quarta-feira, 27 de maio de 2015

Israel volta a bombardear a Faixa de Gaza na Palestina ocupada


Caças israelenses voltaram a bombardear hoje pela manhã bairros residenciais na Faixa de Gaza, na Palestina ocupada.

Na manhã de hoje 10 incursões foram registradas. A aviação de Israel - sem nenhuma declaração de guerra ou comunicado à população civil - despejou bombas de alto poder nas cidades de Rafah e Khan Younis, ao sul de Gaza, e na cidade de Beit Lahiya, ao norte de Gaza.


Estes bombardeios são anuais e fazem parte do plano sionista para exterminar a população palestina, os verdadeiros donos daquelas terras.

Neste momento em que Israel volta a desafiar as Nações Unidas, promovendo barbárie, massacres e destruição contra a população civil indefesa da Faixa de Gaza, dezenas de pessoas foram mortas e feridas, diante do silêncio criminoso da mídia e potências internacionais.


Putin faz uma oferta a Obama, sobre a Síria


M.K. Bhadrakumar, Asia Times Online - Tradução: Vila Vudu

O telefonema do presidente Vladimir Putin para o primeiro-ministro britânico David Cameron na 2ª-feira tem de ser tomado como mais um sinal do gradual descongelamento das relações da Rússia com o ocidente, depois da visita que lhe fez o secretário de Estado dos EUA John Kerry em Sochi recentemente.

Putin usou a reeleição de Cameron como ocasião para reengajar a Grã-Bretanha, politicamente e diplomaticamente. Prima facie, o gesto de Putin é lisonjeiro. Vem num momento em que se ouvem muitas críticas dentro da Grã-Bretanha e nos EUA por a Grã-Bretanha ter-se convertido em ator menor nos assuntos globais.

Como escreveu Fareed Zakaria recentemente, com acerto [embora com aquele ar de idiota arrogante que é sua marca registrada (NTs)], Cameron passa a impressão de que não percebe que é sucessor de Pitt, Gladstone, Disraeli, Lloyd George, Churchill e Thatcher e nada faz além de manifestamente só “olhar para dentro”; e porque não fez grande discurso depois da reeleição sobre “um mundo de desafios” – a provável saída da Grécia da zona do euro, as ondas de migrantes que vêm das costas da África, a crise na Ucrânia, o Estado Islâmico e por aí vai. E por, no solene momento da posse, ter-se dedicado a expor um rascunho de plano para “garantir que melhores equipes de atendimento permaneçam nos hospitais do Reino Unido ao longo dos fins-de-semana.”

Moscou reserva-se o direito de discordar. Moscou sempre entendeu (mesmo no auge da Guerra Fria ou da perestroika de Mikhail Gorbachev) que há um único papel que cabe à Grã-Bretanha na política internacional, papel que, talvez, pode-se dizer, só a GB pode desempenhar – não a Alemanha, a França ou a Itália – a saber: servir de intermediária quando as coisas ficam realmente feias nas elações Rússia-EUA.

O documento distribuído pelo Kremlin sobre o telefonema de Putin para Cameron não foi tão lacônico como é usual, e até registra que Putin deixou uma via aberta para “cooperação construtiva” entre Rússia e Grã-Bretanha para promover a agenda bilateral e sobre questões internacionais. O comunicado sugere que Síria e Ucrânia figuraram entre os principais tópicos.

Bem obviamente, a Rússia vê a luta contra o Estado [Nada]Islâmico [EI] como ponto focal da crise na Síria; e quanto à Ucrânia, a ênfase está em encontrar “acordo duradouro”, o que demanda diálogo entre os representantes da região do Donbass e de Kiev.

Em comparação, o press-release distribuído do n. 10 da Rua Downing é bastante mais informativo sobre os 30 minutos de conversa telefônica de Cameron com Putin. Informa, nas entrelinhas, que há ampla confluência de opiniões sobre a Síria entre Moscou e Londres, no que tenha a ver com pôr fim à guerra civil e deter a maré montante do Estado [Nada]Islâmico (E[Nada]I).

Quer dizer que os dois governantes acertaram que seus conselheiros de segurança nacional “reiniciarão conversas” sobre a Síria. Claramente, significa que os serviços de inteligência russo e britânico retomarão os contatos. Putin e Cameron parecem ter cuidadosamente desviado do ponto nevrálgico desse tema, que é o futuro do governo de Assad num acordo político.

Mas a versão britânica insistiu incomodamente nas “profundas diferenças” entre Moscou e Londres sobre a crise na Ucrânia, destacando que a prioridade no momento é a plena implementação do acordo de Minsk e o trabalho do grupo trilateral de contato (Ucrânia, Rússia e a OSCE) para resolver as “questões de destaque”.

Resumo, Putin atou os fios do diálogo de Rússia com Grã-Bretanha e os dois governantes sublinharam que os negócios estão recomeçando, demarcando a trilha luminosa da cooperação produtiva entre os dois países, no quadro do grupo P5+1 que negocia com o Irã.

Isso posto, o objetivo principal de Putin foi engajar Cameron, mesmo, na questão da Síria (sobre a Ucrânia, a Rússia tem motivos para dar-se por satisfeita com o ‘formato’ Normandia existente, que reúne Alemanha, França e Ucrânia).


A última vez que Putin e Cameron falaram sobre a Síria foi em maio de 2013, quando Cameron esteve em Sochi para reunir-se com o russo. E, sim, o mundo já nem parece o mesmo que então havia.

O foco naquele momento foram os esforços para “ajudar a modelar” um governo de transição na Síria, e Putin concordou com a necessidade de pôr fim à violência, para impedir que o extremismo crescesse e deter a “fragmentação” da Síria.

Pode bem ser que as respectivas posições não tenham mudado desde maio de 2013 – GB a bradar que o presidente Bashar al-Assad tem de sair e garantindo apoio à ‘oposição’ síria; e a Rússia, por seu lado, preocupada com um vácuo de poder que se criará no caso de o governo sírio colapsar, e com o crescimento dos grupos terroristas.

Mas, por assim dizer, a posição de Moscou naqueles dias mostra-se hoje perfeitamente correta. Depois das conversas em Sochi há dois anos, Putin disse que Rússia e Grã-Bretanha tinham “interesse comum em pôr fim à violência e em lançar um acordo de paz que preserve a Síria como estado integral e soberano.”

Hoje, e isso não é pouco, esse “interesse comum” só pode ter-se aprofundado. Moscou estará à espera de que Londres atravesse até o âmago do governo Obama, para lá implantar a imperativa, urgente necessidade de reabrir a trilha para moldar uma transição política na Síria.

O dramático avanço do Estado [Nada]Islâmico na Síria, que se consumou com a tomada de Palmyra há três dias, fez aumentar a pressão sobre a estratégia dos EUA para a Síria. Os aliados regionais dos EUA já pressionam por uma mudança na estratégia dos EUA, com intervenção maior na Síria. A Turquia já beira literalmente a chantagem, e disse que os EUA estariam inclinados a garantir apoio aéreo aos terroristas rebeldes que lutam na Síria [chamados pelos EUA, pela Reuters e pela Leilane Neubarth de “milícias rebeldes sírias” (NTs)]. Mas funcionários do governo dos EUA têm repetido que nenhuma decisão foi tomada até agora.

Claramente a Turquia interessa-se mais pela ‘mudança de regime’ na Síria do que por alguma luta contra o Estado [Nada]Islâmico; e a prioridade de Obama é que a estratégia que ele tinha para combater o Estado [Nada]Islâmico está em frangalhos [e agora se trata de salvar a própria cara (da estratégia e de Obama) (NTs)].

A avaliação de Putin deve ser que Obama não está inclinado a favor de solução militar na Síria, dada a extrema fragilidade da unidade do país, e o perigo real de que só o Estado [Nada]Islâmico ganhará se a Síria fragmentar-se. (DebkaFile, que tem contato com a inteligência de Israel noticiou que uma coluna do Estado [Nada]Islâmico está a caminho da fronteira da Síria com a Jordânia, onde estão 7 mil soldados das forças especiais dos EUA.)

Tudo considerado, portanto, o telefonema de ontem para Cameron significa que Putin está levando indiretamente ao conhecimento de Obama que a Rússia está interessada em cooperar com EUA e Grã-Bretanha em termos práticos, na busca por uma solução política e, em termos imediatos, para pôr fim ao levante do Estado [Nada]Islâmico mediante cooperação em tempo real entre as agências de inteligência (as sanções ocidentais contra a Rússia também congelaram a cooperação entre os espiões).

Evidentemente a questão síria está ganhando nova criticalidade, e Putin não tem nenhum problema de ego com Obama. Putin espera que Cameron fale com Obama nos próximos um, dois dias, como desenvolvimento do telefonema de ontem.

Manlio Dinucci: O Califado desejado pelos Estados Unidos


Enquanto o Estado Islâmico ocupa Ramadi, a segunda cidade do Iraque, e no dia seguinte Palmira, na região central da Síria, assassinando milhares de civis e obrigando dezenas de milhares à fuga, a Casa Branca declara: “Não podemos arrancar os cabelos toda vez que surge uma dificuldade na campanha contra o Isis” (New York Times, de 20 de maio).

