quarta-feira, 25 de maio de 2016

TEMER, O HOMEM DA CIA


Por Héctor Bernardo*

Entreouvido na redação do Pátria Latina

“Os tentáculos da CIA no Brasil não abrange somente o golpista do Temer. A Mídia, os mídiatico, parlamentares, ONGS e entidades secretas e outras não tão secretas assim, estão a serviço da agencia”.

(Valter Xéu)

Buenos Aires (Prensa Latina) Uma comunicação revelada pelo Wikileaks mostra que o presidente interino do Brasil, Michel Temer, a quem Dilma Rousseff definiu como “o chefe dos conspiradores”, era informante da Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA).

De acordo com a informação em seu momento confidencial, Temer reunia-se periodicamente com os representantes da Embaixada dos Estados Unidos e oferecia-lhes informação que ele mesmo qualificava como “sensível” e “somente para uso oficial”.

A mensagem difundida pelo Wikileaks, que teria sido emitida em 2005, foi enviada de São Paulo ao Comando Sul (com sede em Miami) e assinala:

“O deputado Federal Michel Temer, presidente nacional do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), acredita que a desilusão pública com o presidente Lula e o Partido dos Trabalhadores (PT) proporciona uma oportunidade para que o PMDB apresente seu próprio candidato às eleições presidenciais de 2006”.

Outra parte da mensagem revelada pelo Wikileaks assegura: “Ao ser perguntado sobre o programa do partido, Temer afirmou que o PMDB apoia políticas que favorecem o crescimento econômico.

[O partido] não tem nenhuma objeção à Área de Livre Comércio das Américas (ALCA) [e] preferiria ver o Mercosul fortalecer-se com o fim de negociar com a ALCA como bloco, mas a tendência parece ser a contrária”.

A mensagem confirma, mais uma vez, o nível de ingerência que o governo dos Estados Unidos exerce na região através de suas embaixadas, serviços de inteligência, e suas redes de fundações e OGNs.

Em um artigo publicado na diário Página/12, o sociólogo Atilio Borón apontou: “Em seu momento Barack Obama enviou como embaixadora no Brasil Liliana Ayalde, uma especialista em promover “golpes brandos” porque antes de assumir seu cargo em Brasília, o qual continua exercendo, seguramente não por acaso havia sido embaixadora no Paraguai, nas vésperas da derrubada “institucional” de Fernando Lugo. Mas o império não é onipotente, e para viabilizar a conspiração reacionária no Brasil suscitou a cumplicidade de vários governos da região, como o argentino, que definiu o ataque que seus amigos brasileiros estavam perpetrando contra a democracia como um rotineiro exercício parlamentar e nada mais”.

Não chama a atenção, neste contexto, que o primeiro governo a cumprimentar a chegada de Temer à presidência de fato seja o de Mauricio Macri, cuja chefa de política exterior é Susana Malcorra, que também foi denunciada por seus vínculos com a CIA.

MACRI NA EMBAIXADA

Segundo aponta o jornalista Santiago O’Donnell em seu livro Argenleaks, o próprio presidente Macri tinha uma clara dependência da Embaixada dos Estados Unidos. O’Donnell afirma em seu livro que no ano 2007 Macri manteve uma reunião com membros da Embaixada dos Estados Unidos na Argentina.

Naquele encontro – segundo detalha-se na mensagem enviada pelo cônsul político estadunidense Mike Matera – Macri assegurou que sua fundação Crecer y Crecer trabalhava “com o Instituto Republicano dos Estados Unidos (e também com a fundação Konrad Adenauer da Alemanha) na formação de novas lideranças”, instituições estreitamente vinculadas à agência de inteligência norte-americana.

A atitude do presidente argentino foi extremamente oposta a do presidente venezuelano, Nicolás Maduro. Quando se soube que o golpe parlamentar no Brasil era um fato, o líder bolivariano assegurou: “Hoje consumou-se a primeira fase de um golpe de Estado para acabar com uma era de força e liderança popular, para dividir o Brasil. O norte têm claro que o Brasil é importantíssimo para o rumo da América Latina, para o rumo do mundo (…) os Estados Unidos querem impedir que na América Latina continuem os governos progressistas e revolucionários eleitos democraticamente para o bem-estar dos direitos fundamentais do povo”. Na Venezuela, os homens da oposição vinculados à CIA são numerosos, para somente nomear alguns, Henrique Capriles Radonski e Leopoldo López. Os planos da Casa Branca para desestabilizar o governo bolivariano têm sido inumeráveis e não pararam.

Como se tratasse do jogo de Táticas e Estratégias de Guerra (TEG), o governo de Barack Obama distribui suas fichas pelo tabuleiro da região. A direita, comandada a partir da Casa Branca, já ficou com a Argentina e também acaba de tomar o governo no Brasil. Agora, antes que o governo de Obama chegue ao seu fim (em novembro), busca a Venezuela.

*Analista político argentino que colabora com a Prensa Latina.

Dilma anuncia o ‘verdadeiro motivo’ do impeachment


A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, afastada do poder, considera que o verdadeiro motivo de impeachment foi a vontade de algumas forças politicas no país acabar com as investigações da operação Lava Jato, relacionadas com a estatal brasileira Petrobras, informou o canal Telesur.

Antes, a mídia brasileira informou que um dos principais ministros do novo governo Romero Jucá, supostamente, estava defendendo o pedido de impeachment para acabar com a investigação sobre estatal brasileira Petrobras. O jornal de notícias Folha nesta segunda (23) publicou os fragmentos da conversa de Jucá e o ex-chefe da empresa Transpetro Sérgio Machado que discutiam o futuro de Dilma Rousseff.

“Se alguém ainda não tem certeza de que o que está acontecendo é o ‘golpe’ com motivo de distrair atenção de poder da operação Lava Jato, fraude, e as declarações de Jucá de carácter comprometido sobre os verdadeiros motivos de impeachment e sobre as pessoas, que ficam atrais da iniciativa, então todas s duvidas são eliminadas”, afirmou Dilma ao canal Telesur.

Em meados de maio, o Senado (câmara alta do parlamento) do Brasil aprovou com 55 votos contra 22 a continuação do processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Quando a chefe de Estado foi afastada do poder para 180 dias, o vice-presidente Michel Temer se tornou o presidente interino para este período.

A empresa Petrobras estava no centro de um escândalo de corrupção em 2014. Foi revelado, que alguns funcionários da estatal assinaram contratos e receber uma propina de 3% do valor do contrato. Este dinheiro depois foi utilizado para subornar políticos e funcionários. De acordo com as autoridades brasileiras, exageração dos preços e corrupção permitiu receber cerca de US$ 3,8 bilhões (cerca de R$ 14 bilhões).

Sputniknews

Rússia pretende ajudar Venezuela a superar crise


Moscou se preocupa com a escalada da crise política na Venezuela e está pronta para ajudar os políticos do país a encontrarem um meio-termo, declarou o Ministério de Relações Exteriores, nesta segunda-feira (23).

Segundo o comunicado, a Rússia diz que são bem-vindos os esforços que buscam um meio-termo para a situação política na Venezuela.

“O desenrolar da situação na Venezuela é preocupante. No pano de fundo de uma situação econômica complexa, a luta política está mais uma vez ameaçando se tornar violenta. Infelizmente, a escalada está sendo alimentada pelo lado de fora”, diz o texto do Ministério.

“Esperamos que tais esforços tragam resultados positivos. Estamos prontos para nos juntar a esses esforços se necessário”, diz ainda o texto.

Agência Sputnik

Presidente uruguaio anuncia taxação de grandes rendas


O presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, anunciou medidas de ajuste que afetarão só aos setores de maior rendimento e ratificou a decisão de seu governo de cumprir as políticas sociais prometidas.

Em declarações aos jornalistas no momento de sua chegada à cidade de Batlle e Ordóñez, no departamento de Lavalle e onde o Conselho de Ministros se encontra aberto, o mandatário considerou que a filosofia política do Executivo ao longo da última década é a de estar "ao lado dos que mais precisam".

Apontou que a Prestação de Contas que se apresentará ao Parlamento procura, antes de mais nada, ser uma ferramenta para poder seguir adiante com o compromisso assumido na campanha eleitoral que o conduziu ao cargo.

