sábado, 30 de abril de 2011

Filha de Kadafi fala sobre os ataques da Otan à Líbia



Aisha Kadafi, advogada que integrou defesa de Saddam Hussein, defensora das causas justas em diversos países, fala sobre os covardes ataques da coalizão de países imperialistas ocidentais à Líbia

Aisha Kadafi, filha do líder Muamar Kadafi, é uma das mais respeitadas advogadas em todo o mundo. Ela criou uma organização internacional que presta ajuda humanitária, através da defesa em tribunais internacionais, a pessoas e povos que tem seus direitos violados. Nessa luta ela foi uma das defensoras de Saddam Hussein, ex-presidente iraquiano covardemente enforcado pelos fantoches do imperialismo norte-americano no Iraque ocupado.
Em entrevista ao jornalista David D. Kirkpatrick, em Trípoli, Aisha Kadafi, 36 anos, falou sobre temas importantes da atualidade:

Rebeldes - Ela qualificou os rebeldes de "terroristas", mas sugeriu que alguns ex-funcionários de Kadafi, que agora estão no Conselho de Governadores da oposição ainda "mantém contato conosco”. Ela fez um apelo em favor do diálogo e falou sobre as reformas democráticas. Mas afirmou que os rebeldes não estão à altura de fazer tais negociações por causa de seu uso da violência. Atacou o presidente Barack Obama e a secretária de Estado Hillary Rodham Clinton e, em determinado momento, desmistificou a ideia básica da democracia eleitoral, que só beneficiam uma minoria de malandros que dominam os partidos políticos e controlam as instâncias de poder em benefício próprio. Aisha citou o exemplo líbio, a Terceira Teoria Universal, o Livro Verde de Muamar Kadafi, que prega a democracia direta, onde o povo exerce a verdadeira democracia nos Congressos e Comitês Populares, sem intermediários, sem políticos profissionais.
“Os rebeldes foram criados pelos países ocidentais interessados em roubar petróleo da Líbia. São financiados pelos governos da França, Estados Unidos e Inglaterra, através das empresas de petróleo e da CIA. Eles não tem nenhum apoio popular, apenas o apoio da imprensa ocidental”.

Decepção – Aisha se disse decepcionada com a reação de governantes que até ontem se diziam amigos da Líbia e hoje participam da aventura militar de agressão ao seu país, que está assassinando centenas de civis indefesos. Às vezes, ela ria de seu destino, lembrando de como as Nações Unidas, que já "implorou" a ela para que fosse uma de suas enviadas da paz, agora a colocou no Tribunal Penal Internacional. Sua equipe apresentou uma biografia ilustrada intitulada "Princesa da Paz".
Ela disse que sua experiência como voluntária na equipe de defesa de Saddam ofereceu paralelos relevantes. "A oposição do Iraque disse ao Ocidente que quando chegassem ao Iraque seriam recebidos com rosas", disse ela. "Quase 10 anos depois, eles estão recebendo os norte-americanos com balas e, acredite, a situação na Líbia vai ser muito pior. Hoje em dia todo o petróleo do Iraque é roubado pelo governo dos Estados Unidos da América”.
Sobre Obama e Hillary Clinton, ela disse que ambos são decepções mundiais. Quanto a Obama "que recebeu o voto de protesto do povo norte-americano, não conseguiu nada até agora, não cumpriu suas promessas de campanha", e riu ao perguntar a Hillary Clinton: "Por que você não deixou a Casa Branca quando descobriu a infidelidade de seu marido?"

Diálogo - Ela descartou qualquer diálogo com os rebeldes da Líbia, que estão sendo derrotados em todas as frentes de combate e fugindo para a Tunísia, Egito e mar Mediterrâneo. Não passam de "terroristas" e mercenários que "estão lutando apenas por lutar”.
Aisha disse que a Líbia não tem medo das potências envolvidas em mais esta agressão ao seu país, porque “o povo líbio está unido e disposto a combater por sua liberdade a qualquer preço, inclusive da própria vida”.

Democracia - Ela também ridicularizou as ideias básicas da democracia ocidental como prestação de contas e responsabilidade pública em uma eleição dita democrática. "Deixe-me dizer algo sobre as eleições ocidentais que eles dizem ser um sistema democrático de governo. Em uma eleição onde um candidato ganhou com 50% dos votos e outro perdeu com 48%, ela perguntou: "Vocês chamam isso de democracia? Apenas este voto? O que acontece com os 48% que disseram ‘não’? Hoje na França os institutos de pesquisas mostram que Sarkozy será derrotado na próxima eleição, porque conta com o apoio de apenas 28% da população. Como é que um governante que conta com apenas 28% da população pode decretar guerras, invadir um país pacífico, e não sofrer represálias? É ridículo!”
Ela reclamou da "traição" dos governantes árabes pró-ocidentais, cuja causa seu pai havia apoiado e os aliados ocidentais a quem ele entregou as suas armas de destruição em massa. "É essa a recompensa que nós temos?", perguntou ela. "Isso levaria cada país que tem armas de destruição em massa a mantê-las ou fazer mais delas para que não tenham o mesmo destino da Líbia".

