quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Sube a 2035 cifra de palestinos muertos en agresión israelí


Al menos 7 personas han perdido la vida este miércoles en nuevos ataques israelíes contra diferentes partes de la Franja de Gaza, elevando a 2035 muertos y 10.302 heridos la cifra total de víctimas palestinas en casi un mes y medio de agresiones militares al enclave costero.

Según el portavoz del Ministerio palestino de Salud, Ashraf al-Qudra, al menos 19 palestinos han muerto desde que el ejército israelí rompiera el martes la tregua temporal y reanudara sus ofensivas contra Gaza.

rba/ktg/hnb - HispanTv

Obama tentou libertar jornalista norte-americano, mas fracassou


O governo norte-americano tentou nos últimos meses libertar o jornalista James Foley, que foi decapitado por terroristas do Levante Islâmico, mas fracassou em todas as tentativas.
Uma missão militar secreta dos EUA trabalhou em conjunto com militares turcos e terroristas e mercenários sírios e iraquianos, segundo notícia divulgada na BBC de Londres, mas a missão fracassou. Nem mesmo a oferta de um prêmio de 200 mil dólares pela CIA para grupos extremistas que devolvessem o jornalista funcionou.
Um terrorista do Levante Islâmico, com forte sotaque britânico, cortou a cabeça do norte-americano perante as câmeras e máquinas fotográficas, advertindo Obama de que os extremistas continuarão a matar cidadãos norte-americanos nos próximos dias.
Este episódio relembra o embaixador norte-americano assassinado em Benghazi na Líbia, ao lado de 3 outros diplomatas - leia-se agentes da CIA - por extremistas que foram armados e financiados pelos próprios norte-americanos para derrubar e assassinar o líder Muamar Kadafi.
Também no caso do jornalista James Foley, ele foi assassinado por extremistas financiados pelos governos dos EUA, Israel e Arábia Saudita. Em resumo, "o cão está mordendo o próprio rabo".

Las tres mentiras que 'justifican' la masacre en Gaza


La ofensiva en la Franja de Gaza está basada en argumentos falsos, asegura el politólogo británico Chris Ryecart. Para demostrar su postura, analiza las incongruencias en la política de Israel y EE.UU.

Gobierno de unidad

Durante una rueda de negociaciones de paz palestino-israelíes lideradas por EE.UU., el primer ministro Benjamín Netanyahu aseguró que sería difícil conseguir un acuerdo de paz dialogando con solo una parte de los palestinos. "Una reacción responsable" a esta declaración por parte del Gobierno de Barak Obama sería priorizar al máximo la unidad entre Hamás y Fatah, condición clave para la realización de cualquier negociación seria entre Israel y los palestinos, indica Ryecart en su columna en el portal 'Arab News'.
Según el politólogo, el presidente Obama debería haber invitado a los líderes de Hamás y Fatah a Washington para que renunciaran conjuntamente el uso de la violencia y reconocieran el derecho de Israel a existir. A cambio EE.UU. habría podido apoyar la negociación de un Estado palestino que incluyese la Franja de Gaza y Cisjordania, con contigüidad entre los dos, y el levantamiento del bloqueo de Gaza por parte de Israel.
Sin embargo, la realidad resultó ser totalmente diferente. Netanyahu usó la reconciliación de Hamás y Fatah como excusa para romper las negociaciones de paz. "Es hora de que la comunidad internacional corrija el error del entendimiento entre Hamás y Fatah", comunicó el representante de Israel ante el Consejo de Seguridad de la ONU, Ron Prosor. "Es evidente que el objetivo principal de la ofensiva de Israel contra Gaza ha sido la destrucción del gobierno de unidad nacional", destaca el analista.


Asesinato de adolescentes israelíes

El secuestro y asesinato de tres estudiantes israelíes en Cisjordania, del que Israel culpa a Hamás, fue el detonante del operativo militar israelí contra la Franja de Gaza. "Desde una perspectiva política, es muy poco probable que los líderes de Hamás hubieran aprobado el secuestro y asesinato de los tres adolescentes israelíes", opina Ryecart. Cuando se lanzó la campaña de propaganda para poner a la opinión pública contra el movimiento, Netanyahu no tenía evidencias de su involucración en el crimen, acentúa el analista.

"Uso proporcional" de la fuerza

En cuanto al "uso proporcional" de la fuerza, tal y como Israel califica su campaña militar, Ryecart recurrió a los argumentos de Avraham Burg, exportavoz parlamentario israelí y portavoz de la ONG Peace Now, para explicar la situación. Desde el punto de vista de Burg, el secuestro de los tres jóvenes debería haber servido de recordatorio a los israelíes de que la ocupación por sí misma es un acto de secuestro de toda la sociedad palestina. "Nuestros corazones sufren por los tres adolescentes cuya identidad ni siquiera conocíamos hace un momento, pero que ahora pertenecen a todos nosotros (…). Pero somos incapaces de comprender el sufrimiento, el grito y el futuro de una nación entera que nosotros hemos secuestrado", escribió Burg en el diario 'Haaretz'.

"No es necesario matar 2.000 civiles para destruir 30 túneles (…). Han perdido la vida 2.000 que no tienen nada que ver con Hamás", insiste Ryecart. "La ejecución extrajudicial de jóvenes palestinos por colonos israelíes violentos o por policías o soldados se ha convertido en una rutina aceptada de la ocupación israelí y se lleva a cabo cada semana, con al menos tres víctimas al mes en Cisjordania y Jerusalén Oriental", prosigue el analista.
Según el politólogo, parte del problema de Oriente Próximo es EE.UU. Fue Washington quien dio a los israelíes luz verde a lo que se ha convertido en un "asesinato masivo indiscriminado de civiles" y suministra el armamento para ello. Tal política no es compatible con el supuesto papel de EE.UU. de mediador "honesto y creíble" en el conflicto palestino-israelí, insiste Ryecart.

Actualidad RT

Jornalista norte-americano é decapitado no Iraque


A imprensa ocidental não publicou, mas o jornalista norte-americano James Foley foi decapitado ontem no Iraque, em região controlada pelo Levante Islâmico.
Os terroristas fizeram questão de filmar e fotografar a decapitação, e enviaram fotos e vídeos para sites do governo dos EUA, o principal financiador do grupo, ao lado de Israel.


Novo massacre do Levante Islâmico na Síria

Um novo massacre foi verificado na Síria, em cidade ocupada por extremistas do Levante Islâmico.
Em Deir El Zour, fanáticos do Levante Islâmico assassinaram dezenas de civis indefesos em praça pública, na maioria idosos. O Levante Islâmico é um movimento terrorista criado pela CIA e Mossad para dividir o islamismo no mundo árabe. Promovem atrocidades no Iraque e na Síria, financiados por EUA, Israel e Arábia Saudita.

Plano de EUA: “Nós vamos fazer o Iraque voltar à Idade da Pedra”


Foto: Jihadista marroquinho na Síria exibe cabeças humanas. Embora Ocidente tenha patrocinado o “jihadismo” moderno, utiliza estas imagens para estereotipar o mundo árabe e apresentá-lo como “selvagem” e “bárbaro”.

Em 1991, o então secretário de Estado dos EUA, James Baker, prometeu que seu país faria o Iraque voltar à idade de pedra. A ameaça pode ter parecido pretensiosa e é possível que o então ministro dos Negócios Estrangeiros do Iraque, Tareq Aziz, possa ter desconsiderado a advertência. Como destruir um país que naquela época era considerado o mais desenvolvido de Oriente Médio? Deve ter soado como um delírio para os governantes do então poderoso Iraque.