Segundo o representante, esse processo tem algumas modificações que permitem "assegurar e desenvolver o país na direção que queremos".

"Eu tinha me comprometido que baixassem os impostos, vão baixar", disse Vázquez e acrescentou que outros vão ser ajustados "para que pague mais quem tem mais".

Nesse sentido, recordou sua promessa de não pôr novos encargos, salvo o imposto de Primária para os setores rurais que já estava preenchido.

Vão se alterar de maneira muito sutil algumas das faixas do Imposto de Rendas das Pessoas Físicas, a faixa superior, afirmou, e acrescentou que 80 por cento deste modesto aumento impositivo vai atingir só 10 por cento da população que tem maiores recursos.

"Temos que fazer alguns ajustes na linha que sempre propusemos, quem tem mais que pague mais, quem tem menos que pague menos", reforçou, e adiantou que a carga impositiva começará a partir de 1 de janeiro de 2017.

Também anunciou que o resto da população vai ter uma queda impositiva através do Imposto ao Valor Agregado, o qual se reduzirá dois pontos percentuais.

Interrogado sobre as críticas assinalou que "era esperável este tipo de oposição" ainda que não tivessem aumentado nenhum imposto, nem tributado moderadamente aos que têm mais rendimentos.

Ao se referir às políticas fiscais, disse que se deve tratar de manter os equilíbrios macroeconômicos fundamentais para garantir o crescimento do país.

O governante uruguaio considerou que os investimentos catapultaram o progresso e as melhores condições de vida do povo.

As políticas sociais - indicou - vão continuar em sua totalidade e os compromissos com os trabalhadores da educação pública, os fundos destinados às intendências no interior do país, além das políticas vinculadas à educação e moradias.

Prensa Latina

Rusia responderá cualquier amenaza de OTAN


Tanques del Ejército alemán tipo Leopard en la zona de entrenamiento en Grafenwoehr, cerca de la ciudad de Eschenbach, este de Alemania, durante el ejercicio Fuerte Europa tanque Desafío 2016, en el que participan seis miembros de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN), Dinamarca, Alemania, Italia, Polonia, Eslovenia y Estados Unidos, 11 de mayo de 2016.

El ministro de Exteriores de Rusia, Serguei Lavrov, hace hincapié en que el país euroasiático tiene como objetivo responder al aumento de la presencia de la OTAN cerca de sus fronteras.

“Rusia tomará todas las medidas necesarias para repeler cualquier riesgo o amenaza para su seguridad nacional”, ha manifestado este miércoles Lavrov en declaraciones al diario húngaro Magyar Nemzet.

En esta línea, el canciller ruso ha recalcado que la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN) tiene la intención de debilitar el balance estratégico de las fuerzas en Europa.

Rusia no quiere exagerar la situación, no obstante, ha continuado, no es posible pasar por alto las tendencias negativas que van cobrando vigor dado que los intereses de seguridad de Moscú se encuentran entre las prioridades.


Según el jefe de la Diplomacia rusa, tanto el reforzamiento de la capacidad militar de la Alianza Atlántica cerca de las fronteras de ese país, como el establecimiento del escudo antimisiles de Estados Unidos en el continente verde (que integrará en el proyecto de escudo antimisiles de la OTAN) se consideran como actos amenazantes y desestabilizadores.

“Esperamos que en la OTAN finalmente prevalezca el sentido común y que nuestros socios occidentales encuentren fuerzas para dejar de construir esquemas de confrontación con el fin de garantizar su propia seguridad a costa de otros”, ha añadido.

La OTAN, que tras el surgimiento de la crisis en Ucrania en 2014, experimenta un empeoramiento de sus relaciones con Rusia hasta niveles no vistos desde la Guerra Fría, multiplicó sus maniobras militares y patrullas marítimas, terrestres y aéreas, en el este de Europa, además de aumentar su presencia militar en los países bálticos.

En este sentido, el secretario general de la OTAN, Jens Stoltenberg, anunció el pasado domingo que esa organización planea aumentar su presencia militar en el este de Europa y prevé tomar, a lo largo de su próxima cumbre en Varsovia (capital polaca) en julio, “decisiones claves” ante la “agresión rusa”

ftn/ktg/hnb/HispanTv

EEUU: No habrá tarjeta amarilla para Ahrar al-Sham por masacre en Siria


El portavoz del Departamento de Estado estadounidense, Mark Toner.

El Departamento de Estado de EE.UU. aseguró que la Casa Blanca no dejará de apoyar a Ahrar al-Sham pese a la “masacre” que cometió en Siria.

“No le daremos una tarjeta amarilla” para presionar a Ahrar al-Sham con el fin de que respete la tregua en Siria, dejó claro el portavoz del Departamento de Estado estadounidense, Mark Toner, en una rueda de prensa celebrada el martes en Washington, Estados Unidos.

El 12 de mayo, este grupo terrorista atacó a los residentes en la localidad de Al-Zara, en el sur de la provincia occidental siria de Hama. Los sobrevivientes calificaron de una “masacre” esta jornada sangrienta.

Toner además defendió la decisión que adoptó Washington para bloquear una resolución que presentó Rusia ante las Naciones Unidas para “deslegitimizar” a los grupos terroristas denominados Ahrar al-Sham y Yaish al-Islam por haber “violado” en reiteradas ocasiones el cese al fuego que entró en vigor el 27 de febrero en el país árabe.

Esto tuvo lugar unos días después de la masacre en Al-Zara a manos de Ahrar al-Sham que es uno de los grupos rebeldes que pertenece al principal grupo de la oposición, el denominado Alto Comité de Negociaciones (HNC, en inglés), respaldado por Riad, que además desempeña un papel en el proceso político en el país árabe.

“Ahrar al-Sham no es una designada organización terrorista extranjera (…) Es parte de las aprobadas fuerzas de la oposición y de HNC por Arabia Saudí en particular, pero con el consentimiento de otros miembros del ISSG (acrónimo inglés por el Grupo Internacional de Apoyo a Siria), que incluye a Rusia”, resaltó.

Sobre una pregunta hecha respecto a una visita que realizó el pasado diciembre a Washington, Labib al-Nahhas, un miembro de alto rango de Ahrar al-Sham, el funcionario estadounidense aseguró que este individuo no tuvo reuniones en el Departamento de Estado “que yo sepa”.

De igual manera, se negó a hacer comentarios sobre si las autoridades del país sabían o no de esta visita ni de que Al-Nahhas haya entrado en el país.

Un conflicto armado que ha sumergido Siria en una crisis desde 2011, ha dejado unas 400.000 personas muertas, según la Organización de las Naciones Unidas (ONU).

ask/ktg/hnb/HispanTv

OTAN intervendrá en Libia si se lo pide el Gobierno de unidad


La OTAN dice que está dispuesta a intervenir nuevamente en Libia si el Gobierno de Acuerdo Nacional de este país norteafricano interpone una solicitud al respecto.

“Estamos dispuestos a ayudar a Libia para que construya sus propias instituciones de Defensa en caso de ser solicitados”, indicó el martes el jefe de la Organización del Tratado del Atlántico Norte (OTAN), Jens Stoltenberg, en una rueda de prensa conjunta con el primer ministro de Italia, Matteo Renzi, en Roma, capital italiana.

Stoltenberg prosiguió que recientemente ha hablado con el primer ministro libio, Fayez al-Sarraj, sobre esta asistencia y que el premier de Libia confirmó que enviará pronto un equipo de expertos a la sede de la Alianza Atlántica para analizar la situación.

Cabe recordar que el apoyo que brindó anteriormente la OTAN al derrocamiento del fallecido dictador de Libia, Muamar Gadafi, hundió al país desde 2011 en un caos y allanó el camino para la operación de más de 1700 grupos armados, entre ellos la banda extremista EIIL (Daesh, en árabe) que buscan controlar más territorios y consolidar su poder en este país árabe.

Años después, el Consejo Presidencial de Libia anunció el 19 de enero, la formación de un gobierno de unidad y de acuerdo nacional, para unir a las facciones beligerantes del país bajo un plan respaldado por Naciones Unidas.

Hora antes en la misma jornada del martes, Renzi aseguró a Repubblica TV que el país no tiene planes para enviar tropas a Libia y que Roma vela por cimentar la situación de seguridad en este país árabe por medios diplomáticos.