Por Manlio Dinucci* no Il Manifesto

A campanha militar “Inherent Resolve” foi lançada no Iraque e na Síria há nove meses, em 8 de agosto de 2014, pelos EUA e seus aliados: França, Reino Unido, Canadá, Austrália, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e outros. Se tivessem usado os seus caças-bombardeiros como fizeram contra a Líbia, em 2011, as forças do Isis, movendo-se em espaços abertos, seriam alvo fácil. No entanto, elas foram capazes de atacar Ramadi com colunas de carros blindados cheios de homens e explosivos.

Os Estados Unidos se tornaram militarmente impotentes? Não. Se o Isis está avançando no Iraque e na Síria, é porque é exatamente isto o que querem em Washington. Confirma isto um documento oficial da Agência de Inteligência do Pentágono, datado de 12 de agosto de 2012, desarquivado em 18 de maio de 2015 por iniciativa do grupo conservador “Judicial Watch” em meio à corrida presidencial. O documento informa que “os países ocidentais, os Estados do Golfo e a Turquia apoiam na Síria as forças de oposição que tentam controlar as áreas orientais, adjacentes às províncias iraquianas ocidentais”, ajudando-as a “criar refúgios seguros sob proteção internacional”.

Existe a “possibilidade de estabelecer um principado salafita na Síria oriental, e isto é exatamente o que desejam as potências que apoiam a oposição, para isolar o regime sírio, retaguarda estratégica da expansão xiita (Iraque e Irã)”. O documento de 2012 confirma que o Isis, cujos primeiros núcleos vêm da guerra na Líbia, foi formado na Síria, recrutando sobretudo militantes salafitas e sunitas que, financiados pela Arábia Saudita e outras monarquias, foram armados através de uma rede da CIA (documentada, além de pelo New York Times, por um informe de “Conflict Armament Research”). Isto explica o encontro em maio de 2013 (documentado fotograficamente) entre o senador estadunidense John McCain, em missão na Síria por conta da Casa Branca, e Ibrahim al-Badri, o “califa” chefe do Isis.

Explica também por que o Isis desencadeou a ofensiva no Iraque no momento em que o governo do xiita Al-Maliki tomava distância de Washington, aproximando-se de Pequim e Moscou. Washington, descarregando a responsabilidade pela queda de Ramadi sobre o exército iraquiano, anuncia agora que quer acelerar no Iraque o adestramento e o armamento das “tribos sunitas”.

O Iraque está caminhando no mesmo rumo que a Iugoslávia, para a desagregação, comenta o ex-secretário da Defesa, Robert Gates. O mesmo ocorre na Síria, onde os EUA e seus aliados continuam a adestrar e armar milicianos para derrubar o governo de Damasco. Com a política de “dividir para dominar”, Washington continua assim a alimentar a guerra que, em 25 anos, provocou tragédia, êxodo, pobreza, tanto que muitos jovens transformaram as armas em sua profissão.

Um terreno social onde as potências ocidentais fazem sua presa as monarquias a elas aliadas, os “califas”, que instrumentalizam o Islã e a divisão entre sunitas e xiitas. Uma frente da guerra, em cujo interior existem divergências táticas (por exemplo, sobre quando e como atacar o Irã), mas não divergências estratégicas. Frente de guerra armada pelos EUA, que anunciam a venda (por 4 bilhões de dólares) à Arábia Saudita de outros 19 helicópteros para a guerra no Iêmen, e a Israel de mais 7.400 mísseis e bombas, entre os quais os anti-bunker para atacar o Irã.

*Jornalista italiano

*Traduzido do italiano por José Reinaldo Carvalho - Vermelho

China e Chile firmam uma série de acordos bilaterais


O primeiro-ministro da China, Li Keqiang, teve uma reunião, nesta segunda-feira, com a presidenta do Chile, Michelle Bachelet. No encontro, Li Keqiang transmitiu as saudações cordiais do presidente chinês, Xi Jinping, à presidenta do país latino.

Li Keqiang disse que a China está disposta a persistir no respeito mútuo e na reciprocidade, aprofundar a confiança política mútua e as cooperações pragmáticas, além de estreitar o intercâmbio interpessoal, a fim de promover a parceria estratégica China-Chile e trazer mais benefícios aos povos dos dois países.

Para elevar as cooperações pragmáticas, Li Keqiang propôs algumas sugestões em seis aspectos. Primeiro, promover o comércio livre e pôr em prática o programa conjunto elaborado pelos dois governos. Segundo, aprofundar as cooperações financeiras a fim de oferecer serviços e apoios financeiros à cooperação da capacidade produtiva. Terceiro, reforçar o investimento e cooperação bilateral em indústrias competitivas. Quarto, estreitar a cooperação na construção de infraestrutura.

Quinto, reforçar a coordenação nos assuntos regionais e internacionais. Sexto, promover o intercâmbio interpessoal, aproveitando as atividades do "Ano Cultural" e "Semana Cultural" dos dois países.

Por sua vez, Bachelet disse que o Chile está disposto a se esforçar com a China para promover as cooperações econômicas dos dois países. O país vai oferecer mais conveniências à entrada das empresas chinesas no Chile.

Após o encontro, os líderes divulgaram também uma declaração conjunta governamental, e testemunharam a assinatura de uma série de acordos bilaterais.

Rádio Internacional da China

Socialistas venezuelanos iniciam campanha eleitoral para o parlamento


O Partido Socialista Unido da Venezuela (Psuv) começa nesta terça-feira a campanha para as eleições internas, onde serão eleitos os candidatos que concorrerão às eleições parlamentares, a serem realizadas ainda este ano.

O processo se estenderá até 26 de junho, dois dias antes da data de votação, e começará com caravanas nos 87 circuitos eleitorais, as quais serão coordenadas pelas estruturas do partido em cada estado.

A partir desta terça-feira (26) militantes do Psuv e de organizações de esquerda agrupadas no Grande Polo Patriótico vão fazer visitas de casa em casa para convidar a população a participar deste processo.

De acordo com o cronograma divulgado pelo chefe de Comando de Campanha, Jorge Rodríguez, a partir da próxima terça-feira (2), as Unidades de Batalha Bolívar-Chávez (estruturas de base do Psuv) realizarão assembleias e garantirão a atualização do Registro Eleitoral.

Como parte do processo, dividido em quatro etapas, serão realizadas assembleias populares por setores sociais em todo o território venezuelano.

Durante a semana que antecede as eleições, serão feitas mobilizações nas principais praças e espaços públicos do país, além de marchas em grandes centros e avenidas para estimular a participação e o voto consciente dos venezuelanos.

Nas próximas eleições parlamentares serão eleitos os deputados para o período de 2016 a 2021.

Prensa Latina

Ejército sírio liquida a decenas de terroristas del EI en ataques aéreos contra sus sedes


Unidades del Ejército y las Fuerzas Armadas han continuado sus operativos militares antiterroristas, en los que bombardearon a sedes de las organizaciones extremistas takfiristas.

Sweida
En el campo nordeste de Sweida, una escuadra militar infligió bajas en las filas de los terroristas del Estado Islámico en el poblado de Rajem al-Dawlah.

Deraa
La provincia de Deraa en el sur del país ha presenciado intensos operativos del ejército en los que decenas de terroristas fueron liquidados.
Una fuente militar informó que las unidades del Ejército acabaron con varios armados de la organización terrorista del Frente al-Nousra al sur de la prisión de Karak en el barrio de Deraa al-Balad.
Otro operativo militar dejó a varios terroristas entre muertos y heridos al oeste de la localidad de Ataman, en el campo de la provincia de Deraa.
Otra fuente militar informó que unidades del ejército acabaron con 30 integrantes de la organización terrorista del “Frente Al-Nousra” y les destruyeron varios vehículos blindados, en un operativo militar cerca del puesto de control de Fakieh.
Por otro lado, las organizaciones terroristas en Deraa reconocieron en sus páginas en los sitios de redes sociales, la muerte de varios de sus miembros.

Damasco-campo
En Damasco-campo, unidades del ejército eliminaron a terroristas, incluyendo un francotirador, en las localidades de Husseiniya y Khan al-Shih, al sur de Damasco.

Latakia
En el campo norte de la provincia costera de Latakia, el ejército destruyó a vehículos y cañones mortero de los terroristas en varios poblados.

Fady M., Hala B. - SANA

Continúan marchas en México 8 meses después de desaparición de 43 alumnos


Se manifiestan los padres y familiares de 43 estudiantes mexicanos desaparecidos a finales de septiembre de 2014. 26 de mayo de 2015.

Cansados de la irresponsabilidad del Gobierno de México ante la desaparición de los 43 estudiantes de Iguala en el estado de Guerrero (suroeste), cientos de personas salieron a las calles de diferentes partes del país para exigir justicia.

Lo que queremos es que nos digan dónde están nuestros hijos, nosotros no confiamos en su versión (oficial) de que nuestros hijos están muertos, recalcó Hilda Hernández Rivera, madre de uno de los estudiantes.
En la jornada del martes, como todas las marchas anteriores organizadas sobre el caso de los desaparecidos durante los últimos ocho meses, esta vez también, los manifestantes portaban las fotos de esos alumnos cuyo destino es aún incierto.