No entanto, em 2014, estamos assistindo à concretização final desse plano perverso. O Iraque realmente retornou à idade de pedra.
O ocupante se encarregou de promover a desindustrialização do Iraque, a destruição de toda sua infra-estrutura (escolas, universidades, hospitais, saneamento básico), o desmantelamento da estrutura estatal e militar, a extinção da identidade nacional (que garantia a rica convivência entre as diferentes vertentes religiosas e etnias regionais), a incitação de conflitos tribais, étnicos e religiosos, assim como também a eliminação de toda a intelectualidade iraquiana para que o que havia de mais atrasado chegasse ao poder. E isso precisou ser implementado em etapas muito bem calculadas.
Empoderar o que havia de mais retrógrado na região foi como salgar o solo desta Cartago moderna. E o modelo foi tão “bem sucedido” que foi aplicado na Líbia e na Síria (que felizmente resiste heroicamente até hoje, embora com feridas terríveis).
Paradoxalmente, Ocidente contribuiu ativamente para o desmantelamento do que poderia ser considerado o Oriente Médio mais “ocidentalizado” (industrializado, republicano, laico, com proteção de minorias e maior equidade de gênero) enquanto se aliou a países como Qatar e Arabia Saudita, monarquias ditatoriais e teocráticas. E fez isto com um objetivo muito claro e simples: garantir seu lucro.
Após derrocar líderes laicos e empoderar “califas”, líderes sectários e jihadistas sanguinários, tanto EUA como Israel, utilizam suas “crias” para semear a islamofobia, o preconceito e o ódio contra todo o mundo árabe, assim como apresentar para a opinião pública um Oriente Médio incapaz de se organizar por si próprio e com tendências “naturais” para a autodestruição.
Seriamos ingênuos se pensarmos que estamos livres de que planos similares estejam sendo aplicados em América Central e América do Sul, por isso é tão importante estudar como este plano foi executado e principalmente como a Síria tem agido para conseguir enfrentar estes verdadeiros cavaleiros da apocalipse. Se entre os planos está a desindustrialização, Síria está investindo pesado para reativar sua indústria. Se querem a destruição das universidades e da intelectualidade, também Síria tem investido na educação e promoção da cultura. Mas principalmente e acima de tudo, Síria está nos mostrando como uma identidade nacional sólida tem sido o remédio mais eficaz contra os sectarismos.
Compartilhamos este texto de Petras, escrito em 2009, (antes da mal chamada “primavera árabe”) que consideramos muito elucidativo para entender como o plano de desmantelamento do Estado iraquiano foi executado (os grifos no texto são nossos), mas, precisamente por ter sido escrito em 2009, Petras não tinha como saber que o governo iraquiano instalado por EUA (e que deveria ser submisso às suas vontades) acabou se aproximando do Irã e da Síria à revelia de seus “criadores”.

terça-feira, 19 de agosto de 2014

Ferguson – Estão chegando os canhões


Moon of Alabama - Tradução: Vila Vudu

Então... Está começando?

Guarda Nacional chamada, depois de segunda noite de caos em Ferguson, Missouri

O governador do Missouri disse na 2ª-feira que enviaria a Guarda Nacional para o subúrbio de Ferguson, no condado de St. Louis, para restaurar a calma, depois que autoridades dispersaram à força uma multidão que protestava contra os tiros, disparados pela Polícia, que vitimaram um adolescente desarmado.
...
No início da noite, no domingo, centenas de pessoas que protestavam em Ferguson, inclusive famílias com crianças pequenas, tiveram de correr em busca de segurança, quando policiais usando máscara contra gases e coletes à prova de balas dispararam granadas de gás lacrimogêneo para dispersar aquelas pessoas, horas antes do início do toque de recolher.
“As bombas de gás foram disparadas sem qualquer provocação” – disse Anthony Ellis, 45. – “O protesto foi iniciado por crianças de bicicleta. E de repente, lá estavam eles, gritando ‘Vão para casa! Para casa!’”
A Patrulha Rodoviária do Missouri disse que os “agressores” tentaram invadir um posto de comando policial, e que policiais usaram veículos blindados para garantir a segurança pública.
Segundo pesquisa de Billmon, a Guarda Nacional do Missouri tem alguns problemas de suprematismo/neonazismo. Interessante investigar o grau de diversidade desse corpo. Há ali alguns batalhões de Polícia Militar que têm vasta experiência de contato com ‘a negrada da areia’ [orig. “sandniggers”] no Afeganistão e no Iraque.
A Guarda Nacional com certeza ‘avalia’ que “o agressor” em Ferguson justifica mais essa escalada na guerra local.
Espera-se que outras cidades levantem-se e unam-se aos protestos de Ferguson, e que também protestem contra o que até conservadores já descrevem como emprego de força excessiva, militarizada e ultra-agressiva, agora também contra norte-americanos e dentro dos EUA.

Gaza sofrerá sérias dificuldades se Israel não acabar com o bloqueio


O comissário geral da Agência das Nações Unidas para os Refugiados da Palestina (UNRWA), Pierre Krahenbuhl, afirmou na segunda-feira (18) que o bloqueio imposto por Israel na Faixa de Gaza, mantido desde 2007, precisa acabar.

Em uma entrevista para a agência de notícias britânica Reuters, o funcionário das Nações Unidas disse que os palestinos que estão na região terão sérias dificuldades. “Não acredito que mesmo uma trégua duradoura agora possa permitir que a população tenha condições adequadas”, aponta.
"Se for esse o caso, levará anos e anos e anos para reconstruir", afirmou, referindo-se às dificuldades de transporte e introdução no território de materiais e equipamentos de construção. Na avaliação dele, uma reorganização da vida em Gaza deve demorar, ao menos, uns 15 anos, caso o bloqueio não seja interrompido.
"Se isso não mudar, se este paradigma não mudar. Se há algo que pode trazer um novo paradigma, um novo acordo, uma nova esperança para as pessoas é a abertura".
Por conta das investidas israelenses, boa parte da infraestrutura de Gaza foi destruída, incluindo a sua usina de energia, o centro de tratamento de água, terras agrícolas, escolas e hospitais.
De acordo com fontes médicas palestinas, pelo menos 2.016 palestinos, incluindo 541 crianças, morreram vitimados pelos ataques israelenses, além disso, 10.193 ficaram feridos até agora. Segundo a ONU, 84% das vítimas das atrocidades israelenses são civis.

Israel retomou os ataques a Gaza

O regime israelense voltou a atacar, nesta terça-feira (19), a Faixa de Gaza. As informações são de que ao menos dez locais da região foram atingidos. Aviões israelenses bombardearam vários terrenos agrícolas, uma aldeia beduína (norte), dois pontos no bairro de Zeitoun e um em Khan Younis (ambos no sul). Os militares de Israel também lançaram ofensivas contra a costa de Gaza.
A nova ofensiva começou depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ordenou ao exército para atacar o enclave costeiro, com base em supostos lançamentos de três foguetes de Gaza com direção aos territórios ocupados.
Então, Netanyahu retirou unilateralmente a delegação israelense do Cairo, capital do Egito, local no qual aconteciam as negociações sobre uma trégua duradoura em Gaza. O porta-voz do Movimento de Resistência Islâmica (Hamas), Sami Abu Zuhri, rejeitou as alegações de disparos e assegurou que os palestinos não começaram os ataques.
"Não temos nenhuma informação sobre o disparo de foguetes a partir de Gaza. Os ataques israelenses visam sabotar as negociações no Cairo", acrescentou o porta-voz do Hamas.
Por sua vez, os combatentes palestinos responderam aos ataques israelenses com foguetes em territórios ocupados do sul.
Milhares de palestinos fogem de Gaza por medo dos ataques israelenses
Milhares de palestinos fugiram de suas casas na Faixa de Gaza, nesta terça-feira (19), por conta do reinício dos ataques israelenses. Na Cidade de Gaza, era possível ver palestinos carregando grandes sacos e malas, fugindo com medo de ser alvo da agressão do governo de Tel Aviv.
Milhares de moradores das áreas de Zeitun e Schaaf também começaram a fugir, depois que o exército israelense lançou vários ataques em diversas áreas nas proximidades. A nova ofensiva israelense contra Gaza deixou cinco palestinos feridos, incluindo duas crianças.