De igual manera, aseveró que cualquier decisión relacionada con una presencia militar en Libia requerirá la aprobación del Parlamento, como condición previa.

En otro momento de sus declaraciones, Stoltenberg saludó la propuesta hecha por el premier italiano para profundizar la cooperación entre el bloque militar y la Unión Europea (UE) en el Mediterráneo.

El político noruego resaltó que la Alianza Atlántica está estudiando vías para contribuir a solucionar los desafíos y amenazas en dicha zona.

ask/ktg/hnb/HispanTv

EE.UU. despliega marines y equipo militar pesado en Siria


Unos 250 infantes de marina de EE.UU. han llegado a la ciudad siria de Hasaka, noroeste del país, informa el canal de televisión Al Arabiya.

Según la información disponible, el traslado del personal militar se llevó a cabo en varios aviones privados de transporte. Además de los marines, el Pentágono también ha desplazado a esa localidad equipo militar pesado.

Estas fuerzas se dirigirían a la localidad de Tal Abyad, provincia de Raqqa, donde las milicias kurdas han iniciado una ofensiva contra el Estado Islámico en la capital de esa gobernación, Raqqa.

El pasado 20 de mayo, el general Joseph L. Votel, comandante del Mando Central de EE.UU., llegó en una visita inesperada a Siria para planificar la operación para la liberación de Raqqa de manos de los terroristas.

Por su parte, el EI ha comenzado a desplegar armamento y fuerzas adicionales en esa localidad, capital de facto de la organización yihadista.

Actualidad RT

terça-feira, 24 de maio de 2016

Donde penetran las tropas de EEUU y la DEA, ¿están las manos del narcotráfico?


En Mexico, Colombia y Perú, donde hay libre albedrío a las tropas militares del imperio, existe un mercado importante de producción de drogas / 85% de las ganancias queda en los bancos de Estados Unidos

¿Quién distribuye los estupefacientes de costa a costa en los cincuenta estados que conforman EEUU?, es la pregunta recurrente que se hace la gente en el mundo frente al país que ocupa el primer lugar en consumo de drogas.

En este trabajo especial, el periodista Ronald Muñoz, analiza cómo Estados Unidos intenta continuar su plan imperialista para mantener negocios ilícitos como el tráfico de drogas.

Solo EEUU es el primer consumidor de drogas en el mundo. Pero, al mismo tiempo, es un país con un sistema de vigilancia militar sumamente sofisticado, al punto que logran localizar inmigrantes mexicanos intentando entrar por las fronteras. No obstante, así llegan toneladas incontables de drogas como cocaína, anfetaminas, heroína, lo que es imposible con un sistema de vigilancia tan soberbio.


Ellos, con el bombardeo comunicacional, buscan una matriz de opinión que acusa a otras naciones de tales delitos, pero son ellos los primeros en la lista de consumo. Donde llegan tropas militares de este país, es donde abunda la producción, un hecho irónico y preocupante.

Mafias oficiales

Con las políticas de inmigración y las restricciones para personas de otras naciones, es imposible que estos carteles que ingresan este elemento ilegal sean inmigrantes indocumentados, como pretenden hacer creer las autoridades estadounidenses.

Basem Tajeldine, internacionalista, indica que “donde están las tropas EEUU., y la DEA, están las manos del narcotráfico". Ejemplos vivos los representan México, Colombia y Perú, donde hay libre albedrío a las tropas militares del imperio.

En este sentido, si bien hay mafias numerosas en el mercado de la droga en estas naciones, un negocio tan lucrativo no queda a expensas de los carteles.

Alega el internacionalista que, 2% de las ganancias por estas ventas queda en manos de productores, 13% entre oligarquías de países productores que autorizan bajo la mesa tal tráfico, y cerca de 85% de las ganancias queda en los bancos de Estados Unidos, con costos desconocidos.

Ante este panorama, los grupos pequeños de distribución aparecen como los acusados, pero los verdaderos organismos internacionales que maniobran con un perfil de supuesta honestidad y legalidad, son los que funcionan como operadores financieros y nunca son sancionados.

MVC

Denúncias na ONU sobre os atentados terroristas nas cidades de Tartous e Jablah, na Síria


Carta, em duas vias de igual teor, encaminhada ao Presidente do Conselho de Segurança e ao Secretário Geral da ONU, em 23/05/2016.

Conforme instruções do Governo da República Árabe da Síria, gostaria de transmitir informações relacionadas às sangrentas explosões terroristas contra as cidades de Tartous e Jablah, ocorridas na segunda feira, 23 de maio de 2016.

Grupos terroristas armados atacaram as duas cidades de Tartous e Jablah, com quatro carros-bomba e três ataques suicidas. Os terroristas alvejaram, com um dos carros-bomba, a estação rodoviária principal da cidade de Tartous, imediatamente após a ocorrência de outros dois ataques suicidas, um deles dentro de um ônibus e o segundo contra um bairro residencial vizinho ao local do primeiro atentado. A organização terrorista ‘Livres da Síria’ assumiu a autoria destes terríveis atentados.

Os grupos terroristas armados explodiram, ainda, outros três carros-bomba na cidade da Jablah, dois deles explodiram, simultaneamente, na estação rodoviária principal da cidade e o terceiro teve como alvo a sede do Departamento de Eletricidade. Logo em seguida, um terrorista suicida acionou um dispositivo explosivo na entrada do setor de emergência do Hospital Nacional de Jablah, aproveitando-se do momento de maior movimentação no local. Estas sete explosões provocaram a morte de dezenas de civis, em sua maioria mulheres e crianças, além de causar grandes danos materiais nas propriedades, infraestrutura e nas residências vizinhas.

Estas explosões ocorrem no âmbito das ações terroristas sistemáticas perpetradas pelos grupos terroristas armados contra os vilarejos e as cidades sírias e representam um aumento da escalada de ações dos regimes do ódio e do extremismo de Riad, Ancara e Doha, com o objetivo de sabotar os esforços que tem por objetivo dar um basta ao derramamento de sangue imaculado do povo sírio, o fracasso das conversações de Genebra, das medidas que visam acalmar a situação e do acordo de cessação das ações de agressão. Assim como têm por objetivo desviar as atenções das vitórias consecutivas alcançadas pelo Exército Árabe Sírio, em sua guerra contra o terrorismo transfronteiriço do ISIS e da Frente Al Nusra.

A continuidade de alguns países em impor, insistentemente, o silêncio ao Conselho de Segurança frente a estas ações terroristas perpetradas pelos grupos terroristas armados, nas mais diferentes áreas da República Árabe da Síria, em rejeitar a adoção, por parte do Conselho de Segurança, de medidas dissuasivas, imediatas e punitivas contra os países e regimes apoiadores e financiadores do terrorismo, especialmente os regimes de Riad, Ancara e Doha, dá a estes regimes a inspiração para dar continuidade às orientações de seus instrumentos terroristas na Síria, para persistir em seu terrorismo e para perpetrar massacres contra o povo sírio. Assim como levam estes regimes a continuarem com a desestabilização da paz e da segurança na região e no mundo, através do uso do terrorismo e dos mais diferentes grupos terroristas como instrumento de pressão e provocação política, com o objetivo de alcançar interesses desprezíveis e um reconhecimento de seu papel político regional.

Neste mesmo contexto, a recusa dos representantes dos Estados Unidos da América, da França, da Grã Bretanha e da Ucrânia no Conselho de Segurança em aprovar a inserção das organizações ‘Exército do Islã’ e ‘Livres da Síria’ nas listas do Conselho de Segurança de organizações, grupos, instituições e entidades terroristas e sua insistência em continuar a denomina-los como ‘oposição moderada armada’, confirmam a continuação destes países e outros com a política de fazer vista grossa aos crimes perpetrados por estes grupos terroristas e a falta de seriedade destes países em combater o terrorismo.

O Governo da República Árabe da Síria afirma que estes massacres e crimes terroristas não a impedirão de continuar cumprindo com as suas obrigações de lutar contra o terrorismo e atuar para alcançar uma solução política para a crise, através do diálogo entre os sírios, sob uma liderança síria, que resulte no fim do terrorismo, na reconstrução do que foi destruído pelo terrorismo e seus parceiros, financiadores e apoiadores e o restabelecimento da segurança e da estabilidade para o povo sírio.