En la región de Hemiciclo a Juárez, situada en la ciudad capitalina de México, los padres y los familiares de los desaparecidos realizaron un mitin en el que además de exigir justicia, pidieron a las autoridades centrales que continúen las investigaciones al respecto.

En otras partes del país latinoamericano, los manifestantes condenaron la inseguridad que aqueja a México para luego pedir a las autoridades mexicanas que adopten ciertas medidas para zanjar esta crisis.

Conforme a los medios locales, la policía antidisturbios lanzó gases lacrimógenos contra los indignados mexicanos.

En la misma jornada similares manifestaciones se realizaron en Argentina, donde los familiares de los desaparecidos reclamaban que los 43 alumnos aparezcan con vida.

"Lo que queremos es que nos digan dónde están nuestros hijos, nosotros no confiamos en su versión (oficial) de que nuestros hijos están muertos", recalcó Hilda Hernández Rivera, madre de uno de los estudiantes.

El Gobierno de México, hundido en el pantano de la corrupción ha sido censurado en reiteradas ocasiones por la comunidad internacional y los ciudadanos mexicanos por su ineficacia para manejar la violencia que azota el país.

La desaparición de los 43 alumnos mexicanos, hecho que provocó una conmoción global, hizo que las organizaciones internacionales focalizaran su atención hacia la situación de los derechos humanos en México.

Las cifras recién divulgadas por el Instituto Internacional de Estudios Estratégicos (IISS por sus siglas en inglés) indican que México es el tercer país del mundo con mayor pérdida humana durante el año 2014.

A finales de febrero de 2015, Amnistía Internacional (AI) afirmó que se sigue recibiendo reportes en México de tortura, que los Ministerios Públicos no investigan adecuadamente las denuncias, y que a los soldados de la Marina y el Ejército se les atribuyen muchas violaciones de derechos humanos y se les despliega en gran número para operaciones de mantenimiento del orden.

mno/ktg/hnb -HispanTv

Vídeo: Hezbolá de Irak captura a cientos de terroristas del EIIL


Las brigadas del Movimiento de Resistencia Islámica (Hezbolá) de Irak durante un desfile.

Las brigadas del Movimiento de Resistencia Islámica (Hezbolá) de Irak han detenido a cientos de terroristas del grupo EIIL (Daesh, en árabe) en la provincia iraquí de Al-Anbar, según muestra un vídeo. https://youtu.be/kRsHfzKzPFQ

En las imágenes difundidas este miércoles por la cadena libanesa Al-Mayadeen, se ven a cientos de hombres capturados el martes por las fuerzas populares iraquíes tras una operación exitosa en las inmediaciones de la ciudad de Al-Ramadi, capital de la provincia occidental de Al-Anbar.

Este logro se ha conseguido después de que EIIL se hiciera hace más de una semana con el control de Al-Ramadi y en respuesta Irak diera inicio el martes a una gran operación militar para liberar toda la provincia de Al-Anbar.

De acuerdo con Yafar al-Husaini, portavoz de las brigadas de Hezbolá iraquí, ninguno de los hombres detenidos durante la importante contraofensiva son de nacionalidad iraquí.

Además, ha asegurado que este avance se ha llevado a cabo con el apoyo de la Fuerza Aérea iraquí y ha señalado que los terroristas del EIIL en Al-Ramadi han sido asediados desde tres blancos.


Las brigadas del Movimiento de Resistencia Islámica (Hezbolá) de Irak

El lunes, el premier iraquí, Haidar al-Abadi, aseguró que “en unos días” la ciudad de Al-Ramadi será arrebatada de manos del EIIL.

mrk/ktg/hnb - HispanTv

Arrestan a varios altos cargos de la FIFA y registran la sede en Suiza


Las autoridades suizas han arrestado este miércoles en Zúrich a varios altos cargos de la FIFA y se disponen a extraditarlos a EE.UU. bajo cargos de corrupción.

Entre los delitos de los que se les acusa figuran el fraude electrónico, el blanqueo de dinero y la extorsión, informa el diario 'The New York Times'.

Las detenciones se realizaron a petición del Departamento de Justicia de los Estados Unidos, que presentó cargos en el Distrito Este de Nueva York, con sede en Brooklyn. Los detenidos podrían ser extraditados a EE.UU.

El Departamento de Justicia de EE.UU. afirmó que los arrestados- cuatro funcionarios de la FIFA y otros dos que no trabajan en la organización- se han declarado culpables de corrupción.

La Fiscalía General de Suiza ha abierto su propia investigación separada que concierne a la elección y asignación de sedes de la Copa Mundial del 2018 y del 2022, según un comunicado citado por AP.


En el marco de la indagación se han incautado datos electrónicos y documentos en la sede de la FIFA en Zúrich.

Las detenciones no pueden servir de justificación para cancelar (o retirar la sede) la Copa Mundial del 2018 en Rusia, según Walter De Gregorio, director de la FIFA para relaciones públicas.

"Por el momento todo se queda según lo programado: la Copa Mundial del 2018 se celebrará en Rusia y la del 2022 en Catar", dijo el funcionario, citado por Tass.

Los arrestos han tenido lugar dos días antes de que la FIFA celebre sus elecciones a la presidencia, en la que el actual presidente, Joseph Blatter, parte como favorito. Su único rival es el príncipe jordano Alí bin Hussein.

"No se encuentra [Blatter] entre los arrestados ni está implicado en absoluto", afirmó De Gregorio.

Actualidad RT

La reina Isabel II anuncia el referéndum sobre la permanencia del Reino Unido en la UE


El referéndum sobre la permanencia del Reino Unido en la UE tendrá lugar antes de finales del año 2017, ha comunicado este miércoles la reina Isabel II.

Realizar tal referéndum fue una de las promesas electorales de los conservadores británicos que triunfaron el pasado 7 de mayo en las elecciones generales en el país. En su discurso de este 27 de mayo ante el Parlamento británico sobre el programa gubernamental anual, Isabel II ha confirmado que la votación tendrá lugar.

Será la primera vez desde 1975 cuando los ciudadanos británicos podrán pronunciarse sobre la membrecía de su país en la Unión Europea, bajo los términos de la legislación europea sobre los plebiscitos.

Según los sondeos, actualmente aproximadamente un tercio de la población del Reino Unido apoya la idea de la salida del país de la UE. Uno de los principales motivos es la falta de voluntad por parte de Bruselas de hacer ciertas concesiones, sobre todo, en cuestiones migratorias. En varias ocasiones Londres ya expresó su descontento respecto a las cuotas europeas que le obligan a aceptar más inmigrantes, cuyo flujo se disparó con el empeoramiento drástico de la situación en Oriente Medio.

Los políticos europeos, a su vez, advierten de que no sólo sería difícil para el Reino Unido estar fuera de la UE, sino que también tendría unos graves efectos negativos para la región europea, tanto en términos de política económica como de seguridad.

Actualidad RT

Las tropas de EE.UU. pueden "combatir esta misma noche" en Corea del Norte


Las fuerzas estadounidenses en Corea del Sur están listas para hacer frente a cualquier amenaza imprevista por parte de Corea del Norte, dijo James Pasquarette, general de división del Ejército del Pacífico de los Estados Unidos (USARPAC).


Pasquarette explicó que el USARPAC ha desplegado 100.000 soldados, 80.000 de ellos en Hawái, Alaska y en la costa oeste de EE.UU., y que los restantes 20.000 militares se encuentran en Corea del Sur y Japón, informa el sitio web de la Defensa norteamericana.

"Estamos para evitar riesgos. Tenemos que estar presentes allí a causa de la amenaza impredecible de Corea del Norte", dijo Pasquarette."Tenemos que estar preparados para luchar esta misma noche".

"El USARPAC cuenta actualmente con unos 25-30 oficiales del Estado Mayor que residen en Corea", dijo Pasquarette. El Ejército de EE.UU. ha desplegado en Corea del Sur el 8.º Ejército, la 2.ª División de Infantería, el 19.º Comando Expedicionario y otras unidades especiales.

Actualidad RT

terça-feira, 26 de maio de 2015

A tomada de Palmira, na Síria


Duas cartas, de igual teor, datadas em 25 de maio de 2015, dirigidas ao Presidente do Conselho de Segurança e ao Secretário Geral das Nações Unidas por parte do Delegado Permanente da Síria nas Nações Unidas.

Os terroristas, assassinos da história e da civilização, continuam a cometer os seus crimes contra o Estado e o povo da Síria. A organização terrorista denominada ISIS invadiu a cidade histórica de Palmira, uma das cidades mais antigas do mundo, para nela espalhar a destruição, como é de seu costume, disseminar o terror entre os seus cidadãos, que viviam em segurança e paz e perpetrar massacres bárbaros contra os habitantes indefesos da cidade.

Assim que os terroristas tomaram a cidade, massacraram dezenas de cidadãos civis inocentes, a maioria deles crianças, mulheres e idosos. Os terroristas do ISIS também proibiram milhares de moradores de saírem da cidade histórica e conduziram muitas das famílias e jovens a lugares desconhecidos. Ainda não é conhecido o destino destas famílias.