Tayguara Ribeiro, da redação do Vermelho,
com informações da HispanTV

Rússia na expectativa por oferta latino-americana de alimentos


A presença na Rússia de uma missão comercial argentina na qual figuram ministros e o secretário de Relações Econômicas Internacionais da chancelaria, bem como ofertas de alimentos do Equador criaram expectativa em Moscou.

Fontes diplomáticas disseram nesta terça-feira (19) à Prensa Latina que a delegação da Argentina tem como objetivo negociar um aumento da entrada na Rússia de mercadorias dessa nação após o veto decretado pelo presidente Vladimir Putin para produtos alimentares de Ocidente.
Participam da representação do país da região do Rio de Prata a ministra da Indústria, Débora Giorgi, o da Agricultura, Pecuária e Pesca, Carlos Casamiquela, o secretário de Relações Econômicas Internacionais da chancelaria, Carlos Bianco, e servidores do Palácio da Fazenda.
A delegação oficial traz uma pasta completa com a oferta do setor privado disponível para negociar com Moscou, enviada pela Coordenadora das Indústrias de Produtos Alimentares (Coparensa Latina), segundo foi informado.
Nesta terça e na quarta-feira ocorrerão reuniões com o objetivo explícito de fechar rapidamente contratos de exportações para a Federação eurasiática.
Um dos principais encontros dos visitantes será com o diretor do Serviço de Inspeção Agrícola e Pecuarista, Serguei Dankvert, que recentemente acompanhou o chefe do Kremlin durante sua viagem pela América Latina.
Dankvert é a máxima autoridade na regulamentação de alimentos neste país, cujas necessidades nesta esfera ultrapassam os US$ 18 bilhões.
Buenos Aires espera aumentar a presença dos seus vinhos e derivados, como mosto e suco de uva, azeite de oliva e azeitonas, panificados, massas, frutas frescas e secas no país mais extenso do mundo.
Além disso, a oferta sul-americana inclui laticínios líquidos e elaborados como queijos, manteiga e leite em pó; carnes vermelhas de vacas, cordeiros, porcos e seus derivados; brancas como frango e peixe, concluíram as fontes.
Já o serviço russo de Controle Veterinário e Fitossanitário confirmou que 36 empresas equatorianas querem aumentar os fornecimentos de peixes e mariscos à Rússia e outras 23 corporações desse país estão prontas para iniciar os envios.
Carlos Lema, representante comercial do Equador em Moscou anunciou que Quito criou um grupo de trabalho para tramitar o mais rápido possível as questões relacionadas com este assunto.
Um decreto promulgado por Putin no último dia 6 de agosto, em resposta às sanções do Ocidente contra o setor agroindustrial nacional, veta a entrada de carne, pescado, queijos, leite e lacticínios, bem como frutas e vegetais provenientes de Austrália, Canadá, Estados Unidos, União Europeia e Noruega.
O veto às importações de alimentos vigorará por um ano e dependerá dos enfoques construtivos por parte dos estados ocidentais, segundo explicou o premiê, Dmitri Medvedev.

Prensa Latina

Israel retoma ataques contra Gaza desde tierra, aire y mar


El régimen de Israel ha comenzado con atacar este martes la sitiada Franja de Gaza, que resiste ante la falta de medicamentos, electricidad y suficiente agua potable.

Según medios palestinos, el régimen de Tel Aviv ya ha atacado al menos 10 posiciones en el enclave costero.
Los aviones israelíes han bombardeado varias tierras agrícolas, una en la aldea de Beduina (norte) y otras dos en el barrio de Zeitoun y al este de Jan Yunis (ambas en el sur).
Naves militares israelíes también han lanzado ofensivas contra las costas de Gaza.
Además, los tanques se han unido a la agresión contra Gaza disparando contra zonas en el norte del enclave costero.
Debido a los ataques lanzados por el régimen de Tel Aviv, al menos dos niños han resultado heridos en Rafah (sur).
La nueva ofensiva ha comenzado después de que el primer ministro del régimen israelí, Benyamin Netanyahu, haya ordenado al ejército atacar el enclave costero, tras conocerse informes basados en fuentes israelíes sobre el supuesto lanzamiento de tres cohetes desde Gaza hacia los territorios ocupados.
A continuación, Netanyahu ha retirado, de forma unilateral, a la delegación israelí en El Cairo, capital egipcia, donde se llevaban a cabo las conversaciones indirectas sobre una tregua duradera en Gaza.
En respuesta, el portavoz del Movimiento de Resistencia Islámica Palestina (HAMAS), Sami Abu Zuhri, ha rechazado las alegaciones sobre el disparo de cohetes desde Gaza y ha asegurado que tales afirmaciones “no tienen peso”.
“No tenemos ninguna información acerca del lanzamiento de cohetes desde Gaza. Los ataques israelíes tienen como fin sabotear las negociaciones en El Cairo”, ha agregado al respecto el portavoz de HAMAS.
Horas antes, en la misma jornada, el portavoz de HAMAS había informado que el régimen israelí obstaculizaba las negociaciones y las estaba llevando a un callejón sin salida.
Hace 43 días, el régimen de Tel Aviv comenzó su ofensiva en Gaza, donde ya han muerto 2016 palestinos, entre ellos unos 541 niños. Además, 10.195, entre ellos 3084 menores, han resultado heridos.

mrk/anz - HispanTv

Sirios: Terroristas son herramientas de EEUU e Israel en la región


El pueblo sirio condenó el lunes los crímenes cometidos por los grupos terroristas en Siria e hizo hincapié en que las organizaciones terroristas no son más que herramientas en manos de EE.UU. y el régimen de Israel.

Los sirios de los altos de Golán ocupado y las áreas adyacentes protagonizaron el lunes una manifestación a fin de expresar su apoyo al Ejército en su lucha contra los terroristas que reciben apoyo financiero y armamentístico tanto de países regionales como ultraregionales.
"Estos grupos armados, no importa bajo qué nombres, no son más que marionetas de EE.UU. e Israel", indicaron los manifestantes en un comunicado.
Asimismo, enfatizaron que los crímenes de los terroristas no podrán socavar la firmeza del pueblo sirio y su apoyo a su valiente Ejército y sabio liderazgo de su presidente Bashar al-Asad.
Según los presentes en la protesta, los terroristas que operan en Siria son traidores mercenarios que cometen estos crímenes a cambio de dinero sucio procedente de algunos países regionales.
Por otra parte, en su nota, los sirios dan por seguro el fracaso de todos los intentos que busca socavar su determinación para acabar con el terrorismo en su país.
El Ejército sirio ha cosechado grandes éxitos en las operaciones de limpieza que realiza en diversos puntos del territorio árabe para erradicar a los elementos terroristas y retomar el control total del país, afectado desde marzo de 2011 por una crisis orquestada desde el extranjero que busca derrocar al Gobierno de Damasco.

tmv/ncl/msf - HispanTv

Rússia e União Europeia trocam olhares


MK Bhadrakumar, Indian Punchline - Tradução: Vila Vudu

Já irrompeu a mais declarada divisão entre os ministros de Relações Exteriores da União Europeia reunidos na 6ª-feira, sobre aplicar ou não aplicar sanções contra a Rússia. Em extraordinária explosão de irritação, o primeiro-ministro da Hungria ridicularizou as sanções, dizendo que os europeus estão atirando contra o próprio pé (“como os russos já disseram várias vezes”). Antes, a Eslováquia e a República Checa também haviam proposto repensar a política das sanções. Restam Polônia, Lituânia e Romênia, como velhos ‘falcões’ de uma velha ‘Nova Europa’ aliada de Washington.