Imigrantes – Com esta guerra de agressão milhares de imigrantes ilegais provenientes da África estão invadindo a Europa; os radicais islâmicos estabeleceriam uma base na costa do Mediterrâneo e as tribos líbias usam suas armas umas contra as outras.
Citando relatórios da inteligência líbia, ela afirmou que os rebeldes venderam armas para a Al Qaeda para aplacar a fome. "Na Tunísia o caos está instalado. Delegacias de polícia não funcionam, o comércio é saqueado, o crime prospera. É isso que os imperialistas desejam criar nos países árabes e africanos: dividir para dominar”.
"Até o momento, dezenas de barcos superlotados de imigrantes africanos naufragaram no mar Mediterrâneo, milhares estão morrendo longe das câmeras de televisão do Ocidente. Estes crimes também devem ser contabilizados para a ONU, Otan e a coalização de países agressores".

quinta-feira, 21 de abril de 2011






Mais de 30 mil trabalhadores chineses foram evacuados da Líbia, o maior fornecedor de petróleo da China. A guerra é global.


O presidente Barack Obama já assegurou o seu lugar na História. É o primeiro presidente negro da América a invadir a África. O ataque à Líbia é chefiado pelo Comando África dos EUA (US Africa Command), instituído em 2007 para assegurar os lucrativos recursos naturais do continente, roubando-os às populações empobrecidas e à influência comercial da China, em crescimento rápido. A Líbia, juntamente com Angola e a Nigéria, é a principal fonte de petróleo da China. Enquanto os aviões americanos, britânicos e franceses vão incinerando líbios 'maus' e 'bons', assiste-se à evacuação de 30 mil trabalhadores chineses, provavelmente de forma permanente. As afirmações de entidades ocidentais e dos meios de comunicação de que 'um coronel Kadafi criminoso e enlouquecido' está a planejar o 'genocídio' contra o seu próprio povo, continuam a carecer de provas. Isto faz recordar as afirmações fraudulentas que exigiram a 'intervenção humanitária' no Kosovo, o desmembramento final da Iugoslávia e a instalação da maior base militar americana na Europa.
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Os pormenores também são conhecidos. Segundo se diz, os 'rebeldes pró-democracia' líbios são comandados pelo coronel Khalifa Haftar que, segundo um estudo da Fundação Jamestown americana, montou o Exército Nacional Líbio em 1988 "com forte apoio da CIA". Nos últimos 20 anos, o coronel Haftar tem vivido não muito longe de Langley, Virginia, o lar da CIA, que também lhe fornece um campo de treino. Os mujaedines, que deram origem à al-Qaida, e o Congresso Nacional Iraquiano, que forjaram as mentiras de Bush/Blair sobre o Iraque, foram patrocinados por Langley, da mesma forma aceite por toda a gente.
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Os outros líderes 'rebeldes' incluem Mustafa Abdul Jalil, ministro da Justiça de Kadafi até fevereiro, e o general Abdel-Fatá Iunes, que chefiou o ministério do Interior de Kadafi: ambos com estrondosas reputações de repressão brutal de dissidentes. Há uma guerra civil e tribal na Líbia, que inclui a rejeição popular contra a atuação de Kadafi em relação aos direitos humanos. Mas o que é intolerável para o ocidente não é a natureza do seu regime, é a independência da Líbia, numa região de vassalos; e esta hostilidade pouco mudou em 42 anos, desde que Kadafi derrubou o rei feudal Idris, um dos tiranos mais odiosos apoiados pelo ocidente. Kadafi, com os seus modos beduínos, hiperbólicos e bizarros, há muito que personaliza o 'lobo feroz' ideal (Daily Mirror), exigindo agora que os heróicos pilotos americanos, franceses e britânicos bombardeiem áreas urbanas em Tripoli, incluindo uma maternidade e um centro de cardiologia. O último bombardeio americano em 1986 conseguiu matar a sua filha adotiva.
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Nada disto nos deve surpreender. A história exibe o tipo de maquinação revelado por dois diplomatas seniores nas Nações Unidas, que falaram ao Asia Times. Quando pretenderam saber porque é que as Nações Unidas nunca ordenaram uma missão de avaliação dos fatos à Líbia, em vez de um ataque, disseram-lhes que já muita coisa tinha sido feita entre a Casa Branca e a Arábia Saudita. Uma 'coligação' dos EUA iria 'eliminar' o recalcitrante Kadafi se os sauditas abafassem o levantamento popular no Barein. Este último já foi concretizado e o sangrento rei do Barein vai ser um dos convidados às bodas reais em Londres.
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A personificação desta reação é David Cameron [NT] , cuja única verdadeira tarefa tem sido como homem de relações públicas de Michael Green, o oportunista da indústria da televisão. Cameron esteve no Golfo a vender armas aos tiranos inventados pelos britânicos quando a população se levantou contra Abdulá Salé do Iêmen; a 18 de março, o regime de Salé assassinou 52 manifestantes. Cameron não disse nada de jeito. O Iêmen é 'um dos nossos', conforme o Foreign Office britânico gosta de dizer. Em fevereiro, Cameron desmascarou-se num ataque ao que ele chamou de 'estado de multi-culturalismo' – um código para muçulmanos. Disse, "Precisamos de muito menos tolerância do que nos últimos anos!" Foi aplaudido por Marine Le Pen, líder da Frente Nacional fascista de França. "É exatamente este tipo de declarações que nos isolou da vida pública durante 30 anos", disse ela ao Financial Times. "Só posso felicitá-lo".
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Num dos seus momentos mais exploradores, o império britânico produziu Davids Camerons aos montes. Contrariamente a muitos dos 'civilizadores' vitorianos, os atuais guerreiros sedentários de Westminster – através de William Hague [NT] , Liam Fox [NT] e do traidor Nick Clegg [NT] – nunca foram atingidos pelo sofrimento e banho de sangue que, à custa das diferenças culturais, são as consequências dos seus discursos e acções. Com o seu ar mais ou menos informal, sempre altivos, são uns covbardes no estrangeiro, visto que ficam sempre em casa. As suas prendas são a guerra e o racismo e a destruição da democracia social duramente conquistada do Reino Unido. Lembrem-se disso quando forem para a rua às centenas de milhares, conforme é vosso dever.
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Trechos de um artigo revelador de John Pilger