O Governo da República Árabe da Síria exige do Conselho de Segurança e do Secretário Geral das Nações Unidas uma condenação imediata e veemente a estes crimes terroristas e exige do Conselho de Segurança que assuma suas responsabilidades na manutenção da paz e da segurança internacionais através da adoção de medidas dissuasivas, imediatas e punitivas contra os países e regimes apoiadores e financiadores do terrorismo, especialmente a Arábia Saudita, a Turquia e o Qatar, proibindo-os de continuar com este apoio ao terrorismo e com a sua ingerência na paz e na segurança internacionais, comprometendo-os com o cumprimento total dos dispositivos e resoluções do Conselho de Segurança relativas ao tema, especialmente as resoluções Nos. 2170(2014), 2178(2014), 2199(2015) e 2253(2015).


Fonte: Embaixada da República Árabe da Síria
Tradução: Jihan Arar

Advogados pela Democracia: "golpe está cada vez mais escancarado"


A organização de Advogados/as pela Democracia, Justiça e Cidadania (ADJC), publica nota em que se manifesta sobre os fatos revelados envolvendo o ministro interino Romero Jucá (PMDB) e o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado. Para os advogados, a fala exposta por Jucá apenas comprova que "o processo de impeachment é golpe, e o golpe está cada vez mais escancarado", diz o texto.

A nota afirma que a entidade "vem alertando acerca da ausência de fundamentação, da existência de manobras, chantagem e fisiologismo politicos, como ingredientes do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff ". Com isso, os advogados esperam que as instituições tomem providência imediatas para o necessário restabelecimento da democracia e do Estado Democrático do Direito.

Segue a íntegra da Nota:

A ADJC - Advogados/as pela Democracia, Justiça e Cidadania, vem a público se manifestar sobre os gravíssimos fatos envolvendo o ministro interino Romero Jucá, e a julgar pelo conteúdo do diálogo do referido ministro, o próprio governo interino golpista.

Há tempos que a ADJC vem alertando acerca da ausência de fundamentação, da existência de manobras, chantagem e fisiologismo politicos, como ingredientes do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

Este processo de impeachment é golpe, e o golpe está cada vez mais escancarado.

Não bastasse, além dos vergonhosos ingredientes, um dos objetivos do golpe, que já era claro, após a divulgação do diálogo envolvendo Jucá, ficou evidente. Ou seja, o de golpear a democracia, para barrar as investigações da operação lava jato.

Outro desvio de finalidade se descobre, e se concretiza na decorrência do golpe, e nada se descobre para fundamentar o processo de impeachment, o golpe.

Em sendo golpe este processo de impeachment, a ser somados todos os ingredientes aqui mencionados, se o Supremo Tribunal Federal não o anular, o Judiciário contribuirá, definitivamente, para este atentado à democracia.

Apesar de céleres em se manifestar a respeito do golpe, não se tem notícias, até o momento, de manifestações substanciais de entidades que vem fazendo coro com a tentativa de golpe e ruptura democrática.

Os/As Advogados/as pela Democracia reafirmam sua posição de luta contra o golpe, pela defesa do estado democrático de direito, e espera das instituições imediatas providências, sobretudo pela necessária defesa da democracia.

Avante todos pela democracia, e NÃO ao golpe!

ADJC - Advogados/as pela Democracia, Justiça e Cidadania.
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Nas bancas

Argentinos protestam e obrigam chanceler brasileiro José Serra a entrar no palácio pela porta dos fundos


Um grupo de cerca de 150 manifestantes formado por brasileiros e por integrantes do grupo La Cámpora, que reúne apoiadores da ex-presdenta Cristina Kirchner, ocupou a frente da sede do Ministério das Relações Exteriores argentino nesta segunda (23) para protestar contra a visita do chanceler brasileiro, José Serra, à Argentina.

A polícia federal argentina fez uma barreira em frente ao prédio e Serra acabou tendo que entrar pela porta dos fundos. Ele foi ao encontro da ministra das Relações Exteriores da Argentina, Susana Malcorra.

Este foi o primeiro compromisso da agenda do chanceler brasileiro no país. Em sua agenda também consta reuniões com o ministro das Finanças, Alfonso Prat-Gay, e com o presidente Mauricio Macri.

Munidos de apitos e bandeiras do Brasil, os manifestantes também carregavam cartazes com uma caricatura de Serra e os dizeres “Procura-se José Serra. Chanceler impostor do Brasil. Golpista". Para os manifestantes, o impeachment da presidenta brasileira Dilma Rousseff, apoiado pelo PSDB de Serra, não é legítimo.

Eles protestam ainda contra o governo Macri. Na noite desta segunda (23), quando Serra chegou ao país, também houve protestos em frente à embaixada brasileira.

Serra, que tomou posse na semana passada, disse que uma das prioridades de sua gestão, em curto prazo, será a intensificação das relações com a Argentina, com a qual o Brasil passou a “compartilhar referências semelhantes para a reorganização da política e da economia”. Tanto o governo de Michel Temer no Brasil, quanto de Macri, na Argentina, defendem um projeto de governo neoliberal que propõe privatizações e redução do Estado.

Vermelho

Médico forense: ocorreu explosão a bordo de Egyptair MS 804


A análise de restos mortais das vítimas do acidente aéreo com o avião da Egyptair indica que houve uma explosão a bordo da aeronave, informa a agência de notícias Associated Press, referindo-se a médico forense.

A análise de restos mortais das vítimas do acidente aéreo com o avião da Egyptair indica que houve uma explosão a bordo da aeronave, informa a agência de notícias Associated Press, referindo-se a médico forense.

Perito que faz parte do grupo de investigadores do acidente e examinou pessoalmente os corpos das vítimas, disse que foram recebidos no Cairo 80 fragmentos de corpos humanos, todos muito pequenos. Informou ainda que não tem nenhuma parte inteira do corpo, por exemplo, os membros.

"Uma explicação lógica para isso pode ser a ocorrência de uma explosão a bordo da aeronave", diz médico citado, pela agência AP. "Entretanto, não posso indicar o que provocou a explosão".

Porém, traços de explosivos não foram encontrados até o momento.

Na quinta-feira (19) um avião Airbus A320 com 66 pessoas a bordo, incluindo a tripulação, desapareceu dos radares quando sobrevoava o mar Mediterrâneo, após entrar 10 milhas (um pouco mais de 30 quilómetros) no espaço aéreo egípcio. O voo MS804 fazia a rota de Paris (França) ao Cairo (Egito).

Sputniknews

Fuerzas especiales de Hezbolá matan a un cabecilla de Ahrar al-Sham en Siria


Combatientes del Movimiento de Resistencia de El Líbano (Hezbolá) en Siria.

Las fuerzas especiales del Movimiento de Resistencia Islámica de El Líbano (Hezbolá) mataron el lunes a un comandante militar del grupo terrorista Ahrar al-Sham en el suroeste sirio.


La eliminación del comandante de Ahrar al-Sham, el grupo afiliado al Frente Al-Nusra (rama siria de Al-Qaeda), se dio en una operación lanzada por los combatientes de Hezbolá en la ciudad fronteriza siria de Al-Zabadani, para destruir el centro de comando de dicha banda en esta zona.


El comandante militar del grupo terrorista Ahrar al-Sham abatido por Hezbolá en Al-Zabadani.


Según recoge el portal Almasdarnews, el terrorista indentificado como 'Ziad Abu Hamid', dirigió las operaciones de Ahrar al-Sham por cuatro años.

mjs/rha/nal/HispanTv

Rusia advierte de agrupación de unos 6 mil terroristas de Al-Qaeda en Alepo


Integrantes del grupo terrorista el Frente Al-Nusra, rama siria de Al-Qaeda.

La banda Frente Al-Nusra, filial siria de Al-Qaeda, ha agrupado a unos 6 mil terroristas en el sur de la provincia norteña de Alepo para atacar las posiciones del Ejército sirio.

El director del centro ruso para la reconciliación de las partes beligerantes en Siria, el teniente general Serguei Kuralenko, advirtió el lunes que con este masivo reforzamiento, Al-Qaeda busca lanzar una ofensiva desde el sur de Alepo para bloquear las rutas de acceso a la ciudad de Nubel en el norte de esta provincia.