A Finlândia declarou, em voto separado, que não mais se alinhará com políticas de sanções; e que buscará comércio regular e normal com a Rússia. O presidente Sauli Niinisto viajou a Moscou e reuniu-se com Putin semana passada para discutir comércio e relações econômicas.
O jornal Guardian publica hoje matéria engraçadíssima (18/8/2014, “Embargo contra Rússia? E a Europa já se afoga em frutas, carne de porco e cavala”), na qual detalha o processo pelo qual a resposta dos russos deixou a Europa à mercê de um tsunami de produtos perecíveis e inexportáveis. Além disso, a Rússia já está procurando fontes alternativas de itens agrícolas para importar, de outros mercados fora da União Europeia – Turquia, Brasil, Egito, Israel etc. Agora, a União Europeia dá tratos à bola para encontrar meios para persuadir esses países a não exportar para a Rússia.
Mas e por que dariam ouvidos aos europeus? Nenhum desses países tem qualquer problema com os russos. Segundo todos os relatos, o presidente do Egito Abdel Fattah al-Sisi, em particular, dá-se muito bem com o presidente Vladimir Putin. Além do mais, qual, diabos, é a meta dos líderes europeus? Impedir que os russos comam quantidade suficiente de frutas e legumes e passem a sofrer de avitaminoses, a menos que o Kremlin faça na Ucrânia o que a União Europeia deseja?! Essa história já mais parece piada idiota.
Mesmo assim, alguma coisa de bom sairá de tudo isso, se a Rússia conseguir desmoralizar completamente a prática grosseira do Ocidente, de usar sanções como arma política contra qualquer país que se recuse a meter o rabo entre as pernas e ‘seguir Washington’. Assim também, se deve esperar que a União Europeia tenha aprendido a lição; já se vê a movimentação na direção de uma reunião entre Putin e José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia.
A grande questão é se Washington tolerará aquecimento tão sensível nas relações entre Rússia e União Europeia. Intrinsicamente, a Ucrânia não tem qualquer importância estratégica para os EUA; e tem pouca, se alguma, para a União Europeia. Não é difícil chegarem a alguma espécie de arranjo sobre a Ucrânia, desde que haja vontade política – o ocidente esquece a agenda de meter a Ucrânia na OTAN, e a Rússia aprende a conviver com governo pró-ocidente em Kiev, com o leste da Ucrânia recebendo grau significativo de autonomia cultural e de governo.
Tudo se resume, afinal, a Washington admitir que a União Europeia assuma a liderança de suas próprias políticas e passe a considerar a própria segurança e prosperidade continentais como prioritárias. É onde as observações do primeiro-ministro da Hungria ganham significação. De fato, a fala conciliatória de Putin na 5ª-feira passada, em Ialta, pode vir a dar o tom para novos movimentos na política eurasiana.

Coreia del Norte: MINREX de RPDC denuncia locuras de Kerry


Pyongyang(ACNC) -- A la pregunta formulada por la ACNC en relación con que el secretario de Estado norteamericano Kerry expuso abiertamente el intento de aplastar a la República Popular Democrática de Corea so pretexto del "problema de DDHH", el portavoz del Ministerio de Relaciones Exteriores de la RPDC dio la siguiente respuesta:
Recientemente, en un discurso explicativo de la "política sobre Asia" de EE.UU., hecho en Hawai, Kerry maldijo sobre el "problema de DDHH" de la RPDC.
Fuera de su deber, ese tipejo nos acusó repitiendo los datos falsificados sin fundamento, lo que es una expresión más abierta de la negación mórbida y la arraigada política hostil de EE.UU. contra la RPDC.
Tal hecho ocurrido en vísperas de los ejercicios militares EE.UU.- Sur de Corea Ulji Freedom Guardian, parte de una intención política malsana de manchar a toda costa la imagen de la RPDC para dar a conocer en la palestra internacional que el régimen de la RPDC es un objeto a ser eliminado militarmente y justificar sus amenazas militares.
En los últimos años, el imperio recurre frenéticamente a los alborotos de "DDHH" anti-RPDC no para mejorar verdaderamente "DDHH" sino para derrocar el régimen de la RPDC.
Dado que fue evidenciada la imposibilidad de arrodillarnos con el problema nuclear, EE.UU. moviliza más el medio de presión que es el "problema de DDHH".
En nuestro país, las masas populares siendo verdaderas dueñas del país disfrutan de auténticos derechos y los derechos humanos están garantizados por las leyes del Estado.
Tenemos la voluntad de cooperar con otros países para mejorar más los derechos humanos de las masas populares.
Pero, no toleraremos la intención de abusar del problema de DDHH como medio de presión para derrumbar nuestro régimen.
Como ya hemos frustrado a cada paso las maniobras de EE.UU. de aislarnos y aplastarnos bajo el pretexto del problema nuclear, también en el futuro, nos enfrentaremos con la campaña de "DDHH" de EE.UU. adhiriéndose a nuestros principios y nuestro modo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Inteligencia israelí admite fracaso en ataques a Gaza


Los servicios de inteligencia del régimen israelí consideran que el fracaso de su ejército tiene raíz en las informaciones incorrectas así como su incapacidad en la lucha contra el Movimiento de Resistencia Islámica Palestina (HAMAS).

En sus informes sobre la guerra contra Gaza, los servicio de seguridad general de la inteligencia israelí (Shabak) y la inteligencia militar israelí (AMAN) revelaron el fracaso del ejército israelí en acceder a cualquier información sobre los lugares donde se encuentran los comandantes de HAMAS e incluso los líderes políticos palestinos en Gaza, según informó el domingo el diario palestino Al-Manar.
Según estos informes, la Resistencia palestina consiguió poner obstáculos a las actividades de inteligencia del enemigo, de tal modo que el régimen israelí anunció, a finales de la segunda semana del conflicto, su fracaso total en cumplir con sus objetivos previstos.
El ataque contra el enclave costero fracasó según las normas militares y de inteligencia y esta guerra demostró que el régimen israelí no posee información real sobre los acontecimientos en Gaza, admiten los informes de Shabak y AMAN.
Los servicios de inteligencia israelíes aclaran que los comunicados del ejército de este régimen sobre los ataques contra almacenes de HAMAS se publicaban en el marco de una guerra mediática y no se basan en realidades ni ataques del ejército.
Según las confesiones de los servicios israelíes de inteligencia, el régimen de Tel Aviv sufrió daños irrecuperables en sus agresiones militares, iniciadas hace unos 41 días, contra Gaza.

nab/rha/rba - HispanTv

Bombardean un convoy de refugiados en Ucrania


Un convoy de refugiados ha sido bombardeado con el sistema de lanzacohetes Grad en las inmediaciones de la ciudad de Lugansk. Según las informaciones disponibles, casi todas las personas que viajaban en el convoy han fallecido.