O Governo da República Árabe da Síria afirma que estas ações terroristas não seriam possíveis, se alguns países, bem conhecidos por todos, não continuassem a fornecer todo o tipo de apoio às organizações terroristas takfiristas há mais de quatro anos, a começar pelo ISIS, passando pela Jabhat Al Nusra, pelo Exército Al Fatah – a nova face da Jabhat Al Nusra – pelas outras organizações terroristas que são ramificações da Al Qaeda, pelo Exército Livre e por muitas outras quadrilhas de terroristas que seguem a mesma doutrina wahabista e que são compostas de etnias e nacionalidades provenientes de mais de 90 países. É um apoio generoso, fornecido por regimes regionais e internacionais, liderado pela Arábia Saudita, Turquia, Qatar e Israel, e respaldado pelo patrício, cegueira e envolvimento dos países ocidentais que apoiaram estas organizações com o objetivo de atingir a Síria e enfraquecer o seu papel, através de políticas desastrosas adotadas por eles, que, em sua visão da crise na Síria, visaram servir aos seus já bem conhecidos estreitos interesses, enquanto forneciam todo o apoio aos terroristas e suas organizações, sem levar em consideração o sofrimento dos sírios por um lado e a Carta das Nações Unidas, a Lei Internacional e o compromisso de combater o terrorismo por outro.

O bárbaro massacre de Palmira vem como uma sequência das ações perpetradas pelos grupos terroristas armados, desde o início da crise na Síria, que incluem crimes contra a humanidade, destruição e saques do patrimônio histórico mundial da Síria, de antigas raízes que se estendem desde o início da história da humanidade, com o objetivo de apagar legado histórico da Síria, berço das civilizações e uma das primeiras pátrias do homem. A cidade de Palmira, que representa as páginas iluministas da civilização humana, passou a ser refém dos grupos terroristas armados, em meio ao silêncio de muitos dos que se autoproclamam, dia e noite, heróis do combate ao terrorismo ou de outros que, através de suas posições acanhadas, que tem como objetivo único se livrar da censura e dar a falsa impressão de que são os donos do combate ao terrorismo.

A Síria afirmou e reafirma a sua disposição para a cooperação bilateral, regional e internacionalmente para combater o terrorismo. Assim como declarou o seu apoio a qualquer esforço internacional verdadeiro, que tenha como objetivo combater o flagelo do terrorismo, em todas as suas formas e denominações, desde que este esforço ocorra no âmbito da preservação total das vidas dos civis e do respeito à soberania do país, de acordo com as convenções internacionais. A chamada ‘Guerra declarada contra o terrorismo’, criada por alguns países e mantida de forma contínua há cerca de um ano, não alcançou nenhum dos seus objetivos declarados, mas sim permitiu à organização terrorista ISIS, aos grupos que giram em seu universo e seus aliados que se expandissem, se movimentassem e se proliferassem, não somente na Síria e no Iraque, mas também no Egito, na Líbia, em alguns países africanos e até mesmo na própria Arábia Saudita. Desta forma, é dever da comunidade internacional se posicionar firmemente no enfrentamento dos países apoiadores e financiadores do terrorismo e dos grupos terroristas armados, os quais estão disseminando seu ódio em todos os países da região e do mundo. Isso sem falar na existência de países que alegam combater o terrorismo e aderiram à alianças para combatê-lo, ao mesmo tempo em que financiam, armam e abrigam os terroristas, além de patrocinar as propagandas que servem aos seus interesses.

É exigido, hoje, do Conselho de Segurança, que afirme o seu compromisso de combater o terrorismo e os grupos terroristas extremistas, através do cumprimento de suas resoluções relativas ao combate ao terrorismo, com palavras e atitudes, especialmente as resoluções Nos. 2170 (2014), 2178 (2014) e 2199 (2015), longe da politicagem e da duplicidade de pesos e medidas, em colaboração e coordenação com o Governo da República Árabe da Síria, que vem combatendo o terrorismo, há muito tempo, em nome das nações do mundo, em defesa do ser humano e dos valores de justiça e liberdade e contra o mal originário dos pensamentos radicais, extremistas, terroristas e destrutivos.

O Governo da República Árabe da Síria, ao enfatizar a sua determinação em combater o terrorismo na Síria e defender o seu povo e protegê-lo, em conformidade com as suas responsabilidades constitucionais, reitera o seu apelo para que o Conselho de Segurança e o Secretário Geral das Nações Unidas adotem medidas dissuasivas contra os grupos terroristas e contra os países que os apoiam e patrocinam, especialmente os regimes vigentes na Turquia, no Qatar, na Arábia Saudita, na Jordânia e em alguns países ocidentais, de acordo com as resoluções do Conselho de Segurança
relativas ao tema.

a)Bashar Al Jaafari
Representante Permanente da República Árabe da Síria na ONU

Tradução: Jihan Arar

“O Irã nunca cede a ameaças. Os EUA perderam a honra”


Guia Supremo da República Islâmica do Irã, Aiatolá Sayed Ali Khamenei
(Em encontro com alunos, vídeo em farsi, legendado em francês, transcrição em farsi, tradução ao ing., distribuído por Sayed Hasan, excerto aqui traduzido ao português)
- Tradução: Vila Vudu

Nesse discurso, Sayed Ali Khamenei relembra as razões da hostilidade do ocidente contra o Irã, a saber, o fato de que o Irã é potência independente e anti-imperialista, que soube resistir a todas as tentativas de desestabilização orquestradas do exterior do Irã. Como para a reaproximação com Cuba, trata-se de os EUA reconhecerem o fracasso de sua política de agressão total (econômica, militar, diplomática, mediática etc.) visando a impor uma ‘mudança de regime’ a nações cujos regimes gozam de amplo apoio popular. Sayed Khamenei denuncia as ameaças de ataque militar, como fanfarronices vãs, e lembra que, com a agressão norte-americana e saudita contra o Iêmen, os EUA perderam toda a honra e a respeitabilidade que tivessem no Oriente Médio e no mundo.

Sua Eminência Aiatolá Sayed Ali Khamenei: “Há outro ponto que não tem relação com o sistema educacional, mas é umas das questões fundamentais do país. Esse ponto concerne ao modo como os inimigos comportam-se na relação com a República Islâmica.

Ao longo dos últimos 35 anos, a grandeza do movimento glorioso e nosso povo sempre atraiu a atenção de inimigos. Muitas vezes mostraram vangloriaram-se exibindo a própria vaidade e suas fanfarronadas, e fizeram tudo o que puderam fazer contra nós. Mas de um modo ou de outro sempre manifestaram temor respeitoso pelo povo do Irã e pela República Islâmica. Consequentemente, temos de preservar tudo isso. O temor respeitoso – que é realidade, não é ilusão – tem de ser preservado. Somos grande país com mais de 70 milhões de habitantes, e temos passado cultural e histórico profundo e mais original que o passado cultural e histórico de muitos países do mundo. Somos povo corajoso e determinado. Somos povo que defendemos nossa identidade e nosso caráter nacional.

Exemplo disso se viu durante os oito anos da Sagrada Defesa [1980-1988, a “Guerra Imposta” por Saddam Hussein contra o Irã]. Ao longo daqueles oito anos, todas as potências mundiais a leste e a oeste, bem como seus agentes e asseclas uniram forças para pôr de joelhos o povo iraniano, o que jamais conseguiram. O povo iraniano portanto não poderia expor-se aos olhos dos observadores mundiais em toda nossa grandeza e glória?

É claro que essa grandeza deve ser preservada. Os responsáveis políticos de diferentes países e os bem informados nos disseram – alguns disseram diretamente, outros não, mas falaram disso entre eles, e fomos informados – que se as sanções que nossos inimigos nos impuseram e as pressões que fizeram contra a República Islâmica, tivessem sido impostas e feitas contra qualquer outro país, ela teriam reduzido qualquer outro país a nada. Mas não fizeram tremer a República Islâmica. [Vozes da audiência: “Maior é Deus! Khomeini e Khamenei são nossos líderes!” “Morte aos EUA! Morte a Israel!”] Nós somos efetivamente uma grande potência. Não se trata de incidente de somenos; essa é uma realidade essencial.

Claro está que a propaganda mundial impõe sempre um manto, uma cortina, uma névoa para que os públicos não percebam corretamente as realidades. Enquanto isso, muita gente, pelo mundo e em numerosos países – sobretudo países próximos de nós – veem bem essas realidades. Todos os políticos pelo mundo veem essas realidades. Vocês não devem dar nenhuma atenção ao que dizem esses dirigentes nacionais, políticos e porta-vozes de diferentes países ocidentais e europeus, nos EUA e em outros pontos do mundo – que com frequência fazem declarações absurdas. Eles também conhecem a grandeza, a glória, a potência e a competência do povo iraniano, embora nada digam, pensando só nos seus próprios interesses.

Já várias vezes falei das negociações nucleares e de outras questões, e já comunicamos nossas exigências, mas todos – incluídos os responsáveis pela política exterior, outros responsáveis e as elites da sociedade – devem prestar atenção ao fato de que, se um povo não defende adequadamente a própria identidade e a própria grandeza ante potências estrangeiras, ele com certeza será rebaixado. Disso não há dúvidas. Temos de apreciar o valor de nosso caráter e de nossa identidade.