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Rússia condena ataques terroristas da OTAN na Líbia


Os covardes ataques terroristas promovidos pela OTAN (NATO) na maioria das cidades líbias, com a cumplicidade da ONU, foram duramente criticados pelo chanceler da Rússia, Sergei Lavrov. Ele disse que os bombardeios aéreos da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) fazem com que os rebeldes se recusem a iniciar uma negociação com o governo da Líbia.
Ele criticou ainda as últimas medidas anunciadas pelas potências ocidentais, ao afirmar que a resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU, que aprovou a zona de exclusão aérea sobre a Líbia e o uso de medidas para proteger os civis, "nunca incluiu ações para derrubar o regime".
O envio de soldados britânicos ao país também foi criticado ontem (19) pelo vice-chanceler da Líbia, Khaled Kayim, que acusou as potências de estarem extrapolando a resolução da ONU --que autoriza o uso da força só para proteção de civis.
O almirante Giampaolo Di Paola, presidente do comitê militar da Otan, admitiu ontem que os bombardeios aéreos não são suficientes para acabar com o arsenal a estabilidade do país -embora tenham causado "um dano altamente significativo".
Apesar da resistência em relação a uma invasão em larga escala, a União Europeia propôs ontem o envio de uma força militar de até mil homens para proteger ações humanitárias na cidade. A ação implicaria em combates diretos contra forças do governo líbio,revelando ao mundo a verdadeira intenção dos governos da França,EUA e Inglaterra: derramar sangue líbio para roubar petróleo.
Um dos mais entusiastas dessas propostas criminosas é o presidente francês Nicolas Sarkozy. Com a popularidade em baixa (ele conta com aprovação de apenas 28% do povo francês), vendo seu partido somar derrotas atrás de derrotas, denunciado por ter sua campanha eleitoral financiada por Kadafi, e coma ameaça da população impedir o funcionamento das atuais usinas nucleares francesas, responsáveis por 75% da energia consumida no país, a França necessita urgentemente de gás e petróleo, ainda que tenha que invadir um país para roubar suas riquezas naturais.
Esta guerra mostrou ao mundo que a ONU não passa de um bando de governantes fantoches e criminosos a serviços da bandidagem e da exploração, do saque e da pilhagem. Os presidentes dos EUA e França, e o primeiro ministro da Inglaterra, não passam de terroristas promovendo guerras para assaltar as riquezas naturais dos pequenos povos e nações. Não há mais diferença entre um presidiário, assaltante a mão armada, de qualquer cadeia ou presídio, e esses nobres mandatários financiados pela indústria bélica mundial.

domingo, 17 de abril de 2011

Países ocidentais querem aplicar calote de US$ 70 bilhões na Líbia


Além do banco central fantoche criado pelos grupos rebeldes do leste da Líbia para receber dinheiro de países ocidentais, e tentar dar alguma formalidade ao roubo do dinheiro e reservas do povo líbio, o que está em jogo nesta guerra de agressão – também – é o calote de US$ 70 bilhões. Esse dinheiro foi aplicado pelo governo e cidadãos líbios em bancos dos Estados Unidos, França, Inglaterra e Itália – justamente os países agressores. Com esta guerra criminosa e absurda, os bancos estrangeiros já anunciaram que os investidores vão perder o dinheiro aplicado, porque existem sanções internacionais neste sentido, determinadas pelos governos dos países agressores.
Em resumo, trata-se pura e simplesmente de um assalto ao dinheiro do povo líbio, roubo puro e simples, assalto à mão armada.
Os militares da OTAN (NATO) estão bombardeando todas as cidades líbias para que os bancos e governos estrangeiros roubem o dinheiro do povo líbio, com o aval e a cumplicidade da ONU. É ou não é o mais puro banditismo travestido de diplomacia?

Ações do TPI a serviço de criminosos
O Tribunal Pe¬¬nal Internacional (TPI) vem novamente a público mostrar sua ineficácia e submissão criminosa aos interesses do imperialismo e do sionismo. O governo dos EUA não aceita se submeter às regras de uma esfera que, ao mesmo tempo, está vinculada ao Con¬¬selho de Segurança da ONU, on¬¬de a influência norte-americana é decisiva, e utiliza esse órgão apenas nos casos que lhe satisfaz.
Enquanto Israel continuar impune na ONU e na TPI, qualquer decisão desses órgãos não tem nenhuma validade ou credibilidade. O estado artificial de Israel bombardeia e mata palestinos civis indefesos – homens, mulheres, velhos e crianças – desde a sua fundação. Transformado em depósito de armas dos EUA, aliado fiel, Israel recebe como compensação impunidade total em todos os órgãos internacionais.
Os aviões da OTAN (NATO) deveriam estar bombardeando Israel que tem um governo criminoso e terrorista, e não a Líbia, cujo governo garantiu conquistas importantes na melhoria da qualidade de vida do povo.
Diante do fracasso total da ONU e TPI, cabe aos cidadãos de bem em todo o mundo boicotar totalmente os produtos dos EUA, Israel, França, Inglaterra e França, como forma de dar um basta à política criminosa e terrorista que seus governos praticam em diversos países para saquear as riquezas naturais dos pequenos povos e nações.