Según la agencia Interfax-Ucrania, el portavoz del Ejército, Leonid Matiújin, confirmó el ataque y agregó que en estos momentos se trata de determinar el número de víctimas.
El bombardeo se llevó a cabo el lunes por la mañana a las 9:40 (hora local) cerca de las aldeas de Jriaschevátoye y Novosvétlovka.
"Hay un gran número de víctimas. Las personas murieron quemadas en los automóviles en los que viajaban. Simplemente no tuvieron tiempo para salir de sus vehículos", aseguró el portavoz del Comando Operacional Séver, Anatoli Proshin.
Los representantes de las tropas señalaron que esta columna de refugiados se formó bajo las órdenes del Ejército con el objetivo de evitar víctimas entre la población civil, ya que en esta zona se registran fuertes combates.
Aunque Kiev informa de que las fuerzas de la milicia son responsables del ataque contra los refugiados, el viceprimer ministro de la República Popular de Donetsk, Andréi Purgín, a su vez, negó esta información.

Actualidad RT

Canal da Nicarágua: para o novo mundo multipolar


Canal da Nicarágua: para o novo mundo multipolar - RT Russia - Tradução: Vila Vudu

O Canal de Panamá faz 100 anos. Mas as necessidades do comércio mundial impõem que se crie rota marítima mais ampla e moderna, razão pela qual já está em projeto uma via interoceânica alternativa.

É obra gigante. Um canal interoceânico de 278 quilômetros de comprimento, 105 dos quais passam pelo lago Cocibolca. O ambicioso projeto nicaraguense tem orçamento prévio de mais de $50bilhões, de contrato já assinado com a empresa chinesa HKND.
“É desafio para nós, porque não temos ainda o pessoal capacitado para executar o projeto. Por isso mantemos contato muito ativo com as universidades da Nicarágua, com o Conselho Nacional de Universidades, para preparar profissionais não só para construir, mas para operar o canal” – diz Laureano Ortega, assessor da agência de promoção e investimento da Nicarágua , Pro-Nicaragua. (...)

Perspectivas comerciais para a Nicarágua

O Canal da Nicarágua será três vezes más longo que o do Panamá e dará vida nova à economia das áreas que atravessa. Vários projetos complementares podem converter a Nicarágua em núcleo comercial para toda a região. (...)
O porto Brito, que hoje é pequena aldeia de pescadores, receberá um dos maiores portos de águas profundas do mundo. Essa área da costa do Pacífico será uma das principais rotas do grande canal, e aí também haverá uma zona de livre comércio e complexos turísticos.
Uma das principais vantagens dessa infraestrutura, comparada à panamenha, será a possibilidade de atender embarcações de maior calado. No futuro, os grandes cargueiros de última geração simplesmente não poderão passar pelo antigo trajeto. A passagem pela Nicarágua será a única alternativa para o transporte global de mercadorias e recberá boa parte do trânsito marítimo mundial.
“Se se considera, por exemplo, um navio que vai de costa a costa nos EUA pelo Panamá, se cruzar o Canal da Nicarágua, economizará mais de 900 quilômetros. É relevante para a empresa e também para os consumidores dos produtos que transitam por ali. Navega-se menos, economiza-se combustível e contamina-se menos” – diz Telémaco Talavera, engenheiro e membro da comissão de Desenvolvimento do Canal da Nicarágua.

Garantía de prosperidad para Nicarágua

(...) Para o analista político Jorge Capelán, “o que estamos vendo é mudança dramática no mundo das correlações de forças econômicas e políticas no mundo, que necessariamente implicam novas rotas comerciais. O comércio, no mundo multipolar não se pode desenvolver dando-se a volta pelo sul, ou pelo polo norte”.
O projeto será lançado em dezembro, quando será dragada uma primeira ‘pista’, a qual, tudo correndo bem, marcará época. [Vide imagens em http://goo.gl/1sPnJt]

* Vídeos em https://www.youtube.com/watch?v=rlN8rg15WbE
https://www.youtube.com/watch?v=92SqVILqvCs
https://www.youtube.com/watch?v=6Avf96FcJes

domingo, 17 de agosto de 2014

Crescente perseguição a israelenses dissidentes que se opõem a guerra


Fonte AlManar Spanish - Tradução Oriente Mídia

Em Israel, a dissidência contra a guerra em Gaza é duramente reprimida. Os poucos que se atrevem a falar são vítimas de assédio, intimidação ou perdem os seus empregos. A esquerda israelense praticamente desapareceu.

O último ataque a Gaza foi o conflito mais mortal em anos. Mais de 1.960 palestinos foram mortos e 67 soldados israelenses morreram lutando no que muitos israelenses já vêem como uma guerra impossível de vencer.
No entanto, a única manifestação importante em Israel, até agora, teve lugar na última quinta-feira para pedir a continuação da guerra contra Gaza.
O jornal liberal israelense, Haaretz, condenou na sexta-feira o que chamou de “caça às bruxas” contra esquerdistas e membros de organizações da sociedade civil, após o diretor da Administração do Serviço Nacional, Sar-Shalom Jerbi, dizer ao grupo de direitos humanos B’Tselem, será incluído em uma lista negra como empregador.
“Eu me sinto compelido a exercer meu poder e parar a assistência do Estado para uma organização que trabalha contra o Estado e contra os soldados que estão heroicamente dando suas vidas para proteger a segurança e o bem-estar de todos os cidadãos”, escreveu Jerbi em uma carta.
Jerbi acusou B’Tselem de “espalhar mentiras e calúnias, colocando em risco o Estado e publicar informações que incentivam os inimigos de Israel a praticar ataques violentos e antissemitas contra os judeus em todo o mundo.”
O grupo pró-direitos Direitos Humanos denunciou a medida como um ataque à democracia e apelou aos apoiantes para assinar uma petição online a favor da liberdade de expressão e de opinião.
Yizhar Beer, do Centro Keshev para a Proteção da Democracia, disse que nunca foi tão difícil ser uma voz dissidente num país cuja propaganda tenta retratá-lo como a “única democracia” no Oriente Médio.

Apoio esmagador para a guerra
A opinião pública israelense apóia maioritariamente a guerra. Uma pesquisa realizada pelo Instituto de Democracia de Israel disse no mês passado que 95% dos judeus israelenses apoiavam a ofensiva em Gaza.
Em um país onde o serviço militar é obrigatório, quase todos têm parentes ou amigos no Exército.
No entanto, visões triunfalistas foram enterradas pelo fracasso militar na Faixa de Gaza e pela contínua queda de foguetes e mísseis de retaliação lançados pelas facções de resistência palestinas da Faixa de Gaza.
Estes foguetes têm atormentado milhões de israelenses e criaram uma situação de medo e pânico nas colônias próximas a Gaza.
A imprensa israelense apoiou a ofensiva israelense, quase sem exceção, e têm ignorado as mortes de palestinos e exagerado o sofrimento dos israelenses.