Os inimigos continuam a nos ameaçar. Ainda há poucos dias, dois políticos norte-americanos fizeram ameaças militares. E as mesmas ameaças foram feitas por inúmeros outros políticos que não ocupam postos importantes e sensíveis. Não compreendo. O que significam as negociações, à sombra dessas ameaças? Querem que negociemos sob ameaça! É como se erguessem uma espaça sobre nossas cabeças!

O povo do Irã não é assim. O povo do Irã não admite negociar sob ameaças. Por que nos ameaçam? Por que dizem tais absurdos? Dizem que em tal e tal caso, podem atacar o Irã. Para começar, ao diabo as ameaças de vocês! [Vozes da audiência: “Maior é Deus! Khomeini e Khamenei são nossos líderes!” “Morte aos EUA! Morte a Israel!”]

Vocês não ousarão nos atacar. E, segundo, já disse àquela época ao antigo presidente dos EUA – naquela época, ele também fazia ameaças –, que o tempo dos ataques relâmpago (atacar e fugir) está acabado. Vocês já não podem supor que “Atacamos e fugimos correndo” [risos na plateia]. Já não existe esse tipo de coisa. Vocês se afundarão e nós os rastrearemos e apanharemos. O povo do Irã nunca deixará escapar quem tente qualquer violência contra nós. Rastrearemos e apanharemos qualquer um que tente tal coisa contra nós.

Todos, todo o mundo – inclusive os negociadores – que prestem muita atenção a isso. Nossos negociadores devem manter atentamente em consideração as nossas linhas vermelhas e nossas principais orientações. Sim, eles já fazem exatamente isso. Pela graça de Alá, continuarão a tomá-las em consideração e não violarão as linhas vermelhas.

Assim sendo, é absolutamente inaceitável que os norte-americanos tanto ameacem. Por que ameaçam tanto? Essas negociações são tão necessárias para eles, quanto para nós. Sim, claro, queremos o fim das sanções, mas mesmo que não acabem, algum jeito sempre daremos para lidar com as dificuldades. Está provado! Já falei sobre essa questão [Khamenei, “Economia de Resistência”], e felizmente, hoje, já vejo o que dizem os economistas e outros diferentes responsáveis e os que conhecem bem as questões econômicas do país. Eles dizem que não é verdade que os problemas econômicos do país sejam tributários das sanções, e que os problemas econômicos não possam ser resolvidos, se as sanções não forem levantadas.

Os problemas econômicos podem ser resolvidos com nossa própria determinação, nossa vontade, nossas ações e nossas medidas, haja ou não haja sanções. Claro que, se as sanções sumirem, será tudo mais fácil. Com as sanções aí, será um pouco mais difícil, mas é possível.

Essa é nossa perspectiva sobre o tema das negociações, mas o atual governo dos EUA precisa realmente, e muito, dessas negociações.

Um dos pontos que os norte-americanos muito repetem é que teriam conseguido levar a República Islâmica à mesa de negociações e impor a ela uma ou outra coisa. Dizem, porque precisam disso. Se nossos adversários não precisassem dessas negociações mais do que nós precisamos – como é precisamente o caso –, no mínimo precisariam delas tanto quanto nós. Assim sendo, por que tantas ameaças?

Não concordo de modo algum com negociações conduzidas à sombra de ameaças. Nossos responsáveis podem ir e discutir. Podem negociar e chegar a um acordo. Tudo isso é aceitável – evidentemente, se e somente se forem observadas as principais linhas diretrizes –, mas em nenhum caso devem aceitar a coerção, a intimidação, a humilhação ou quaisquer ameaças.

Hoje, a reputação dos EUA está arruinada em todo o mundo. A ação do governo saudita no Iêmen não pode ser justificada, de modo algum, por nenhuma lógica ou argumento. Se alguém manda aviões para outro país, perguntando “Por que querem vocês que cicrano ou beltrano governe? Por que uma pessoa, não outra?”, e se a mesma pessoa decide agredir o povo, tomar por alvo peças de infraestrutura, cometer crimes, matar mulheres e crianças e incendiar as cidades... nada há que justifique esses atos. Não há. Mas os norte-americanos apoiam esse grande crime e essa ação injustificável.

Pode haver desonra e vergonha maiores que essas? Hoje, os EUA não têm honra, não lhes sobre nenhuma dignidade aos olhos dos povos da região. Todo o mundo vê essa situação.

Os norte-americanos dizem abertamente que fazem o que fazem e que não se sentem de modo algum envergonhados do que fazem. Na sequência, nos perguntam: “Por que vocês querem mandar ajuda [ao povo do Iêmen]?”

Gostaríamos de enviar uma ajuda farmacêutica, medicamentos para os feridos. Nunca quereríamos enviar armas, porque lá não há falta de armas. Todas as bases militares e forças armadas iemenitas estão em mãos das massas revolucionárias e do grupo “Ansarullah” [que os sunitas e a mídia-empresa ocidental chamam de “os houthis” (NTs)]. Esses iemenitas não precisam de nossas armas.

Queríamos enviar-lhe medicamentos, mas os EUA impuseram sítio de medicamentos contra todo um povo. Os EUA lhes impuseram bloqueio de alimentos e energia e, na sequência, decidiram “Ninguém pode ajudá-los”.

Os norte-americanos impediram até que o Crescente Vermelho levasse ajuda humanitária ao povo sacrificado do Iêmen. Os próprios norte-americanos fornecem informação militar aos sauditas. Fornecem armas e recursos a eles e lhes garantem apoio político. Os EUA já não têm boa reputação, nem lhes resta qualquer honra.

A via que o grande povo do Irã escolheu é via razoável, sólida e promissora. Para grande desassossego dos inimigos, nossa via será produtiva e frutuosa e o povo do Irã conhecerá o sucesso. Então o inimigo verá que fracassou no intento de alcançar seus objetivos viciosos contra o povo do Irã.

Que a misericórdia de Deus esteja com nossos amados mártires, que sacrificaram a vida, e com nosso Imã magnânimo, Imã Khomeini, que nos abriu essa via. Que a misericórdia de Deus esteja com vocês, queridos irmãos e irmãs, crentes e entusiastas, que têm papel tão grande nesse palco.

Que a paz de Deus desça sobre vocês, com Sua misericórdia e Suas bênçãos.

Vídeo: https://youtu.be/lTwpA4k3BnY

A democracia dos EUA continua fazendo vítimas


Kadafi, antes de ser apunhalado por Obama

Tudo o que as mulheres líbias haviam conquistado sob o governo Kadafi caminham ladeira abaixo.

Kadafi proibiu a poligamia (direito do homem em casar 4 vezes), e a poligamia está de volta.

Até o jornal New York Times andou comentando o assunto.

Mas como sempre, a mídia empresarial se esquece dos detalhes.

Por exemplo: durante o governo kadafi se o homem divorciasse, todos os bens ficariam com a mulher.

Isso também, a mídia esqueceu de informar.

E mais: Durante o governo Kadafi, os juros eram proibidos.

Agora, novos bancos estão sendo criados com direito a cobrar juros.

Sempre com o beneplácito dos “libertadores” ocidentais.

E hoje, a Líbia tornou-se o maior exportador de refugiados em busca de uma vida melhor.

George Bourdoukan em seu blog


Mayor producción de drogas en el mundo se producen en países donde hay bases militares de EEUU


Investigadores parlamentarios norteamericanos estiman que bancos estadounidenses lavan 400 mil millones de dólares anualmente producto del narcotráfico. EEUU también es el país mayor consumidor de drogas ilegales en el mundo.

“En los países donde hay intervención militar directa de EEUU o tienen bases instaladas, es donde se producen la mayor cantidad de drogas en el mundo, y para eso tenemos ejemplos aquí mismo, en Latinoamérica y es de conocimiento público”, advirtió el presidente de la Oficina Nacional Antidrogas de Venezuela (ONA), Irwin José Ascanio Escalona.

Escalona recordó que las estadísticas de incautación se incrementaron luego que se decidió la salida de la agencia antidroga norteamericana (DEA), del territorio nacional. “Una vez que salió la DEA de Venezuela se duplicaron las incautaciones de drogas y se mejoró el control y proceso para desarticular las organizaciones criminales (de la droga)”.

Recordó que las actividades de la DEA en Venezuela implicaban mecanismos ilegales llamados “entregas controladas”, que se demostró desviaban las drogas hacia otros ilícitos donde también se involucraban esos funcionarios de la DEA.

Kaosenlared - Ernesto Bustos con información de VTV

Paraguay: Denunció corrupción y en represalia fue querellada y condenada a cárcel


La exdirectora ejecutiva de una fundación alemana que opera en nuestro país dijo haber sido víctima de una venganza, con participación judicial local, por haber denunciado corrupción en la entidad en que trabajaba. Se trata de la señora Brigitte Kreller de García, exejecutiva de la Fundación Kolping, quien dijo que fue condenada a 18 meses de cárcel por difamación.

La señora Kreller de García dijo que la venganza o “vendetta” comenzó después de que ella y otras personas denunciaran graves hechos de corrupción en la administración de la Fundación Kolping, una organización que tiene sus oficinas y un complejo con talleres y aulas en la ciudad de Fernando de la Mora.