Bombardeios diários e guerra de propaganda contra a Líbia


Diante do fracasso dos bombardeios aéreos diários contra a população líbia, a OTAN (NATO) e seus parceiros criminosos, os governos dos Estados Unidos da América, Inglaterra e França, recorrem a guerra de propaganda, utilizando “denúncias” de ONGs como a HRW, segundo a qual seguidores do líder Muamar Kadafi estariam utilizando bombas de fragmentação cacho ou cluster bombs, em inglês, nos bombardeios de quinta-feira em Misrata contra um bairro residencial.
Trata-se de mais uma entre as milhares de mentiras disseminadas pelo Pentágono e OTAN para tentar justificar os criminosos bombardeios de cidades líbias por militares de países ocidentais que formam a coalizão. Como é possível proteger uma pequena parte da população líbia, na cidade de Benghazi (chamados de revoltosos pelos ocidentais, financiados pela CIA e Al Qaeda) bombardeando todas as cidades líbias? É algo tão idiota que só cabe na cabeça dos proprietários de meios de comunicação ocidentais, cujos veículos de comunicação são meros vendedores de mentiras fabricadas no Pentágono, a chamada “mídia de capacete” ou mídia mercenária.
"É terrível que a Líbia use esse tipo de armas, especialmente em uma zona residencial. Elas representam um risco enorme para os civis tanto durante os ataques quanto depois, porque liberam fragmentos que pode explodir posteriormente", indicou Steve Goose, diretor da divisão da HRW dedicada ao armamento.
Um porta-voz do governo líbio, porém, negou o uso das bombas. "Nós jamais usaríamos esse tipo de armas contra o povo. Além disso, o mundo está assistindo, não poderíamos fazer isso", disse Musa Ibrahim.
O uso das bombas de fragmentação foi proibido em dezembro de 2008, quando foi assinada a Convenção sobre Armas de Fragmentação na Noruega, devido às preocupações com segurança dos civis que entram em contato com as partes menores dos explosivos. Quando lançados, tais dispositivos liberam explosivos menores que podem permanecer intactos e ser detonados posteriormente ao mínimo contato.
Segundo Musa Ibrahim, as bombas encontradas em Misrata foram plantadas no local pela CIA como parte da guerra de propaganda diária contra o povo líbio.
O jornal americano The New York Times também afirma que as tropas de Kadafi tem usado esse tipo de munição, o que "acrescenta urgência nos argumentos do Reino Unido e da França de que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) precisa ampliar o número de ataques contra o ditador, para cumprir o mandato das Nações Unidas de proteger os civis".
Misrata, localizada a leste da capital Trípoli, é a única cidade na região oeste da Líbia sob poder dos grupos mercenários separatistas.
No dia 6 de janeiro de 2009 aviões israelenses bombardearam uma escola da ONU em Jabalia, em Gaza, na Palestina ocupada. Diversos vídeos na internet mostram que Israel usou bombas de fragmentação para matar mais de 80 crianças palestinas, queimadas vivas pelo fósforo branco das bombas proibidas pela Convenção de Genebra. Mas nenhuma ação da ONU penalizou Israel. A mídia, incluindo o The New York Times, não se manifestou, seguindo a doutrina Bush (hoje seguida por Obama) de transformar a ONU e a OTAN (NATO) em capachos e cúmplices do imperialismo e do sionismo judaico terroristas.
Apesar dos ataques e bombardeios sistemáticos das forças ocidentais de coalizão o povo líbio prossegue unido sob a liderança de Muamar Kadafi, um dirigente que dividiu de forma socialista as riquezas entre a população, e instaurou a Democracia Direta, o governo das Massas, dos Comitês e Congressos Populares. Por isso não há força capaz de deter o povo árabe líbio em sua luta para reunificar o país e expulsar os invasores.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Ataque da coalizão à Líbia já expulsou 500 mil pessoas e afeta a etnia Baber no oeste do país