“El agravamiento de la situación en algunas zonas de Siria está principalmente relacionada con los esfuerzos de los líderes del Frente Al-Nusra y los grupos afiliados para frustrar el proceso de reconciliación de las partes enfrentadas”, denunció.

Según el militar ruso, la actual coyuntura en Siria ha sido demostrada por una cadena de atentados con coches bomba el mismo lunes en las ciudades de Jableh y Tartus (oeste), que se saldaron con 148 muertos, según el opositor Observatorio Sirio para los Derechos Humanos (OSDH).

La autoría de los masivos atentados fue reivindicada por el grupo terrorista EIIL (Daesh, en árabe), que afirmó expresamente que buscaban eliminar a los ciudadanos que respaldan al Gobierno de Damasco.

Kuralenko instó asimismo a todas las partes que se han sumado al alto el fuego, vigente desde finales de febrero, a respetar sus compromisos y retirarse de las zonas controladas por Al-Qaeda para evitar que sean golpeadas por la aviación rusa, que continúa bombardeando a los grupos extremistas.

El pasado viernes, el ministro ruso de Defensa, Serguei Shoigu, afirmó que a partir del 25 de mayo, Rusia se reserva el derecho de lanzar “ataques unilaterales contra destacamentos de organizaciones terroristas internacionales y otras formaciones ilegales que no se hayan adherido al régimen del cese al fuego” en el país árabe.

mjs/rha/nal/HispanTv

"EE.UU. en espera de una revolución inminente"


Una serie de protestas ha sacudido a EE.UU., con las cuales los manifestantes se quejan de la falta de democracia en el país.

En EE.UU. recientemente se han producido varias protestas bautizadas como 'Democracy Spring' ('Primavera de la Democracia'), cuyo objetivo es iniciar una revolución en el país, informa el periodista Alexándr Antoshin en el diario ruso 'Vzgliad'. Según los manifestantes, la democracia estadounidense está en una crisis profunda, todo es manejado por grandes corporaciones y la norma "una persona, un voto" ya se ha convertido en una simulación.

La primera protesta tuvo lugar en Filadelfia, la primera capital de EE.UU., y la última en Washington, cerca del Capitolio. Las manifestaciones se celebraron sin coordinación y fueron disueltas de forma activa por la Policía. En la capital fueron detenidas 450 personas y unas 1.400 en el resto del país.

Entre los que firmaron el manifiesto de revolución se encuentran el activista social y luchador por la libertad de información Lawrence Lessig, el filósofo destacado y activista político Noam Chomsky, el actor Mark Ruffalo, la estrella de telenovelas Gaby Hoffmann y otros activistas, actores y músicos. El término 'Primavera de la Democracia' abarca a una gran coalición de varias organizaciones políticas y sociales que se puede dividir en tres grupos, destaca el periodista.

El primer grupo está constituido por varios socialistas y 'demócratas progresistas' estadounidenses. En Filadelfia, el papel más importante lo desempeñó el movimiento '15 Now Philly' ('15 Ahora Filadelfia') cuya demanda principal es el salario mínimo de 15 dólares por hora, mientras que el salario mínimo actual es de 7,5 dólares por hora. El segundo grupo incluye a varios movimientos 'verdes' como 'Climate First!' ('¡Primero el Clima!') y 'Friends of the Earth' ('Amigos de la Tierra') y la conocida organización global Avaaz. El tercer grupo está formado por varias organizaciones a favor de las minorías étnicas, religiosas, sexuales y otras. El periodista aclara que los representantes de estos tres grupos suelen votar por el Partido Demócrata.

Cuándo nació la 'Primavera de la Democracia'

Para entender el origen de la 'Primavera de la Democracia' es crucial recordar el 2008, cuando la crisis de las hipotecas subpreferencial casi acabó por "enterrar a todo el sistema financiero internacional", subraya el periodista. El presidente George W. Bush empezó a rescatar a los bancos con dinero público. Tras la victoria de Barack Obama en las presidenciales la práctica del rescate de los "activos tóxicos" por el Estado fue expandida. Además Obama lanzó una serie de reformas, entre las cuales estaba la reforma sanitaria, que indignaron aún más al electorado republicano. El país fue sacudido por protestas contra Obama y los dirigentes del Partido Republicano a través del movimiento 'Tea Party' ('Partido de Té'). A la larga la protesta se ha estructurado y ha permitido el surgimiento de líderes jóvenes y destacados como Ted Cruz y Marco Rubio, que pretendían ganar las primarias republicanas pero han perdido con Donald Trump.

La lucha entre la dirección del partido y los que se oponen a su política lleva siete años y ha resultado en que la élite dominante ha perdido de facto el control sobre el partido. El movimiento 'Occuppy Wall Street' ('Ocupa Wall Street'), cuyos simpatizantes, a diferencia del 'Partido de Té', "lo querían todo y enseguida", se volvió hasta más popular. Sin embargo, del movimiento no eclosionaron líderes que fuesen aceptados y la protesta se apagó.

EE.UU., "a punto de dar a luz a una revolución"

El periodista ruso afirma que la "Primavera de la Democracia" es una reedición del viejo 'Ocupa Wall Street'. Es apoyada por las mismas organizaciones, como por ejemplo la Federación Estadounidense del Trabajo y Congreso de Organizaciones Industriales, uno de los mayores sindicatos de EE.UU. Además la 'Primavera' tiene un líder no oficial pero respetado por todos: Bernie Sanders.

Antoshin concluye que EE.UU. "está a punto de dar a luz una revolución". Se puede calificar de revolucionarios a Sanders, a Cruz e incluso a Trump y "la situación revolucionaria presupone la concertación de unas alianzas increíbles" lo que no van a gustar a una gran parte de los activistas de la 'Primavera'. El autor advierte sobre el riesgo de una "revolución inminente de las fuerzas progresistas" y afirma que "la demanda del cambio del sistema y la expulsión de la élite dominante en EE.UU. es más alta que nunca".

Actualidad RT

Imprensa internacional já cita o escândalo do golpe de Jucá


Imprensa internacional já repercute áudio de Romero Jucá divulgado pelo Jornal Folha de São Paulo nesta segunda-feira, 23. O jornalista Glenn Greenwald, do Intercept foi o primeiro a comentar e falou em “Golpe”. O espanhol El País, em sua versão brasileira, afirma que “uma bomba estourou no coração do governo Temer”. Já o britânico The Guardian abordou a licença de Jucá do ministério anunciada no fim da tarde desta segunda.

Para Greenwald as transcrições contêm “duas revelações extraordinárias que podem levar toda a imprensa a considerar seriamente chamar o que aconteceu no pais de ‘golpe'” segundo Greenwald, a primeira, Jucá diz que as forças armadas do Brasil apoiam a conspiração; e a segunda revelação é a declaração de Jucá de que assegurou o envolvimento de juízes na Suprema Corte do Brasil.

O El País fez seu texto em cima da matéria do jornal brasileiro que divulgou as transcrições da conversa entre o Ministro do Planejamento Romero Jucá e o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, onde eles falariam de um pacto para barrar o avanço das investigações da Lava Jato.

O The Guardian fala que é improvável que seja o último golpe para o presidente interino, Michel Temer. O jornal ainda chama atenção para o período que Jucá ficou no cargo, 10 dias.

Confira o texto de Greenwald na íntegra:

O PAÍS ACORDOU HOJE com a notícia das secretas e chocantes conversas envolvendo um importante ministro do recém-instalado governo brasileiro, que acendem uma luz a respeito dos reais motivos e agentes do impeachment da presidente democraticamente eleita, Dilma Rousseff. As transcrições foram publicadas pelo maior jornal do país, a Folha de São Paulo, e revelam conversas privadas que aconteceram em março, apenas semanas antes da votação do impeachment na Câmara. Elas mostram explícita conspiração entre o novo Ministro do Planejamento, Romero Jucá, e o antigo executivo de petróleo Sergio Machado – ambos investigados pela Lava Jato – a medida em que concordam que remover Dilma é o único meio para acabar com a investigação sobre a corrupção. As conversas também tratam do importante papel desempenhado pelas mais poderosas instituições nacionais no impeachment de Dilma, incluindo líderes militares do país.