La Fundación Kolping es una organización sin fines de lucro que inició sus actividades en nuestro país en 1998 y tiene su origen en una iniciativa del sacerdote católico alemán Adolfo Kolping, a mediados del siglo XIX, en la nación germana.

La entidad que tiene escuelas para la formación de jóvenes en distintos oficios y profesiones, llegó a recibir fondos del Gobierno alemán para solventar sus programas de enseñanza y a favor de los ciudadanos de escasos recursos.

Kreller de García se desempeñaba como directora ejecutiva de la fundación, hasta que fue desvinculada de la organización después de denunciar hechos de corrupción en 2010, según contó en nuestra redacción.

Su denuncia se relacionó a multimillonarios faltantes de dinero enviado por el Gobierno alemán, situación que obligó a las autoridades germanas a suspender los envíos de fondos.

Al formular la denuncia también se solicitó una investigación, indicó.

Tras la sanción del Gobierno alemán, reemplazantes de Kreller de García buscaron la venganza, hasta que el señor Olaf von Brandenstein, actual director ejecutivo de la fundación, lo querelló por difamación y calumnia.

Luego de promoverse la demanda, la señora Kreller de García dijo que fue procesada y condenada a la velocidad de un rayo. Sostuvo que la jueza Sandra Farías la condenó a 18 años de cárcel en una sentencia que fue confirmada por el Tribunal de Apelaciones en lo Penal, Tercera Sala, en un fallo que fue objeto de una acción de recurso de casación, rechazado recientemente por la Sala Penal de la Corte.

Al señalar que tiene previsto solicitar asilo a la embajada de un país sudamericano o europeo local y acudir a tribunales internacionales para demostrar que fue objeto de una venganza por denunciar graves hechos de corrupción, la señora Kreller de García dijo que la querella en su contra se basó en el texto de un correo electrónico suyo que fue hackeado.

La denunciante afirmó que fue querellada porque en su email había escrito que el señor Brandenstein se luce en la fundación con trabajos realizados por ella.

Vinculación judicial

La jueza Sandra Farías dictó la sentencia condenatoria bajo presión del entonces ministro Víctor Núñez y similar decisión tomó el Tribunal de Apelaciones en lo Penal, 3ª Sala, sostuvo Keller de García.

Entendió que detrás de esos fallos y presiones estarían miembros denunciados por los hechos de corrupción.

ABC Color

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Sayyed Hasan Nasrallah, secretário-geral do Hezbollah: Resistência em empenho máximo combate em todas as frentes


Al-Manar, Líbano - tradução: Vila Vudu

O secretário-geral do Hezbollah Sayyed Hasan Nasrallah destaca que a Resistência luta, maximamente empenhada, em todas as frentes. Mas lembrou que, embora o Hezbollah esteja combatendo na Síria, nunca perde de vista Israel.

Falando em gigantesca cerimônia no Dia da Resistência e Libertação, Sayyed Nasrallah falou da urgente necessidade de todas as frentes se unirem no Oriente Médio para destruir o esquema Takfiri, porque, disse Sua Eminência, aquele esquema ameaça toda a região.

Sua Eminência reiterou a importância da interação exército+povo+Resistência, observando que os países da região devem confiar nessa “equação de ouro”.

O líder da Resistência disse que o Hezbollah continuará sua batalha em Qalamoun até que toda a fronteira do Líbano esteja segura. Nesse contexto, Sua Eminência disse que o governo libanês tem de discutir e resolver a questão de Arsal, porque “nosso povo em Bekaa não deixará vivo nenhum militante Takfiri” na cidade fronteiriça.

Ao regime do Bahrain, Sayyed Nasrallah recomendou que atenda as demandas de seu povo, e disse que o ISIL está já em solo do Bahrain. Sua Eminência recomendou aos sauditas que ponham fim à agressão no Iêmen, para facilitar o diálogo político que começa em Genebra nos próximos dias.

A história se repete

Na abertura de sua fala, Sayyed Nasrallah apresentou condolências aos moradores da região saudita de Qatif, onde um suicida-bomba, dois dias antes, matou e feriu vários fiéis que rezavam na Mesquita do Imã Ali (que a paz esteja com ele).

No Dia da Resistência e da Libertação, Sayyed Nasrallah saudou as multidões que resistem, seus mártires, os feridos, todos os combatentes da Resistência e suas famílias. Saudou também os líderes da Resistência, Imam Sayyed Moussa al-Sadr, Sayyed Abbas al-Mousawi, Sheikh Ragheb Harb e Hajj Imad Moughnieh – e os aliados da Resistência, Irã e Síria.

Falando sobre a ocasião, Sayyed Nasrallah disse que o Hezbollah, com outras frentes patrióticas, decidiram-se pela Resistência – mas alguns grupos no Líbano não apoiaram essa decisão.

“Falarei sobre os primeiros estágios da Resistência, porque os eventos aos quais assistimos hoje sugerem circunstâncias semelhantes” – disse Sayyed Nasrallah à multidão que o saudava na cidade de Nabatiyeh, e continuou:

“Quando o inimigo israelense invadiu o Líbano em 1982, os libaneses discordaram no modo de encarar a invasão. Alguns tinham compreensão clara da ameaça israelense, enquanto outros apostavam na invasão e participaram dos massacres que foram cometidos.”

“Sempre, desde que iniciamos a luta, houve quem duvidasse da dedicação e do patriotismo da Resistência.”

“Três anos depois, a Resistência conseguiu infligir perdas ao inimigo israelense, forçando-o a retirar-se sem condições – lembrou Sayyed Nasrallah, referindo-se à retirada dos israelenses, que tiveram de deixar várias cidades do sul, na guerra de 1985.

Sayyed Nasrallah disse que, depois desses eventos, a Resistência manteve, até 2000, os efeitos daquela retirada humilhante da entidade sionista, que teve de deixar o sul do Líbano. E destacou que, se não tivesse havido resistência, o inimigo israelense teria invadido o Líbano.

“Foi vitória de alguns libaneses, embora tenha sido dedicada a todo o povo libanês.”

Depois de relembrar vários feitos da Resistência, principalmente a Libertação, Sayyed Nasrallah disse que, hoje, o Líbano enfrenta ameaça similar à ameaça israelense: o esquema Takfiri.

“Hoje, a história se repete. O esquema que hoje ameaça toda a região, povos e exércitos, é o projeto Takfiri, do qual o ISIL é uma amostra.”

“Infortunadamente, há alguns lados que entendem que os Takfiris não nos ameaçariam. E há os que se mantêm neutros. E também há os que apoiam aqueles Takfiris e apostam neles.”

Sayyed Nasrallah falou sobre o perigo que são os Takfiris e disse que ninguém está a salvo deles, nem no Líbano nem na região.

“Estamos diante de ameaça sem precedentes. O que fez o ISIL no Iraque e Síria? O que fez até com grupos de sua própria tendência? Em vez de se unirem, eles se combatem e massacram-se uns os outros.”

“Meu conselho para os que estão calados e apostam nos Takfiris é que tenham muito cuidado, porque eles mesmos serão as primeiras vítimas.” Sayyed Nasrallah alertou que “líderes e deputados do movimento Futuro serão as primeiras vítimas dos Takfiris”.

Conclamou também os cristãos a que não se calem ante essa ameaça, sem saber quem os protegerá, quem protegerá suas famílias e igrejas, contra a ameaça Takfiri.

Frente Unida

No mesmo contexto, o líder da Resistência conclamou povos e governos da região a se unirem numa só frente, para lutar contra a ameaça Takfiri.

“Para derrotar os Takfiris, os povos dessa região têm de confiar neles mesmos e unir-se contra o inimigo de todos.”


Sua Eminência disse que “a equação de ouro exército+povo+Resistência é a solução para derrotar a insurgência Takfiri em qualquer país.

Noutro contexto, Sayyed Nasrallah disse que a coalizão chefiada pelos EUA e que estaria operando contra o ISIL no Iraque e Síria não é séria nem confiável para fazer frente ao grupo terrorista. “Os Takfiris movem-se de uma cidade para outra, no Iraque e Síria, sob as vistas de Washington”, disse.

Sua Eminência lembrou que “O número de ataques aéreos da coalizão chefiada pelos EUA ao longo de um ano contra os Takfiris é menor que o número de ataques aéreos de Israel contra o Líbano durante a guerra de julho, em 2006.”

Batalha de Qalamoun

Sobre a batalha que se trava nos terrenos pedregosos de Qalamoun, Sayyed Nasrallah disse que o Hezbollah prossegue nessa operação, mas que é errado apresentar a batalha contra os Takfiris em Qalamoun como batalha do Hezbollah.

“Essa é batalha do governo” – destacou o secretário-geral do Hezbollah.

“A batalha nas áreas de Qalamoun continuará, até que as fronteiras do Líbano estejam seguras” – disse Sua Eminência, observando que a questão da cidade fronteiriça de Arsal, que tem sido considerada fortaleza dos Takfiris, deve ser discutida no Gabinete libanês.