Os criminosos ataques à Líbia, que começaram em meados de fevereiro deste ano, já expulsou cerca de 500 mil pessoas do país. Segundo a agência da ONU para refugiados, os novos deslocamentos envolvem 500 líbios da etnia Berber, que deixaram suas casas nas montanhas localizadas no oeste do país e buscaram refúgio na região de Dehiba, no sudeste da Tunísia.
“Eles nos disseram que os combates por grupos financiados pela CIA nas cidades do oeste, a falta de medicamentos e a escassez de comida forçaram a saída deles da região”, disse hoje em Genebra o porta-voz do ACNUR, Andrej Mahecic.
O porta-voz lembrou que Dehiba está localizada a cerca de 200 quilômetros ao sul de Ras Adjir, a fronteira por onde dezenas de milhares de pessoas entraram na Tunísia fugindo da Líbia desde o início dos conflitos no país, em meados de fevereiro deste ano.
Segundo Mahecic, as pessoas que chegam têm recursos limitados e “necessidades humanitárias significativas”. Todos estão sendo acomodados pelas autoridades locais em uma quadra esportiva esportivo na cidade de Remada, 45 quilômetros além da fronteira, onde o ACNUR estabaleceu um campo com 130 tendas.
“Eletricidade e água foram conectadas e outros serviços estão sendo estabelecidos. O ACNUR trabalha com uma organização local – Al Taáwon – e o Vermelho Crescente da Tunísia”, explicou o porta-voz.
A comunidade de Remada tem oferecido uma assistência considerável, disponibilizando suas casas para milhares de famílias líbias. Hotéis econômicos em Dehiba e na cidade e na vizinha Tataouine também estão sendo usados para abrigar famílias. Uma escola perto do campo em Remada se ofereceu para receber os estudantes líbios.
Mahecic disse também que pessoas cruzando a fronteira Líbia/Egito têm dado às equipe dos ACNUR mais detalhes sobre os deslocamentos no leste do país, entre as cidades de Ajdabiya e Tobruk. “Milhares de famílias deslocadas nas cidades de Benghazi e Tobruk estão sendo abrigadas por residentes, enquanto outras estão refugiadas em escolas e prédios vazios. As pessoas têm medo de serem pegas pelo conflito em Ajdabya, caso as forças do governo vençam a disputa”, disse Mahecic.
O porta-voz lembrou que pessoas continuam fugindo da Líbia pelo mar em direção à Itália e a Malta. Na manhã de hoje, as forças armadas maltesas ajudaram um barco dom 116 pessoas, incluindo uma mulher já morta. Desde o dia 26 de março, mais de 1.100 pessoas chegaram a Malta em cinco barcos vindos da Líbia. Na Itália, três barcos com 1.008 pessoas chegaram à Ilha de Lampedusa durante o último final de semana. A maioria dos passageiros é formada por somalis e nigerianos. Desde 26 de março, 3.358 pessoas chegaram ao território italiano vindos da Líbia.
Entre as cerca de 500 mil pessoas que já deixaram a Líbia, aproximadamente 200 mil foram para o Egito, 236 mil foram para a Tunísia, mais de 36 mil cruzaram a fronteira com Níger, 14 mil chegaram à Algéria, 6.200 foram para o Chade e outros 2.800 chegaram ao Sudão.
No último domingo, cerca de 3.900 pessoas cruzaram o posto fronteiriço de Sallum, no Egito – entre elas 3 mil líbios. “Isto representa o dobro da média de líbios que têm cruzado aquela fronteira diariamente nas últimas semanas”, afirmou o porta-voz do ACNUR.
Dezenas de barcos levando refugiados para a Europa naufragaram, causando mortes de milhares de pessoas, que não são computadas nas estatísticas oficiais. Guardas das marinhas italiana e francesa tem atacado a tiros algumas embarcações para evitar que os refugiados desembarquem na Europa.
Com todos esses crimes causas dos pela sede de petróleo dos governos dos EUA, França e Inglaterra, totalmente impunes, a opinião pública mundial chega à conclusão que essa ONU não passa de uma grande farsa a serviço dos poderosos, e que o mundo é na verdade governado pelas grandes potências terroristas e imperialistas.
Quem vai se responsabilizar pelas mortes e expatriação de milhares e milhares de civis indefesos? A ONU e a OTAN são covis de bandidos a serviço do roubo das riquezas naturais dos pequenos povos e nações? Tudo indica que sim.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Rebeldes utilizam crianças-soldado no leste da Líbia




