terça-feira, 11 de abril de 2017

Altos funcionários dos EUA 'distraem o público' enquanto Trump 'desempenha o papel real'


A representante dos EUA na ONU Nikki Haley e o secretário de Estado dos EUA Rex Tillerson fazem declarações sobre o regime sírio que mostram que eles não têm uma grande influência sobre o processo decisório de Donald Trump, considera a ex-conselheira de segurança nacional da Casa Branca Gwenyth Todd.

No domingo, Nikki Haley disse à CNN que os EUA acreditam que a mudança de regime político na Síria é inevitável, enquanto Tillerson disse à CBS que a primeira prioridade de Trump é combater o Daesh, e não derrubar o presidente Bashar Assad.

"Tillerson e Haley são empregados de Trump e não influenciam muito o próprio Trump", disse Todd em uma entrevista à Sputnik Internacional. "Eles distraem o público e só depois o herói principal [Trump] aparece e desempenha o papel real."

Todd explicou que o secretário da Defesa dos EUA James Mattis e o conselheiro de segurança nacional Herbert McMaster têm muito mais influência do que Tillerson e Haley sobre o processo decisório da estratégia de Trump na Síria.
Falando sobre a estratégia dele, Todd disse que "demasiada atenção dedicada à Síria ao longo do tempo claramente não vai beneficiar a marca Trump e, portanto, não é um cenário provável".

"Nós precisamos de olhar para a Síria, e para o mundo como um todo, a partir da perspectiva empresarial de Trump", concluiu Todd. "Isso requere uma enorme mudança no pensamento e é realmente impossível para a maioria dos analistas tradicionais."

O secretário de Estado dos Estados Unidos Rex Tillerson chegará hoje (11 de abril) a Moscou no âmbito de uma visita de 2 dias. Ele se vai encontrar com seu homólogo russo – o chanceler Sergei Lavrov, os dois lados vão discutir a situação na Síria.
Na madrugada de 7 de abril, destróieres norte-americanos lançaram 59 mísseis Tomahawk contra a base síria de Shayrat em retaliação por um ataque químico em Idlib que, segundo os EUA, teria sido realizado pelo Exército Árabe Sírio. Enquanto a comunidade internacional ainda aguarda investigações profundas sobre o ocorrido, Damasco nega a responsabilidade pela ação em Idlib, afirmando que nunca usou e nunca usará armas químicas, seja contra civis ou contra terroristas.

Sputniknews