“É responsabilidade do governo resolver essa questão. (...) O ministro do Interior [Nouhad Mashnouq] diz que se trata de cidade ocupada. O governo que desocupe e retome a cidade.” Dirigindo-se aos representantes do movimento Futura, Nasrallah aconselhou-os a “não deixar de discutir no Gabinete a situação de Arsal”.

Washington autobombardeia o próprio pé


William F. Engdhal, New Eastern Outlook - Tradução: Vila Vudu

São tempos bem tristes em Washington e Wall Street. Aquela única superpotência sem desafiantes, quando do colapso da União Soviética, apenas um quarto de século depois, está perdendo a própria influência global, como se vê hoje; e muito depressa, como a maioria jamais teria previsto há seis meses. O ator chave que catalisou um desafio global contra a pressuposta UP (“única superpotência”) em Washington é Vladimir Putin, presidente da Rússia.

Esse é o real cenário da surpreendente visita que fez o secretário de Estado dos EUA John Kerry a Sochi, para encontrar-se com o ministro de Relações Exteriores da Rússia Sergei Lavrov. Depois de revistado por Lavrov, Kerry foi levado à sala de Satã em pessoa, Putin.

Longe de alguma tentativa de “reset”, os infelizes estrategistas geopolíticos de Washington tentam desesperadamente encontrar algum meio de pôr de joelhos o Urso Russo.

Rápido flash back até dezembro de 2014 é instrutivo para compreender por que o secretário de Estado parece estar levando um ramo de oliveira à Rússia de Putin, e bem no atual momento. Em dezembro do ano passado, Washington parecia a ponto de jogar a Rússia à lona, com aquela brilhante tática de sanções financeiras dirigidas a alvos atentamente selecionados, e com o acordo, com a Arábia Saudita, para derrubar os preços do petróleo. Em meados de dezembro, o rublo estava em queda livre na relação com o dólar. Os preços do petróleo também haviam desabado, de $107, apenas seis meses antes, para os então $45 o barril. Sendo a Rússia fortemente dependente da renda das exportações de petróleo e gás para o custeio do estado, e com as empresas russas carregadas de dívidas em dólares no exterior, a situação, vista do lado de dentro do Kremlin era difícil.

Naquele ponto, o destino, como tantas vezes acontece, interveio de modo inesperado (inesperado, pelo menos, para os arquitetos norte-americanos da estratégia da guerra financeira + colapso do petróleo). O acordo que John Kerry firmara em setembro de 2014 com o já muito gravemente doente rei Abdullah da Arábia Saudita não estava provocando apenas grave sofrimento nas finanças russas. Estava também ameaçando fazer explodir estimados $500 bilhões em “papéis podres” de alto-risco-alto-rendimento, dívidas que a indústria de petróleo de xisto dos EUA havia tomado em bancos de Wall Street ao longo dos últimos cinco anos, para financiar a muito incensada revolução do petróleo de xisto norte-americano, que por alguns dias pusera os EUA à frente da Arábia Saudita como maior produtor de petróleo do mundo.


A estratégia dos EUA sai-lhes pela culatra

O que Kerry não percebeu no seu negócio de vender cavalo manco aos espertos sauditas foi que os monarcas sauditas tinham uma sua agenda própria. Desde antes haviam deixado bem claro que não queriam ter seu lugar de primeiro produtor e rei do mercado mundial de petróleo roubado por uma iniciante indústria de petróleo de xisto norte-americana. Até que gostaram de fazer sangrar Rússia e Irã. Mas o objetivo deles era matar e tirar de cena os norte-americanos, rivais deles, sauditas, na guerra do petróleo.

Os projetos norte-americanos de xisto foram calculados quando o petróleo custava $100/barril, há menos de um ano. O preço mínimo para que muitas das empresas norte-americanas de xisto escapassem da falência estava entre $65 e $80/barril.

A extração do petróleo de xisto é não convencional e mais cara. Douglas-Westwood, empresa de assessoria no campo de energia, estima que cerca de metade dos projetos de petróleo em desenvolvimento nos EUA só sobrevivem se o petróleo estiver acima de $120/barril, mínimo indispensável para gerar fluxo positivo de caixa.

Ao final de dezembro, uma série de falências, em cadeia, de empresas do petróleo de xisto esteve perto de detonar novo tsunami financeiro, em momento em que estava longe de resolvida a carnificina da crise dos derivativos em 2007-8. O estouro, mesmo que de apenas uns poucos papéis podres, de empresas de xisto e alta cotação, bastaria para disparar um pânico com efeito dominó no mercado da dívida de US $1,9 trilhões em papéis igualmente podres, o que com certeza dispararia novo derretimento financeiro que os super estressados governo dos EUA e seu Federal Reserve dificilmente conseguiriam deter. Poderia até levar ao fim do dólar como moeda global de reserva.

Repentinamente, nos primeiros dias de janeiro, lá estava Lagarde, presidenta do FMI, a elogiar o Banco Central da Rússia pelo modo “bem-sucedido” de enfrentar a crise do rublo. O Gabinete de Terrorismo Financeiro do Tesouro dos EUA suavizou os discursos contra a Rússia. Só o governo Obama mantinha que se tratava da 3ª Guerra Mundial “de sempre” contra Putin. A estratégia dos EUA para o petróleo provocara muito mais danos aos EUA, que à Rússia.

Fracasso da política dos EUA contra a Rússia

E não só isso. A brilhante estratégia de Washington de guerra total contra a Rússia, que começara em novembro de 2013 com o golpe de estado da praça Maidan em Kiev, em 2015 já era fracasso evidente, manifesto, um super fracasso que está criando para Washington o pior pesadelo geopolítico imaginável.

Longe de reagir como vítima e acovardar-se diante das manobras dos EUA para isolar a Rússia, Putin pôs em andamento uma série de brilhantes iniciativas de economia externa, militares e políticas, que, em abril se acrescentaram ao projeto de uma nova ordem monetária global e a um novo colosso econômico eurasiano, em condições de ofuscar a hegemonia da UP (“única potência”).

Putin atacou as fundações do sistema-dólar dominado pelos EUA e a correspondente ordem mundial global em vários pontos, da Índia ao Brasil, Cuba, Grécia, Turquia. Rússia e China assinaram novos tratados mamutes de energia, graças aos quais a Rússia pôde redirecionar sua estratégia de energia para longe do ocidente. Porque, no ocidente UE e Ucrânia, ambas sob violenta pressão de Washington, sabotaram os fornecimentos de gás russo para a UE, que tinham de atravessar a Ucrânia. A UE, outra vez sob pressão intensa de Washington, atacou o mais que pôde o projeto da Gazprom para o gasoduto Ramo Sul de gás natural que chegaria ao sul da Europa.

Em vez de se encolher na defensiva, Putin chocou a UE quando, em visita à Turquia e reunido com o presidente Erdogan, anunciou, dia 1º de dezembro, que havia cancelado todo o projeto da Gazprom para o Ramo Sul. Anunciou que buscaria um acordo com a Turquia, para entregar gás russo na fronteira da Grécia. E que se a UE quisesse gás, ficasse à vontade para financiar ela mesma a construção dos seus próprios gasodutos. Estava desmascarado o blefe da UE. O gás entregue à porta dos europeus ia-se tornando, fantasia dia a dia mais distante.

As sanções da União Europeia contra a Rússia também saíram pela culatra, quando a Rússia retaliou com proibição de alimentos importados, o que empurrou a Rússia de volta à busca da autossuficiência alimentar. E bilhões de contratos ou exportações de empresas alemãs como a Siemens, ou francesas como a Total caíram repentinamente no limbo. A empresa Boeing viu sumirem grandes negócios, quando a Rússia cancelou encomendas importantes. E a Rússia anunciou que passava a recorrer a fornecedores nacionais produtores de componentes críticos para a Defesa.

Na sequência, a Rússia tornou-se membro ‘asiático’ chave do excepcionalmente bem-sucedido novo Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (BAII). Esse BAII é iniciativa dos chineses, concebida para financiar seu ambicioso Cinturão Econômico da Nova Rota da Seda, a gigantesca rede de trens de alta velocidade que atravessará a Eurásia até a União Europeia.

Em vez de isolar a Rússia, a política de Washington saiu-lhe espantosamente errada quando, apesar da mais furiosa pressão dos EUA, importantes aliados (Grã-Bretanha, Alemanha, França e Coreia do Sul) correram, todos, a unir-se ao novo BAII.

Além disso, em reunião que tiveram em maio, em Moscou, o presidente da China Xi Jinping e Vladimir Putin anunciaram que a infraestrutura da Rota da Seda chinesa será completamente integrada com a União Econômica Eurasiana, da Rússia – o que acrescenta notável impulso ao avanço russo na Eurásia e daí até a China, na região onde vive a maior parte da população mundial.

Em resumo, no momento em que John Kerry recebeu ordens para engolir em seco e voar até Sochi, chapéu na mão, para oferecer algum tipo de cachimbo da paz a Putin, a elite governante dos EUA, os oligarcas norte-americanos, começavam a cair na real.