Na falta de rebeldes combatentes no leste da Líbia – a maioria está fugindo para o Egito e Europa, clandestinamente – os pequenos grupos de rebeldes criminosos estão arregimentando crianças para lutar contra as forças legais da Líbia. Centenas de crianças estão recebendo armamento pesado, instruções de uso, e são enviadas para as frentes de combate.Trata-se de um crime de lesa-humanidade, apoiado pelos governos que pateticamente chamam os rebeldes de “governo”.
Seria a maior comédia da atualidade (se não fosse trágico), onde Sarkozy, Obama e Brow fazem os papéis de palhaços, tentando enganar a opinião pública mundial para beneficiar a indústria bélica e petroleira, as maiores financiadoras de campanhas eleitorais em seus respectivos países.
Crianças armadas fazendo guerra para gerar lucros no Ocidente, é a nova face dessa guerra de agressão estúpida e injustificável.
A grande hipocrisia diplomática das Nações Unidas, que autorizou a formação de uma zona de exclusão na Líbia para apoiar os rebeldes está desmascarada. Os rebeldes – financiados pela CIA e apoiados pela Al Qaeda – estão batendo em retirada e atualmente subsistem apenas na mídia ocidental. Esses grupos paramilitares foram treinados e armados por potências estrangeiras interessadas em roubar petróleo da Líbia. E para atingir esse objetivo criminoso e terrorista – através da OTAN – bombardearam a população civil na maioria das cidades líbias. Afirmam que tentam criar a zona de exclusão para proteger a população. Esta mesma população que estão matando covardemente, com o aval da ONU?
Em 2000 a Assembleia Geral da ONU aprovou o Protocolo Opcional sobre a participação de crianças em conflitos armados e, em 2005, o Conselho de Segurança da mesma organização aprovou a Resolução 1612, para informar sobre violações aos direitos de menores em conflitos armados.
Em um discurso ao Conselho de Segurança, em abril de 2009, Ban ki-Moon, secretário-geral da ONU, pediu que fosse cumprida a lei internacional humanitária para a proteção de menores e de todos os civis. Ele destacou a necessidade de se imputar responsabilidade aos violadores: “Devemos enviar ao mundo a mensagem incondicional para que aqueles que cometam crimes atrozes contra crianças em situações de conflito sejam levados à justiça”.
Na estimativa da ong britânica Human Rights Watch, algo entre 200 mil e 300 mil crianças participam atualmente de guerras em 21 países em todo o mundo. Estão concentradas na África, onde lutam mais de 100 mil crianças, mas escapam a qualquer estereótipo.
Durante a 64ºAssembléia Geral das Nações Unidas o líder Muamar Kadafi afirmou que “Atualmente o Conselho de Segurança das Nações Unidas é um feudo de segurança, e da política, e dos membros permanentes, garantindo-lhes proteção, permitindo-lhes utilizá-lo contra nós. Por tudo isso não deve se chamar Conselho de Segurança, ma sim Conselho do Terror”. E justificou: “Desde a criação do Conselho de Segurança estalaram 65 guerras, todas elas contra os países do Terceiro Mundo. Muitos países pequenos foram cenário de conflitos armados ou vítimas de agressões das grandes potências. O Conselho de Segurança não evitou esses conflitos abdicando de suas funções segundo a própria Carta das Nações”. Ao finalizar seu discurso, Kadafi rasgou em público a Carta das Nações, demonstrando ao mundo que as Nações Unidas e o Conselho de Segurança não passam de marionetes dos poderosos em suas lutas contra os pequenos povos e nações.

Ato de apoio à Líbia reuniu lideranças em Curitiba





O Ato de Apoio e Solidariedade à Líbia realizado na última quarta-feira, dia 5 de abril, no auditório da Associação dos Auditores Fiscais do Ministério do Trabalho no Paraná, reuniu lideranças sociais e políticas que se revezaram nos discursos condenando os ataques da coalizão de países ocidentais à Líbia.
Dirigentes de partidos políticos (Partido Comunista, PC do B e Partido Pátria Livre) lembraram os sucessivos ataques dos norte-americanos ao Iraque, Afeganistão e Paquistão, com respaldo da ONU, e com objetivos meramente imperialistas. Lideranças de movimentos sociais falaram sobre as conquistas sociais econômicas do povo líbio sob a liderança de Muamar Kadafi.
Os manifestantes realizarão novas atividades nos próximos dias para protestar contra este sangrento ataque à população civil da Líbia organizado pelos governos dos Estados Unidos, França e Inglaterra.
Após os discursos foi exibida a entrevista com o Embaixador da Líbia no Brasil, Dr. Salem Zubeidy, ao jornal Contra-Corrente de Brasília.
A promoção foi da Associação dos Apoiadores do Livro Verde no Brasil e Federação das Mulheres do Paraná, com o apoio da Associação dos Amigos do Arquivo Manoel Jacinto Correa, Movimento Democracia Direta, Associação Cultural Sírio-Brasileira, Movimento pela Terceira República Espanhola, Sociedade Beneficente Árabe Brasileira do Paraná, UNEGRO/PARANÁ (União de Negros e Negras pela Igualdade), Instituto Brasileiro de Estudos Islâmicos – IBEI-PR, Federação Árabe Palestina do Brasil – FEPAL, CEBRAPAZ-PR

terça-feira, 5 de abril de 2011

Carta Aberta de Médicos Russos ao Presidente da Federação Russa



Bombas e foguetes atingiram prédios residenciais e caíram próximo ao hospital... no edifício do setor de maternidade para grávidas com doenças cardíacas uma parede ruiu e parte do telhado. Isso resultou em dez casos de perda dos bebês, os médicos lutando pela vida das mães.
Em fevereiro, a vida pacífica deste povo foi violada por gangues de jovens criminais, insanos e drogados - aqueles a quem os meios de comunicação ocidentais por alguma razão dizem estar em "demonstrações pacíficas". Estes estavam se utilizando de armas e atacaram delegacias policiais, departamentos governamentais, unidades militares - resultando em derramamento de sangue. Aqueles que os dirigem seguem um objetivo claro - criar o caos e estabelecer o controle sobre o petróleo líbio.
Afirmamos que o genocídio está desta forma sendo executado pelos EUA e seus aliados contra o povo líbio – assim como foi o caso na Iugoslávia, Afeganistão e Iraque. Crimes contra a humanidade, executados pelas forças da coalizão similares aos crimes cometidos pelos pais e avôs dos líderes atuais do Ocidente e seus capatazes em Hiroshima e Nagasaki no Japão, e em Dresden na Alemanha, outros lugares onde civis foram também massacrados a fim de se deter, de se esfacelar a vontade das pessoas em resistir…

a) Médicos Russos em Trípoli

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Movimentos Sociais manifestam-se contra guerra na Líbia com manifestação no Senado, Câmara e Itamaraty


Com uma vasta programação que incluiu a entrega de um documento com a posição dos movimentos sociais brasileiros sobre a revolta no Oriente Médio, a guerra na Líbia e pedindo a Paz no Oriente Médio, a CMS, Coordenação dos Movimentos Sociais, no Distrito Federal, a pedido de uma das entidades que a integra, o MDD, Movimento Democracia Direta, deliberou e com o apoio e a mobilização dos principais dirigentes das demais organizações populares que compõem sua direção, como representantes da CUT, CTB, CGTB, UNE, UBES, MST, CEBRAPAZ, CDR Cubana, dentre outras entidades posicionaram-se contra a guerra na Líbia, a intervenção dos EUA e da União Européia e pediram a imediata revogação da Resolução do conselho de Segurança da ONU de trata o assunto.