As transcrições estão cheias de declarações fortemente incriminadoras sobre os reais objetivos do impeachment e quem está por trás dele. O ponto chave da conspiração é o que Jucá chama de “um pacto nacional” – envolvendo as instituições mais poderosas do Brasil – para empossar Michel Temer como presidente (apesar de seus múltiplos escândalos de corrupção) e terminar com as investigações uma vez que Dilma fosse removida. Segundo a Folha, Jucá diz que o Impeachment levaria ao “fim da pressão da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.”

Não está claro quem é o responsável pela gravação e pelo vazamento da conversa de 75 minutos, mas a Folha reportou que elas estão atualmente nas mãos do Procurador Geral da República. Jucá é líder do PMDB, partido do presidente interino Michel Temer, e um de seus três homens de confiança. Novas revelações serão provavelmente divulgadas nos próximos dias, tornando mais claras as implicações e significados destas transcrições.


As transcrições contêm duas revelações extraordinárias que podem levar toda a imprensa a considerar seriamente chamar o que aconteceu no pais de “golpe”: um termo que Dilma e seus apoiadores vem usando por meses. Quando discutia a conspiração para remover Dilma como um meio de finalizar a Lava Jato, Jucá disse que as forças armadas do Brasil apoiam a conspiração: “Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir.” Ele disse ainda que os militares “estão monitorando o MST,” o movimento rural de trabalhadores que apoia os esforços do PT pela reforma agrária e redução da desigualdade, e que liderou protestos contra o impeachment.

A segunda revelação – e talvez mais significante – é a declaração de Jucá de que assegurou o envolvimento de juízes na Suprema Corte do Brasil, a instituição apontada pelos defensores do impeachment como salvaguarda da credibilidade do processo e utilizada para negar a teoria do golpe. Jucá afirmou que “tem poucos caras [no STF]” a quem ele não tem acesso. O único ministro da Suprema Corte que ele alega não ter contato é Teori Zavascki, que foi apontado por Dilma e de quem – notavelmente – seria impossível obter apoio para barrar a investigação (a ironia do impeachment é que Dilma protegeu a investigação da Lava Jato da interferência daqueles que querem impedi-la). As transcrições também mostram ele dizendo que “a imprensa quer tirar ela,” e que “essa porra não vai parar nunca” – falando sobre as investigações – até que ela saia.

As transcrições fornecem provas para quase todas as suspeitas e acusações expressas há tempos pelos oponentes do impeachment a respeito daqueles que conspiram para remover Dilma do poder. Durante meses, os apoiadores da democracia brasileira defenderam dois argumentos sobre a tentativa de remoção da presidente democraticamente eleita:
(1) o propósito principal do impeachment de Dilma não era acabar com a corrupção ou punir os corruptos, mas justamente o oposto: proteger os verdadeiros corruptos dando-lhes poder com a saída de Dilma e, logo, permitindo que terminassem com as investigações da Lava Jato;
(2) os defensores do impeachment (liderados pela oligarquia midiática nacional) não têm qualquer interesse em limpar o governo, mas tomar o poder que jamais conquistariam democraticamente, para então impor uma agenda de direita e a serviço das oligarquias, que a população brasileira não aceitaria.

As duas primeiras semanas do recém-instalado governo de Temer mostram grandes evidências para ambos os argumentos. Ele nomeou vários ministros diretamente envolvidos em escândalos de corrupção. Um importante aliado que vai liderar a coalização de seu governo na Câmara dos Deputados – André Moura – é um dos políticos mais corruptos do país, alvo de múltiplas investigações criminais, não só por corrupção mas também por tentativa de homicídio. O próprio Temer está profundamente implicado em casos de corrupção (ele enfrenta a possibilidade de se tornar inelegível pelos próximos oitos anos), e está correndo para implementar uma série de mudanças de direita e orientadas para as oligarquias do país, que o Brasil jamais permitiria democraticamente, inclusive medidas, como detalhado pelo Guardian, para “suavizar a definição de escravidão, reverter a demarcação de terras indígenas, cortar programas de construção de casas populares e vender ativos estatais em aeroportos, serviços públicos e os correios”.

Mas, ao contrário dos acontecimentos das últimas semanas, essas transcrições não são meras evidências. Elas são provas: provas de que as principais forças por trás da remoção da Presidente entenderam que removê-la era o único meio de se salvarem e de evitarem que sejam responsabilizados por sua própria corrupção; provas de que os militares brasileiros, as principais organizações de mídia, e sua Suprema Corte foram conspiradores ativos na remoção da presidente democraticamente eleita; provas de que os agentes do impeachment viam a presença de Dilma em Brasília como garantia de que as investigações da Lava Jato continuariam; provas de que nada daquilo tinha a ver com a preservação da democracia brasileira, mas com sua destruição.

Por sua parte, Jucá admite que essas transcrições são autênticas mas insiste que foi tudo um mal-entendido e que seus comentários foram retirados do contexto, chamando isso “also banal.” “Aquela conversa não é um pacto sobre a Lava Jato. É um pacto sobre a economia […] É um pacto para se tirar o Brasil da crise,” disse ele em uma entrevista, nesta manhã, ao blogger de política do UOL Fernando Rodrigues. A explicação não é minimamente razoável à luz do que ele disse na gravação, bem como da explícita natureza conspirativa da conversa, na qual Jucá insiste numa série de encontros particulares, em detrimento de encontros em grupo, para evitar suspeitas. Líderes políticos já estão pedindo seu afastamento do governo.

Desde a instalação de Temer como presidente, o Brasil tem visto intensos e crescentes protestos contra ele. A mídia brasileira – que vem tentando desesperadamente glorifica-lo – tem evitado a publicação de pesquisas por algumas semanas, mas os últimos dados mostrar que Temer tem apenas 2% de apoio e que 60% da população querem seu impeachment. A única pesquisa recentemente publicada mostrou que 66% dos brasileiros acreditam que os legisladores votaram pelo impeachment em benefício próprio – uma crença reforçada pelas transcrições – enquanto apenas 23% acreditam que foi em prol do país. Ontem, em São Paulo, a polícia colocou barricadas na rua onde fica a residência de Temer por conta de milhares de manifestantes que se dirigiam ao local; a polícia usou mangueiras e gás lacrimogêneo para dispersar os protestos. O anúncio do fechamento do Ministério da Cultura levou artistas e simpatizantes a ocupar secretarias de cultura em todo o país em protesto, o que forçou Temer a reverter a decisão.

Até agora, o The Intercept, como a maioria da mídia internacional, se absteve de usar a palavra “golpe” apesar de ter sido (como muitas outros meios de comunicação) profundamente crítico da remoção antidemocrática de Dilma. Estas transcrições compelem a um reexame desta decisão editorial, particularmente se não surgem evidências para pôr em questão a razoabilidade do significado das declarações de Jucá ou seu nível de conhecimento. Um golpe parece, soa e cheia exatamente como esta recém revelada conspiração: assegurando a cooperação dos militares e das instituições mais poderosas para remover uma presidente democraticamente eleita por motivos egoístas, corruptos e ilegais, para então impor uma agenda a serviço das oligarquias e rejeitada pela população.

Se o impeachment de Dilma continua inevitável, como muitos acreditam, essas transcrições tornarão muito difícil a permanência de Temer. Pesquisas recentes mostrar que 62% dos brasileiros querem novas eleições para eleger seu presidente. Esta opção – a opção democrática – é a solução mais temida pelas elites do Brasil, porque elas estão apavoradas (com bons motivos) com a possibilidade de que Lula ou outro candidato que as desagrade (Marina Silva) possam ganhar. Mas essa é a questão: se, de fato, é a democracia que está sendo combatida e aniquilada no Brasil, é hora de começar a usar a linguagem apropriada para descrever isso. Estas transcrições tornam cada vez mais difícil para as organizações de mídia evitarem fazê-lo.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Combatentes do Hezbollah capturam mercenários em Khan Tuman: 2 norte-americanos e 1 francês


Mais uma vez a Síria prova ao mundo o envolvimento dos governos dos EUA e França no financiamento e apoio aos terroristas do Daesh (Estado Islâmico). Durante os combates pela retomada de Khan Tuman, na Síria, os valentes e heróicos combatentes do Hezbollah capturaram 2 mercenários norte-americanos e 1 mercenário francês.