Falcões hiper agressivos como a neoliberal Victoria “F*da-se a União Europeia” Nuland do Departamento de Estado, e o Secretário da Defesa Ash Carter, estavam querendo inventar uma estrutura mundial alternativa, brotada da cabeça deles e dos interesses que se escondem por trás das cabeças deles, que estava pondo sob ameaça existencial todo o sistema-dólar pós-Bretton Woods dominado por Washington. Epa!

Como se não bastasse, ao forçar seus “aliados” europeus a entrar na linha anti-Putin dos EUA – com grave prejuízo para os interesses políticos e econômicos da União Europeia, além do prejuízo a que se exporiam os países europeus que não se integrassem ao boom dos investimentos chineses –, os neoliberais de Washington haviam conseguido acelerar também um provável ‘racha’ entre Washington e Alemanha, França e outras potências da Europa Continental.

Por fim, todo o mundo, inclusive anti-Atlanticistas ocidentais, passaram a ver Putin como símbolo da resistência à dominação pelos EUA. Essa percepção já emergira quando da acolhida que a Rússia deu a Snowden, mas firmou-se depois das sanções e bloqueios. Vale lembrar que esse tipo de percepção tem importante papel psicológico na luta geopolítica – a presença de um símbolo dessa natureza abre novas vias até aqui nunca imaginadas na luta contra a hegemonia.

Por tudo isso, Kerry foi claramente mandado a Sochi para farejar pontos fracos para um renovado futuro ataque. Disse aos bandidos lunáticos que os EUA apoiam em Kiev que se acalmassem e respeitassem os acordos de cessar-fogo de Minsk.

A ordem foi um choque para os doidos de Kiev. “Yats”, Arseniy Yatsenyuk, o primeiro-ministro que la Nuland pôs no cargo em Kiev, disse à TV francesa que “Sochi definitivamente não é o melhor resort nem o melhor local para bater um papo com presidente russo e ministro russo de Relações Exteriores”.

Nesse quadro, a única coisa clara é que Washington parece ter afinal percebido a estupidez que foram suas provocações contra a Rússia, na Ucrânia e globalmente. O que virá na sequência, ainda ninguém sabe. O que se sabe é que o governo Obama recebeu ordens das mais altas instituições dos EUA para mudar completa e absolutamente sua atuação. Nenhuma outra coisa explica a mudança. Se a sanidade conseguirá substituir a insanidade neoliberal fascista na política externa dos EUA, ainda não se sabe.

O que já está claro é que Rússia e China estão absolutamente decididas a não se porem à mercê de uma UP (“única potência”) alucinada e imprevisível. A patética tentativa de Kerry, buscando um segundo “reset” na política dos EUA para a Rússia em Sochi, nesse ponto dos acontecimentos, pouco ajudará Washington. A oligarquia dos EUA, como Shakespeare diz pela boca do seu Hamlet, está sendo “explodida com a própria bomba”, é o bombardeador que se deixa autoexplodir com a própria bomba.

EUA derruba aviões do Iraque que atacavam posições do Exercito Islâmico


A chamada coligação internacional anti-EIIL liderada por os EUA, atacaram um modelo de aeronave de combate da Força Aérea Sukhoi no Iraque, durante a realização de uma operação antiterrorista na cidade de Al-Ramadi, capital da província de Al-Anbar.

A agência de notícias Almaalomah, citando testemunhas, informou que dois aviões de guerra bombardeavam posições do grupo terrorista EIIL e que matou 35 terroristas ele e causou grandes danos ao seu equipamento.

Uma aeronave da coalizão liderada pelos Estados Unidos apareceu e atacou um dos aviões iraquiano fazendo com que o dispositivo explodisse no céu.

As autoridades iraquianas ainda não emitiu qualquer comentário sobre o incidente, que ocorreu no deserto de Huran, no entanto, fontes dizem que a agressão cometida pela coalizão estrangeira foi intencional.

Este não é um acontecimento isolado. Em várias ocasiões, o Iraque postou fotos e gravações, segundo a qual as tropas estrangeiras em vez de atacarem os terroristas direcionam seus ataques contra o exército iraquiano e, em seguida, afirmam que foi um erro.

Em quatro de março, aviões de combate d da coalizão anti-EIIL bombardeou uma posição voluntária de forças iraquianas perto da capital, Bagdá.

De acordo com uma testemunha local, dois membros do grupo de voluntários que lutam lado a lado com as forças armadas iraquianas para livrar o país de terroristas takfiríes, morreram em consequência dos ferimentos graves sofridos durante o ataque.


Fontes confiáveis ​​dizem que nos últimos meses, os aviões de combate da coalizão nunca bombardearam as províncias de Daesh e Salah al-Din (centro) e Al-Anbar, mas liberaram grandes quantidades de armas e munições para os elementos EIIL em áreas de conflito.

Almaalomah acrescentou que alguns partidos políticos iraquianos pediram ao governo que interrompa a sua colaboração militar com os EUA e que recorra à Rússia ou outros países para os fornecimentos de armas de que necessita para lutar contra os terroristas.

O premir iraquiano Haidar al-Abadi (à esquerda) durante sua reunião com o presidente russo, Vladimir Putin, em Moscou, capital da Rússia. 21 de maio de 2015

Em oito de agosto, os EUA e seus aliados lançaram ataques aéreos no Iraque e no final do mês de Setembro, estenderam para a Síria.

No entanto, até agora não houve nenhum resultado tangíveis e apenas o bombardeio da coalizão têm contribuído para a destruição de infraestruturas vitais na Síria e no Iraque, independentemente do número de vítimas civis.

Ele acrescentou que os 24 participantes nesta coalizão, junto com os países das Nações Unidas (ONU) pretende realizar uma reunião em junho para tratar sobre os últimos desenvolvimentos na Síria e no Iraque.

Sobre o Iraque, os membros da coalizão irão abordar, entre outras questões, a queda da cidade de Al-Ramadi agora sobre controle dos terroristas e a formação de um "governo mais abrangente", através do qual segundo varias autoridades iraquianas, os americanos buscam dividir o Iraque.

Enquanto isso, o Congresso dos Estados Unidos apresentou um plano para fornecer armas e dinheiro diretamente para as comunidades sunitas e curdas no Iraque sem consultar o governo central em Bagdá.

O governo iraquiano se opôs à iniciativa de fornecer assistência militar direta às forças sunitas e curdas Peshmerga e tribos sunitas a parti da Lei de Defesa Nacional de 2006, pois trata essas comunidades como “dois estados” será um incentivo a mais divisões e incentiva regionalismo em território Iraque.

O governo iraquiano denunciou o plano porque ele afeta a soberania e "uma flagrante interferência nos assuntos internos".

Analistas políticos questionam os objetivos de Washington nesta nova luta contra o terrorismo no Oriente Médio, e nos lembram de que grupos extremistas como o EIIL nascido com a ajuda financeira de países como o próprio Estados Unidos, Turquia, Arábia Saudita e Qatar.

Hispan TV - Tradução: Valter Xéu

Rússia e Egito perto de fechar maior encomenda de caças MiG-29 desde a URSS


A Rússia concordou em entregar 46 caças MiG-29 para o Egito e deve assinar em breve um acordo no valor de aproximadamente US$ 2 bilhões, o que pode representar a maior encomenda do país desde o fim da União Soviética, segundo relata o diário de negócios Vedomosti, citando uma fonte próxima à indústria da aviação.

A Rússia concordou em fechar um contrato com o Egito para entregar 46 caças de superioridade aérea Mikoyan MiG-29 ("Fulcrum", na denominação da OTAN). Segundo a fonte do jornal, conversações entre as duas partes sobre o fornecimento dos aviões têm sido realizadas há bastante tempo.

Em fevereiro, Sergei Korotkov, diretor executivo da Corporação de Aeronaves Russas MiG, disse que sua companhia estava pronta para fornecer jatos MiG-35 para o Egito. O modelo, sucessor do MiG-29M/M2 e do MiG-29K/KUB, é o caça de última geração da Rússia.

De acordo com o Balanço Militar, avaliação anual feita pelo Instituto Internacional para Estudos Estratégicos a respeito das capacidades militares e economias de defesa de 171 países, o Egito conta atualmente com os caças norte-americanos F-16, os jatos franceses Mirage 2000 e os russos MiG-21, bem como com os chineses J-7, que são versões do MiG-21 produzidos sob licença pela China.

Desde que a Irmandade Muçulmana foi retirada do poder no Egito em 2013, os EUA suspenderam sua ajuda militar ao país. A partir de então, Cairo tem procurado novos parceiros para adquirir equipamentos militares.

Agora, é provável que os MiG-29 da Rússia substituíam em breve a frota envelhecida dos MiG-21 e dos chineses J-7. O contrato seria a maior encomenda das aeronaves MiG-29 desde a queda da União Soviética.

Em fevereiro de 2014, o presidente russo Vladimir Putin se reuniu com a liderança egípcia. Após o encontro, diversos meios de comunicação informaram que a Rússia e o Egito haviam rubricado um contrato importante que pressupunha a entrega de produtos russos de alta tecnologia militar, incluindo os caças MiG-29. Recentemente, os dois países têm reforçado a sua cooperação técnico-militar. Em março, a Rússia começou a enviar sistemas de defesa S-300VM "Antey-2500" para o Egito, conforme encomendado por Cairo em 2014.

Sputniknews