O documento foi entregue nesta quita feira, 31, na Comissão de Relações Exteriores do Senado Federal, na Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Deputados e no Gabinete do Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota.

O documento afirma que: “É com grande indignação que a Coordenação dos Movimentos Sociais, reunida no dia 28 de março, acompanha as conseqüências da resolução do Conselho de Segurança da ONU que, mesmo sem ser unânime, deflagrou uma agressão militar contra a Líbia. Sob cínicas declarações "humanitárias", os governos das grandes potências (EUA, França, Reino Unido, Itália, Espanha) - agora com a chancela da OTAN - bombardeiam esse país norte - africano de apenas seis milhões de habitantes”.

O documento afirma ainda mais adiante que : “A agressão imperialista intervém numa guerra civil, causa centenas de mortes entre a população e é, na verdade, uma nova guerra de rapina por petróleo e uma estratégia de contenção contra a luta que varreu os regimes ditatoriais sustentados pelos EUA e a OTAN nos vizinhos Egito e Tunísia. Os Movimentos Sociais do Brasil exigem o fim imediato dos bombardeios à Líbia, reafirma que a intervenção militar externa é inaceitável e atentatória à soberania nacional dos povos. É a descarada manutenção, pela força, dos interesses das potências imperialistas e suas multinacionais na região.

Mais adiante e finalizando, o documento diz: “Neste momento de profunda aflição, prestamos toda nossa solidariedade ao povo líbio, pois apenas a ele cabe a decisão sobre seu próprio destino.Dirigimo-nos ao Ministério das Relações Exteriores do Brasil e as representações do Senado e da Câmara Federal, para que expresse junto aos organismos internacionais e, em particular à Organização das Nações Unidas, a exigência dos Movimentos Sociais pelo imediato fim da intervenção militar da OTAN na Líbia, pela cessação imediata dos bombardeios, e pelo restabelecimento da paz naquela região”.

Após a entrega do documento e em todos os locais onde foi deixado os manifestantes fizeram questão de afirmar que podem ir ás ruas na próxima semana em manifestações de rua nas principais capitais do país.

Ao finalizar a reunião no Itamaraty o grupo de manifestantes dirigiu-se a casa do Embaixador da Líbia no Brasil, Salem Al Zubeid onde fizeram questão de manifestar pessoalmente seu apoio ás manifestações que acontecem em todo o mundo contra a guerra na Líbia e por uma solução pacífica sem intervenção das potencias imperialistas.

O Coordenador da CMS no DF e representante da CUT, Ismael Silva fez questão de manifestar sua indignação contra os bombardeios praticados pelos EUA e França que mataram centenas de civis em Trípoli nestes últimos dias.

Acilino Ribeiro, Coordenador Nacional do MDD e um dos principais dirigentes da CMS no DF, disse que os crimes praticados pelos EUA e a União Européia, através da OTAN, a qual chamou de Organização Terrorista do Atlântico Norte , serão julgados e condenados pela história, e que “ terroristas como Obama, Sarkozy, Cameron, Hillary Clinton e Robert Gates devem pegar prisão perpetua pelos hediondo crimes praticados, como o assassinato de crianças, jovens, idosos e mulheres, dentre milhares de civis os quais são os responsáveis”, concluio.

Paulo Vinicius, representante da CTB, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, reafirmou a unidade dos movimentos sociais pela necessidade de combater o imperialismo e levá-lo a derrota política em todo o mundo.

O representante do Comitê de Defesa da Revolução Cubana, Marcelo Melquiedes, reafirmou a posição dos movimentos sociais brasileiros em lutarem até as últimas conseqüências para conseguirem a Paz na região, buscando se necessário a articulação internacional para o fortalecimento da luta.

Iberê Lopez, Presidente do CEBRAPAZ, Centro Brasileiro pela Paz, afirmou que levará o assunto ao Conselho Mundial da Paz para intensificar suas ações, lembrando que a Presidente do órgão, Socorro Gome, já manifestou posição idêntica ao dos movimentos sociais brasileiros e que continuará lutando pela paz na líbia e demais países do Oriente Médio.

O embaixador da Líbia no Brasil, Salem Zubeib, agradeceu aos manifestantes afirmando que além do governo brasileiro a sociedade manifesta seu apoio a paz na Líbia e em toda a região como tradicionalmente tem sido de forma histórica. Afirmou que tais manifestações eleva a moral dos líbios que lutam contra o imperialismo e o sionismo, responsáveis pelo que hoje acontece em seu país.