A CIA vem atuando abertamente junto ao Daesh, os piores terroristas que a humanidade conheceu. Malucos ensandecidos capazes de assassinar indistintamente homens, mulheres e crianças, cortando cabeças, explodindo residências, escolas e hospitais, com armamento sofisticado fornecidos pelos governos dos EUA, França, Inglaterra, Turquia, Catar, Arábia Saudita e demais governos fantoches do sionismo e do imperialismo internacional.

Após a captura, os mercenários treinados pela CIA foram transferidos para o Líbano, para um quartel do Hezbollah onde serão devidamente interrogados.

İslami Davet (our Turkish Website)

Em gravação, ministro do Planejamento Romero Jucá combina derrubar Dilma para parar a Lava Jato


Em diálogos gravados, Jucá fala em pacto para deter avanço da Lava Jato: Delcidio foi preso por uma gravação que, segundo a PF e STF, ele queria interferir na Operação Lava Jato... Agora pergunta-se. Romero Juca vai para cadeia também?

Gravações mostram que Jucá articulou impeachment para parar Lava Jato

Ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado:- Tem que ter um impeachment.

Romero JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.

Em conversas ocorridas em março passado, o ministro do Planejamento, senador licenciado Romero Jucá (PMDB-RR), sugeriu ao ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado que uma "mudança" no governo federal resultaria em um pacto para "estancar a sangria" representada pela Operação Lava Jato, que investiga ambos.

JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo(...) Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]
Gravados de forma oculta, os diálogos entre Machado e Jucá ocorreram semanas antes da votação na Câmara que desencadeou o impeachment da presidente Dilma Rousseff. As conversas somam 1h15min e estão em poder da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Machado passou a procurar líderes do PMDB porque temia que as apurações contra ele fossem enviadas de Brasília, onde tramitam no STF (Supremo Tribunal Federal), para a vara do juiz Sergio Moro, em Curitiba (PR).

Em um dos trechos, Machado disse a Jucá: "O Janot está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho. [...] Ele acha que eu sou o caixa de vocês".

Na visão de Machado, o envio do seu caso para Curitiba seria uma estratégia para que ele fizesse uma delação e incriminasse líderes do PMDB.

Machado fez uma ameaça velada e pediu que fosse montada uma "estrutura" para protegê-lo: "Aí fodeu. Aí fodeu para todo mundo. Como montar uma estrutura para evitar que eu 'desça'? Se eu 'descer'...".

Mais adiante, ele voltou a dizer: "Então eu estou preocupado com o quê? Comigo e com vocês. A gente tem que encontrar uma saída".

Machado disse que novas delações na Lava Jato não deixariam "pedra sobre pedra". Jucá concordou que o caso de Machado "não pode ficar na mão desse [Moro]".

O atual ministro afirmou que seria necessária uma resposta política para evitar que o caso caísse nas mãos de Moro. "Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra. Tem que mudar o governo para estancar essa sangria", diz Jucá, um dos articuladores do impeachment de Dilma. Machado respondeu que era necessária "uma coisa política e rápida".

"Eu acho que a gente precisa articular uma ação política", concordou Jucá, que orientou Machado a se reunir com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e com o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).


Machado quis saber se não poderia ser feita reunião conjunta. "Não pode", disse Jucá, acrescentando que a ideia poderia ser mal interpretada.

O atual ministro concordou que o envio do processo para o juiz Moro não seria uma boa opção. "Não é um desastre porque não tem nada a ver. Mas é um desgaste, porque você, pô, vai ficar exposto de uma forma sem necessidade."

E chamou Moro de "uma 'Torre de Londres'", em referência ao castelo da Inglaterra em que ocorreram torturas e execuções entre os séculos 15 e 16. Segundo ele, os suspeitos eram enviados para lá "para o cara confessar".

Jucá acrescentou que um eventual governo Michel Temer deveria construir um pacto nacional "com o Supremo, com tudo". Machado disse: "aí parava tudo". "É. Delimitava onde está, pronto", respondeu Jucá, a respeito das investigações.

O senador relatou ainda que havia mantido conversas com "ministros do Supremo", os quais não nominou. Jucá diz ao aliado, que eles teriam relacionado a saída de Dilma ao fim das pressões da imprensa e de outros setores pela continuidade das investigações da Lava Jato.

Jucá afirmou que tem "poucos caras ali [no STF]" ao quais não tem acesso e um deles seria o ministro Teori Zavascki, relator da Lava Jato no tribunal, a quem classificou de "um cara fechado".

Machado presidiu a Transpetro, subsidiária da Petrobras, por mais de dez anos (2003-2014), e foi indicado "pelo PMDB nacional", como admitiu em depoimento à Polícia Federal. No STF, é alvo de inquérito ao lado de Renan Calheiros.

Dois delatores relacionaram Machado a um esquema de pagamentos que teria Renan "remotamente, como destinatário" dos valores, segundo a PF. Um dos colaboradores, Paulo Roberto Costa disse que recebeu R$ 500 mil das mãos de Machado.

Jucá é alvo de um inquérito no STF derivado da Lava Jato por suposto recebimento de propina. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, afirmou em delação que o peemedebista o procurou para ajudar na campanha de seu filho, candidato a vice-governador de Roraima, e que por isso doou R$ 1,5 milhão.

O valor foi considerado contrapartida à obtenção da obra de Angra 3. Jucá diz que os repasses foram legais.

LEIA TRECHOS DOS DIÁLOGOS

Data das conversas não foi especificada

SÉRGIO MACHADO - Mas viu, Romero, então eu acho a situação gravíssima.

ROMERO JUCÁ - Eu ontem fui muito claro. [...] Eu só acho o seguinte: com Dilma não dá, com a situação que está. Não adianta esse projeto de mandar o Lula para cá ser ministro, para tocar um gabinete, isso termina por jogar no chão a expectativa da economia. Porque se o Lula entrar, ele vai falar para a CUT, para o MST, é só quem ouve ele mais, quem dá algum crédito, o resto ninguém dá mais credito a ele para porra nenhuma. Concorda comigo? O Lula vai reunir ali com os setores empresariais?

MACHADO - Agora, ele (Lula) acordou a militância do PT.

JUCÁ - Sim.

MACHADO - Aquele pessoal que resistiu acordou e vai dar merda.

JUCÁ - Eu acho que...

MACHADO - Tem que ter um impeachment.

JUCÁ - Tem que ter impeachment. Não tem saída.

MACHADO - E quem segurar, segura.

JUCÁ - Foi boa a conversa mas vamos ter outras pela frente.

MACHADO - Acontece o seguinte, objetivamente falando, com o negócio que o Supremo fez [autorizou prisões logo após decisões de segunda instância], vai todo mundo delatar.

JUCÁ - Exatamente, e vai sobrar muito. O Marcelo e a Odebrecht vão fazer.

MACHADO - Odebrecht vai fazer.

JUCÁ - Seletiva, mas vai fazer.

MACHADO - Queiroz [Galvão] não sei se vai fazer ou não. A Camargo [Corrêa] vai fazer ou não. Eu estou muito preocupado porque eu acho que... O Janot [procurador-geral da República] está a fim de pegar vocês. E acha que eu sou o caminho.

[...]

JUCÁ - Você tem que ver com seu advogado como é que a gente pode ajudar. [...] Tem que ser política, advogado não encontra [inaudível]. Se é político, como é a política? Tem que resolver essa porra... Tem que mudar o governo pra poder estancar essa sangria.

[...]

MACHADO - Rapaz, a solução mais fácil era botar o Michel [Temer].

JUCÁ - Só o Renan [Calheiros] que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha, o Eduardo Cunha está morto, porra.

MACHADO - É um acordo, botar o Michel, num grande acordo nacional.

JUCÁ - Com o Supremo, com tudo.

MACHADO - Com tudo, aí parava tudo.

JUCÁ - É. Delimitava onde está, pronto.

[...]


MACHADO - O Renan [Calheiros] é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor pra ele. Ele não compreendeu isso não.

JUCÁ - Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem.