Acusações de traição
Os poucos israelenses que falaram contra a guerra ou contra as políticas militares do regime de Israel são ameaçadas ou denunciados como traidores, como acontecia na Alemanha nazista ou no Japão militarista.
Após o comentarista da Haaretz, Gideon Levy, acusar os pilotos da Força Aérea de perpetrar os “atos mais cruéis e desprezíveis contra a população mais frágil e indefesa”, o jornal precisou contratar guarda-costas para ele.
Vários leitores cancelaram suas assinaturas, Levy foi insultado na rua e o porta-voz do governo, Yariv Levin, o acusou de “mentir” e de ser “o porta-voz do inimigo”, acrescentando que ele deveria ser julgado por traição.
“Eu nunca vi uma reação tão agressiva”, disse Levy à AFP em seu escritório em Tel Aviv, longe dos cafés onde ele foi insultado.
“Ninguém aqui se preocupa com o sofrimento de Gaza. Se você se atreve a expressar empatia, você é um traidor “, disse ele.
Alguns israelenses que criticaram a ofensiva, mesmo em suas contas particulares do Facebook, estão enfrentando represálias laborais. Uma enfermeira árabe-israelense foi suspensa do trabalho. Outra árabe-israelense foi demitida, diz a AFP.
“Há um alto nível de intimidação que faz que muitas pessoas fiquem caladas”, disse Steven Beck, da Associação para os Direitos Civis em Israel, quando questionado pela AFP porque não houve mais protestos.
Ele comparou a atmosfera com o período que precedeu o assassinato do primeiro-ministro Yitzhak Rabin, assassinado por um extremista judeu em 1995.
“As coisas que antes causavam surpresa agora se tornaram normais. Agora o pêndulo aponta para o extremismo de maneira total“, disse Beck.
Para Beck, o crescimento do extremismo está ligado à direita religiosa, às comunidades ultra-ortodoxas, ao poderoso movimento dos colonos e à expansão dos assentamentos na Cisjordânia.
“A porção extremista da sociedade israelense sequestrou o Estado de Israel”, disse ele.
Assim, os israelenses que apoiam a paz agora se sentem perseguidos e indefesos.

GRANDE PIADA: OS NEGROS TRATADOS COMO SERES HUMANOS NOS EUA!


Mike Brown - Forum ZN

Brecht advertia que num tempo de desordem sangrenta, de confusão organizada, de arbitrariedade consciente, de humanidade desumanizada, nada deve parecer natural, nada deve parecer impossível de mudar.

Há que desconfiar do mais trivial e examinar sobretudo o que parece habitual. No dia 9 de Agosto foi assassinado um jovem afro-americano em Ferguson, Missouri, nos EUA. Não, não é déjà-vu: já aqui escrevi sobre esta notícia, pelo que irão os leitores perdoar-me tão incómoda iteração. Só o nome era diferente.
Os meios de comunicação social da classe dominante não cometeram o mesmo erro que eu: perceberam que a história era a mesmíssima de sempre e já não interessava. O guião é sempre igual: um jovem desarmado a caminho de casa. É interceptado pela polícia por razão nenhuma. Acaba trespassado de balas. Por ser negro. Ao contrário de Trayvon Martin, o nome de Mike Brown não mereceu manchetes nem parangonas, o público já estava habituado à história e, muito sinceramente, farto de a ouvir. Não há, com efeito, pior hábito do que nos habituarmos.
Mas estranho seria se, à semelhança dos passavantes do deus-dinheiro, também nós socialistas e comunistas aceitássemos não repetir as palavras de sempre, quando é sempre tão chocante a repetição dos velhos crimes. Michael Brown está morto. E continuará a morrer com outros nomes ainda mais anónimos enquanto não os soubermos a todos de cor. É por isso que o podem matar.
Só desde Janeiro, mais de 400 homens negros foram mortos a tiro pela polícia norte-americana, uma estatística considerada normal no paradigma capitalista de democracia e liberdade.


Mas Michael Brown não era uma estatística e esta crónica é sobre ele. Mike tinha 18 anos e na próxima semana entraria pela primeira vez na faculdade, um feito que a mãe, lavada em lágrimas, gritava aos polícias: «Sabem como me foi difícil mantê-lo na escola até ao fim? Sabem quantos rapazes negros conseguem entrar na faculdade?». A terrível resposta é menos de 15%, mas não vamos falar sobre isso porque Michael Brown não era uma estatística.
Nesse dia, Mike ia a caminho da casa da avó num subúrbio operário da cidade quando um carro de patrulha estacionou ao seu lado e o mandou parar, uma rotina em Ferguson, onde 87,5% de todas as pessoas que a polícia manda parar são negros. Mas como esta crónica não é sobre estatísticas, vamos seguir adiante. Agora sabemos que Michael não era suspeito de qualquer crime, mas mesmo assim os polícias quiseram revistá-lo: mais um número para os 92.3% de negros entre as pessoas revistadas pela polícia em Ferguson. Afinal se calhar há uma pequena parte de estatística sobre esta crónica. Segundo várias testemunhas, Michael recusou-se a ser interrogado e revistado. Nessa altura, um polícia tentou empurrá-lo para dentro do carro. Michael conseguiu libertar-se e correu. Então, o polícia disparou um tiro certeiro, que atingiu o jovem pelas costas. Tudo isto aconteceu pelas duas da tarde e as várias testemunhas são unânimes sobre o que se seguiu: quando recebeu o disparo, Michael levantou os braços para se render mas o polícia saiu do carro e, a uma distância de menos de dez metros, alvejou novamente Michael Brown. Mais sete vezes. Sobre a identidade do polícia assassino conhecemos apenas a cor da pele: era branco como 94% dos polícias de uma cidade 67% negra. Esta crónica não é sobre estatísticas, é sobre o Michael Brown, mas foram as estatísticas que o mataram.


À hora do fechamento desta edição, os comentadores dos grandes noticiários norte-americanos perguntavam em indignado coro porque é que os negros do Missouri estão tocando fogo em tudo nas ruas. Como até aqui ainda só pudemos repetir estatísticas que toda a gente já conhece, faremos o obséquio de lhes responder à pergunta. Ferguson arde porque o corpo de Michael ficou horas descoberto no meio da estrada e porque, quando uma vigília se juntou com fotografias e velas nas mãos, chegaram mais de duzentos polícias de choque, com cassetetes e caçadeiras nas mãos.
St. Louis arde porque em 2014 crianças e adolescentes negros são assassinados pela polícia que lhes despreza a vida. O Missouri arde porque sempre que mais um jovem afro-americano é assassinado por este sistema desumano e estruturalmente racista, os media encarregam-se de criminalizar a imagem da vítima. Os EUA ardem porque, escreveu-o Martin Luther King Jr. semanas antes de ser ele próprio assassinado, «a revolta é a linguagem dos que não têm voz». Está embargada de lágrimas, de tanta injustiça e tamanha opressão.

GAZA RESISTE


Malditos todos os deuses! Malditos todos os tiranos!

Vejam que horrendo espetáculo!
Vejam que suplício sofre um povo!
Não posso me calar nem protestar

Meu sofrimento é motivo de
Jubilo para meus inimigos
Ai de mim! Tudo agrava minha angústia

O ódio acaba de romper!
Em vão procurei dar os
Mais prudentes conselhos

Mal consentiram em ouvir-me
Eles supunham triunfar pela
Violência

Eis o prêmio ignóbil que me
Reservou o tirano do céu
Até quando esse suplício, até quando?

Malditos todos os tiranos
Malditos todos os deuses
Malditos! Malditos!!!


Esses agentes das trevas
Essa matilha incontrolável
Adoradores do bezerro de ouro

Estrelas, escondei a luz,
Horrores, quantos horrores
Vem noite dos infernos mais sombrios

Obstruí os acessos da consciência
O sol nunca verá esta manhã
A todos parecei flor inocente

Mataste o sono
são pinturas
Que cena horripilante

Ei-la, a ave das trevas
Eis que a terra treme
O universo está perdido

Malditos tiranos! Malditos, malditos!!!

Georges Bourdoukan em seu blog

Alguns indicadores sobre a situação no leste da Ucrânia


The Saker, The Vineyard of the Saker - Tradução: Vila Vudu

Pessoal, acabo de chegar em casa depois de um dia muito louco e não posso escrever um adequado RELATÓRIO DE SITUAÇÃO, dentre outros motivos porque a situação no leste da Ucrânia continua muito confusa. Mesmo assim, quero partilhar alguns indicadores, desde já com vocês.