Por KHARINNA CANAVARRO
Fontes : - INTERPRENSA – AGNOT – INTERPRESS – MIDIA LATINA

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Líbia: os rebeldes “jogam a toalha”


O dirigente rebelde Mustafa Abdel Jalil, nomeado pelos governos imperialistas dos EUA, França e Inglaterra “presidente do Conselho de Governo Interino” da Líbia, concedeu uma entrevista coletiva junto ao enviado do secretário-geral da ONU, o diplomata jordaniano Abdelilah al-Khatib, que se apresentou nesta sexta-feira em Benghazi após ter visitado Trípoli no dia anterior, e pediu, ingenuamente, que "As tropas de Kadafi devem abandonar suas posições ao redor das cidades sitiadas para que possamos decretar um cessar-fogo". Ora, a declaração é ridícula. Em primeiro lugar, os rebeldes não passam de grupos de mercenários armados e financiados pela CIA e pela Al Qaeda. Em segundo lugar, os rebeldes estão em fuga após promover massacres e atos terroristas em diversas cidades líbias. Dezenas de policiais líbios foram assassinados e tiveram os corpos incinerados em praça pública na cidade de Benghazi. Em nenhum momento foi cogitada qualquer possibilidade de vitória dos rebeldes na Líbia, a não ser nos veículos de comunicação do Ocidente.
Abdel Jalil também disse que para que se cumpra esse cessar-fogo o regime de Kadafi "deve permitir liberdade ao povo para que expresse seus pontos de vista". Outra frase ridícula. Ao recuperar a bandeira da monarquia líbia, os rebeldes desejam trocar o governo de Democracia Direta (Congressos e Comitês Populares) de hoje por uma monarquia corrupta do passado, nos moldes da Arábia Saudita, Emirados Árabes, Kuwait, Omã, Jordânia entre outros.
A possibilidade de um cessar-fogo foi discutida nesta sexta-feira entre os líderes rebeldes e o enviado especial da ONU, que previamente fez consultas parecidas com as autoridades do governo de Trípoli.
O enviado da ONU disse que, uma vez conhecidos os pontos de vista das duas partes, encaminhará suas conclusões para serem estudadas na sede das Nações Unidas em Nova York.
Al-Khatib afirmou que a possibilidade de conseguir um cessar-fogo era um dos três pontos das conversas que manteve tanto com representantes do regime, quanto com os dirigentes rebeldes.
Os outros dois eram a proteção dos civis e a necessidade de que as agências humanitárias possam entrar em todas as áreas do país a fim de cumprir sua missão.
Esse discurso retórico não passa de continuidade da política de mentiras enquanto continuam os ataques terroristas promovidos pela coalizão dos EUA, Inglaterra e França, através da OTAN, contra a população civil da Líbia. A opinião pública mundial tem certeza – apesar das mentiras diárias da imprensa controlada pelos EUA – que o objetivo desta guerra de agressão é dividir o país para roubar petróleo líbio, um ato criminoso, cópia fiel da covarde invasão do Iraque, que destruiu a infra-estrutura do país e permitiu que os EUA roubem diariamente toda a produção de petróleo iraquiano, enquanto a população daquele país sofre com falta de alimentos, luz, água e combustíveis. E isso a imprensa mercenária não mostra.
O “bombardeio humanitário” dos exércitos de EUA-anglo-franceses devem ser chamados pelo seu nome real e verdadeiro: ataques terroristas para roubar riquezas naturais do país agredido. Desde o início dos ataques os agressores desejavam estabelecer uma zona de exclusão para construir um governo paralelo, separando o leste do país, onde estão as maiores jazidas de petróleo. Mas apesar de todos os bombardeios e ataques terroristas, a coalizão não consegue estabelecer a tal zona de exclusão porque o país está unido sob a liderança de Muamar Kadafi, e todos os dias os partidários de Kadafi avançam deforma segura para eliminar os pequenos bolsões de rebeldes mercenários.
A Resolução nº 1.973 do Conselho de Segurança da ONU operou como cavalo de Tróia, e era esse seu objetivo inicial: permitiu que o consórcio EUA-anglo-francês – e a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) – se convertesse em força aérea da ONU usada para apoiar um levante armado. Esse ato criminoso não tem nada a ver com proteger civis, esse arranjo é absoluta e completamente ilegal em termos da legislação internacional. O objetivo final aí ocultado, que todos conhecem, mas que ninguém assume ou confessa, é mudar o governo na Líbia para permitir o roubo de petróleo.
A cada dia que passa os chamados “rebeldes” perdem espaço e são vistos em suas verdadeiras faces de terroristas mercenários a serviço do roubo e do massacre de uma população civil indefesa. A proposta apresentada de cessar-fogo é apenas mais uma artimanha de grupos derrotados, à espera da ajuda da CIA, anunciada por Barack Obama, o chefe da quadrilha de salteadores a serviço das empresas petrolíferas norte-americanas e européias.
Esta guerra contra a Líbia já foi perdida pelas potências estrangeiras, inclusive junto à opinião pública mundial, que não acredita na imprensa mercantilista a serviço do imperialismo norte-americano. Mas o pior de tudo no balanço das tragédias, além das perdas de vidas de centenas de civis inocentes líbios, é a criação de um precedente junto às Nações Unidas, segundo o qual nenhuma nação, nenhum povo deste planeta, está a salvo das garras criminosas das potências imperialistas, porque a ONU traiu e sempre trairá seu propósito de preservar a paz mundial.