MACHADO - A situação é grave. Porque, Romero, eles querem pegar todos os políticos. É que aquele documento que foi dado...

JUCÁ - Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura, que não tem a ver com...

MACHADO - Isso, e pegar todo mundo. E o PSDB, não sei se caiu a ficha já.

JUCÁ - Caiu. Todos eles. Aloysio [Nunes, senador], [o hoje ministro José] Serra, Aécio [Neves, senador].

MACHADO - Caiu a ficha. Tasso [Jereissati] também caiu?

JUCÁ - Também. Todo mundo na bandeja para ser comido.

[...]

MACHADO - O primeiro a ser comido vai ser o Aécio.

JUCÁ - Todos, porra. E vão pegando e vão...

MACHADO - [Sussurrando] O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele ser presidente da Câmara? [Mudando de assunto] Amigo, eu preciso da sua inteligência.

JUCÁ - Não, veja, eu estou a disposição, você sabe disso. Veja a hora que você quer falar.

MACHADO - Porque se a gente não tiver saída... Porque não tem muito tempo.

JUCÁ - Não, o tempo é emergencial.

MACHADO - É emergencial, então preciso ter uma conversa emergencial com vocês.

JUCÁ - Vá atrás. Eu acho que a gente não pode juntar todo mundo para conversar, viu? [...] Eu acho que você deve procurar o [ex-senador do PMDB José] Sarney, deve falar com o Renan, depois que você falar com os dois, colhe as coisas todas, e aí vamos falar nós dois do que você achou e o que eles ponderaram pra gente conversar.

MACHADO - Acha que não pode ter reunião a três?

JUCÁ - Não pode. Isso de ficar juntando para combinar coisa que não tem nada a ver. Os caras já enxergam outra coisa que não é... Depois a gente conversa os três sem você.

MACHADO - Eu acho o seguinte: se não houver uma solução a curto prazo, o nosso risco é grande.

MACHADO - É aquilo que você diz, o Aécio não ganha porra nenhuma...

JUCÁ - Não, esquece. Nenhum político desse tradicional ganha eleição, não.

MACHADO - O Aécio, rapaz... O Aécio não tem condição, a gente sabe disso. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...

JUCÁ - É, a gente viveu tudo.

JUCÁ - [Em voz baixa] Conversei ontem com alguns ministros do Supremo. Os caras dizem 'ó, só tem condições de [inaudível] sem ela [Dilma]. Enquanto ela estiver ali, a imprensa, os caras querem tirar ela, essa porra não vai parar nunca'. Entendeu? Então... Estou conversando com os generais, comandantes militares. Está tudo tranquilo, os caras dizem que vão garantir. Estão monitorando o MST, não sei o quê, para não perturbar.

MACHADO - Eu acho o seguinte, a saída [para Dilma] é ou licença ou renúncia. A licença é mais suave. O Michel forma um governo de união nacional, faz um grande acordo, protege o Lula, protege todo mundo. Esse país volta à calma, ninguém aguenta mais. Essa cagada desses procuradores de São Paulo ajudou muito. [referência possível ao pedido de prisão de Lula pelo Ministério Público de SP e à condução coercitiva ele para depor no caso da Lava jato]

JUCÁ - Os caras fizeram para poder inviabilizar ele de ir para um ministério. Agora vira obstrução da Justiça, não está deixando o cara, entendeu? Foi um ato violento...

MACHADO -...E burro [...] Tem que ter uma paz, um...

JUCÁ - Eu acho que tem que ter um pacto.

[...]

MACHADO - Um caminho é buscar alguém que tem ligação com o Teori [Zavascki, relator da Lava Jato], mas parece que não tem ninguém.

JUCÁ - Não tem. É um cara fechado, foi ela [Dilma] que botou, um cara... Burocrata da... Ex-ministro do STJ [Superior Tribunal de Justiça].

Em conversa, Jucá afirma que 'caiu a ficha do PSDB' sobre operação Em uma das conversas com o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, o então senador Romero Jucá (PMDB-RR) afirma que "caiu a ficha" de líderes do PSDB sobre o potencial de danos que a Operação Lava Jato pode causar em vários partidos.

"Todo mundo na bandeja para ser comido", diz Jucá.

Sérgio Machado, que foi do PSDB antes de se filiar ao PMDB, afirma que "o primeiro a ser comido vai ser o Aécio [Neves (PSDB-MG)", e acrescenta: "O Aécio não tem condição, a gente sabe disso, porra. Quem que não sabe? Quem não conhece o esquema do Aécio? Eu, que participei de campanha do PSDB...".

"É, a gente viveu tudo", completa Jucá, sem avançar nos detalhes.

Machado tenta refrescar a memória de Jucá: "O que que a gente fez junto, Romero, naquela eleição, para eleger os deputados, para ele [Aécio] ser presidente da Câmara?" Não houve resposta de Jucá. Aécio presidiu a Câmara dos Deputados entre 2001 e 2002.

Machado diz que a "situação é grave" porque "eles", em referência à força tarefa da Lava Jato, "querem pegar todo mundo".

Jucá concorda, ironizando o plano. "Acabar com a classe política para ressurgir, construir uma nova casta, pura", afirma.

O atual ministro do Planejamento também confidenciou a Machado as dificuldades que o PMDB vinha enfrentando para "a solução Michel", que seria a posse do vice-presidente no lugar de Dilma Rousseff. O único empecilho, disse Jucá, era o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).

"Só Renan que está contra essa porra. 'Porque não gosta do Michel, porque o Michel é Eduardo Cunha'. Gente, esquece o Eduardo Cunha. O Eduardo Cunha está morto, porra", afirma Jucá no diálogo, que foi gravado.

"O Renan reage à solução do Michel. Porra, o Michel, é uma solução que a gente pode, antes de resolver, negociar como é que vai ser. 'Michel, vem cá, é isso e isso, isso, vai ser assim, as reformas são essas'", disse Jucá ao ex-presidente da Transpetro.

'VOADOR'

O senador disse que Machado deveria alertar Renan porque o colega senador seria "voador", ou seja, alguém bastante distraído. Machado concordou:

"O Renan é totalmente 'voador'. Ele ainda não compreendeu que a saída dele é o Michel e o Eduardo. Na hora que cassar o Eduardo, que ele tem ódio, o próximo alvo, principal, é ele [Renan]. Então quanto mais vida, sobrevida, tiver o Eduardo, melhor para ele. Ele não compreendeu isso não".

Jucá então completa: "Tem que ser um boi de piranha, pegar um cara, e a gente passar e resolver, chegar do outro lado da margem".

O senador também afirmou a Machado que havia conversado com "generais", os "comandantes militares", e que eles haviam dado "garantias" ao PMDB a respeito da transição e estavam "monitorando" o MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra).

Após o diálogo entre os peemedebistas, Dilma acabou sendo afastada do cargo devido à abertura do processo de impeachment.

“A América Latina não é uma colônia dos EUA”, diz Evo Morales


O presidente da Bolívia, Evo Morales, declarou nesta segunda-feira, durante a 10ª Cúpula Hemisférica de Prefeitos, em Sucre, que a América Latina não é uma colônia dos Estados Unidos. “Os tempos de dominação imperial terminaram”, afirmou.

Diante de milhares de representantes de vinte países, o presidente afirmou que o continente passa atualmente por um processo de libertação democrática, impulsionado por movimentos sociais e pelos setores mais pobres.

O presidente pediu que as decisões dos povos da América Latina sejam respeitadas e deixou claro que o continente não precisa de intervenção norte-americana pra se organizar.

Além disso, Morales destacou as realizações na Bolívia durante uma década de gestão do Movimento ao Socialismo e reconheceu a luta dos povos indígenas e camponeses. “Junto ao povo impulsionamos um movimento de libertação política que é um símbolo da soberania e dignidade.

Fizemos uma revolução democrática e cultural com grande esforço e respeitando os princípios que nossos antepassados nos deixaram”, afirmou.

Morales declarou ainda que, graças ao apoio e conscientização da população, em 1º de maio de 2006 os recursos naturais foram nacionalizados, o que permitiu a transformação da economia nacional. “A unidade permitiu-nos mudar a Bolívia. Nós fizemos em 10 anos o que não foi feito em 180, afirmou”.


Do Portal Vermelho, com informações do Resistência