
O Parlamento do Egito aprovou nesta segunda-feira por unânimidade um documento que considera Israel como inimigo número um dos egípcios.
O documento foi aprovado em votação dos deputados egípcios, referendando uma dura resolução da Comissão de Assuntos Árabes que solicita a “expulsão do embaixador de Israel no Egito e a retirada do embaixador egípcio de Tel Aviv”, como sinal de protesto pelos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza que assassinou mais de vinte palestinos civis indefesos.
“O Egito da Revolução nunca será amigo, sócio ou aliado da entidade sionista (judaísmo racista), que consideramos como inimigo número um do Egito e da Umma (comunidade islâmica)”, informa a resolução.
No mesmo sentido, convoca a Junta Militar que governa o país desde a caída do regime de Hosni Mubarak a “revisar todas as suas relações e convênios com o inimigo, que representa uma ameaça verdadeira para a segurança dos intereses nacionais egípcios”, ao mesmo tempo em que pede o corte da exportação de gás para o regime israelense.
Em 1979 o Egito se converteu no primeiro país árabe a assinar um tratado de paz com Israel, e se viu obrigado a aceitar um acordo para exportar gás aos israelenses, como uma das principais condições econômicas para o acordo de paz patrocinado pelo governo dos Estados Unidos da América.
A imensa maioria dos egípcios (73%) é contra o acordo para exportar gás aos israelenses, segundo pesquisa publicada em 3 de outubro de 2011 pela Synovate para a Press TV.

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