Sobre a “coluna russa destroçada”: Poroshenko vs Carl Sagan

Não se pode provar frase de negação. Mas tampouco sou eu, a tentar a prova impossível. Os Ukies e uns poucos repórteres britânicos trabalharam nisso – e APRESENTARAM ZERO PROVAS. Como Carl Sagan diz tão belamente, “afirmativas extraordinárias exigem provas do outro mundo!”. E a ideia de que a Rússia enviaria só 23 blindados, sem qualquer tipo de proteção, à luz do dia é, sim, ideia do outro mundo.
Como tamb­ém é ideia do outro mundo que, numa região cheíssima de unidades militares russas, ninguém moveria um dedo para salvar a coluna. Significa que, mesmo que uma unidade russa entrasse por engano na Ucrânia (mais outra ideia do outro mundo, em tempos de GPS e GLONASS!), a ideia de que quem a mandou nada faria para protegê-la ou para tirar de lá os seus próprios soldados é completamente ‘ideia do outro mundo’. Quanto aos ‘jornalistas’ britânicos, não tinham sequer um celular para mostrar imagens, ruins que fossem, feitas de longe que fossem? Nenhuma imagem?! Mais uma vez, ‘informação’ totalmente ‘do outro mundo’!
Finalmente, mas nem por isso menos importante, há mais um elemento do ‘outro mundo’ nessa história, mas, nesse, acredito firmemente. Acabo de saber que o Ministério de Relações Exteriores da Grã-Bretanha convocou o embaixador da Rússia na GB, para que dê explicações sobre a incursão russa. Desculpem, mas... Não sei se entendi bem... Desde quando a Ucrânia virou parte do Império Britânico do Commonwealth? O que é que o Foreign Office tem a ver com esse assunto?!
Não há dúvidas de que há *muitas* colunas de blindados destruídas por todo o Donbass. De fato, a Resistência não perde ocasião de filmá-las. Hoje, acabo de ver mais um filme (perdoem, mas ainda não há tradução). Assim sendo, é muito provável que os Ukies tenham mostrado tanques queimados aos jornalistas britânicos. Tanques dos Ukie, é claro.
Quanto a Poroshenko, tenta desesperadamente convencer o mundo de que o russos estão chegando, que invadirão amanhã – e que podem invadir usando um comboio humanitário. O que é certo é que, até que me apresentem provas concretas, num cenário crível que explique o que dizem que teria acontecido, continuo com Carl Sagan e descreio logo da história toda, completamente.

Mudança da liderança na Novorrússia

Essa outra é muito extraordinária, mas, diferente da história acima, vem cheia de provas perfeitamente ‘desse mundo’: não há dúvida possível de que todas as figuras chaves na Novorrússia foram substituídas. Strelkov está vivo e aparentemente não está preso. O que explicaria esses desdobramentos?
Por mais que eu odeie especulações sem base alguma, direi que há duas teorias que, ambas, fazem sentido para mim. Exponho aqui um resumo de cada uma, para discutir; nesse momento não estou endossando nenhuma delas.

Teoria Um: vem por aí algum “grande acordo/negócio”

Nos termos dessa teoria, alguns indivíduos chave no Kremlin e o oligarca Ukie Rinat Akhmetov estão tentando parar a guerra e esculpir a marteladas um acordo pelo qual a Novorrússia continuaria a ser parte de um único estado ucraniano, com ampla autonomia, especialmente em termos culturais, linguísticos, políticos e econômicos. Alguns especulam que a Ucrânia não se integraria à OTAN.
Essa teoria é semelhante à do “acordo secreto Putin-Merkel” que circulou recentemente. O mais forte argumento a favor dessa teoria é que desde o início do conflito o objetivo n. 1 de Moscou sempre foi uma Ucrânia unitária, mas neutra e estável, não uma Ucrânia russofóbica, fascista ou convertida em quartel-da-OTAN. A Rússia não quer nem precisa nem da Ucrânia nem, sequer, do Donbass. A única coisa de que a Rússia precisa é um vizinho estável, previsível e seguro logo ali, na sua fronteira leste.
O principal problema com essa teoria é que, para a maioria dos que pegaram em armas contra a Junta nazista, a única coisa que interessa é total e completa separação de Kiev. Não significa, contudo, que essa solução seja inaceitável para a maioria do povo na Novorrússia – dado que a maioria não pegou em armas. Só há um ator que tem meios para pesquisar a opinião da maioria nessa zona de guerra – e é o estado russo. Assim, minha ideia é que só o Kremlin conhece com certeza o que querem a maioria dos novorrussos, ou o tipo de acordo que aceitariam.
Antes de concluir, temos de ser muito claros nesse ponto. Não estamos – repito: NÃO ESTAMOS – discutindo alguma espécie de ‘rendição’, de ‘negócio’, de ‘traição’ ou de ‘punhalada nas costas’ dos novorrussos, a ser assinada por Putin. Sim, sim, claro que todos os demonizadores-de-Putin (pagos e gratuitos) apresentariam a coisa como se fosse ‘traição; mas até amigo muito próximo de Strelkov, como Pavel Gubarev, disse com máxima clareza que a chance de acontecer algum tipo de traição, é zero. O que estamos dizendo aqui é que pode haver alguma espécie de acordo, de compromisso, aceitável por grande número dos envolvidos (os cidadãos novorrussos não armados, o Kremlin, Rinat Akhmetov, a União Europeia) e não aceitável por outros (Kiev, o Tio Sam, a maior parte dos novorrussos combatentes armados).

Teoria Dois: vem por aí algum “grande contra-ataque”

Ao contrário de muitos comentários que li postados aqui nesse blog ao longo dos últimos dias, vejo exatamente zero razões para crer que a Resistência esteja sendo esmagada ou a ponto de ser esmagada. De fato, a partir dos comentários que li, são os Ukies que, com custos altíssimos, conseguiram exatamente nada. Além do mais a retomada de Saur Mogila pelas forças Ukies podem bem resultar em mais um ‘caldeirão’ para serem cozidos.[1] Acrescente-se a isso rumores e ‘dicas’ muito persistentes, vindas de vários comandantes em campo, de que uma grande contraofensiva estaria em preparação, e tenho a sensação de que os Ukies podem, sim, ter chegado ao esgotamento. Por favor, tomem cuidado ao ‘noticiar’ que eu disse que essa hipótese é consistente com dados disponíveis: não estou prevendo que isso acontecerá.
Mas, por essa hipótese, para explicar a mudança da liderança na Novorrússia, aconteceu que todas as figuras chaves russas-da-Rússia foram substituídas por russos-do-Donbass. A motivação profunda pode ter sido evitar a impressão de que “forças russas estão invadindo a Ucrânia” e, em vez disso, mostrar que “forças ucranianas estão libertando a própria terra”. O melhor argumento em favor dessa hipótese é que, se a Resistência tiver de tomar a ofensiva, precisará de um quartel-general mais complexo, motivo que explica por que Strelkov foi “promovido” a “chefe do gabinete” militar novorrusso.
O melhor argumento contra essa hipótese é que simplesmente não vejo a Resistência que até ontem não passava de milícia de voluntários, convertida em efetiva força militar capaz de ações de nível operacional. Sim: se realmente não há ninguém entre as tropas Ukies no Donbass e Kiev, esse movimento pode ser obtido mediante uma série de engajamentos de nível tático; mas não consigo ver que tal coisa possa acontecer.
Como já disse, não estou apoiando nenhuma das teorias acima; ainda é muito cedo e há excesso de “não sabidos não sabidos” (tomando emprestada expressão de Rumsfeld) para conclusões categóricas. Mas posso dizer que acho a teoria n. 1 muito mais plausível que a teoria n. 2.


