizarán en Israel en 2016 y los demás serán suministrados completamente en 2021".
La relación entre Israel y EE.UU. viene siendo tensa en los últimos años debido a los desacuerdos sobre los asentamientos judíos en territorios palestinos y el programa nuclear de Irán, si bien las dos naciones siguen manteniendo fuertes lazos militares.

Actualidad RT

Barcos iraníes que se dirigían a Yemen dan media vuelta tras ser seguidos por buques de EE.UU.


Una flota de barcos iraníes que se dirigían a Yemen se da la vuelta después de ser rastreada por los buques de guerra de EE.UU., informa Fox News.

Un convoy iraní de nueve buques, presuntamente cargado de armas con destino a los rebeldes hutíes de Yemen, se dio la vuelta el jueves después de haber sido seguido por buques de guerra de EE.UU. estacionados en la zona para evitar el suministro de armas, informa Fox News, que cita a sus fuentes en el Pentagono.

Según estas fuentes el convoy se encuentra al sur de Salalah, Omán, y ahora se dirige al noreste en el Mar Arábigo rumbo a su puerto de salida. Las naves, entre las que figuran siete cargueros y dos fragatas, habían navegado al suroeste a lo largo de la costa de Yemen rumbo a Adén y la entrada al Mar Rojo. Los buques de guerra iraníes que escoltaban el convoy son dos Thondor 021 de la clase de barcos de misiles, mientras que los otros barcos del convoy son buques comerciales y buques con contenedores de carga.

El buque de EE.UU. Theodore Roosevelt, un portaaviones de propulsión nuclear de 100.000 toneladas y su escolta, el buque Normandy, un crucero de misiles guiados, han seguido el convoy durante los últimos días, según las mismas fuentes.
Durante toda la semana aviones de combate han venido precisando la ubicación del convoy al alto mando de la Armada de Estados Unidos.

Los buques de la Armada iraní se caracterizan por ser "más pequeños que los destructores", dijo este martes un funcionario del Pentágono. El Theodore Roosevelt llegó a estar a 200 millas náuticas del convoy de Irán, precisó el coronel Steve Warren, portavoz del Pentágono.

De acuerdo con un oficial de la Marina estadounidense, el convoy iraní nunca llegó a aguas yemeníes. "Dieron media vuelta antes de que cruzaran la línea que se extiende desde la frontera entre Yemen y Omán", confirmó el oficial.

Actualidad RT

quinta-feira, 23 de abril de 2015

Garabed, o armênio


por Georges Bourdoukan, em seu blog

Uma árvore sem raízes não frutifica. Assim foi a passagem pela vida de Garabed, o armênio. Um personagem que vive num vai-e-vem pela minha memória. Uma nuvem em céu límpido que busca onde se refugiar. Em vão.

Quem não tem raízes não consegue se agarrar ao passado. Garabed, o armênio, vivia perambulando pela nossa aldeia de Miniara Akkar, norte do Líbano. Se chegou criança ou jovem não sei e quem poderia dizê-lo já partiu.Sei apenas que os meus cinco ou seis anos de idade o viram pela primeira vez já adulto.Tento recuperar sua imagem, mas só consigo vê-lo chorando ou gargalhando o riso dos insanos.

Os menos piedosos o tratavam com desdém, talvez por não conhecerem sua história. Aparecia de vez em quando em nossa casa para ganhar um prato de mijadra, alimento comum á base de arroz e lentilhas. E quando a situação não o permitia, contentava-se com um pão redondo que a minha avó fazia num forno a lenha. E foi minha avó que um dia, observando a minha curiosidade, me contou quem era Garabed, o armênio.

Ele e mais de um milhão de armênios sofreram o holocausto na mão dos turcos. Foram expulsos de seu país e obrigados a caminhar pelo deserto em direção à Síria. Morreram milhares, centenas de milhares, mais de um milhão, dizem os historiadores.

Garabed era criança, mais ou menos da sua idade, me dizia minha avó. Era ele, duas irmãs maiores, seu pai e sua mãe. Todos os seus parentes já haviam sido assassinados pelos turcos na Armênia. Só restou a família dele. Mas uma semana depois, durante a travessia do deserto, os soldados turcos violentaram suas irmãs na frente de seu pai e de sua mãe. Em seguida as degolaram. Depois violentaram sua mãe e também a degolaram. Garabed viu tudo e viu também quando um soldado turco chamou seu pai e lhe perguntou porque andava descalço. O pai respondeu que a areia do deserto havia comido seus chinelos. O soldado chamou o ferreiro e mandou buscar cravos e duas ferraduras. Em seguida fizeram o pai de Garabed se ajoelhar e pregaram as ferraduras em seus pés.

Olho para a minha avó estarrecido. Como é possível? Pergunto. Como é possível?

Lágrimas escorriam pelas suas faces.

Eram as lágrimas da humanidade que protestavam contra a brutalidade dessa mesma humanidade.

Agências públicas da América Latina lançam portal de notícias Ansur


A América Latina terá a partir desta quinta-feira uma agência de notícias pública formada pela união das agências da região, com o lançamento do site da Agência Sul-Americana de Notícias (Ansur, da sigla em espanhol para Agencia Suramericana de Noticias).

O projeto, em gestação há dois anos, tem por objetivo fortalecer a comunicação pública e promover a democratização da comunicação na América Latina. O site da Ansur será lançado oficialmente nesta quinta-feira como parte da 4ª Reunião Executiva da União Latino-Americana de Agências de Notícias (Ulan), que ocorre em Quito. A Agência Pública de Notícias do Equador e América do Sul (Andes) é a anfitriã.
A Ansur publicará notícias diárias das agências que formam a Ulan: a Agência Brasil, a argentina Telam – que ocupa a presidência da entidade –, a cubana Prensa Latina, a Agência Venezuelana de Notícias (AVN), a Agência Boliviana de Informação (ABI), a Agência de Notícias do Estado do México (Notimex), a Agência de Informação Paraguaia (IP), a Agência Guatemalteca de Notícias (AGN), além da Andes. Também participa da reunião em Quito a Agência Peruana de Notícias (Andina).
A programação da 4ª Reunião do Conselho começa com um encontro com o secretário-geral da União de Nações Sul-Americana (Unasul), Ernesto Samper, e o secretário de Comunicação da Presidência da República do Equador, Fernando Alvarado. Alvarado fará uma apresentação sobre os limites éticos da liberdade de expressão.
O encontro ocorre até sexta-feira (24), quando o escritor Esteban Michelena apresentará seu livro Os últimos Inocentes do Planeta: Crônica de uma Barbárie Impune, que trata dos efeitos da exploração de petróleo da Chevron na Amazônia equatoriana.

Agência Brasil