Caminhões carregados pela metade

Essa é simples. O comboio russo foi formado de caminhões que carregavam metade da carga máxima, porque se considerou importante que os caminhões fossem leves, com a máxima capacidade de manobra em terrenos difíceis. A carga foi planejada desse modo pelos russos e anunciada, já desde o primeiro dia.

Uma ‘Maidan nacionalista’ contra Putin no próximo outono

Não sou grande fã da trinca Dugin-Fedorov-Limonov, porque sempre fazem o que chamo de “manchete de pescar otários”: preveem sempre os eventos mais extremos (tipo ataque nuclear dos EUA contra a Rússia), e sempre atraem a máxima atenção possível da massa. Agora, é a história de um revide nacionalista contra Putin. Primeiro, é evidente que essa ‘previsão’ implica que, antes, Putin traia algum interesse nacional russo. Pode acontecer amanhã cedo. Mas até esse momento não há nenhum sinal de que venha a acontecer. Mais uma vez, repito, não gosto de políticos, nunca depus minha confiança em político algum e não espero que ninguém “confie”, menos ainda que “creia” em Putin.
O que estou dizendo é que a teoria segundo a qual amanhã pela manhã Putin “trairá” a Novorrússia ou “venderá” interesses nacionais russos tem a mesma base fatual e lógica que uma teoria que preveja que, amanhã, Putin será visto pela rua dançando Hare-Krishna: zero.
Há IMENSA diferença entre “possível”, “muito provável”, “pouco provável”, “quem sabe?” e “talvez”. “Possível” e “talvez” exigem pouca fundamentação, praticamente, mesmo, nenhuma; mas é irresponsabilidade, é coisa de amador, dizer que algo que é apenas possível, seria “provável”. Em segundo lugar: o índice de aprovação popular de Putin, na Rússia, alcança estratosféricos 87% – é o mais alto de todos os tempos. – E o modo como Putin está lidando com as sanções anti-Rússia o tornou ainda mais popular que antes. Em terceiro lugar: há muitas mentiras e estupidezes escritas por jornalistas na imprensa em geral, sobre “Putin o Ditador”, mas uma coisa é verdade: Putin tem total controle sobre todos os serviços de segurança da Rússia, e os serviços de segurança da Rússia têm mais poder hoje do que nunca antes.
Por fim, não se pode considerar seriamente a possibilidade de que o povo russo, que está vendo o horror gerado pela Praça Maidan Ukie, venha a inventar uma Maidan-horror ‘só sua’. É rematada loucura. Meu conselho pessoal é que todos tomemos tudo que Dugin-Fedorov-Limonov digam, com vários metros cúbicos de máxima atenção.

A contagem regressiva para os estágios 4 e 5 de Dmitri Orlov

Mais uma coisa. Todos esses tópicos são só as proverbiais árvores, que escondem a floresta. A verdadeira história é que estamos vivendo uma contagem regressiva para gigantesca explosão no Banderastão. Todos sabemos que a detonada-Ucrânia está detonada, mas esquecemos o que isso significa e o que realmente significa. Dmitri Orlov, em seu livro – absolutamente fantástico The Five States of Collapse [Cinco estágios do colapso] – explica que o colapso ocorre na seguinte sequência de estágios:
Estágio 1: colapso financeiro. Acaba-se a fé nos negócios “de sempre”. Não mais se assume que o futuro será semelhante ao passado sob nenhum critério que permita que se avaliem riscos, e já não se pode considerar protegidos os ativos e patrimônios. As instituições financeiras tornam-se insolventes; as poupanças evaporam e perde-se acesso ao capital.
Estágio 2: colapso comercial. Acaba-se a fé em que “o mercado proverá”. O dinheiro perde valor e/ou desaparece, as commodities somem do mercado, cadeias de importação e varejo quebram; e passam a ser frequentes os racionamentos de itens de primeira necessidade.
Estágio 3: colapso político. Acaba-se a fé em que “o governo cuidará de você”. Como fracassam os esforços oficiais para mitigar as carências generalizadas e a falta de acesso às fontes comerciais dos artigos de primeira necessidade, o establishment político perde legitimidade e relevância.
Estágio 4: colapso social. Acaba-se a fé em que “seu povo cuidará de você”, quando instituições sociais locais, de caridade ou outras, que acorrem para preencher o vácuo de poder, ficam sem recursos ou se autodevoram em conflitos internos.
Estágio 5: colapso cultural. Acaba-se a fé na bondade da humanidade. As pessoas perdem a própria capacidade para “gentileza, generosidade, consideração, afeto, honestidade, hospitalidade, compaixão e caridade.” Famílias se desmontam e passam a competir como indivíduos, por recursos escassos. O novo lema passa a ser “Que você morra hoje se, por isso, eu conseguir viver mais um dia.” (Orlov observa, corretamente, que o colapso da URSS não avançou além do estágio 3.)
Mas pensem agora na destroçada-Ucrânia governada pela junta nazista de Kiev. Já está, pode-se dizer, no estágio 3; e o colapso econômico ainda nem se completou! Claro, os patrões ocidentais da Junta estão segurando artificialmente o valor da moeda ucraniana (hrivna): alguém já viu a moeda de país em guerra civil permanecer sempre estável, ou praticamente estável? Não existe. Os bancos ocidentais estão comprando aquele papel higiênico imprestável, por razões políticas; e fingem que há empréstimos de curto prazo, para dar a ilusão de que “até aqui, tudo bem”. Mas a realidade vai-se impondo muito, muito depressa.
Nos próximos dois meses, pouco mais, pouco menos, o Banderastão entrará plenamente nos estágios 4 e 5 do modelo de colapso de Orlov; aí, a coisa ficará realmente feia. Naquele ponto, introduzir algum tipo de ditadura é, de fato, inevitável. É isso, ou uma “somalização”. Nos dois casos, será realmente o inferno sobre a terra, e todos deveriam estar atentamente focados exatamente no seguinte: em como se preparar para a absolutamente inevitável explosão.
Quanto à União Europeia, as sanções russas já estão começando a morder. Fundo. Daí que, cada vez mais políticos da UE tentam desesperadamente escalar as paredes do fosso onde eles mesmos se autoenterraram. O mais estranho é que a Rússia, até agora, conseguiu evitar a recessão, apesar da saída de capital especulativo. Oh, é claro: com o tempo, fatores como a recessão na UE, a guerra na Ucrânia e as sanções ocidentais morderão a Rússia; mas é notável o quanto, até aqui, a Rússia está-se saindo melhor do que o previsto.
Resumo da ópera: muito em breve, uma detonada-Ucrânia ou explodirá completamente ou conhecerá novo regime, dessa vez abertamente ditatorial. As economias da UE, já então gravemente feridas e provavelmente começando a padecer sob a combinação desses dois fenômenos, deixarão os EUA sem fantoche viável para usar contra a Rússia. As coisas podem ficar tão feias que se pode imaginar que chegará um momento em que a União Europeia terá ativo interesse em que a Rússia intervenha na Ucrânia.
Por hoje, é isso. Espero que a situação, ainda muito confusa e nebulosa, comece a clarear logo. Quando acontecer, tentarei sentar e escrever RELATÓRIO DE SITUAÇÃO um pouco mais decente.

Saudações a todos,
[assina] The Saker